Wajngarten entra em contradição e implica Bolsonaro e Mourão em mensagem não respondida da Pfizer Fabio Wajngarten, ex-secretário especial de Comunicação Social da Presidência da República. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado. CPI da Pandemia

Wajngarten entra em contradição e implica Bolsonaro e Mourão em mensagem não respondida da Pfizer

Ex-secretário da Secom contraria declarações que fez em entrevista à Veja e irrita senadores

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  • Fabio Wajngarten, ex‑secretário de Comunicação Social, compareceu à CPI da Pandemia em 12 de outubro e contradisse declarações feitas à revista Veja.
  • Na entrevista à Veja, afirmou que a Pfizer enviou carta oferecendo 70 milhões de doses em setembro 2020; na CPI disse que tal quantidade nunca existiu e seria irrisória.
  • Declarou que Bolsonaro recebia informações erradas, mas na CPI recusou‑se a comentar e retirou a crítica ao ex‑ministro da Saúde Eduardo Pazuello, chamando‑o de “corajoso”.
  • Senadores da comissão, incluindo o presidente Omar Aziz, reagiram com insatisfação à mudança de postura de Wajngarten.

Fabio Wajngarten, ex-secretário especial de Comunicação Social, entrou em contradição nesta quarta-feira (12), em depoimento na CPI da Pandemia, com declarações que fez em entrevista à Veja. O ex-membro do governo recuou de declarações feitas à revista e irritou os senadores do colegiado.

Na entrevista à Veja, a publicação afirma que uma carta enviada pela Pfizer ofereceu 70 milhões de doses de vacinas em setembro de 2020. Wajngarten, na CPI, afirmou que nunca houve essa cifra e que a quantidade de vacinas seria irrisória.

Na entrevista, Wajngarten afirma que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) “era abastecido com informações erradas”. Já na CPI, Wajngarten se recusou a comentar sua fala e voltou atrás da declaração, assim como recuou da classificação de incompetente do ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello. No colegiado, o ex-membro do governo afirmou que Pazuello seria “corajoso”.

“Por favor, não menospreze nossa inteligência, ninguém é imbecil aqui”, afirmou o senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI. “Está confiando em que lá na frente, meu amigo? Isso tem consequências futuras.”

O ex-membro do governo também entregou a carta da Pfizer com oferta de vacinas em 12 de setembro de 2020. A missiva foi endereçada para o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB), o ministro da Economia, Paulo Guedes, o então ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, o então ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto, e o embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Nestor Foster.

Wajngarten afirmou que ficou sabendo da carta por meio de “um dono de veículo de comunicação” e que, até o dia 9 de novembro de 2020, ninguém havia respondido à oferta da Pfizer.

O ex-chefe da Secom também afirmou que fez uma reunião com representantes da Pfizer em 17 de novembro de 2020, embora tenha afirmado em outro momento nunca ter participado de negociações pela compra de vacinas.

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