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Da quebra de tabus ao combate ao etarismo, a jornalista e escritora Marisa Tavares analisa a autonomia e os desafios de envelhecer no país
A longevidade, o afeto e a autonomia na maturidade foram o ponto central de entrevista com a jornalista e escritora Marisa Tavares. Nesse sentido, a conversa focou nas profundas transformações sociais e culturais impulsionadas pelas gerações acima dos 60 anos no Brasil, que têm redefinido o modo de viver a senilidade.
Um dos eixos do debate é a saúde da mulher. Historicamente, temas como a perimenopausa e a menopausa foram envoltos em silêncio e constrangimento. No entanto, a abertura dessas pautas é apontada como crucial para garantir suporte médico, saúde mental e qualidade de vida, permitindo que as mulheres vivenciem essa fase de forma informada e sem estigmas.
Por sua vez, o campo afetivo reflete essa mudança. O fenômeno do “divórcio grisalho” mostra que a maturidade virou um momento de reinvenção; assim, homens e mulheres lidam de formas diferentes com a viuvez e a solteirice, mas buscam a mesma autonomia.
Apesar dos avanços culturais, envelhecer no Brasil expõe profundas desigualdades. Dessa forma, Tavares enfatizou que a longevidade com dignidade exige políticas públicas eficientes.
Além disso, o etarismo surge como um dos principais obstáculos. A crítica atinge também o sistema de saúde, que costuma associar a velhice apenas a doenças. Consequentemente, cresce a urgência de uma militância ativa pelos direitos da pessoa idosa.