Ataques à Ludhmila Hajjar deixaram Lira incomodado Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil).

Ataques à Ludhmila Hajjar deixaram Lira incomodado

Presidente da Câmara endossou publicamente a cardiologista, que contou com o apoio também do ministro Fábio Faria

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  • Em 14 de março de 2021, o deputado Arthur Lira elogiou a cardiologista Ludhmila Hajjar, ressaltando sua capacidade técnica e habilidade de diálogo político para enfrentar a pandemia.
  • Lira disse que os ataques virtuais contra Ludhmila incomodam o Parlamento e criticou a falta de um gesto de solidariedade por parte do presidente Jair Bolsonaro.
  • O ministro das Comunicações, Fábio Faria, também apoiou a médica, visitando sua residência em nome de Bolsonaro.
  • O endosso a Ludhmila veio tanto do Congresso quanto do Executivo, evidenciando preocupação com a repercussão dos ataques online.

A forma como a cardiologista Ludhmila Hajjar foi atacada depois de ter seu nome ventilado para o Ministério da Saúde desagradou o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e outros integrantes do Centrão. Desde o final de semana, Ludhmila vem sendo alvo nas redes sociais de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. Segundo relatou em entrevista à GloboNews e à CNN, houve até tentativa de invasão ao quarto onde estava hospedada em Brasília.

Arthur Lira endossou publicamente a cardiologista. No domingo (14), disse enxergar na médica as qualidades necessárias para o bom desempenho no enfrentamento à pandemia.

No PL, o linchamento virtual também foi muito mal visto. O vice-presidente da Câmara disse que a falta de um gesto de Bolsonaro leva a crer que ele poderá fazer o mesmo com aliados. “Os ataques desses desequilibrados você pode até não colocar na conta do presidente, acreditar que Bolsonaro não controle eles, mas a falta de um gesto fraterno e solidário a uma pessoa que o presidente fez o gesto de convidar é algo que incomoda muita gente, em especial no Parlamento, até porque demonstra que ele pode fazer com qualquer um”, afirma.

O endosso a Ludhmila não veio apenas do Congresso. O ministro das Comunicações, Fábio Faria, foi um dos fiadores da cardiologista e chegou a ir à casa dela, em nome de Bolsonaro, em uma primeira aproximação. Na segunda-feira, ele saiu em defesa da médica. “É uma médica de muita credibilidade. São injustos os ataques a ela”, escreveu no Twitter. Na sequência, no entanto, afirmou não ser verdade a recusa da cardiologista em assumir a pasta porque, segundo ele, o convite não foi feito.

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