ONU acusa Israel de institucionalizar tortura contra palestinos Foto: Reuters Conflito no Oriente Médio

ONU acusa Israel de institucionalizar tortura contra palestinos

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Relatório aponta prática sistemática com apoio estatal; governo israelense rejeita acusações e critica credibilidade do documento

Um relatório da relatora especial da ONU para os territórios palestinos, Francesca Albanese, afirma que a tortura contra palestinos se tornou uma prática “sistemática e generalizada” em Israel, com apoio de estruturas do Estado e de setores da sociedade. O documento reúne mais de 300 depoimentos e descreve abusos como espancamentos, choques elétricos, privação de sono e violência sexual.

Segundo a relatora, as práticas teriam se intensificado desde outubro de 2023, com aumento das detenções — incluindo crianças — e relatos de condições degradantes nas prisões. O texto também aponta restrições ao acesso de advogados e organizações humanitárias, além de casos de detenção sem acusação formal.

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O relatório sustenta ainda que há um cenário de impunidade. Entre 2001 e 2020, mais de 1.300 denúncias de tortura teriam resultado em apenas duas investigações e nenhuma acusação formal. Desde então, apenas um caso foi levado à Justiça militar.

O governo de Israel rejeitou as acusações e afirmou que o documento é “politicamente motivado” e compromete a credibilidade dos órgãos de direitos humanos da ONU. Em nota, autoridades israelenses também acusaram a relatora de parcialidade e negaram irregularidades sistemáticas.

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