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OMS confirma transmissão entre humanos de cepa rara do hantavírus, mas especialistas dizem que risco global é baixo
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou nesta quarta-feira (6) que a cepa do hantavírus identificada em passageiros de um cruzeiro internacional é do subtipo Andes, a única conhecida por permitir transmissão entre humanos. O surto ocorreu no navio MV Hondius, que fazia a rota entre Ushuaia, na Argentina, e Cabo Verde, na África. Até o momento, sete casos suspeitos e três mortes foram registrados.
O hantavírus normalmente é transmitido pelo contato com urina, saliva ou fezes de roedores infectados. A cepa Andes, porém, já apresentou casos raros de transmissão direta entre pessoas, especialmente na Argentina e no Chile. Segundo GZH, autoridades da África do Sul e da Suíça identificaram a variante em passageiros retirados do cruzeiro para tratamento médico.
Um dos pacientes, um britânico, segue internado em estado grave em uma UTI na África do Sul. Outra passageira morreu após desembarcar no país africano. Apesar da preocupação, especialistas afirmam que a transmissão entre humanos exige contato muito próximo e prolongado, como compartilhar quarto, cama ou objetos pessoais.
A especialista da OMS Maria Van Kerkhove afirmou que o cenário exige atenção, mas não deve ser comparado à pandemia de covid-19. “Esta não é a próxima covid, mas é uma doença infecciosa grave”, disse à Associated Press. A OMS considera o risco global do surto como baixo, mas segue monitorando possíveis novos casos ligados ao navio.