“Houve genocídio”, diz Cristovam Buarque Manaus AM 15.05.20 Sepultamentos no Cemitério Nossa Senhora Aparecida. causado pela Pandemia do Covid-19 Foto: Alex Pazuello/Semcom Pandemia

“Houve genocídio”, diz Cristovam Buarque

Ex-senador afirma que houve “omissão” e privilégio para vacinas oferecidas por intermediários

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  • O ex‑senador e professor Cristovam Buarque afirmou que a resposta do governo à pandemia de covid‑19 configurou omissão e genocídio.
  • Ele alegou que houve demora na ação e favorecimento de determinadas vacinas e intermediários.
  • Buarque defendeu a abertura de novas CPIs e apoiou o pedido do senador Fabiano Contarato para investigar supostas “rachadinhas” da família Bolsonaro.
  • Segundo ele, tais práticas seriam indecentes, configurando apropriação indébita de recursos públicos destinados a trabalhadores.

O professor, ex-ministro da Educação e ex-senador Cristovam Buarque acredita que houve omissão e genocídio por parte do governo com a pandemia da covid-19 e que as investigações promovidas por CPIs são importantes ferramentas de justiça.

“De fato, houve uma omissão do governo que levou a uma parte substancial das mortes, a covid chegou aqui, mataria gente, mas numa parte foi pela omissão, pela demora e a outra coisa que está descobrindo é que houve uma  tentativa de dar preferência a algumas vacinas e privilegiar alguns intermediários, eu acho que está claro que houve omissão e que houve genocídio”, relata Buarque ao MyNews.

Sobre o pedido feito pelo senador Fabiano Contarato, de abrir mais uma CPI, dessa vez para investigar as rachadinhas em que a família Bolsonaro estaria envolvida, o professor analisa que as CPIs são importantes instrumentos de investigação e que se os senadores acharem que sim, eles devem abrir mais uma CPI.

“As rachadinhas são práticas imorais, são práticas indecentes. Por um lado pega dinheiro público que era para uma finalidade, que era de um trabalhador e fica para quem o contrata, quem o escolhe, é apropriação indébita não só de dinheiro público como do trabalho, do salário que seria para um trabalhador, isso não é decente. Neste caso tem algo mais é que esse governo, o Bolsonaro junto com seus filhos, se elegeram com a bandeira da moralidade. O governo se beneficiou de acusações ao Lula candidato e chegou carregando a bandeira da moralidade. Está demonstrado que eles tiveram comportamentos indecentes e imorais ao longo desse período e um desses comportamentos são rachadinhas”, argumenta o ex-senador.

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