Arquivos 2021 - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/2021/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Sat, 25 Jun 2022 13:18:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 2021: o ano das vacinas https://canalmynews.com.br/ciencia-einstein/2021-o-ano-das-vacinas/ Thu, 06 Jan 2022 16:40:29 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=22750 Com a imunização de boa parte da população, os brasileiros salvaram milhões de vidas, deram algum alívio à economia e permitiram uma volta das atividades presenciais

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Chegamos ao fim de 2021 com quase 80% da população brasileira vacinada contra a covid-19 e, mais importante ainda, quase 70% com ao menos duas doses. O brasileiro, felizmente, gosta de vacinas.

 

O resultado do mundo é bem pior, com quase 60% com uma dose e menos de 50% com as duas doses. Ao olharmos a taxa de mortalidade por grupo na Inglaterra e Estados Unidos, por exemplo, as pessoas não vacinadas — com sequer uma dose — morrem entre 5 a 12 vezes mais do que as vacinadas com pelo menos duas doses, dependendo do momento da pandemia nos dois países. Quanto maior for a mortalidade, maior será a disparidade entre os grupos e isto é fácil de entender: nos momentos mais críticos, o número de mortos entre indivíduos vulneráveis é diluído.

 

Muito se falou sobre estas vacinas, mas a maior parte veio de quem nada entende de vacinas, vacinação, saúde, história. Aliás, pessoas que não parecem entender de nada, mas que fazem de conta que entendem de tudo. O importante é que as vacinas salvaram milhões de vida, deram algum alívio para a economia e permitiram alguma volta das atividades presencias.

Vacina

Infelizmente, a velocidade de vacinação não foi a mesma em todos os países, seja por problemas de logística, como visto na África, ou a falta de “sei lá o quê” na Europa e nos Estados Unidos, onde sobram vacinas e cerca de 30% a 40% da população se recusa a receber os imunizantes disponíveis. Problemas de logística, e de lógica, estão permitindo que surjam as variantes — agora com a vacina como uma força evolutiva para o vírus. Se não resolvermos logo estas questões, é possível que apareçam variantes mais resistentes às vacinas. A Ômicron, por exemplo, parece ser o início de uma destas estirpes, embora, felizmente, tenha se mostrado mais benigna que as antecessoras.

 

O incrível sobre as vacinas é que elas são vítimas do próprio sucesso porque, ao serem extremamente eficientes contra doenças, como a poliomielite, e terem quase a erradicado, os pais de hoje não veem a importância em vacinar os filhos. Eles não veem pelas ruas crianças caminhando com dificuldade ou, ainda, as alas de hospitais com os “pulmões de aço” (ventilador de pressão negativa que permite a respiração de pessoas com paralisia dos músculos, sequelas da poliomielite). Eles não conseguem entender que foram as vacinas que alcançaram isto. Infelizmente, assim como vemos atualmente, a falta de percepção trará um futuro no qual estes cenários voltarão a ser realidade.

 

O mesmo acontece com o sarampo. O sucesso da vacina tirou da frente o exemplo da doença que induzia os pais à ação, e permitiu que surgisse um outro tipo de grupo: os anti-vaxxers (antivacinas). Muitos deles estão vivos por terem sido vacinados quando crianças, mas elas se apegam à exceção para defender o indefensável, ou por acharem que as vacinas são um “mal”. Por qualquer medida, número de eventos adversos, gravidade ou gravidade versus efetividade, as vacinas são a intervenção médica mais segura que conhecemos (obviamente, se não levarmos em conta os placebos que alguns propõe como intervenções médicas sem qualquer prova de que funcionam).

 

Tomemos por base a vacina de febre amarela: um evento adverso grave a cada 200 mil a dois milhões de doses. No pior número descrito — um problema a cada 200 mil doses —, o imunizante é mais de 20 vezes mais seguro que a aspirina. Essa mesma, a medicação que você toma quando está com dor de cabeça. Enquanto isso, a mortalidade da febre amarela está entre 30% a 90% dos infectados. De forma direta: algo que pode salvar a sua vida é vinte vezes mais seguro que aquilo que você toma quando está de ressaca. Falta inteligência no debate sobre as vacinas.

 

É claro que elas têm efeitos colaterais e podem causar eventos adversos graves, mas é certo também que elas são mais seguras que quase qualquer outra coisa que realmente funciona que você toma ou dá para os seus filhos.


Quem é Luiz Vicente Rizzo?

Luiz Vicente Rizzo é diretor superintendente do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein, Docente do Programa de Pós-graduação stricto sensu em Ciências da Saúde, da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein e Pesquisador 1A do CNPq.

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Parcial de 2021 registra arrecadação recorde de impostos no Brasil https://canalmynews.com.br/economia/parcial-de-2021-registra-arrecadacao-recorde-de-impostos-no-brasil/ Tue, 21 Dec 2021 23:01:21 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/parcial-de-2021-registra-arrecadacao-recorde-de-impostos-no-brasil/ Recolhimento federal atinge R$ 157 bilhões em novembro, a maior em sete anos. No acumulado dos 11 primeiros meses, montante pago é o mais alto desde o início da série histórica

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A arrecadação de impostos, contribuições e demais receitas federais atingiu R$ 157,3 bilhões em novembro, informou nesta terça-feira (21) a Secretaria da Receita Federal. Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o montante recolhido foi de R$ 155,1 bilhões (valor já corrigido pela inflação), é verificado um aumento real de 1,41%.

De acordo com a Receita, o resultado aferido em 2021 é o maior para um mês de novembro desde 2014 (R$ 157,6 bilhões).

Arrecadação federal em novembro.
Arrecadação federal em novembro. Foto: Reprodução (MyNews)

A alta arrecadação neste ano reflete, sobretudo, a retomada e a melhora na atividade econômica doméstica. Com a ampliação das vendas de produtos e serviços, o governo é capaz de aumentar sua receita com tributos – a previsão do mercado é de que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça próximo de 5% em 2021, ante um tombo de 4,1% em 2020.

Além disso, o resultado transparece também o aumento do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF). Em agosto, o presidente Jair Bolsonaro (PL) assinou um decreto para elevar, até dezembro, a alíquota do IOF, englobando operações de Crédito, Câmbio e Seguro ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários.

“Fatores não recorrentes”, como recolhimentos extraordinários, são também justificativas para o acréscimo. Na parcial de 2021, os valores atípicos somaram R$ 39 bilhões do Imposto de Renda – Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Em grau de comparação, de janeiro a novembro de 2020 esse importe foi R$ 6,5 bilhões.

Arrecadação recorde

Quando analisamos o acumulado de 2021, números da Receita Federal também mostram que a arrecadação desacelerou em novembro. O aumento de pagamento de impostos registrado no mês passado foi o mais baixo desde janeiro, quando foi registrada uma queda de 1,50%.

Nos 11 primeiros meses, o arrecadamento federal somou R$ 1,684 trilhão. Em valores corrigidos pela inflação, o montante totaliza R$ 1,764 trilhão, valor que representa alta real de 18,13% na comparação com o mesmo período de 2020.

Os números apresentados pela Receita mostram que essa foi a maior arrecadação, no acumulado de janeiro a novembro de um ano, desde o início da série histórica, em 1995.

Íntegra do programa “MyNews Investe” desta terça-feira (21), que abordou a arrecadação recorde em 2021

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Desemprego atinge 14,4 milhões de brasileiros e registra maior número desde 2012 https://canalmynews.com.br/mais/desemprego-atinge-144-milhoes-de-brasileiros-e-registra-maior-numero-desde-2012/ Fri, 30 Apr 2021 18:27:20 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/desemprego-atinge-144-milhoes-de-brasileiros-e-registra-maior-numero-desde-2012/ Taxa de ocupação manteve-se no patamar do trimestre anterior, enquanto percentual de carteiras assinadas regrediu

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O Brasil registrou 14,4 milhões de desempregados durante o trimestre encerrado em fevereiro de 2021 (dezembro, janeiro e fevereiro), índice recorde para a série histórica iniciada em 2012. O número representa uma alta de 2,9% ante o trimestre anterior, percentual referente a mais de 400 mil pessoas desocupadas – em relação ao mesmo período móvel do ano passado (11,6%), o aumento é de 2,7%.

Taxa de desemprego no Brasil bate recorde da série histórica.
Taxa de desemprego no Brasil bate recorde da série histórica. Foto: Jeso Carneiro (Flickr).

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado do estudo mostrou ainda que a taxa de ocupação (85,9 milhões de pessoas) manteve-se estável se comparada aos três meses anteriores, mas com baixa de 8,3% frente ao mesmo trimestre de 2020.

A porcentagem de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar chegou a 48,6%, permanecendo invariável perante o trimestre móvel anterior (48,6%) e recuando 5,9 pontos percentuais em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (54,5%).

Aferiu-se que a população subutilizada é composta por 32,6 milhões de pessoas (igual ao trimestre móvel anterior), e representa um crescimento de 21,9% (mais 5,9 milhões de pessoas) em relação a 2020. A parcela populacional fora da força de trabalho (76,4 milhões de pessoas) ficou estável ante o trimestre anterior e cresceu 15,9% (10,5 milhões de pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2020.

Já a população desalentada (6,0 milhões de pessoas) é recorde da série histórica, uma vez que se registrou um acréscimo de 26,8% ante o mesmo período de 2020. O percentual de desalentados na força de trabalho (5,6%) ficou estável perante o trimestre móvel anterior e subiu 1,4 pontos percentuais frente ao mesmo período de 2020 (4,2%).

O número de empregados com carteira de trabalho assinada foi de 29,7 milhões de pessoas; queda de 11,7% (menos 3,9 milhões de pessoas) frente ao mesmo período de 2020. O número de empregados sem carteira assinada (9,8 milhões de pessoas) ficou estável em relação ao trimestre anterior e reduziu 15,9%.

A quantidade de trabalhadores autônomos (23,7 milhões) apresentou alta de 3,1% frente ao trimestre móvel anterior (mais 716 mil de pessoas) e caiu 3,4% ante o mesmo período de 2020 (menos 824 mil pessoas).

A taxa de informalidade foi de 39,6% da população ocupada, ou 34,0 milhões de trabalhadores informais. No início de 2020, a marca era de 40,6%.

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Consulta de nova rodada do auxílio emergencial começa nesta sexta para beneficiários https://canalmynews.com.br/economia/consulta-dos-beneficiados-pela-nova-rodada-do-auxilio-emergencial-comeca-nesta-sexta-feira/ Fri, 02 Apr 2021 13:49:21 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/consulta-dos-beneficiados-pela-nova-rodada-do-auxilio-emergencial-comeca-nesta-sexta-feira/ Mais de 40 milhões de brasileiros devem receber benefício. Para analistas, valores estão aquém do que poderiam ser

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Os cidadãos brasileiros poderão saber a partir desta sexta-feira (2) quem terá o direito de receber as quatro parcelas da nova rodada do auxílio emergencial (pagas a partir do dia seis de abril). A consulta deve ser realizada por meio do site oficial do Ministério da Cidadania ou pelas páginas da Dataprev e da Caixa Econômica Federal.

São elegíveis à nova rodada de pagamentos apenas os trabalhadores que já tiveram o direito ao benefício em dezembro do ano passado. A Dataprev informou que cerca de 40,4 milhões de brasileiros estão habilitados no processo nessa primeira etapa.

Segundo João Roma, ministro da Cidadania, estarão na primeira lista de beneficiados todo o público do Bolsa Família, além daqueles que estavam cadastrados – e aprovados previamente – para receber o auxílio até dezembro de 2020.

Campanha do Ministério da Cidadania sobre a nova rodada do auxílio emergencial.
Campanha do Ministério da Cidadania sobre a nova rodada do auxílio emergencial. Foto: Reprodução (Min. Cidadania).

Novas inscrições não serão disponibilizadas, mas será implementado um canal para contestações. Roma explicou ainda que os trabalhadores que tinham registro em carteira e perderam o emprego após o mês de dezembro não serão beneficiados pelo auxílio, mas sim pelo seguro-desemprego.

O valor médio dessa rodada é de R$ 250, podendo variar de R$ 150 a R$ 375, dependendo da composição familiar. Para Paulo Froes, diretor da empresa SRM Asset, o valor oferecido “está muito aquém do que poderia ser”.

A gente tem um problema que vem desde o final de 2019 e que se agravou com a pandemia, que é a questão fiscal; aqui os assuntos se misturam: se falamos de auxílio emergencial temos que falar de Orçamento, além de todo esse ‘puxadinho’ político, um estica e puxa para acomodar os interesses das Casas e o oposicionismo em relação ao presidente Jair Bolsonaro.” […] “Viemos de um processo de transferência de renda com o auxílio emergencial no ano passado, devido ao estado de calamidade aprovado pelo Congresso. Agora, diante dessa nova PEC Emergencial, apesar de toda essa dinâmica construída, o que vemos é um auxílio emergencial que talvez não seja suficiente para atender a população diante do pior cenário no país, com quatro mil mortes por dia”, explicou Froes.

Paulo Feldman, economista da USP, afirma que o valor desempenhado pelo Governo Federal poderia ter sido dilatado no Orçamento da União de 2021 (aprovado pelo Congresso apenas no final de março).

“Esse é um valor que poderia ter sido ampliado no Orçamento do Governo Federal, uma vez que foi destinado um valor muito baixo para o auxílio emergencial. Houve uma redução muito grande no número de beneficiados e, ao mesmo tempo, uma redução grande no valor… Isso será um problema, não tenha dúvidas, porque não haverá o crescimento no consumo que houve no ano passado. O auxílio ano passado foi ótimo pois ele provocou um aumento do consumo nas regiões mais carentes do país – as pessoas mais necessitadas compraram leite, remédio, coisas básicas para a alimentação, e com isso conseguiram sobreviver sem ter que sair de casa. Agora, com esse valor muito menor, as pessoas vão ter que sair de casa, e de cara temos um problema: a exposição ao vírus”, elucidou Feldman.

Analisando o atual cenário da crise sanitária no país, o economista ponderou dizendo que “lamentavelmente a economia brasileira vai continuar numa situação muito difícil, principalmente em razão da pandemia – enquanto não resolvermos essa questão, não podemos considerar que a economia volte ao normal. Entretanto, não há previsão de melhora para os próximos meses, apenas, e se houver, para o fim do ano. 2021, na minha opinião, a economia nacional deve fechar com um crescimento de quase zero”.

Atraso na divulgação

Anteriormente, a pasta havia anunciado que a consulta estaria disponível já na quinta-feira (1º). Entretanto, devido à necessidade de adequações técnicas, a alta foi remanejada. De acordo com João Roma, o atraso foi consequência da “gama muito grande de informações”, além do envolvimento de “várias instituições”.

A Dataprev, empresa responsável pela tecnologia e informações da Previdência, complementou a fala do ministro ao afirmar em nota que a nova data foi definida “em função da necessidade de alinhamento dos canais de atendimento dos três órgãos diretamente envolvidos no programa – Ministério da Cidadania, Dataprev e Caixa”.

Roma disse ainda que não é preciso ir presencialmente às agências da Caixa – “Vamos evitar aglomerações”, comentou. Para essa nova rodada, dispensa-se também a necessidade de fazer qualquer tipo de atualização cadastral.

A consulta poderá ser feita pelo link https://consultaauxilio.cidadania.gov.br/consulta/#/, informando o número do CPF, nome completo, nome da mãe e data de nascimento. Pelos canais da Caixa através do site auxilio.caixa.gov.br ou pelo telefone 111.

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Prazo para declaração do Imposto de Renda começa na segunda https://canalmynews.com.br/mais/receita-federal-libera-programa-do-imposto-de-renda-2021/ Thu, 25 Feb 2021 15:44:45 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/receita-federal-libera-programa-do-imposto-de-renda-2021/ Quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2020 tem que declarar. Prazo vai até o fim de abril

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A Secretaria da Receita Federal divulgou o calendário para a declaração do Imposto de Renda 2021, ano-base 2020. O prazo começa na próxima segunda-feira, 1º de março, e vai até 30 de abril. Quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2020 tem que declarar.

Receita Federal libera programa do Imposto de Renda 2021
Receita Federal libera programa do Imposto de Renda 2021. Foto: Reprodução com alterações (Pixabay).

A Receita Federal incluiu a obrigatoriedade de declaração para as pessoas que receberam auxílio emergencial em 2020 e, além das parcelas, tiverem recebido R$ 22.847,76 ou mais em outros rendimentos tributáveis.

Os valores recebidos provenientes do benefício são enquadrados como rendimentos tributáveis e devem, então, ser declarados como “Rendimentos Recebidos de Pessoa Jurídica” – as parcelas não contabilizam, no entanto, para o teto de R$ 22.847,76.

A Receita informou que o contribuinte que recebeu rendimentos acima do teto, deve devolver os valores do Auxílio Emergencial recebidos por ele e seus dependentes.

Para quem precisar devolver o valor do auxílio, uma transferência com Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) deverá ser realizada. O boleto será gerado pelo próprio programa do Imposto de Renda, juntamente com o recibo da declaração.

Segundo o Fisco, a declaração e entrega do IR 2021 poderá ser feita e entregue pelo computador, através do site da Receita Federal, ou pelo aplicativo Meu Imposto de Renda, disponível para tablets e smartphones.

Com a implementação de novos serviços digitais, a Receita espera receber 32,6 milhões de declarações, tendo em vista que o cadastro no sistema gov.br é gratuito – até 2020, o pré-preenchimento era exclusivo para donos de certificados digitais, que são pagos.

O volume previsto é cerca de 2% maior que o do ano passado, quando a Receita recebeu 31,9 milhões de declarações.

Quem declara?

Em 2021, devem declarar o Imposto de Renda:

  • Aqueles que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2020;
  • Quem recebeu rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados na fonte, os quais o montante tenha sido superior a R$ 40 mil no ano passado;
  • Quem obteve, em qualquer mês de 2020, rendimento por meio de alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou operou em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e semelhantes;
  • Aqueles que tiveram, em 2020, por intermédio de atividades rurais, receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50;
  • Proprietários de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil;
  • Quem recebeu a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa situação até 31 de dezembro de 2020;
  • Aqueles que optaram pela isenção do imposto incidente em valor obtido na transação de imóveis residenciais cujo produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da outorgação do contrato de venda.

O pagamento das restituições começa em maio, seguindo o seguinte cronograma:

1º lote: 31 de maio

2º lote: 30 de junho

3º lote: 30 de julho

4º lote: 31 de agosto

5º lote: 30 de setembro

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Cerveja ficará mais cara em 2021 https://canalmynews.com.br/economia/cerveja-ficara-mais-cara-em-2021/ Sun, 21 Feb 2021 16:53:45 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/cerveja-ficara-mais-cara-em-2021/ Com o início da pandemia, em 2020, o setor segurou um pouco o aumento de preços, mas isso não deve se repetir neste ano

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A cerveja ficará mais cara em 2021. O aumento nos preços dos insumos, a falta de embalagens e o custo da energia são alguns dos principais fatores que favoreceram a alta dos preços da bebida, segundo produtores e entidades do setor. O preço do dólar também afeta diretamente a base da cadeia de produção da bebida — elevando o preço de milho, cevada, leveduras, malte e lúpulo. Além de materiais como vidro, papelão e, principalmente, alumínio. 

De acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas), a cerveja antes ocupava cerca de 55% de todo o mercado de latas de alumínio. Em junho de 2020, chegou a ocupar 70% do mercado. Isso se deu porque, com a pandemia, houve uma mudança no padrão de consumo e os brasileiros passaram a comprar mais latinhas para consumir em casa.

Cerveja ficará mais cara em 2021. Marcelo Camargo/Agência Brasil
Cerveja ficará mais cara em 2021. Marcelo Camargo/Agência Brasil

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação da cerveja consumida no Brasil foi de 1,94% em 2020. E a perspectiva é que venha mais alta por aí, inclusive no mercado de cervejas artesanais. Já no primeiro semestre de 2021, o mercado deve mexer nos preços e o produto ficará de 10% a 15% mais caro para o consumidor final, acompanhando também a tendência de aumento dos alimentos.

Cerveja mais cara em 2021

Com o início da pandemia e as altas dos custos na cadeia produtiva, em 2020, o setor segurou um pouco o aumento de preços. No entanto, para este ano, muitos produtores não têm encontrado outra solução a não ser aumentar o preço da cerveja.

Luiza Tolosa, sócia-fundadora da cervejaria Dádiva, conta que, por volta do segundo semestre de 2020, começou a perceber que, além de ficarem mais caros, os insumos já estavam começando a ficar escassos. “A gente teve dificuldade nas compras de garrafa primeiro. Depois, de latas. Depois, de caixas de papelão. E aí, ao mesmo tempo, alguns maltes e grãos estavam também em falta”, explica.

“Como é que eu ia repassar esse custo em outubro, novembro? O mercado querendo voltar e eu vou lá e aumento o preço da cerveja… Era muito complicado. (…) Então, a gente absorveu todo esse aumento de custos, que não foi pequeno. Uma das nossas embalagens chegou a subir 80%”, conta. Para ela, o setor acabou entendendo que 2021 seria o melhor momento para repassar os custos aos consumidores.

Segundo Rafael Borges, cofundador da Bebelier, não tem como não sentir o impacto. “A cadeia toda sente, porque [o aumento de custos] é na origem. A gente sabe que o problema de diferença cambial afeta o [preço do] insumo de cerveja, que, por sua vez, afeta o preço final da cerveja”, explica. Com isso, os varejos são impactados e, por fim, os consumidores finais.

Dinheiro na Conta

Assista à íntegra do Dinheiro na Conta com as entrevistas:

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Carnaval suspenso em fevereiro de 2021 causa prejuízos https://canalmynews.com.br/economia/carnaval-suspenso-em-2021/ Sat, 13 Feb 2021 00:02:56 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/carnaval-suspenso-em-2021/ Pandemia do novo coronavírus suspende a maior festa do mundo e gera perdas na indústria carnavalesca

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Estamos em fevereiro, mês de carnaval em todo o país. Mas com a pandemia do novo coronavírus e a falta de vacina para todos, a festa foi suspensa. Só no Rio de Janeiro estima-se uma perda de R$ 5,5 bilhões com o cancelamento do evento. O valor representa 1,4% do PIB (Produto Interno Bruto) da capital fluminense, conforme estudo dos pesquisadores Claudio Considera e Juliana Trece, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IBRE/FGV).

Carnaval suspenso no Rio de Janeiro
Carnaval suspenso no Rio de Janeiro: Sambódromo da Marquês de Sapucaí vazio. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Em Salvador, que leva multidões atrás dos trios elétricos, a estimativa da prefeitura é que a festa tenha, no ano passado, movimentado R$ 1,8 bilhão, em gastos como hospedagem, alimentação e serviços, gerando cerca de 215 mil empregos temporários. Segundo levantamento da Confederação Nacional do Comério de Bens, Serviços e Turismo, 8 bilhões de reais vão deixar de circula na nossa e também 25 mil empregos temporários não serão criados.

Algumas cidades ainda estão mantendo o adiamento da festa para julho de 2021, caso a vacinação ocorra. O presidente da Liga das Escolas de Samba de São Paulo, Sidnei Carriuolo, é categórico em dizer que se não houver vacinação em massa, não há possiblidades de levar as escolas para a avenida. “Não depende da gente, depende da vigilância sanitária. Estamos esperando um parecer e o nosso prazo é até o final de fevereiro para definir se o carnaval será em julho ou em fevereiro de 2022”.

Carnaval suspenso impacta escolas de samba

Sidnei também deixa claro como a pandemia impactou negativamente as 34 escolas, entre grupo Especial e Acesso, que fazem parte da Liga SP. “Quando se fala em carnaval, falamos em milhares de empregos e também da economia local. Não é só folia, é uma coisa muito mais profunda”. E cita o fato das muitas famílias que trabalham na indústria carnavalesca e estão sem renda. Muitas escolas se mobilizaram para arrecadar cestas básicas e ajudar a garantir, pelo menos, que os profissionais pudessem ter comida na mesa.

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Pesquisa revela pessimismo mundial quanto à pandemia e seus efeitos em 2021 https://canalmynews.com.br/mais/pesquisa-revela-pessimismo-mundial-quanto-a-pandemia-e-seus-efeitos-em-2021/ Mon, 11 Jan 2021 21:39:58 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/pesquisa-revela-pessimismo-mundial-quanto-a-pandemia-e-seus-efeitos-em-2021/ Estudo global conduzido pelo instituto Ipsos Mori ouviu 23 mil pessoas em todo o mundo

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Pesquisa mostra pessimismo global para 2021, sob a Covid-19
Pesquisa mostra pessimismo global para 2021, sob a Covid-19.
(Foto: Pixabay)

Em janeiro de 2020, o poder destrutivo de um vírus até então desconhecido ganhava as manchetes dos principais jornais, sobretudo nas mídias asiáticas e europeias. Denominado posteriormente de Covid-19, a doença rapidamente se alastrou pelo mundo, admitindo, para além da fatal aflição, uma conjuntura global de incertezas.

Procurando entender qual a percepção mundial para 2021, a companhia de pesquisas de mercado londrina Ipsos Mori realizou o estudo “Global Advisor 2021 Predictions”, interrogando, entre outubro e novembro de 2020, mais de 23 mil adultos dispersos pelo mundo, nas mais diversas localidades, como países da Europa, Ásia, Oriente Médio, América do Norte e América do Sul.

Olhando para o futuro

Dentre as previsões inqueridas pelo estudo, uma já vem, ao menos em certas nações, se concretizando nas últimas semanas: a vacinação. Segundo a pesquisa, 68% dos entrevistados acreditam no desenvolvimento bem-sucedido de um imunizante contra a Covid-19 – a aprovação de vacinas por parte de agências sanitárias como a estadunidense Food and Drug Administration (FDA) e a europeia European Medicines Agency (EMA) demonstram a efetividade do prognóstico popular.

Quanto às medidas de prevenção, pode-se afirmar que a maioria das pessoas seguem cautelosas quanto a continuidade no uso de máscara em locais públicos, já que 61% declararam que é provável que grande parcela da população de seus respectivos países continue usando o método preventivo ao longo de todo o ano.

Mais da metade dos participantes não acreditam em um retorno à normalidade ainda em 2021, mesmo após os efeitos da pandemia, e cerca de dois quintos acham improvável que a economia doméstica de seus países conseguirá se reestabelecer totalmente.

Na Malásia, país do sudeste asiático, 70% dos participantes consideram reais as possibilidades de um novo vírus ocasionar outra pandemia. Mais de 60% das pessoas na Coreia do Sul, Rússia e Turquia compartilham dessa opinião, em comparação com cerca de um terço dos entrevistados nos EUA, Reino Unido e Austrália.

Em confluência com as dificuldades compulsórias anotadas em 2020, a pesquisa registrou que menos de um terço dos entrevistados consideram que a crise universal gerada pela Covid-19 é capaz de mudar o mundo para melhor.

Além da pandemia

A tecnologia foi responsável por alterar diversas estruturas sociais durante os períodos mais restritivos da pandemia. Uma mudança notável nesse aspecto foi o crescimento das compras online em muitos países, que, mediante as limitações decorrentes do confinamento e distanciamento social, registraram as maiores médias da história.

Dos entrevistados, 57% acreditam que são propensos a gastar mais realizando compras online do que em lojas físicas.

Em questões sociais e financeiras, quase dois terços pensam que a desigualdade de renda aumentará em seu país. 40% acham provável que os principais mercados de ações globais possam quebrar – a maior confiança foi depositada na China, uma vez que apenas 22% previram o resultado econômico chinês negativo.

Esperança de um ano melhor

Retornando à tecnologia, 36% dos entrevistados disseram que acreditam na possibilidade de, ao longo de 2021, os robôs se parecerem, pensarem e se comunicarem mais como os humanos. Mais da metade, porém, discordou dessa visão. Um quinto das pessoas foi além da substituição de pessoas por robôs, afirmando que a clonagem humana será legalizada em alguns países.

A mudança climática, por sua vez, está ocupando espaço de destaque entre as preocupações mundiais, com 75% prevendo que a temperatura média global aumentará em 2021. Pequenos grupos se mostraram preocupados com outras ameaças, incluindo a extinção humana (16%), invasões alienígenas (12%) e a descoberta de que fantasmas realmente existem (16%).

Apesar das ameaças relatadas, ínfimas ou não, a pesquisa indicou, de modo geral, a presença de um bom grau de otimismo: 77% acreditam que 2021 será um ano melhor e mais da metade preveem que a economia global será mais forte do que foi em 2020.

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Uma Receita para 2021! https://canalmynews.com.br/creomar-de-souza/uma-receita-para-2021/ Mon, 11 Jan 2021 19:03:40 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/uma-receita-para-2021/ A maioria dos consultores de risco aproveita o momento para fazer seu balanço do ano que passou e arriscar algumas previsões. Vou fugir à regra

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Chegamos ao fim de um “annus horribilis” com a esperança de que o próximo, mesmo que não se prove um “annus mirabilis”, ao menos permita deixar para trás o que de pior 2020 nos trouxe ou fez aflorar — não apenas na saúde, mas também na política e na economia.

A maioria dos consultores de risco aproveita o momento para fazer seu balanço do ano que passou e arriscar algumas previsões. Vou fugir à regra. É que previsões estão fora de moda diante de tantos eventos inusitados que mudam completamente o cenário, obrigando analistas a refundar seus esquemas conceituais e sacudir vetustos paradigmas.

Olhando o passado recente, da eleição de Trump, passando pelo Brexit, chegando à pandemia do Covid-19, é como se tivéssemos embarcado numa nau à deriva — digna de Saramago —, vagando pela vastidão do oceano. E ao evitar adentrar esse mar de incertezas, ao menos por hoje. Creio ser mais útil refletir sobre nossa atitude como indivíduos e cidadãos de um sofrido país, açoitado pela pandemia e pelo desencantamento com a política, diante do tempo presente, assim como do futuro que o raiar de um Ano Novo evoca.

No debate clássico sobre se somos livres para construir nosso futuro ou se nossa condição está determinada de antemão por fatores estruturais e variáveis que não controlamos, a verdade reside no meio. É por isso que sugiro uma combinação de fé — o espaço por excelência para expressar nossos desejos — e de ação no plano terreno das atividades humanas, que requerem esforço e resolução.

Receita para 2021

A simbiose proposta é a chave para que o Ano Novo nos anime na busca de um país melhor, em que a ciência seja base das políticas de saúde e os políticos se preocupem menos com a eliminação do adversário e mais com soluções para os problemas nacionais. E que a economia não seja vista como domínio exclusivo de economistas preocupados com equilíbrio fiscal, mas também de humanistas preocupados com o emprego.

A simbiose proposta é a chave para que o Ano Novo nos anime na busca de um país melhor
A simbiose proposta é a chave para que o Ano Novo nos anime na busca de um país melhor.
(Foto: Pixabay)

No plano da fé, nós brasileiros apelaremos a Iemanjá, Nossa Senhora, os Orixás e todos os santos que pudermos mobilizar. Mas isso não basta. Vamos precisar de resolução também, teremos de mudar atitudes, e a principal delas é passar a valorizar mais a democracia e a política como âmbitos de diálogo e busca de soluções coletivas.

Aqui vale lembrar que os homens fazem sua própria história, mas não sob as condições que escolhem. E ainda que haja condicionantes que não controlam, são livres para agir e mudar sua própria circunstância. E é por isso que, em vez de prever o que vai ocorrer em 2021 ou além, convido todos a ler a Receita de Ano Novo de Drummond, cujos versos finais captam a centralidade do agente sobre seu destino, sem prejuízo das velinhas, rezas e juras que tampouco prescindimos:

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

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