Lula vira o jogo no Sudeste e acende alerta na direita Foto: Divulgação

Lula vira o jogo no Sudeste e acende alerta na direita

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Levantamento da Genial/Quaest mostra mudança no principal colégio eleitoral do país, com vantagem numérica de Lula sobre Flávio Bolsonaro e redução da distância em segmentos estratégicos do eleitorado

A nova rodada da pesquisa Genial/Quaest indica uma mudança importante no cenário da disputa presidencial. Depois de registrar melhora na avaliação do governo, o detalhamento divulgado nesta semana mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliou seu desempenho em grupos considerados decisivos para a eleição, especialmente na região Sudeste, onde passou a aparecer numericamente à frente de Flávio Bolsonaro.

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Sudeste muda de lado

O movimento chama atenção porque ocorre justamente na região que concentra o maior número de eleitores do país. Segundo o levantamento, Lula soma 40% das intenções de voto no Sudeste, contra 37% de Flávio Bolsonaro. A diferença está dentro da margem de erro, mas representa uma inversão em relação a abril, quando o senador liderava por 12 pontos percentuais. Estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro tornam essa mudança especialmente relevante para qualquer estratégia eleitoral.

Avanço em diferentes segmentos

Além da virada regional, a pesquisa aponta mudanças em outros grupos do eleitorado. Lula mantém ampla vantagem no Nordeste, com 26 pontos de diferença sobre Flávio Bolsonaro, e lidera entre as mulheres por 47% a 34%. Pela primeira vez nesta série, também aparece numericamente à frente entre os homens, com 44% contra 40%. Entre os jovens, os dois permanecem tecnicamente empatados, enquanto o presidente amplia a vantagem entre eleitores com mais de 60 anos.

Direita perde vantagem em públicos estratégicos

O detalhamento também mostra redução da vantagem de Flávio Bolsonaro em grupos tradicionalmente mais favoráveis à direita. Entre os eleitores de maior renda, a distância caiu de 19 pontos para apenas um. Já entre os evangélicos, a vantagem do senador recuou de 37 para 22 pontos, embora ele continue liderando nesse segmento. Para analistas, as mudanças sugerem uma reacomodação do eleitorado e acendem um sinal de alerta para a oposição, sobretudo porque ocorrem em públicos considerados estratégicos para definir o resultado da eleição. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 10 e 13 de julho e tem margem de erro de dois pontos percentuais.

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