Foto: Agência Brasil
Hezbollah diz que vai respeitar a trégua se Israel interromper os ataques, enquanto premiê israelense ainda não detalhou os termos publicamente
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira, 16 de abril, um cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano, com início previsto para as 17h no horário de Brasília. Segundo o republicano, o acordo foi costurado após conversas com o presidente libanês, Joseph Aoun, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em meio à tentativa de abrir espaço para uma negociação mais ampla na região.
Do lado libanês, o presidente Joseph Aoun agradeceu os esforços de Washington, enquanto um parlamentar do Hezbollah afirmou à AFP que o grupo respeitará a trégua se os ataques israelenses cessarem. O anúncio também foi bem recebido pelo primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam. Já em Israel, a reação inicial foi de cautela: integrantes do governo teriam sido pegos de surpresa, e Netanyahu ainda não havia detalhado publicamente todos os termos do entendimento.
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De acordo com informações divulgadas por autoridades americanas, o cessar-fogo poderá ser prorrogado por acordo mútuo e tem como objetivo abrir caminho para um acerto permanente de paz e segurança. Pelos termos apresentados até agora, o Líbano deverá atuar para impedir ataques de grupos armados contra Israel, enquanto os israelenses se comprometem a evitar operações ofensivas em território libanês, embora mantenham o direito de agir em autodefesa.
A trégua surge após os primeiros contatos diplomáticos diretos entre representantes de Israel e Líbano em décadas, realizados nesta semana em Washington. O movimento é visto como uma tentativa de conter a escalada do conflito com o Hezbollah e reduzir a pressão sobre uma guerra regional que já impacta o mercado de energia e amplia a instabilidade no Oriente Médio. Segundo a Reuters, Trump também afirmou que trabalha para uma reunião na Casa Branca entre os líderes dos dois países nas próximas semanas.