Como aproveitar a volatilidade do mercado após a queda da Evergrande Bovespa fechou 2020 com valorização, apesar dos solavancos na economia brasileira e global. (Foto: Pixabay)

Como aproveitar a volatilidade do mercado após a queda da Evergrande

Especialista explica quais setores estão atraentes para o investidor brasileiro depois do colapso da Evergrande

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  • Evergrande, gigante chinesa da construção, anunciou falta de liquidez para honrar dívida superior a US$ 300 bi, gerando pânico nas bolsas globais na semana passada.
  • O temor de um colapso semelhante ao Lehman Brothers foi mitigado pela intervenção do governo da China, que evitou um calote oficial.
  • Rodrigo Natali, diretor de estratégia da Inversa, afirma que a dívida está sendo renegociada, sobretudo a interna, e que o risco de impacto imediato ao mercado é baixo.
  • Analistas sugerem que a volatilidade pode favorecer investimentos em minério de ferro, como ações da Vale, diante da expectativa de recuperação.

O possível calote da gigante da construção civil Evergrande, incorporadora imobiliária chinesa, trouxe pânico para bolsas de valores do mundo inteiro na semana passada. Isso porque a empresa anunciou que não tinha liquidez para pagar uma dívida que ultrapassa os US$ 300 bilhões.

bolsa de valores índices
Situação da Evergrande pode favorecer investimentos em minério de ferro, apostando na recuperação do mercado/Imagem: Pixabay

A principal preocupação do mercado era que a quebra da gigante chinesa causasse um novo episódio do “Lehman Brothers”, banco americano que faliu e impulsionou a crise financeira de 2008. No entanto, a interferência do governo chinês acalmou os investidores.

“Não houve o calote oficial, que é deixar de pagar os juros. A dívida está sendo negociada, principalmente a interna, que deve ser paga, porque com a China é tirar de um bolso para colocar em outro. Os investidores estrangeiros vão perder, mas isso já aconteceu como um todo antes. E quando tiver de fato o calote ou a renegociação, vão descobrir que no dia seguinte vai acontecer nada demais”, explica Rodrigo Natali, diretor de estratégia da Inversa.

No entanto, Natali aponta que a volatilidade do mercado deve continuar e, por isso, investir em minério de ferro pode ser interessante. “O ativo que mais caiu, o minério de ferro, é o que mais deve subir quando tudo se normalizar. Nós temos a Vale (VALE3), que além de tudo é uma exportadora, ou seja, com o dólar positivo, já vale a pena”, complementa.

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