colunista Hermínio Bernardo
Produtor e repórter do MyNews
LITERATURA EM FATOS

Mudanças climáticas na literatura

Eventos extremos ganham destaque: chuvas na Europa, Índia e China; calor intenso no Canadá e seca no Brasil
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As mudanças climáticas são realidade. Parte da Europa enfrentou na última semana a pior chuva em um século. Mais de 200 morreram na Alemanha e na Bélgica em ocorrências relacionadas às chuvas, como enchentes e deslizamentos de terra.

Alemanha é o país mais afetado pelas chuvas na Europa. Foto: Serviço médico do Bundeswehr
Alemanha é o país mais afetado pelas chuvas na Europa. Foto: Serviço médico do Bundeswehr

Na Índia, mais de 60 pessoas morreram e dezenas estão desaparecidas após chuvas intensas atingirem o país. O mesmo ocorre na China, onde ao menos 56 pessoas morreram nas fortes chuvas que atingem a região de Zhengzhou. A estimativa é de que choveu o equivalente a um ano em apenas três dias. Os meteorologistas chineses declararam que a intensidade foi de um nível visto apenas uma vez em mil anos.

Na América do Norte, o Canadá – país de clima predominantemente frio – registrou recordes de calor, com temperaturas próximas de 50 graus. Nos Estados Unidos, as autoridades estão em alerta devido aos incêndios florestais que atingem a costa oeste do país. A fumaça chegou até Nova York, na costa leste.

Aqui no Brasil, o país enfrenta a maior crise hídrica em 91 anos, com níveis baixíssimos nos reservatórios e há o risco de racionamento de água e energia.

A quantidade de desastres naturais como seca, incêndios, chuvas e enchentes prova o impacto imediato das mudanças climáticas. Todo ano tem sido “o ano mais quente da história” e é necessário um comprometimento de todos nós como sociedade para amenizar a situação.

Um exemplo de futuro que precisamos evitar está no livro “Uma Guerra Americana”. A história se passa no ano de 2074, em um cenário em que as mudanças climáticas são ignoradas pelos líderes mundiais e uma guerra por combustíveis tem início.

A distopia é do autor egípcio Omar El-Akkad, que traz um excelente romance sobre sobrevivência, pertencimento e refugiados.

“Faz anos que não neva, mas em um ou outro fim de janeiro formam-se camadas ou fractais de gelo nas janelas. Em dias como esses, gosto de ir ao porto e observar meu hálito pairar. Sinto que não tenho mais fardo. Não tenho mais medo. Fico à beira da passarela e observo a água. Penso em todas as coisas que ela levou, em tudo que foi levado de mim.”

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