Terceiro bloco do debate da Globo teve embates sobre transporte metropolitano, obras, educação e resultados do governo de São Paulo
Discutindo propostas para o transporte metropolitano, obras públicas e educação, Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad trocam farpas e críticas.
O embate começou com Haddad defendendo a integração do Bilhete Único Metropolitano, com a inclusão de municípios que concentram menos empregos e dependem de deslocamentos para outras cidades. O candidato questionou se é justo que um trabalhador precise pagar três tarifas para chegar ao trabalho. Tarcísio respondeu que é necessário estabelecer uma governança integrada para o transporte e criar um sistema de pagamento único que reúna os diferentes meios de transporte.
Ao tratar das obras no estado, Tarcísio citou projetos como a Linha 6-Laranja e intervenções realizadas em diferentes regiões de São Paulo. O candidato afirmou que seu governo está executando obras que, segundo ele, fazem diferença para a população. Haddad contestou os números apresentados pelo adversário e criticou a transferência de serviços públicos para a iniciativa privada. O candidato também questionou os valores pagos por usuário aos operadores privados e públicos e citou reclamações contra a Sabesp registradas no Procon. Tarcísio afirmou que a qualidade dos trens e terminais deverá melhorar com investimentos em segurança e sinalização.
A educação também foi um dos principais assuntos do bloco. Ao falar sobre Campinas e os indicadores educacionais, Haddad criticou o desempenho de São Paulo no Ideb do ensino médio e questionou quais medidas Tarcísio pretende adotar para melhorar os resultados. Tarcísio respondeu citando a evolução de São Paulo no Pisa, investimentos em alfabetização, formação continuada de professores, recuperação da aprendizagem e a expansão do ensino integral. Também afirmou que o governo realizou concurso para 15 mil professores e pretende manter concursos anuais para ampliar o quadro da rede estadual.
Tarcísio ainda destacou o ensino técnico, as Fatecs e a ampliação de iniciativas voltadas à matemática. Segundo o candidato, 42% dos jovens estão no ensino técnico e a frequência escolar chega a 91%. Ele também afirmou que escolas de ensino integral apresentaram bons resultados e defendeu a expansão desse modelo para outras regiões, incluindo áreas periféricas. Haddad voltou a questionar os indicadores do ensino médio e afirmou que São Paulo não poderia conviver com os resultados apresentados. O candidato também cobrou de Tarcísio respostas sobre o que teria sido efetivamente entregue durante o mandato e quais seriam as propostas para os próximos quatro anos.
No fim do bloco, os candidatos voltaram a trocar críticas sobre resultados e metas. Haddad afirmou que Tarcísio não teria entregado o que prometeu e questionou a relevância do chamado “selo ouro” citado pelo governador.
“Apresentar aqui o que é selo ouro… ninguém sabe o significado” disse Haddad. Entretanto, Tarcísio o questionou novamente: “Você não sabe o que é selo ouro?”, e Fernando não o respondeu.
O confronto também passou por obras no ABC e no sistema Tietê, investimentos e recursos do PAC, com Haddad afirmando que parte das obras terá continuidade por meio do programa federal e criticando a atuação de integrantes do grupo político de Tarcísio em relação à liberação de recursos para São Paulo.