Primeiro turno surpreende eleitores que confiam em pesquisas Brasília – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assiste a presidenta afastada, Dilma Rousseff, fazer sua defesa durante sessão de julgamento do impeachment no Senado ( Marcelo Camargo/Agência Brasil) Eleições 2022

Primeiro turno surpreende eleitores que confiam em pesquisas

Resultados da eleição fizeram as pessoas questionarem a eficácia dos institutos de ciência. Pesquisador João Luiz Moura comenta o ocorrido

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  • O primeiro turno das eleições presidenciais deixou eleitores que confiavam nas pesquisas em dúvida ao levar Lula e Jair Bolsonaro ao segundo turno, marcado para 30 de outubro.
  • Na edição de 3 de outubro do Almoço do MyNews, Myrian Clark entrevistou João Luiz Moura, mestre em Ciências da Religião, para analisar o descompasso entre os resultados e as sondagens.
  • Moura afirmou que as diferenças observadas nas pesquisas são consideráveis, mas dentro da margem de erro típica da ciência, e que informações nas próximas 48 horas ainda são preliminares.
  • Ele também contestou a ideia de que religiosos mentem ou evitam responder pesquisas, ressaltando a necessidade de análise cuidadosa e paciente da situação.

Lula – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os resultados do primeiro turno deixaram os eleitores que confiavam nas últimas pesquisas questionando o que aconteceu. Ao contrário do prognóstico que Lula poderia se eleger no primeiro turno, a disputa entre ele e Jair Bolsonaro foi acirrada e os levou ao segundo turno, que acontecerá em 30 de outubro.

Para ajudar a entender esse cenário, Myrian Clark recebeu no Almoço do MyNews desta segunda-feira (03/10) João Luiz Moura, mestre em Ciências da Religião, e pesquisador em Religião e Neoliberalismo.

Ao ser perguntado sobre o que pode ter dado errado em relação as pesquisas, ele diz que “qualquer informação a ser oferecida nas próximas 48 horas, é muito precária. Ainda estamos tentando entender o contexto e o impacto que essas pesquisas tiveram efetivamente”. E acrescenta que, ao analisar os dados, a diferença apresentada em relação as pesquisas é considerável, porém não deve ser invalidada, pois  “como em toda ciência há uma margem de erro, nas pesquisas isso também ocorre”.

João rebate a afirmação de que religiosos mentem ou não respondem as pesquisas: “é uma afirmação muito complexa e perigosa: pois passa a impressão de que todos os problemas sociais no país são responsabilidade do âmbito religioso, o que não é verdade”. E conclui que é necessário dar um passo atrás e e analisar a situação de forma precisa e paciente.

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