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OPINIÃO

Investimentos para mulheres: nada nos define; somente as nossas escolhas

Segundo o último estudo da B3, as brasileiras buscam investimentos de longo prazo e são mais empreendedoras que os homens; perfil que se assemelha ao público dos ativos alternativos
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Mulheres, quero falar somente com vocês – com as que já investem e com as que estão dando os primeiros passos nos investimentos. No último levantamento da B3, notou-se a entrada de 825 mil mulheres na Bolsa de Valores, ou seja, passamos a representar 26% da Bolsa, volume ainda considerado baixo quando comparado com o percentual de mulheres existentes do país, que é de 51,8%.

O fato é que, em 2020, a participação das mulheres no mercado de ações saltou para 118,1%, superior ao de homens, que ficou em 84,3%. No entanto, sabemos que esse número não nos define, o que nos define são as nossas escolhas que, no que diz respeito aos investimentos, é a qualidade do nosso portfólio, a cautela ao realizar uma aplicação e os investimentos de longo prazo. Isso também foi identificado no estudo da B3.

Os dados mostram uma tendência feminina pela rentabilidade, mas com volatilidade controlada e pensando no futuro. Eu, enquanto investidora, concordo, sem querer generalizar, porque sei que existem inúmeras investidoras com perfil arrojado e isso é o que nos torna investidores interessantes para o mercado de capitais: a nossa capacidade de assumir riscos quando preciso.

Investimentos para mulheres
Pesquisa aponta que brasileiras são mais empreendedoras que os homens e procuram investimentos de longo prazo/Imagem: Pixabay

Talvez vocês nunca tenham ouvido falar nos investimentos alternativos, talvez nunca tenham obtido informações suficientes para começar a investir nessa classe de ativos, ou até tenham um pé atrás com o termo “alternativos”.

Me permita ter um momento “Marisa” com vocês para falar sobre os investimentos alternativos (Alternative assets), uma modalidade de investimento pouco conhecida entre os brasileiros, mas que nos Estados Unidos está presente na carteira de grandes investidores.

Diferente do que muitos possam imaginar, esse tipo de ativo não tem qualquer relação com o mercado financeiro. Pelo contrário, é lastreado na economia real. Ou seja, ele é ideal para quem precisa minimizar os impactos dos ativos de risco.

Antes de fazer o meu primeiro aporte em ativos reais (nome dado aos investimentos com lastro na economia real) fui cética, pois havia acabado de perder dinheiro com um fundo. Ciente dos riscos do fundo, perdi, mas logo comecei a buscar um tipo de investimento que conseguisse atender o máximo de itens da tríade de investimento: rentabilidade, risco e liquidez.

Sabia que não seria fácil, no entanto, consegui me encontrar nos investimentos alternativos que me ofereciam, além de diversificação, rentabilidade e baixo risco. Mas para isso precisei abrir mão da liquidez. Outra grande vantagem foi que os ativos reais me permitiam participar de projetos estruturados por grandes empresários, sem que eu precisasse me preocupar com operacionalização, treinamento, funcionários e todas as atribuições inerentes a quem precisa começar um negócio do zero.

Entrando nos investimentos alternativos, caberia a mim: escolher uma plataforma de crowdfunding regulada pela CVM, buscar um projeto que atendesse as minhas necessidades de diversificar meu portfólio, saber quem é o responsável pelo projeto, avaliar o cenário do setor da economia do projeto escolhido e pronto. Vale lembrar que esse foi o meu processo. Cada um tem o seu, inclusive, existem plataformas (como a que investi) que oferecem consultores que podem te ajudar em cada uma das etapas.

Após receber o meu primeiro provento, pensei por que não conheci esse investimento antes? E a resposta é fácil: nunca havia encontrado uma pessoa que me explicasse que existia rentabilidade além da Bolsa. Isso porque esses investimentos eram reservados a family offices, fundos de investimento e detentores de grandes fortunas. Imagina se os grandes afortunados iriam dividir com qualquer pessoa o segredo do seu sucesso.

E é esse tipo de disrupção que me sinto na obrigação de compartilhar com outras mulheres que, assim como eu, buscam fortalecer outras potencialidades femininas e suas carteiras de investimento também. Espero ter dado o pontapé necessário para dar início a essa missão.


Quem é Lohana Ribeiro?

Entusiasta das inovações disruptivas. É graduada em Jornalismo e especialista em estratégia de marketing digital e SEO.

* As opiniões das colunas são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a visão do Canal MyNews


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