Procuradoria abre inquérito para apurar omissão de autoridades em atos golpistas Terroristas invadem Congresso, STF e Palácio do Planalto (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) POLÍTICA

Procuradoria abre inquérito para apurar omissão de autoridades em atos golpistas

Investigação analisa se as autoridades deixaram de agir em 8 de janeiro

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  • A Procuradoria da República no Distrito Federal abriu, nesta terça‑feira (17), inquérito para apurar omissão de autoridades públicas nos atos golpistas de 8 de janeiro.
  • A investigação verificará possível improbidade administrativa de autoridades, inclusive militares, que teriam deixado de garantir a segurança do Palácio do Planalto, do Congresso e do STF.
  • Os nomes dos investigados permanecem sob segredo de justiça; a esfera criminal dos fatos segue em julgamento no Supremo Tribunal Federal.
  • A Controladoria‑Geral da União também iniciou apurações para identificar servidores que participaram das depredações, que poderão ser submetidos a processo disciplinar.

A Procuradoria da República no Distrito Federal abriu nesta terça-feira (17) um inquérito para investigar a suposta omissão de autoridades públicas na contenção dos atos golpistas de 8 de janeiro. Será apurada a prática de improbidade administrativa pelos envolvidos.

A apuração pretende analisar se autoridades, inclusive militares, deixaram de cumprir seu papel de garantir a segurança do Palácio do Planalto, do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF), que foram depredados.

O nome dos investigados não foi divulgado em função da decretação de segredo de Justiça para resguardar a apuração. A questão criminal dos fatos segue no Supremo.

Após os ataques de 8 de janeiro, a Controladoria-Geral da União (CGU) também tomou medidas para apurar a participação de servidores e empregados públicos na depredação.

Após a constatação da participação, o agente público deverá responder a processo administrativo disciplinar por deixar de zelar pela conservação do patrimônio público e por não manter conduta compatível com a moralidade administrativa.

Ataques
Desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito em segundo turno, no final de outubro, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro demonstram inconformismo com o resultado do pleito e pedem um golpe militar no país, para depor o governo eleito democraticamente. As manifestações dos últimos meses incluíram acampamentos em diversos quartéis generais do país e culminaram com a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília, no dia 8 de janeiro.

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