Beth Goulart releva as lições que mudaram a sua vida Foto: Caras Brasil

Beth Goulart releva as lições que mudaram a sua vida

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Em entrevista exclusiva, a consagrada atriz brasileira reflete sobre o papel da memória, o enfrentamento ao preconceito de idade e a urgência do resgate humano em tempos digitais

Para Beth Goulart, a atuação nunca foi apenas uma escolha profissional. Na verdade, foi o ecossistema em que ela aprendeu a ler o mundo. Herdeira de uma das dinastias mais expressivas da dramaturgia brasileira, a atriz é filha dos lendários Nicette Bruno e Paulo Goulart. Portanto, ela defende que o talento é uma vocação da alma que exige cultivo constante.

Além disso, em um cenário de rápidas transformações culturais, ela aponta o aprendizado contínuo como uma ferramenta indispensável. Consequentemente, essa busca por inovação garante a longevidade profissional e pessoal, rejeitando qualquer conformismo diante do tempo.

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O enfrentamento ao idadismo e a autonomia criativa

Por outro lado, a maturidade traz a responsabilidade de encarar barreiras estruturais, como o preconceito baseado na idade (idadismo). Atualmente, existe uma nítida redução de oportunidades para atores veteranos na mídia tradicional. Por causa disso, Beth reforça a importância da autossuficiência e da autonomia criativa.

Em vez de apenas aguardar espaço, a atriz defende que a reinvenção passa por produzir a própria voz. Além disso, é fundamental liderar novos projetos e adaptar-se às plataformas digitais. Dessa forma, ela mantém uma comunicação direta e relevante com o público.

A herança matriarcal e a força da voz feminina

Essa postura de independência reflete uma profunda herança matriarcal. Afinal, Beth foi inspirada por gerações de mulheres que desafiaram as convenções de suas épocas. As referências vão desde sua bisavó médica até a simbiose artística com a obra de Clarice Lispector. Por isso, a atriz analisa a trajetória feminina como uma luta contínua contra a invisibilidade.

Da mesma forma, através da arte e do ativismo, ela destaca a necessidade urgente de ampliar a presença feminina em cargos de liderança. Além disso, Beth defende o combate firme ao ciclo de violência e desigualdade que ainda assombra a sociedade.

O teatro como antídoto na era digital

Por fim, em um mundo dominado por telas e algoritmos, Beth enxerga no teatro um antídoto vital contra a desumanização. Para a atriz, a experiência presencial do palco preserva a memória e a oralidade de um povo. Além disso, essa arte força o indivíduo a reconectar-se com suas próprias emoções.

Assim, ao olhar para o futuro através da direção e da escrita, a artista reafirma seu compromisso com a criação contínua. Em suma, ela transforma os desafios da vida em combustível para o aperfeiçoamento humano.

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