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Por ordem de Flávio Dino, policiais federais reexaminam celulares, computadores e documentos ligados à produtora Karina da Gama; parte dos itens ainda não havia sido periciada em São Paulo
A Polícia Federal (PF) iniciou uma nova perícia no material apreendido pela Polícia Civil de São Paulo na Operação Wi-Fi, que investiga suspeitas de desvio de recursos públicos relacionados à produção do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A análise foi determinada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o material foi enviado à PF no fim de agosto.
Os policiais federais estão examinando celulares, computadores e documentos recolhidos durante a operação realizada em junho. Segundo a determinação de Dino, a perícia deve abranger todo o material bruto entregue pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. Parte dos itens ainda não havia passado por análise do Instituto de Criminalística paulista, enquanto outros terão as perícias refeitas em Brasília.
Entre os aparelhos que ainda não haviam sido periciados em São Paulo está um celular atribuído à empresária Karina Ferreira da Gama, dona da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme, e presidente do Instituto Conhecer Brasil (ICB). A organização mantém contrato com a Prefeitura de São Paulo para a instalação de pontos de wi-fi na periferia da capital, contrato que também aparece no centro das investigações.
A apuração da Polícia Civil aponta suspeitas de que recursos do programa WiFi Livre SP tenham sido utilizados para financiar atividades relacionadas ao filme. O relatório menciona ainda suspeitas de confusão patrimonial e possíveis irregularidades no contrato de internet, incluindo diferenças entre valores pagos pelo município e serviços efetivamente prestados. O inquérito da PF também investiga possíveis crimes relacionados ao financiamento de “Dark Horse”.