As transformações na China

As transformações na China

País asiático revisa política de natalidade. Mudanças são marcas históricas da China

00:00
  • Governo chinês aprovou, em reunião com o presidente Xi Jinping, a permissão para que cada casal tenha até três filhos.
  • A nova regra substitui a flexibilização de 2016, que limitava o número de filhos a dois.
  • Dados do censo mostram queda da taxa de natalidade desde 2017, com recorde mínimo em 2020 desde 1949.
  • Projeções apontam que a Índia superará a população da China em 2027, iniciando a diminuição demográfica chinesa.

O governo chinês anunciou uma revisão da política de natalidade do país. Cada casal terá a permissão para ter até três filhos. A medida foi aprovada em uma reunião com o presidente Xi Jinping. Ainda não há data para que a mudança entre em vigor.

Presidente Xi Jinping em reunião do G20. Foto: Gov Cn

Em 2016, a China aprovou uma flexibilização da política do filho único e os casais puderam ter dois filhos.

Apesar de ter a maior população mundial – com mais de 1 bilhão e 400 milhões habitantes -, dados do censo chinês mostram que a taxa de natalidade vem caindo no país desde 2017. Em 2020, houve a menor taxa desde a fundação da China comunista, em 1949.

As projeções indicam que a população da Índia vai superar a quantidade de habitantes da China em 2027, quando a população chinesa vai começar a diminuir.

Nas últimas décadas, a China passou por profundas mudanças estruturais em diferentes pontos como política, economia, cultura e outros. Essas transformações da sociedade chinesa são narradas e exemplificadas em “Cisnes selvagens”.

O livro de Jung Chang conta a história de três gerações de mulheres da mesma família. A biografia é da própria família da autora e mostra como se deu a política chinesa, o conflito entre China e Japão na Segunda Guerra Mundial, a revolução comunista em 49 e a revolução cultural na década de 60.

Um ótimo livro para conhecer melhor um país tão importante.

“Quando as crianças locais passavam por um japonês na rua, tinham de curvar-se e dar passagem, mesmo que o japonês fosse mais novo que elas. As crianças japonesas muitas vezes detinham crianças locais na rua e as esbofeteavam, sem motivo algum. Os alunos tinham de fazer uma elaborada mesura aos professores toda vez que os encontravam.”