Foto: Senado Federal
Colegiado também debate se deve designar subprocurador para apurar preliminarmente a conduta do procurador-geral da República
O Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) formou maioria de 5 a 0 para manter Paulo Gonet à frente do caso Banco Master. O colegiado, porém, ainda diverge sobre uma possível apuração da conduta do procurador-geral da República.
Na sessão desta sexta-feira (25), Janice Ascari votou pela designação de um subprocurador-geral para analisar os fatos. Samantha Chantal Dobrowolski acompanhou o voto. Por outro lado, o relator Francisco Sanseverino rejeitou a medida. Celso de Albuquerque Silva seguiu o relator. Assim, o placar ficou em 2 a 2 nesse ponto. Ascari disse que não há elementos para abrir uma investigação criminal neste momento. Ela defendeu, contudo, uma análise preliminar sobre as tratativas envolvendo Pedro Gonet e um evento em Londres patrocinado pelo Master. A conselheira também citou uma ligação entre Gonet e Daniel Vorcaro.
Sanseverino, por sua vez, afirmou que os documentos não apresentam elementos mínimos de autoria e materialidade de crime contra Gonet. Segundo o relator, a Polícia Federal não encontrou mensagens diretas entre o PGR e Vorcaro. As referências a Gonet aparecem principalmente em conversas entre o ex-banqueiro e o advogado Ciro Soares. Portanto, Sanseverino considerou insuficientes os elementos apresentados até agora. O julgamento do Conselho Superior do MPF continua.