Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Candidato da Unidade Popular a deputado federal por São Paulo apresenta propostas voltadas à classe trabalhadora e quer ampliar a presença do partido no Congresso
Candidato da Unidade Popular (UP) a deputado federal por São Paulo, Ricardo Senese afirma que pretende levar ao Congresso Nacional uma agenda voltada principalmente aos interesses da classe trabalhadora. Entre as principais propostas apresentadas durante entrevista ao MyNews estão a redução da jornada de trabalho, o fim da escala 6×1, o aumento de 100% do salário mínimo e a valorização dos trabalhadores da saúde. Senese também defende que políticos e ocupantes de cargos públicos sejam obrigados a utilizar o Sistema Único de Saúde (SUS), como forma de aproximá-los da realidade enfrentada pela população nos serviços públicos.
Na área da saúde, o candidato afirma que a medida de obrigar políticos a utilizar o SUS seria apenas o início de um projeto mais amplo de fortalecimento do sistema. Senese defende mais investimentos, ampliação das ações de prevenção e valorização dos profissionais, além de uma escala de trabalho mais humanizada. Ele também critica o atual modelo de destinação do orçamento público e defende uma auditoria da dívida pública, com a suspensão de seu pagamento. Segundo o candidato, os recursos que hoje seriam destinados ao serviço da dívida deveriam ser utilizados para ampliar políticas públicas e melhorar as condições de atendimento à população.
Senese também apresentou a Unidade Popular como uma alternativa à esquerda tradicional e afirmou que o partido pretende eleger seu primeiro deputado federal. Para ele, a esquerda abandonou parte de suas pautas históricas em busca de maior aproximação com o centro político. O candidato defende ainda a ampliação do acesso à educação, a legalização do aborto, a reversão de privatizações e a atuação parlamentar em defesa dos serviços públicos. Ao final da entrevista, pediu votos para a UP e afirmou que pretende utilizar um eventual mandato para defender a redução da jornada, a classe trabalhadora e a retomada de empresas e serviços que, segundo ele, foram prejudicados pelas privatizações.