Em convenções, Lula e Flávio se atacam e campanha começa para valer Foto: Bruna Viana

Em convenções, Lula e Flávio se atacam e campanha começa para valer

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Flávio acusa Lulinha de corrupção na convenção que o tornou presidenciável do PL; Lula, na convenção de Haddad, diz que quem de fora se meter na eleição “vai apanhar muito”

Em convenções do PL e do PT, os dois principais candidatos a presidente da República fizeram ataques mútuos e começam a campanha eleitoral num clima de vale-tudo. Em São Paulo, com a presença do presidente argentino, Javier Milei, Flávio foi confirmado candidato ao Planalto e acusou Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, de envolvimento com o esquema de corrupção do INSS. O encontro foi no estádio do Pacaembu, em São Paulo.

Flávio diz que Lulinha está foragido e que tem relações com o “Careca do INSS”, como é conhecido Antônio Carlos Camilo Antunes, que está preso e é um dos principais nomes vinculados a esses desvios.

Do seu lado, Lula, na convenção que homologou a candidatura de Fernando Haddad ao governo paulista, em Campinas (SP), atacou o bolsonarismo e a pretensão de autoridades americanas, sem serem citadas explicitamente, acompanharem o pleito no Brasil.

“Que não venha ninguém de fora meter os dedos na nossa eleição. Não sou de bravata, mas vou avisando, vão apanha muito aqui na eleição. São 157 milhões de eleitores. O aviso está dado”, disse Lula, em discurso na convenção. A convenção que confirmara Lula candidato à reeleição se dará semana que vem, no domingo, em São Paulo.

Na festa de Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro não apareceu, apesar de terem se reaproximado. A ex-primeira-dama enviou um vídeo, que foi exibido, mas não fez elogios diretos a Flávio. Falou sobre o PL Mulher e, sobre Flávio, afirmou que “Deus o abençoe e o proteja”. Flávio citou diversas vezes o nome de Jair Bolsonaro, segundo ele, alvo de um a injustiça e que foi alvo de três tentativas de morte: a facada, quando o condenaram e foi para a prisão e, agora, com o que chamou de seu isolamento na prisão domiciliar. Além das palavras ditas sobre Jair, a campanha de Flávio ainda apresentou um vídeo de IA para simular um pronunciamento de Jair Bolsonaro. Flávio ainda declarou o pai como “o maior líder da direita que esse país já teve”

Em um momento, ele demonstrou que usa colete à prova de bala e que vive cercado de muitos seguranças. Flávio disse também que irá ganhar a eleição e que Jair Bolsonaro subirá a rampa do Planalto com ele. O candidato afirmou ainda que Lula, que já é presidente, se reeleito irá implementar uma ditadura no país e que irá escolher “mais quatro Alexandre de Moraes” para o STF.

Lula afirmou que irá ganhar as eleições, mesmo sendo “um jovem de 80 anos”, disse que “esse país é nosso e ninguém mete o bedelho”. Também presente na convenção de Haddad, o vice-presidente Geraldo Alckmin fez o mais duro ataque ao bolsonarismo, fazendo referência à série dos livros do jornalista Elio Gaspari sobre a ditadura. E disse:

“Tivemos o bolsonarismo escancarado, o bolsonarismo encurralado, o bolsonarismo envergonhado e agora teremos o bolsonarismo derrotado”, disse o vice, muito aplaudido.

Haddad fez ataques a Tarcísio de Freitas e o acusou de não dar conta da segurança pública, não foi bem na educação e saúde e que o estado de São Paulo está abandonado. “São Paulo está ao Deus dará”, disse o petista.

O candidato acusou os bolsonaristas de voltaram à Idade da Pedra ao atacarem novamente as urnas eletrônicas, como fez Flávio Bolsonaro nesta semana, num encontro com embaixadores.

“Foi essa urna eletrônica que deu a vitória a Jair Bolsonaro, a Tarcísio de Freitas. Querem voltar a Idade da Pedra. E, não bastasse, agora querem impedir mulher de votar”, atacou Haddad.

Já na convenção de Flávio, Tarcísio afirmou que “São Paulo prospera porque nunca foi governado pela esquerda”. Em seu discurso, Javier Millei chamou Alexandre de Moraes de “lixo careca”. E afirmou, em recado a Flávio,  que “os esquerdistas vão jogar duro, se preparem para uma grande batalha”.

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