Certificados Recebíveis do Agronegócio (CRAs) são opção para diversificar aplicações em renda fixa
Certificados de Recebíveis do Agronegócio podem ser boa opção na hora de diversificar carteira de renda fixa
Quando se fala em Renda Fixa, a maioria das pessoas logo pensa em Tesouro Direto e CDB. Mas esse investimento tem outros tipos de títulos e pode ser diversificado. É o caso dos CRAs, Certificados de Recebíveis do Agronegócio, títulos de renda fixa de crédito privado. Como investir neles e qual a diferença para os outros títulos? O diretor de educação financeira da Xpeed, Thiago Godoy, falou com o MyNews Investe e explicou tudo sobre CRAs.
“Na prática, o investidor vai comprar um papel e em troca disso, mantendo os recursos aplicados ali, vai receber uma remuneração, que são os juros. O CRA tem como lastro os empréstimos relacionados a produção, comercialização, beneficiamento ou industrialização de produtos, insumos e máquinas do agronegócio”, explica Godoy.
Existem três modelos de rentabilidade para esse tipo de investimento: pré-fixado, pós-fixado e atrelado à inflação. Seu risco é um pouco maior do que os títulos mais clássicos de renda fixa – o que faz a rentabilidade dele também ser mais elevada que Tesouro Direto e CDB.
“O CRA é um investimento que precisa de um longo prazo. Precisa que você deixa ele lá por mais tempo para vender; tem um pouco mais de risco, mas vai trazer a rentabilidade maior para sua carteira, além de ter a isenção Imposto de Renda. Então, para o investidor, mesmo conservador, que está olhando para renda fixa e quer diversificar o plano, essa é uma excelente opção”, avalia o diretor da Xpeed.
Para investir em CRAs, assim como a maioria dos títulos de renda fixa, é necessário ter conta em uma corretora de investimentos. É importante que a corretora fale sobre custos de operação, variedade de opções, remuneração, valor mínimo para investimento e não menos importante, os riscos que o papel traz. Também não podemos esquecer que esse investimento tem garantia do Fundo Garantidor de Crédito, que é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que administra o mecanismo de proteção aos depositantes e investidores no âmbito do Sistema Financeiro Nacional.
“Existe o risco que você tem que olhar, o ‘rating’, que eles costumam receber. É uma nota atribuída para o papel, feita por uma agência independente de avaliação de risco de crédito. Essa nota vai indicar se o produto tem risco de calote alto ou baixo”, analisa Godoy.