Menções à falta de Lula e Flávio marcam primeiro bloco de debate Menções à falta de Lula e Flávio marcam primeiro bloco de debate (Crédito: Renato Pizzutto/ Band) Eleições 2026

Menções à falta de Lula e Flávio marcam primeiro bloco de debate

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Candidatos discutiram propostas de segurança pública e educação; debate é marcado pela ausência de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL)

Apesar de não estarem presentes, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram pontos-chave nas primeiras falas dos três candidatos presentes no debate: Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). Com críticas diretas aos governos dos ex-presidentes, o debate trouxe propostas para os problemas atuais do Brasil nos segmentos de segurança pública, educação e soberania. Romeu Zema (Novo) também não compareceu ao debate. Ao longo do debate, os candidatos ausentes foram citados diversas vezes pelos candidatos. Lula foi citado ao menos 15 vezes, Flávio 5 e Zema nenhuma vez.

Na abertura do bloco, Renan Santos (Missão) criticou a ausência dos dois adversários e afirmou que eles são “covardes” por não comparecerem ao debate. “Não têm coragem de comentar sobre os crimes que cometeram”, afirmou Renan. Em seu discurso, defendeu a criação de superpresídios e a atuação do governo federal no combate ao crime organizado em conjunto com os estados.

Augusto Cury (Avante), que quase desistiu de participar do debate minutos antes, reagiu ao tom das declarações de Renan e afirmou que o nível de agressividade o “assombra”. Ele também defendeu que é possível fazer críticas sem atacar pessoalmente.

Na área econômica e educacional, Cury afirmou que pretende transformar o Brasil em “a nação mais empregadora do planeta”.

Em outro momento, Cury afirmou que, caso eleito, criaria um Ministério da Segurança e disse a Caiado que ele poderia assumir o papel de “xerife do Brasil”. Caiado respondeu que declinaria do convite porque, segundo ele, estará na Presidência da República. O combate ao feminicídio também entrou no debate. Caiado classificou o crime como uma “grande chaga” e afirmou que pretende intensificar as ações de combate à violência contra as mulheres.

Na discussão sobre educação, Renan destacou a necessidade de investir em alfabetização e na valorização da autoridade dos professores. Ele também criticou o uso da educação para fins eleitorais e afirmou que prefeitos deveriam priorizar investimentos em ensino e saúde, em vez de direcionar recursos para shows. Segundo ele, gestores que não cumprirem essas prioridades deveriam ficar inelegíveis.

O bloco também teve críticas à política externa e à relação do Brasil com os Estados Unidos. Renan chamou o bolsonarismo de “puxa-saco do Trump” e questionou a política brasileira para o refino de terras raras.

Ao longo da primeira parte, os candidatos alternaram propostas para segurança, educação e economia com ataques diretos aos adversários, em um dos momentos mais tensos do debate.

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