Polícia Federal ouve militares que aparecem em gravações durante atos golpistas Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil POLÍTICA

Polícia Federal ouve militares que aparecem em gravações durante atos golpistas

Imagens foram gravadas dentro do Palácio do Planalto em 8 de janeiro

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  • A Polícia Federal, em Brasília, ouviu nesta domingo (23) nove militares do Gabinete de Segurança Institucional identificados em gravações da invasão ao Palácio do Planalto em 8 de janeiro.
  • O depoimento foi solicitado pelo ministro interino do GSI, Ricardo Cappelli, após assumir o cargo, embora os nomes dos militares não tenham sido divulgados.
  • A medida segue determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes, que na sexta‑feira (21) ordenou que todos os envolvidos fossem ouvidos pela PF em até 48 horas.
  • Moraes também autorizou a quebra do sigilo das imagens da invasão, que já haviam levado à demissão do ex‑ministro Gonçalves Dias.

A Polícia Federal (PF) tomou, neste domingo (23), o depoimento de militares do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que foram identificados em imagens gravadas dentro do Palácio do Planalto em 8 de janeiro. As oitivas estão sendo realizadas na sede da corporação em Brasília.

A PF intimou nove militares que foram identificados nas gravações pelo ministro interino do GSI, Ricardo Cappelli, após assumir o cargo. Os nomes dos servidores não foram divulgados oficialmente.

Na sexta-feira (21), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator das investigações sobre os atos golpistas, determinou que todos fossem ouvidos pela PF no prazo de 48 horas.

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A medida foi tomada após as gravações de câmeras de segurança do Planalto, divulgadas pela CNN Brasil, mostrarem o ex-ministro do GSI Gonçalves Dias e outros servidores no interior do Palácio do Planalto durante os atos. Dias pediu demissão do cargo após o surgimento das imagens.

Moraes também determinou a quebra do sigilo das imagens captadas durante a invasão do Palácio do Planalto para envio à investigação que está em andamento no STF.

As imagens estavam em poder do GSI e foram utilizadas como provas iniciais para justificar a abertura de sindicância contra os envolvidos.

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