Segunda Chamada

“Vazavam informações e isso ia para o Jornal Nacional”, diz Gilmar Mendes sobre Lava Jato

Ministro do STF afirma que a imprensa foi "parte" do "projeto totalitário" da operação anticorrupção
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Ministro Gilmar Mendes durante sessão da 2ª turma do STF.
O Ministro Gilmar Mendes durante sessão da 2ª turma do STF. Foto: Nelson Jr. (SCO/STF).

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes voltou a criticar a Lava Jato, questionou a cobertura feita pela imprensa, afirmou que o Judiciário falhou ao não controlar a “República de Curitiba” e defendeu uma solução “fora da caixinha” para a política nacional.

“A doutora Raquel [Dodge] me disse que quando chegou à Procuradoria[-geral da República] havia 12 jornalistas empregados na Procuradoria para vazar informações. Isso era gestão do [Rodrigo] Janot, portanto isso é uma forma de corrupção da própria imprensa, isso não é bom, não é razoável”, afirmou Gilmar ao Segunda Chamada. “Era um processo totalitário. Vazavam informações e isso ia para o Jornal Nacional. Ou jornalista que vira ghost writer de procurador, como vocês viram nessas informações. Isso é correto? Não, não é.”

O ministro questiona o não pronunciamento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Conselho da Justiça Federal e o Tribunal Regional Federal [da 4ª Região] sobre as mensagens reveladas pela Vaza Jato e a Operação Spoofing. Para ele, é cabido discutir uma “revisão desses momentos”.

“Nós deixamos isso ocorrer nas nossas barbas, um procurador combinando com o juiz ou dizendo ‘vamos deixar esse cara preso porque assim ele delata’ e tudo combinado que tudo estava tranquilo. Ou essas pessoas, eu acho que nós temos que discutir, veja, morreu o neto do Lula, o irmão do Lula, a mulher do Lula, e as pessoas fazendo piada. Que tipo de gente nós produzimos? Que tipo de recrutamento nós fizemos? Que tipo de gente nós estamos trazendo para dentro do aparato da Justiça? Então isso precisa ser dito e isso precisa ser corrigido, porque eu acho que todos nós temos a ver com isso”.

Gilmar diz que cumpre um papel “quase de animador cultural” com sua “pequena influência” e afirma defender uma reforma política. Para o magistrado, o Brasil deveria investir no parlamentarismo e, assim, facilitar a governabilidade e o relacionamento do Executivo com o Legislativo.

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