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Conflito no Oriente Médio
Estrangeiros que atuam em setores como construção e petróleo estão entre os mais vulneráveis nas regiões atingidas pelos bombardeios
Os ataques aéreos registrados recentemente em países do Golfo têm provocado vítimas civis, e a maioria delas é formada por trabalhadores migrantes. Segundo relatos de organizações internacionais e autoridades locais, estrangeiros que atuam em setores como construção, limpeza, transporte e petróleo estão entre os mais expostos nas áreas atingidas pelos bombardeios.
Nos países do Golfo, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Bahrein e Arábia Saudita, a força de trabalho é amplamente composta por imigrantes. Em alguns desses países, trabalhadores estrangeiros chegam a representar mais de 80% da população economicamente ativa, muitos vindos do sul e do sudeste asiático, além de regiões da África.
Esses trabalhadores geralmente vivem em alojamentos coletivos próximos a áreas industriais, portos ou zonas de infraestrutura estratégica — locais que podem se tornar alvos indiretos em cenários de escalada militar. Especialistas apontam que, em situações de ataque, esses grupos têm menos acesso a sistemas de proteção, transporte ou evacuação rápida.
Organizações de direitos humanos alertam que a vulnerabilidade desses trabalhadores em contextos de conflito evidencia uma desigualdade estrutural. Em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, cresce a preocupação internacional com a proteção de civis estrangeiros que permanecem nas regiões mais sensíveis do Golfo.