Haddad e Tarcísio falam sobre economia, transparência e políticas para mães atípicas em debate da Globo

Haddad e Tarcísio falam sobre economia, transparência e políticas para mães atípicas em debate da Globo

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Candidatos ao governo de São Paulo discutiram nesta terça-feira (29) a situação fiscal, geração de empregos, reforma tributária e atendimento a pessoas com deficiência

No segundo bloco do debate da Globo realizado nesta terça-feira (29), os candidatos ao governo de São Paulo, Haddad e Tarcísio, trocaram acusações sobre transparência, gestão pública e políticas sociais. Haddad afirmou que, em um eventual governo, pretende ampliar a transparência das contas públicas e citou a possibilidade de consultar informações sobre empresas devedoras por meio dos dados da Receita Federal. O candidato também criticou a situação enfrentada por mães atípicas e cobrou mais estrutura para o atendimento de pessoas com deficiências severas. Puxando o tema, Tarcísio defendeu as ações de sua gestão voltadas às mães atípicas e às crianças com deficiência.

O atual governador citou a manutenção de profissionais de apoio nas escolas, a criação de salas sensoriais, a jornada de trabalho flexível e programas como o TEIA e a Casa da Mãe Atípica. Segundo o candidato, a proposta é ampliar o Centro TEIA para todas as regiões do estado. Haddad rebateu citando sua atuação como ministro da Educação e o programa BPC na Escola, afirmando que a iniciativa alcançou cerca de 400 mil crianças.

Na parte econômica, Tarcísio questionou Haddad sobre empresas como Casas Bahia e Tok&Stok e sobre os impactos da situação econômica na geração de empregos. Também perguntou se o Brasil precisa de um ajuste fiscal. Haddad respondeu citando o déficit que, segundo ele, foi deixado pelo governo anterior e criticou medidas adotadas durante a pandemia. O candidato defendeu ainda o aumento real do salário mínimo e mudanças no Imposto de Renda.

Tarcísio afirmou que o país enfrenta uma situação fiscal delicada, citando uma dívida pública de aproximadamente R$ 10 trilhões e o aumento da relação entre dívida e PIB. Segundo ele, a situação fiscal tem reflexos nos juros e no endividamento das famílias. O candidato também afirmou que sua gestão gerou cerca de 1,5 milhão de postos de trabalho e defendeu a redução dos gastos públicos. Haddad citou a geração de mais de 160 mil empregos em um mês, o REDATA e a reforma tributária, além de questionar declarações de integrantes do grupo de Tarcísio sobre a implementação da reforma.

Durante o debate da Globo, os candidatos também discutiram Petrobras, carga tributária, benefícios fiscais e a dívida do Estado de São Paulo. Tarcísio acusou Haddad de “negacionismo fiscal” e cobrou um plano econômico, enquanto Haddad afirmou que a gestão anterior teria deixado uma situação fiscal mais grave. Os dois ainda trocaram críticas pessoais ao longo do confronto, que teve como principais temas a economia, as contas públicas, a geração de empregos e as políticas de atendimento às famílias de pessoas com deficiência.

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