PF decide investigar suspeitas de corrupção na compra da vacina indiana O Ministério da Saúde anunciou na terça-feira (29) a suspensão temporária do contrato da Covaxin. Foto: Jagdeep Sekhar CASO COVAXIN

PF decide investigar suspeitas de corrupção na compra da vacina indiana

Procuradoria da República do Distrito Federal também instaurou procedimento criminal para apurar suspeitas de crime no contrato

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  • Polícia Federal abriu, nesta quarta‑feira (30), inquérito sobre suspeita de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin pelo governo federal.
  • A investigação foi solicitada pelo Ministério da Justiça após a CPI da Pandemia apontar irregularidades no contrato, o mais caro firmado pelo Ministério da Saúde.
  • A Precisa Medicamentos, empresa intermediária da compra, já responde a outras apurações e viu o contrato da Covaxin suspenso pelo Ministério da Saúde em 29.
  • O caso será conduzido pelo Sinq da PF; se surgirem indícios contra autoridades com foro privilegiado, precisará de autorização do STF, e a Procuradoria do DF também abriu procedimento investigatório criminal.

A Polícia Federal abriu inquérito nesta quarta-feira (30) para investigar suspeitas envolvendo a compra da vacina indiana Covaxin pelo governo federal. A apuração foi aberta a pedido do Ministério da Justiça, após a CPI da Pandemia ter levantado indícios de problemas envolvendo a compra do imunizante, o mais caro contratado pelo Ministério da Saúde. A empresa intermediária dessa venda no Brasil, a Precisa Medicamentos, é alvo de outras investigações em andamento.

O contrato para a compra do imunizante indiano custou R$ 1,6 bilhão ao governo federal.
O Ministério da Saúde anunciou na terça-feira (29) a suspensão temporária do contrato da Covaxin. Foto: Jagdeep Sekhar

O caso será conduzido pelo Serviço de Inquéritos Especiais (Sinq) da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal.

Até o momento, não foi definido nenhum político como alvo do inquérito. Caso a PF encontre indícios contra parlamentares ou outras autoridades com foro privilegiado, o caso deve ser submetido a uma autorização do Supremo Tribunal Federal.

Também nesta quarta, a Procuradoria da República do Distrito Federal instaurou um procedimento investigatório criminal para apurar as suspeitas de crime no contrato para a compra da Covaxin, assinado entre o Ministério da Saúde e a Precisa Medicamentos.

O procurador Paulo José Rocha Júnior já determinou as primeiras diligências a serem feitas para o início das investigações. Um dos indícios levados em conta foi o depoimento do servidor Luis Ricardo Miranda, chefe do setor de importação do Ministério da Saúde.

Na terça-feira (29), os ministros Marcelo Queiroga (Saúde) e Wagner Rosário (Controladoria Geral da União) anunciaram a suspensão do contrato para a compra da Covaxin.

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