“Ninguém vai meter o bedelho  nas eleições”, diz Lula, em recado a Trump e Milei Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à esquerda, e vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), à direita | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Eleições

“Ninguém vai meter o bedelho  nas eleições”, diz Lula, em recado a Trump e Milei

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Em convenção do PSB, que confirmou Alckmin seu vice, Lula chamou Bolsonaro de “homicida” e falou em vitória no primeiro turno

Em convenção do PSB, que confirmou por unanimidade o nome de Geraldo Alckmin vice de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente Lula, em longo discurso, falou em vitória no primeiro turno, em outubro, chamou Jair Bolsonaro de “homicida” e criticou as inserções de Donald Trump e Javier Milei nas eleições no Brasil.

“Enquanto eu for presidente, ninguém vai meter o bedelho nas eleições”, disse o presidente, em discurso de campanha eleitoral.

Lula se referiu a Milei como “coisa” e disse que não gostaria de brigar com Donald Trump: “O cara tem o maior navio do mundo, a maior bomba atômica do mundo, o maior Exército… Acha que eu quero brigar com esse cara? Nem a porrete”, afirmou Lula, em tom de brincadeira e para riso geral dos aliados no evento.

“Não vou ficar trocando coisa com aquela coisa”, disse Lula, que ainda classificou os ataques de Milei a “patacoadas”.

O evento do PSB reuniu ministros de Estado, lideranças políticas e dirigentes de diversos partidos do campo da esquerda e de apoio ao governo federal, consolidando a união de forças políticas em busca da permanência da aliança no Palácio do Planalto.

Ataques ao bolsonarismo e defesa da democracia

Durante o seu discurso aos filiados e simpatizantes, Geraldo Alckmin adotou um tom duro em relação à oposição. O atual vice-presidente fez críticas contundentes à gestão anterior, relembrando o impacto das 700 mil mortes causadas pela pandemia da Covid-19 no país.

Alckmin enfatizou a importância da chapa para travar novamente a disputa contra o bolsonarismo e citou os desdobramentos das investigações que apontaram planos golpistas arquitetados contra a democracia brasileira. Ele destacou que o grupo oposicionista chegou a planejar o assassinato de autoridades do país, mencionando a si próprio, o presidente Lula e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Com a decisão chancelada pelos socialistas, a composição Lula-Alckmin repete o arranjo vitorioso de 2022, colocando a manutenção das instituições democráticas e a continuidade dos projetos de governo como eixos centrais da campanha para 2026.

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