Foto: Pedro França (Agência Senado)
Falta de engajamento do eleitorado feminino e evangélico vira gargalo estratégico, enquanto pesquisas BTG apontam abismo de 15 pontos em relação a Lula no segmento das mulheres
O lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro escancarou fragilidades políticas. O candidato discursou sobre segurança pública e combate aos impostos. Porém, o evento na praia atraiu poucas pessoas. Além disso, raras lideranças subiram no trio elétrico. O fraco engajamento acendeu o sinal de alerta na pré-campanha.
A ausência recorrente de Michelle
O ponto mais crítico foi a ausência de Michelle Bolsonaro. Este já é o sexto ou sétimo evento importante do PL sem a ex-primeira-dama. Analistas políticos destacam essa falta constante. Internamente, a equipe avalia que o distanciamento prejudica a imagem do candidato. A aliança pública entre os dois era vista como essencial para atrair os militantes.
O desafio com o eleitorado feminino
A ausência de Michelle afeta a busca por votos no eleitorado feminino e evangélico. Nesses dois grupos, Flávio enfrenta grande resistência. Dados da recente pesquisa BTG/Nexus confirmam esse obstáculo. Entre as mulheres, Lula lidera com 46% das intenções de voto. Enquanto isso, Flávio soma 32%. Essa diferença de 14 pontos representa um abismo que a campanha precisa superar.
Competitividade e cenários futuros
Apesar do palanque fraco, a candidatura de Flávio continua competitiva. As pesquisas mostram um cenário de empate técnico com Lula no segundo turno. Contudo, os adversários avançam em alianças estratégicas com o Centrão. Por isso, a campanha do PL precisa reagir rapidamente. O grupo deve mobilizar suas principais peças para conseguir mais fôlego nas ruas.