São Paulo avança no projeto do Parque Campo de Marte Campo de Marte. Foto: Diário Zona Norte/SP Parcerias papo de imóvel

São Paulo avança no projeto do Parque Campo de Marte

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Projeto de R$ 14 milhões prevê concessão privada, recuperação ambiental e integração com o aeroporto na Zona Norte da capital

A Zona Norte de São Paulo ganhará um novo espaço público de lazer e preservação ambiental. Após mais de 60 anos de disputas judiciais entre a Prefeitura e a União, o Parque Campo de Marte finalmente começa a sair do papel. Com 386 mil metros quadrados no bairro de Santana, a área equivale a um quarto do Parque Ibirapuera. Dessa forma, a gestão municipal prevê atender cerca de 300 mil moradores.

Além disso, o terreno tem forte valor histórico para a capital paulista, uma vez que o local abrigou o primeiro aeródromo da cidade, inaugurado em 1920. As pendências judiciais sobre a posse da área vinham desde a Revolução Constitucionalista de 1932. Contudo, o imbróglio terminou após um acordo entre o município e o governo federal, oficializado por decreto em 2024.

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Preservação ambiental e parceria público-privada

Para além do lazer, a proposta foca na recuperação da vegetação nativa. Nesse sentido, mapeamentos ambientais identificaram 112 espécies de animais silvestres e plantas raras no local. Da mesma forma, o plano prevê a recomposição da mata ciliar nos córregos Baruel e Tenente Rocha. Paralelamente, o projeto mantém a tradição do futebol de várzea ao modernizar os campos existentes.

A Prefeitura começou a preparação do terreno em 2026, executando limpezas, demolições e reintegrações de posse. Em seguida, o poder público realizará a obra por meio de uma parceria com o setor privado. O município coordena os primeiros 18 meses de adequação, e, posteriormente, a iniciativa privada assumirá a operação e a manutenção do parque por 35 anos, em contrato estimado em R$ 14 milhões.

Por fim, o projeto exige conciliação direta com a operação do Aeroporto Campo de Marte. Como o aeródromo passa por modernizações para pousos com instrumentos, as regras aéreas impõem limites de altura para imóveis no entorno. Assim, a cidade busca equilibrar preservação ambiental, esporte e as exigências do tráfego aéreo no mesmo endereço.

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