Foto: AgroPós
Em entrevista exclusiva, o dirigente aponta gargalos na infraestrutura, defende planejamento de longo prazo para o setor e critica a falta de articulação política do governo federal
O agronegócio brasileiro vive um momento de paradoxos. O setor sustenta a balança comercial do país. No entanto, o campo enfrenta graves entraves estruturais e diplomáticos.
Em entrevista aos jornalistas Mara e Evandro, especialistas discutiram temas cruciais para o setor. Entre os pontos principais, eles destacaram o impacto das taxas alfandegárias e a escassez de crédito acessível. Além disso, os convidados debateram o endividamento dos produtores e a necessidade de um planejamento estratégico de longo prazo.
Os altos juros e os elevados spreads bancários sufocam o setor produtivo. Por isso, os recursos raramente chegam com facilidade às mãos dos agricultores. A falta de políticas públicas consistentes de crédito e seguro rural agrava essa situação. Enquanto nações concorrentes oferecem modelos sólidos de apoio, o Brasil deixa o produtor vulnerável a oscilações climáticas e econômicas. Consequentemente, essa instabilidade desestimula investimentos estruturais essenciais.
Por outro lado, iniciativas de agricultura urbana, capacitação de jovens e apoio à agricultura familiar aproximam o campo da cidade. Contudo, o país ainda precisa superar gargalos logísticos históricos. As ferrovias inacabadas e o déficit de armazenamento aumentam significativamente os custos da produção.
Portanto, resolver essas falhas de infraestrutura é fundamental para conter as perdas no abastecimento. Assim, o Brasil conseguirá conter a inflação, garantir a segurança alimentar e ampliar sua competitividade no mercado global.