Foto: Ícone Colégio e Curso
Escritor defende educação em tempo integral, responsabilidade fiscal e avaliação de servidores públicos; pré-candidato também elogia a gestão de Tarcísio de Freitas
O psiquiatra e escritor Augusto Cury apresentou seus planos para a eleição presidencial durante entrevista ao Almoço do MyNews. Conhecido pelos livros sobre comportamento e inteligência emocional, ele defendeu uma política baseada no diálogo, no altruísmo e na generosidade. “Só é digno do poder quem se curva diante dele”, afirmou.
Segundo Cury, cerca de 80% da população não acompanha a política porque enfrenta dificuldades econômicas e sociais. Por isso, acredita que os candidatos precisam abandonar os ataques pessoais e adotar uma postura mais elegante durante o debate eleitoral.
Na educação, o pré-candidato defendeu a ampliação do ensino em tempo integral. Além disso, a proposta incluiria conteúdos sobre empreendedorismo, gestão financeira e oratória. O objetivo seria preparar os estudantes para o mercado de trabalho e para as decisões da vida adulta.
Já na área econômica, Cury afirmou que o próximo governo precisará de “sangue, suor e lágrimas” para enfrentar a situação das contas públicas. Segundo ele, o Brasil vive uma “bomba fiscal” e precisa buscar responsabilidade fiscal e déficit zero. “A dívida pública tem o rosto de cada criança e adolescente”, declarou.
Para alcançar esse objetivo, o escritor propôs uma revisão das despesas do governo. Dessa forma, a gestão poderia identificar quais gastos são necessários para o funcionamento do Estado e quais podem ser reduzidos ou eliminados.
Na administração pública, Cury também defendeu a qualificação e a avaliação dos servidores. Para ele, o governo precisa oferecer capacitação e acompanhar o desempenho dos funcionários públicos. Assim, seria possível aumentar a produtividade e melhorar os serviços prestados à população.
Questionado sobre possíveis alianças, Cury descartou aceitar o posto de vice em uma chapa liderada por Flávio Bolsonaro. Por outro lado, ao falar sobre Tarcísio de Freitas, afirmou que gosta do trabalho realizado pelo governador de São Paulo e que gostaria de contar com ele em um eventual governo. “Tarcísio seria meu primeiro-ministro”, declarou.