Após corte de 95% no orçamento do Censo, presidente do IBGE deixa o cargo A então presidente do IBGE, Susana Cordeiro Guerra, explica as mudanças no Censo 2020. Foto: Agência Brasil Tesoura

Após corte de 95% no orçamento do Censo, presidente do IBGE deixa o cargo

Susana Guerra havia sido indicada por Paulo Guedes e estava no cargo desde 2019

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  • Susana Cordeiro Guerra pediu exoneração da presidência do IBGE nesta sexta‑feira (26) por motivos pessoais e familiares.
  • Ela assumiu o cargo em fevereiro de 2019, indicada pelo ministro da Economia Paulo Guedes, e permanecerá até a transição.
  • O pedido ocorre após corte de 95 % no orçamento do Censo 2021, reduzido de R$ 3,4 bi para R$ 2 bi pelo governo federal.
  • O Censo, já adiado em 2020 pela pandemia, pode ficar inviabilizado sem recursos, aguardando sanção do orçamento pelo presidente Jair Bolsonaro.

Susana Cordeiro Guerra, presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pediu exoneração do cargo nesta sexta-feira (26). Segundo nota oficial, os motivos que levaram ao pedido de demissão são pessoais e de família.

Suzana, que assumiu o cargo em fevereiro de 2019, escolhida pelo Ministro da Economia Paulo Guedes, segue no IBGE até a transição para o novo presidente, que ainda não foi indicado.

Na reunião para aprovação do Orçamento 2021, o órgão sofreu um importante impacto. No texto, que ainda precisa ser sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o Censo 2021 fica quase sem recursos, o que pode inviabilizar a pesquisa. Lembrando que em 2020 o Censo foi adiado por conta da pandemia de covid-19.

O orçamento pedido pelo IBGE para a realização do Censo era de R$ 3,4 bilhões. Com a pressão do Governo Federal, o instituto teve que reduzir para R$ 2 bilhões. Mas o orçamento aprovado destina menos de 5% do custo que foi acordado, ficando em R$ 71 milhões.

Antes de assumir a presidência do IBGE, Suzana foi economista do Banco Mundial e pesquisadora visitante do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

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