Arquivos cloroquina - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/cloroquina/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Wed, 20 Mar 2024 06:32:53 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Moraes dá 15 dias para PGR opinar sobre indiciamento de Bolsonaro https://canalmynews.com.br/politica/moraes-da-15-dias-para-pgr-opinar-sobre-indiciamento-de-bolsonaro/ Wed, 20 Mar 2024 06:10:45 +0000 https://localhost:8000/?p=42723 Procurador-geral vai decidir se denuncia ex-presidente ao STF

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 15 dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre o relatório no qual a Policia Federal (PF) indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 16 pessoas pela suposta fraude do certificado de vacinação para covid-19.

Será a primeira oportunidade para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, avaliar uma investigação envolvendo Bolsonaro. Gonet vai decidir se denuncia o ex-presidente e os demais acusados ao Supremo. Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao cargo, o procurador tomou posse em dezembro do ano passado.

O sigilo sobre o relatório da PF foi retirado hoje (19) por Moraes. Conforme as investigações, ao menos nove pessoas teriam se beneficiado de um esquema de fraude, montado pelo ex-ajudante de ordens Mauro Cid, incluindo a esposa e três filhas, Bolsonaro e sua filha e o deputado Gutemberg Reis de Oliveira (MDB-RJ).

Cid teria inserido informações falsas no sistema do Ministério da Saúde com o objetivo de facilitar a entrada e a saída de Bolsonaro dos Estados Unidos, burlando exigências sanitárias contra a covid-19 impostas pelos EUA e também pelo Brasil. Ambos países exigiam a vacinação contra doença para interessados em cruzar a fronteira.

Em seu perfil na rede social X, antigo Twitter, o advogado de Bolsonaro Fabio Wajngarten criticou a divulgação do indiciamento. “Vazamentos continuam aos montes, ou melhor aos litros. É lamentável quando a autoridade usa a imprensa para comunicar ato formal que logicamente deveria ter revestimento técnico e procedimental ao invés de midiático e parcial”, escreveu.

Confira debate sobre o tema no Segunda Chamada, com Afonso Marangoni, Carlos Andreazza do jornal O Globo, Vanda Célia e Vinícius Nunes, repórter do Metrópoles:

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Ernesto Araújo usou Itamaraty para conseguir cloroquina https://canalmynews.com.br/politica/sob-a-gestao-de-ernesto-araujo-itamaraty-foi-usado-para-a-obtencao-de-cloroquina/ Thu, 04 Nov 2021 13:26:04 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/sob-a-gestao-de-ernesto-araujo-itamaraty-foi-usado-para-a-obtencao-de-cloroquina/ Telegramas revelam mobilização do corpo diplomático brasileiro para conseguir importar o medicamento. Para embaixador, Ernesto “é um fiel capacho de seus chefes”

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Mesmo após a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter interrompido testes clínicos com a cloroquina, e depois de associações médicas terem alertado para a ineficácia e o risco de efeitos colaterais provenientes do uso contínuo do medicamento, Ernesto Araújo, ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil, direcionou os esforços da máquina diplomática brasileira para garantir o fornecimento do fármaco ao país.

Ernesto Araújo, ex-chanceler brasileiro, mobilizou os esforços do Itamaraty para importar cloroquina ao país.
Ernesto Araújo, ex-chanceler brasileiro, mobilizou os esforços do Itamaraty para importar cloroquina ao país. Foto: Marcos Corrêa (PR).

Esse planejamento foi descoberto por intermédio de telegramas obtidos pela Folha de S. Paulo, além de dados e informações fornecidos por pessoas envolvidas nas negociações.

Exonerado no final de março, Ernesto Araújo, que será ouvido na CPI da Covid na próxima quinta-feira (13), deverá prestar esclarecimentos sobre possíveis prejuízos na aquisição de insumos e vacinas devido à política externa praticada em sua gestão.

A busca do Itamaraty pela cloroquina começou em março de 2020, dias depois de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mencionar uma “possível cura para a doença” nas redes sociais: “Hospital Albert Einstein e a possível cura dos pacientes com Covid-19. Agora há pouco os profissionais do hospital Albert Einstein me informaram que iniciaram um protocolo de pesquisa para avaliar a eficácia da cloroquina nos pacientes com Covid-19”, escreveu ele.

Em pronunciamento durante reunião do G-20, em 26 de março, relatada em telegrama, o presidente falo em “testes bem-sucedidos, em hospitais brasileiros, com a utilização de hidroxicloroquina no tratamento de pacientes infectados pela Covid-19, com a possibilidade de cooperação sobre a experiência brasileira”. No mesmo dia, o Ministério das Relações Exteriores pediu, também via telegrama, que os diplomatas tentassem “sensibilizar o governo indiano para a urgência da liberação da exportação dos bens encomendados pelas empresas antes referidas e outras que se encontrem em igual condição, cujo desabastecimento no Brasil teria impactos muito negativos no sistema nacional de saúde”. Na época, o governo indiano havia limitado a exportação da cloroquina.

Em outra comunicação, no dia 15 de abril, o ministério pede que a embaixada na Índia faça gestões junto ao governo indiano para liberar uma carga de hidroxicloroquina comprada pela empresa Apsen antes de a exportação ser vetada por Déli e para que a venda da droga seja normalizada.

Assegurando “resultados animadores”, a chancelaria brasileira promoveu inúmeros pedidos do para obtenção do remédio. Um dos telegramas, por exemplo, afirma que o Itamaraty teria solicitado à Organização Pan-Americana de Saúde um contato com o governo indiano para conseguir a liberação de um lote contendo milhões de doses de hidroxicloroquina.

Mesmo depois de a Sociedade Brasileira de Infectologia, a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia e a Associação de Medicina Intensiva Brasileira desaconselharem o uso do medicamento, o Itamaraty continuou acionando a estrutura diplomática para garantir o fornecimento de hidroxicloroquina.

Efeito Ernesto Araújo

Para o diplomata brasileiro Paulo Roberto de Almeida, “o Itamaraty é um pouco como o Exército, pois a base do trabalho é a hierarquia e a disciplina, fazendo com que os diplomatas cumpram funções”. O embaixador explica que o funcionamento das relações internacionais do Brasil é, em parte, exercido por orientações estruturais.

“Há uma grande diferença entre telegramas puramente de informações, de envio de notícias e boletins, e telegramas que dão instruções… Quando chega um telegrama com instruções, os diplomatas têm que cumprir imediatamente”, elucida Almeida.

Embaixador Paulo Roberto de Almeida em entrevista ao canal MyNews.
Embaixador Paulo Roberto de Almeida em entrevista ao canal MyNews. Foto: Reprodução (MyNews).

“Chegou um telegrama em Nova Deli, como pode ter chegado em outros lugares, para outras vacinas, com instruções para contatar o governo e auxiliar na exportação de medicamentos junto a empresas privadas, numa época em que já havia tido um primeiro estresse, em janeiro, quando se tentou importar vacinas da fábrica autorizada pela AstraZeneca, mas depois verificou-se que se tratava de importar cloroquina, devido a demanda do Bolsonaro”, remonta o diplomata. “Acredito que Nova Deli fez os contatos, mas que o governo indiano já devia estar estressado com as demandas brasileiras, porque elas se anteciparam, inclusive, à vacinação na própria Índia”.

De acordo com Paulo, o relacionamento de Ernesto Araújo com a família do presidente da República explica a corrida pelo medicamento ineficaz estimulada pelo Itamaraty: “A divulgação pela Folha desses telegramas não causa surpresa a nós, pois confirma o que já sabíamos – não só os diplomatas como os observadores externos, a exemplo de vocês, jornalistas: o Ernesto Araújo é um capacho da família Bolsonaro, submisso total. […] Ele faz tudo, até mais do que é pedido, para provar que é um fiel capacho de seus chefes”.

Questionado sobre a participação do ex-chanceler na CPI da Covid, o embaixador afirma que Araújo “será ridicularizado mais uma vez”, tendo em vista a compreensão pública e científica da inutilidade da hidroxicloroquina no tratamento da covid-19.

“Como já há um embate entre o atual ministro da Saúde e a CPI da Pandemia, o Ernesto deve estar muito preocupado, porque ele será obrigado a mentir ou a dizer a verdade, falar que ele cumpriu funções do Bolsonaro mesmo tendo evidências de todas as partes, não só do Brasil, de que não era adequado [o uso da cloroquina]. Ele estará em maus lençóis, e é muito possível que ele invente uma desculpa para se ausentar”, completou Almeida.

Posicionamento da Apsen

Em nota enviada ao MyNews, a Apsen afirma que entrou em contato com o Ministério da Saúde e o consulado na Índia para garantir o seu fornecimento de medicamentos. Confira a íntegra da nota.

“A APSEN Farmacêutica produz hidroxicloroquina no Brasil há 18 anos, com indicação no tratamento de pacientes crônicos com lúpus e artrite reumatoide. Em abril de 2020, com as dificuldades de importação impostas pela pandemia, os esforços da companhia foram concentrados na manutenção do tratamento sem prejuízos à saúde dos mais de 100 mil pacientes crônicos em uso contínuo do medicamento; e em segundo momento, na contribuição com os estudos em andamento na época para análise da possível eficácia para o tratamento da COVID-19. Reforçamos que, os pedidos de compras de insumos são realizados a cada final de ano para atendimento do ano seguinte, portanto os pedidos referentes ao ano de 2020 haviam sido feitos em novembro de 2019 junto aos fornecedores indianos. Com a proibição das importações por parte do governo indiano em abril de 2020, a Apsen trabalhou com estoque reduzido e comercialização racionalizada durante os meses de abril, maio, junho e julho. Diante do cenário de possível desabastecimento, contatamos o Ministério da Saúde e o consulado da Índia para auxiliar com importação dos insumos adquiridos em novembro de 2019, assegurando assim o tratamento dos pacientes que fazem uso contínuo dessa medicação, conforme indicação em bula e prescrição médica.”

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Itamaraty escondeu dados sobre cloroquina https://canalmynews.com.br/politica/itamaraty-escondeu-dados-sobre-cloroquina/ Wed, 16 Jun 2021 14:46:07 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/itamaraty-escondeu-dados-sobre-cloroquina/ Informações foram retiradas de solicitações via Lei de Acesso à Informação pela agência Fiquem Sabendo

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O Ministério das Relações Exteriores ocultou informações de e-mails e telegramas que mostram as negociações do governo por cloroquina. Os dados foram omitidos em solicitações feitas via Lei de Acesso à Informação pela agência Fiquem Sabendo.

Os telegramas e e-mails apontam que o governo brasileiro apoiou empresas para importar hidroxicloroquina, além de insumos para fabricação do remédio da Índia. O medicamento não tem eficácia para a covid-19.

O ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.
O ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Foto: Marcelo Camargo (Agência Brasil).

A Fiquem Sabendo solicitou a íntegra da troca de comunicação entre as embaixadas brasileiras, o governo indiano e as empresas interessadas na importação de cloroquina. Os documentos originais não continham datas e horários das conversas e havia cortes nos e-mails. A Lei de Acesso à Informação prevê punição a quem ocultar informação. 

Os detalhes dessa negociação foram divulgados pelo jornal O Estado de São Paulo nesta terça-feira (15). Os documentos mostram a agilidade do governo nas negociações, com mensagens respondidas em 15 minutos, à noite e até durante finais de semana.

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Yamaguchi insiste na defesa da cloroquina e diz que esteve com o Governo Federal “inúmeras vezes” https://canalmynews.com.br/politica/yamaguchi-insiste-na-defesa-da-cloroquina-e-diz-que-esteve-com-o-governo-federal-inumeras-vezes/ Tue, 01 Jun 2021 17:33:02 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/yamaguchi-insiste-na-defesa-da-cloroquina-e-diz-que-esteve-com-o-governo-federal-inumeras-vezes/ Médica defensora de medicamentos ineficazes confirma encontros de “conselho científico independente” com o empresário Carlos Wizard

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A médica Nise Yamaguchi afirmou na CPI da Pandemia nesta terça-feira (1) que esteve em reuniões com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em quatro ou cinco vezes e esteve “inúmeras vezes” com representantes do Governo Federal. A defensora da cloroquina, contudo, negou a existência de um gabinete paralelo.

“Desconheço a existência de um gabinete paralelo, caso ele exista. Eu não teria nem como enunciar pessoas que participam, eu não tenho como porque eu não entendo onde o senhor [Renan Calheiros] deseja chegar”, diz Yamaguchi.

A oncologista também insistiu na defesa da cloroquina durante seu depoimento, medicamento que já foi descartado pela comunidade científica como tratamento eficaz contra a covid-19. “Eu considero que o atraso que existe no início do tratamento é o que tem determinado tantos mortos e tantas questões nesse momento”, disse.

Yamaguchi também já fez declarações públicas em defesa da imunidade de rebanho — teoria que defende que a imunidade poderia chegar por meio do contagio por covid-19, e portanto da morte, e não pela vacinação. Nesta terça-feira, contudo, a médica declarou que “novos algoritmos vão ter que entrar” na discussão sobre imunidade de rebanho.

A médica também confirmou que teve reuniões com o deputado federal Osmar Terra (MDB-RS), que também é defensor da tese da imunidade de rebanho, e com o empresário Carlos Wizard. Com Wizard, Yamaguchi destacou que formou um “conselho científico independente” em agosto de 2020.

Yamaguchi diz que “nunca” discutiu imunidade de rebanho e vacinação com Bolsonaro. Quando perguntada pelo relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), se tem contatos com o Governo Federal, Yamaguchi afirmou:

“Eu sou de uma rede de governança que é voluntária, então eu tenho relações constantes com todos, eu sou uma pessoa que tem contatos com todos os itens, com todas as agências, com as sociedades civis organizadas, então eu tenho contatos federais sim, mas são pontuais”.

As declarações da médica irritaram o presidente da CPI, Omar Aziz (MDB-AM), que alertou que Yamaguchi será convocada novamente não mais como convidada, mas como testemunha.

“Sua voz calma, sua forma de falar, convence as pessoas como se a senhora estivesse falando a verdade”, disse Aziz.

A médica Nise Yamaguchi na CPI da Pandemia. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
A médica Nise Yamaguchi na CPI da Pandemia. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

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“Por que só o Brasil ainda insiste na cloroquina?” https://canalmynews.com.br/politica/por-que-so-o-brasil-ainda-insiste-na-cloroquina/ Wed, 26 May 2021 16:32:19 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/por-que-so-o-brasil-ainda-insiste-na-cloroquina/ No Café do MyNews, o senador Fabiano Contarato fala da postura de profissionais e políticos brasileiros que ainda recomendam a utilização do medicamento sem comprovação científica, e defende que o presidente deve ser responsabilizado

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O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) participou nesta quarta-feira do programa Café do MyNews, e condenou o fato de ainda haver recomendação de alguns profissionais de saúde e de pessoas leigas, no Brasil, para o uso de medicamentos sem comprovação científica no combate ao coronavírus. Para ele, não está sendo respeitado o limite entre a medicina e a ciência, e “há uma diferença enorme” entre um cientista e um médico.

Senador Fabiano Contarato em entrevista ao 'Café do MyNews'.
Senador Fabiano Contarato em entrevista ao ‘Café do MyNews’. Foto: Reprodução (MyNews).

“Um médico jamais pode fazer de um paciente cobaia para testar uma medicação sem nenhuma comprovação científica porque ele está violando um exercício regular da medicina, isso é crime previsto no artigo 282”, ressaltou Contarato. E complementou: “Então a pergunta é: a ivermectina, a hidroxicloroquina, ela tem comprovação científica de que ela pode ser utilizada como tratamento precoce ou no combate à covid? Se a resposta for ‘não’, qualquer pessoa que utiliza desse mecanismo, se for médico, ele está excedendo o limite da medicina. Porque quem tem competência pra colocar numa bula qual é a indicação daquela medicação são as agências reguladoras, e no caso do Brasil é a Anvisa.”

Durante a entrevista, o senador também falou sobre a responsabilidade dos municípios e estados na recomendação dos medicamentos sem comprovação científica para o combate ao coronavírus, e na orientação dos protocolos sanitários, “que existe e deve ser apurada”. Mas salientou que “ninguém pode deixar de reconhecer que a responsabilidade de celebrar contrato, em âmbito internacional, para aquisição de insumos e vacinas, é do Estado Brasileiro, através do presidente da República e seus ministérios.”

Ainda sobre o tratamento precoce, Fabiano Contarato questiona “por que só no Brasil ainda se mantém essa tecla de uma falsa verdade que se você usar hidroxicloroquina, ivermectina, você vai estar imunizado?” Segundo ele, é para estimular as pessoas a não praticarem o distanciamento social, não utilizarem máscara, se aglomerarem e, assim, alcançar a imunidade de rebanho.

Convocação de governadores na CPI

Durante a entrevista, Contarato também foi questionado sobre a intenção dos senadores de convocar os governadores para deporem na CPI da Pandemia, e ressaltou que a Comissão tem que ter a sobriedade para não mudar o seu foco:

“O trabalho da CPI tem que ser feito de forma gradativa, ela não pode ser atropelada. Então, no momento que ouve o primeiro representante do Executivo, das agências reguladoras, dos laboratórios, aí sim você vai coletando provas, e à medida que vai havendo necessidade e sendo deliberados os requerimentos para a oitiva de governadores – esses requerimentos tem que ser deliberados, tem que ser deferidos, tem que ser convocados -, mas nós não podemos atropelar esse andamento, se não o efeito vai ser negativo. Ao invés de contribuir para a apuração, você acaba tumultuando essa apuração.”

Prisão em flagrante

Como professor de direito e tendo exercido o cargo de delegado da polícia durante 27 anos, o senador Contarato respondeu com propriedade sobre a possibilidade de haver prisão durante os depoimentos da CPI da Covid-19. Segundo ele, a decisão muitas vezes não é jurídica, e sim política. “Eu entendo que deva ser de forma como é feita pra todos os brasileiros. Eu não posso ser utilizado como agente do estado apenas pra dar voz de prisão nos casos de pessoas pobres, afrodescendentes e semianalfabetas. Se está patente, se está evidenciado, um estado fragrancial por crime de falso testemunho, a prisão em flagrante se impõe.”, pontuou.

Explicando melhor: “quando a Comissão (CPI) fala assim ‘não vamos prender em flagrante, vamos encaminhar ao Ministério Público’, ela tá declinando um mandamento constitucional que é: ninguém pode ser preso, salvo em flagrante e delito. E como se estava algumas pessoas que por ali passaram, em estado flagrancial, o mais adequado, o mais correto, o constitucionalmente feito e permitido é se autuar em flagrante. Autuou em flagrante, concede o direito de responder ao inquérito em liberdade, com o arbitramento de fiança. Pagou fiança, solta. Não pagou fiança, mantém-se preso.”

Íntegra do ‘Café do MyNews’ desta quarta-feira (26), com a entrevista do senador Fabiano Contarato.

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“É um artigo chinfrim de uma revista mediana”, diz pesquisador sobre estudo que baseou TrateCov https://canalmynews.com.br/mais/e-um-artigo-chinfrim-de-uma-revista-mediana-diz-pesquisador-sobre-estudo-que-baseou-tratecov/ Wed, 26 May 2021 00:14:36 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/e-um-artigo-chinfrim-de-uma-revista-mediana-diz-pesquisador-sobre-estudo-que-baseou-tratecov/ Para imunologista, estudo que foi base para criação do aplicativo do Ministério da Saúde é insuficiente

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Em depoimento à CPI da Pandemia nesta terça-feira (25), a secretária de Gestão e Trabalho do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, defendeu o uso da cloroquina no tratamento contra o novo coronavírus e admitiu que o Ministério estabeleceu orientação nacional para o uso do medicamento.

Pinheiro justificou que a criação do TrateCov, aplicativo do Ministério da Saúde que indicava cloroquina, aconteceu a partir de um estudo realizado por médicos brasileiros, o “The AndroCov Clinical Scoring for Covi-19 Diagnosis”, que tem o endocrinologista Flavio Cadegiani como autor principal.

A publicação ocorreu no periódico Cureus, jornal médico de impacto baixo. Para Gustavo Cabral, imunologista e pesquisador da Universidade de São Paulo(USP), o estudo citado por Pinheiro é insuficiente para ser usado como base científica para elaboração de política pública.

“Um artigo científico desse nível de impacto, na nossa área, é bacana para estudantes. Jamais chega próximo dos quinze estudos que mostram que a hidroxicloroquina não tem funcionalidade para a covid-19”, explica o pesquisador, que é pós-doutor pela Universidade de Oxford. “É um artigo chinfrim de uma revista mediana”, afirma o pesquisador, em entrevista ao Dinheiro Na Conta. 

“Já existe uma gama de trabalhos muito grande, diversos estudos  científicos, que mostram a não funcionalidade da hidroxicloroquina, que ainda traz efeitos colaterais”, questiona. 

O imunologista Gustavo Cabral lembra que não há nenhum estudo científico de alto impacto que demonstre eficácia do uso de cloroquina contra covid-19.

 “Quando desenvolvemos vacinas ou medicamentos, fazemos testes com animais, com seres humanos, em um número menor, até chegar a um número maior de humanos. Para chegar a essa magnitude, de um estudo amplo, a cloroquina teria que apresentar resultados prévios que dessem suporte”, explica.

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CPI da Pandemia: 4ª semana deve ter cloroquina como foco https://canalmynews.com.br/politica/cpi-da-pandemia-4a-semana-deve-ter-cloroquina-como-foco/ Sun, 23 May 2021 15:42:44 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/cpi-da-pandemia-4a-semana-deve-ter-cloroquina-como-foco/ Senadores irão ouvir na terça-feira (25) o depoimento da secretária do Ministério da Saúde Mayra Oliveira, conhecida como “Capitã Cloroquina”

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A quarta semana da CPI da Pandemia deve ter a cloroquina como foco de discussões no Senado. Em entrevista concedida à CNN Brasil no sábado (22), o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), disse que o objetivo com os próximos depoimentos é “saber quem idealizou a cloroquina”.

“Queremos saber quem foi que teve a ideia daquele decreto para colocar na bula da cloroquina [que o medicamento combate a covid]. Alguém redigiu aquilo, queremos saber quem”, afirmou Aziz.

A questão foi levantada em um primeiro momento no depoimento do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que ocorreu em 4 de maio. Ele revelou que um decreto presidencial chegou a ser elaborado para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alterasse a bula do medicamento.

Em 11 de maio, também em depoimento à CPI, o presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, confirmou que a reunião para mudar a bula da cloroquina ocorreu no Palácio do Planalto. “Esse documento foi comentado pela doutora Nise Yamaguchi, o que provocou uma reação, eu confesso, até um pouco deseducada, ou deselegante, minha reação foi muito imediata, de dizer que aquilo não poderia ser”, afirmou Torres. O uso do medicamento para enfrentar a covid-19 não tem fundamentação científica e não é aconselhado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em entrevista ao MyNews, o médico sanitarista e ex-presidente da Anvisa Gonzalo Vecina disse que só a vigilância sanitária pode aceitar e produzir alterações em bula. “Tem que ter uma pesquisa, um substrato que define porquê mudar a bula. O caso da cloroquina, que é um produto utilizado para tratar malária e alguns casos de artrite reumatoide, para fazer sem indicação, teríamos que ter um estudo clínico rigoroso duplo cego randomizado e isso não foi feito. Então, mexer na bula da Anvisa seria um crime, mesmo porque estes remédios têm efeitos colaterais e uma pessoa que sofresse desses efeitos colaterais, por causa de uma mudança na indicação da bula, poderia mover uma ação contra empresa. É um negócio sério e complicado”, destacou.

Ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello presta depoimento à CPI da Pandemia. Foto: Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello presta depoimento à CPI da Pandemia. Foto: Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Programação da CPI da Pandemia

A CPI da Pandemia irá sabatinar na próxima terça-feira (25) a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro — conhecida como “Capitã Cloroquina“. O depoimento dela estava marcado para a última quinta-feira (20), mas foi adiado devido ao adiamento do depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello.

A exemplo do general da ativa, Pinheiro também solicitou o direito ao silêncio ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em um primeiro momento, na terça-feira (18), o ministro Ricardo Lewandowski negou o pedido e afirmou que não havia elementos que justificassem a concessão do habeas corpus preventivo.

Na sexta-feira (21), no entanto, Pinheiro pediu a reconsideração da decisão e foi atendida por Lewandowski. “Diante das alegações e dos documentos agora apresentados, esclareço que assiste à paciente o direito de permanecer em silêncio – se assim lhe aprouver – quanto aos fatos ocorridos no período compreendido entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021”, apontou Lewandowski.

Caso o depoimento de Mayra Pinheiro não se estenda para além de um dia, a programação da CPI da Pandemia para quarta-feira (26) é analisar os requerimentos já protocolados para determinar os próximos passos das investigações. Já na quinta-feira (27) o colegiado irá ouvir Élcio Franco, ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde.

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Pazuello diz que aplicativo que recomendava cloroquina foi “roubado”; Ministério da Saúde apagou post https://canalmynews.com.br/politica/pazuello-diz-que-aplicativo-que-recomendava-cloroquina-foi-roubado-ministerio-da-saude-apagou-post/ Thu, 20 May 2021 17:22:45 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/pazuello-diz-que-aplicativo-que-recomendava-cloroquina-foi-roubado-ministerio-da-saude-apagou-post/ Publicação no site do Ministério da Saúde ressaltava que iniciativa “foi anunciada pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello”

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O ex-ministro da Saúde e general Eduardo Pazuello afirmou nesta quinta-feira (20) na CPI da Pandemia que o aplicativo TrateCOV foi “roubado” por um hacker e colocado no ar de maneira irregular. O projeto, todavia, foi divulgado em canais oficiais do Governo Federal e uma publicação do Ministério da Saúde que ressaltava que a iniciativa foi “anunciada pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, durante agenda” em Manaus foi apagada.

O TrateCOV recomendava o uso de cloroquina, hidroxicloroquina e azitromicina para o tratamento de pessoas com possíveis sintomas de covid-19. Os remédios, todavia, não têm eficácia comprovada para enfrentar a pandemia.

“O hacker é tão bom que ele conseguiu colocar o aplicativo em uma matéria na TV Brasil”, afirmou o presidente da CPI da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM).

Eduardo Pazuello na CPI da Pandemia. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Eduardo Pazuello na CPI da Pandemia. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

No dia 13 de janeiro de 2021, o Ministério da Saúde publicou nota com o seguinte título: “Saúde lança aplicativo para auxiliar médicos no diagnóstico da Covid-19”. O texto traz informações sobre o TrateCOV, diz que a iniciativa foi bancada pela própria pasta, uma declaração de Mayra Pinheiro, conhecida como a “Capitã Cloroquina” do Ministério da Saúde, e destaca a participação de Pazuello no lançamento.

A publicação, entretanto, foi apagada da página virtual da pasta da Saúde. Ainda assim, é possível recuperar o conteúdo por meio do projeto Wayback Machine. Também há uma publicação do Ministério da Saúde no Facebook destacando o TrateCOV.

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“Capitã Cloroquina” e o medo de se autoincriminar https://canalmynews.com.br/politica/capita-cloroquina-e-o-medo-de-se-autoincriminar/ Tue, 18 May 2021 12:45:27 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/capita-cloroquina-e-o-medo-de-se-autoincriminar/ Na onda do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, advogados pedem ao STF o direito de Mayra Pinheiro ficar em silêncio

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Foram 337 dias defendendo o uso da cloroquina para casos leves, moderados e graves de Covid-19. A recomendação do fármaco constava no portal do Ministério da Saúde entre 20 de maio de 2020 e 22 de abril de 2021, e foi removida às vésperas da Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia ser instalada no Senado. Coincidência ou não, a cloroquina tem sido uma das principais pautas das oitivas da CPI, que entra em sua terceira semana.

Coletiva de imprensa com equipe técnica do Ministério da Saúde.
Coletiva de imprensa com equipe técnica do Ministério da Saúde. Foto: Júlio Nascimento (PR).

O depoimento desta terça-feira, do ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, deve igualmente explorar esta temática, sobretudo o empenho do chanceler para garantir que a cloroquina chegasse ao Brasil. Ernesto Araújo foi Ministro do governo de Jair Bolsonaro entre janeiro de 2019 e março de 2021.

Mas é na quinta-feira que será ouvida a testemunha que traz em seu próprio apelido o apreço pelo medicamento. Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde, é conhecida como Capitã Cloroquina, e já admitiu ao Ministério Público Federal que foi a responsável pelo planejamento de uma comitiva de médicos que difundiu o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19 em Manaus, dias antes de o sistema de saúde do Amazonas entrar em colapso.

Mayra é médica pediatra e foi auxiliar de Eduardo Pazuello quando ele ainda estava na gestão da pasta – ela continua no cargo. A exemplo do ex-chefe – que depõe quarta-feira na CPI -, a secretária entrou com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) neste domingo pedindo o direito de permanecer em silêncio durante seu depoimento, e a garantia da presença de seus advogados na sessão. Ela alega “temor” em razão de “agressividade” dos senadores ao inquirir os depoentes da comissão.

Os advogados da médica também pedem que, caso suas prerrogativas profissionais ou as garantias da médica sejam desrespeitadas, que eles possam encerrar o depoimento da servidora sem que haja qualquer “medida restritiva de direitos ou privativa de liberdade”, como a prisão.

Quem é Mayra Pinheiro

A médica pediatra cearense de 54 anos conquistou notoriedade nacional ainda em 2013, quando apoiou o movimento contra a vinda de cubanos pelo programa Mais Médicos. Depois, virou sindicalista – foi presidente do Sindicato dos Médico do Ceará. Na época da campanha eleitoral de 2018, endossou o apoio ao então candidato Jair Bolsonaro, integrando uma espécie de “ala médica” do futuro governo.

Sem atuação acadêmico-científica de destaque e sem experiência em gestão na Saúde, Mayra Pinheiro apareceu como um nome aceitável diante das outras opções que circulavam na equipe de transição de Bolsonaro. Já como ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta tinha ciência de que precisaria contemplar alguém do grupo, então nomeou a pediatra, colocando-a como titular da secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. De secretária sem expressão, Mayra se transformou, aos poucos, em “Capitã Cloroquina”.

Mayra Pinheiro, conhecida como 'Capitã Cloroquina', durante coletiva da Secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde.
Mayra Pinheiro, conhecida como ‘Capitã Cloroquina’, durante coletiva da Secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Foto: Júlio Nascimento (PR).

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Fumacê de cloroquina https://canalmynews.com.br/sem-categoria/fumace-de-cloroquina/ Wed, 12 May 2021 20:55:41 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/fumace-de-cloroquina/ As dúvidas alimentadas pela fake news do tratamento precoce

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Quando você é arrimo de família toda decisão que você toma influencia diretamente a vida dos seus familiares. É um peso danado. 

Esses dias uma amiga que é responsável, como ela mesma diz, por decisões de “vida ou morte” na família dela mandou um kit covid – que não tem eficácia – para a irmã. Ela estava preocupada porque a irmã é do grupo de risco e a mãe dela – que já estava vacinada – teve Covid leve. Minha amiga não é bolsonarista. É empresária, jornalista e super bem informada. A justificativa pro kit que ela sabe que não funciona era “não aguentar a culpa se algo acontecesse de ruim e ela não tivesse dado nenhum remédio”. 

Eu fico pensando: se isso aconteceu com ela, quantas pessoas estão se esbaldando em ivermectina, azitromicina e cloroquina? Um levantamento da GloboNews dá uma ideia. Do ano passado pra esse aumentou em 857% a compra de ivermectina e 126% hidroxicloroquina. O fato do Conselho Federal de Medicina não ter se posicionado contra a cloroquina é horrorizante. Não custa lembrar que já morreu gente em nebulizações de hidroxicloroquina no Rio Grande do Sul e no Amazonas. 

Agora acompanhando os depoimentos na  CPI da Covid, a gente consegue ver como o governo agiu para colocar o medicamento na boca do povo. Além da propaganda do presidente que todos nós acompanhamos, o ex-ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta contou do dia em que havia um decreto presidencial pronto para mudar a bula do remédio e dizer que ele era indicado para Covid. O diretor da Anvisa não deixou e um ministro disse que era só uma sugestão. O outro ex-ministro da saúde Nelson Teich reafirmou que saiu porque não topou bancar a recomendação do tratamento da Covid com o remédio. Só mesmo o general Eduardo Pazuello – também ex-ministro da saúde –  foi capaz de tamanha crueldade com o povo brasileiro. 

Mas e aí? E se você estiver com Covid e o médico disser pra você tomar um desses comprimidos? Se for sua mãe, seu pai, seu filho? É aí que vem o tal do fumacê. Nessa guerra ideológica que vivemos desde o dia 24 de março – quando o Bolsonaro disse que o coronavírus era uma gripezinha – as mentiras deixaram muitos de nós na dúvida. De tanto que são repetidas e propagadas as informações falsas geram receio, medo e até culpa. 

A mentira da cloroquina e do tratamento precoce prosperou impulsionada pela máquina do governo. Mas ela também criou vida própria. Planta dúvidas em cada um de nós porque no fundo tudo o que a gente queria é que fosse verdade. Que houvesse algo que desse um jeito, que nos protegesse desse vírus que a gente não vê e que paralisou a nossa vida.

Nesta grande confusão não nos resta muitas opções. Nem o Brasil e nem nenhum país do mundo tem remédio pra Covid.  A única esperança é a vacina e a ciência. Sigamos nos cuidando e tentando enxergar para além desse fumacê. 

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TCU isenta Bolsonaro, mas vê prejuízo ao erário em fabricação de cloroquina https://canalmynews.com.br/mais/tcu-isenta-bolsonaro-mas-ve-prejuizo-ao-erario-em-fabricacao-de-cloroquina/ Mon, 01 Feb 2021 13:56:09 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/tcu-isenta-bolsonaro-mas-ve-prejuizo-ao-erario-em-fabricacao-de-cloroquina/ Parecer aponta que insumos custaram 167% a mais que compra realizada dois meses antes na mesma empresa

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O Tribunal de Contas da União (TCU) investiga possíveis irregularidades na fabricação de cloroquina por um laboratório do Exército.

O presidente Jair Bolsonaro defende a utilização da cloroquina no tratamento da covid-19, mas o medicamento não tem comprovação científica de que seja eficaz contra o coronavírus.

Um parecer elaborado pela área técnica do TCU descartou a hipótese de sobrepreço na compra de insumos para a fabricação do medicamento. Apesar disso, o valor é mais caro que a compra realizada dois meses antes pela mesma empresa.

Os contratos custaram R$ 782 mil. Dois lotes de insumos para a fabricação da cloroquina tiveram um valor 167% mais alto que o preço cobrado pela mesma empresa dois meses antes.

Bolsonaro com cloroquina
O presidente Jair Bolsonaro com caixa de hdroxicloroquina durante a posse de Eduardo Pazuello como ministro da Saúde.
(Foto: Carolina Antunes/PR)

As informações foram obtidas via Lei de Acesso à Informação e divulgadas pela agência de dados Fiquem Sabendo.

A área técnica do TCU avaliou que o presidente Jair Bolsonaro não tem responsabilidade na compra. Os técnicos entenderam que o Exército deveria ter atuado junto ao Ministério da Saúde para definir a quantidade que seria fabricada. O parecer do TCU afirma que, ao não atuar, houve possível prejuízo ao erário, já que há em estoque mais de 400 mil comprimidos.

O Tribunal determinou ainda que o Exército não mais produza cloroquina enquanto não for esclarecida a real necessidade e demanda.

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Após crítica do CFM, sai do ar formulário que sugeria ‘tratamento precoce’ contra Covid-19 https://canalmynews.com.br/mais/apos-critica-do-cfm-sai-do-ar-formulario-que-sugeria-tratamento-precoce-contra-covid-19/ Thu, 21 Jan 2021 21:12:10 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/apos-critica-do-cfm-sai-do-ar-formulario-que-sugeria-tratamento-precoce-contra-covid-19/ Conselho Federal de Medicina identificou problemas e pediu a retirada do ar; Ministério da Saúde não comentou

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O formulário virtual TrataCOV, lançado pelo Ministério da Saúde, que recomendava “tratamento precoce” e sugeria cloroquina e outros medicamentos sem eficácia comprovada para o tratamento de pessoas infectadas com Covid-19, saiu do ar.

A aplicação foi lançada na última semana, com foco nos profissionais de saúde que atuam em Manaus. A capital do Amazonas, assim como outras cidades do estado, vive situação de caos na saúde em razão do crescimento de casuso da Covid-19.

Imagem de divulgação do TrateCOV, do Ministério da Saúde
Imagem de divulgação do TrateCOV, do Ministério da Saúde.
(Foto: Divulgação/Ministério da Saúde)

O Conselho Federal de Medicina (CFM) pediu que o formulário fosse retirado do ar. Em comunicado, a entidade disse que alertou a pasta sobre inconsistências identificadas no aplicativo.

Entre as falhas apontadas pela área técnica do CFM no formulário estão a falta de garantia de sigilo das informações inseridas, a possibilidade de preenchimento por não médicos, a recomendação de drogas que não contam com reconhecimento para tratamento de Covid-19 e indução à automedicação.

“Diante do exposto, o CFM pediu ao Ministério da Saúde a retirada imediata do ar do aplicativo TrateCov”, disse o CFM.

Procurado pelo MyNews, o Ministério da Saúde não comentou o motivo da retirada do ar do formulário.

Na aplicação, o usuário inseria dados sobre comorbidades, sintomas e exposição a ambientes de risco e, a partir deles, o sistema traçava um diagnóstico prévio. Nele apareciam recomendações à procura de “tratamento precoce” e menção a substâncias como cloroquina e ivermectina, sem eficácia comprovada contra a Covid-19

As orientações do TrateCOV contrariam as recomendações médicas e estudos científicos e também desmentem as declarações recentes do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, de que a pasta não faz menções a tratamento precoce e a esses tipos de medicamentos.

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Aplicativo lançado pelo Ministério da Saúde recomenda remédios sem eficácia para tratar Covid-19 https://canalmynews.com.br/mais/aplicativo-lancado-pelo-ministerio-da-saude-recomenda-remedios-sem-eficacia-para-tratar-covid-19/ Thu, 21 Jan 2021 19:05:50 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/aplicativo-lancado-pelo-ministerio-da-saude-recomenda-remedios-sem-eficacia-para-tratar-covid-19/ Cloroquina e outras substâncias aparecem nas recomendações feitas pelo TrateCOV

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Um formulário virtual lançado pelo Ministério da Saúde e voltado para orientar profissionais de saúde em relação à Covid-19, intitulado TrateCOV, sugere uso de cloroquina e outros medicamentos sem eficácia comprovada para o tratamento de pessoas infectadas com o vírus.

A aplicação foi lançada na última semana, com foco nos profissionais de saúde que atuam em Manaus. A capital do Amazonas, assim como outras cidades do estado, vive situação de caos em razão da Covid-19.

Nesse formulário o usuário insere dados sobre comorbidades, sintomas e exposição a ambientes de risco e, a partir deles, o sistema traça um diagnóstico prévio.

Covid-19: imagem de divulgação do TrateCOV, aplicativo do Ministério da Saúde
Imagem de divulgação do TrateCOV, do Ministério da Saúde.
(Foto: Divulgação/Ministério da Saúde)

As orientações do TrateCOV contrariam as recomendações médicas e estudos científicos que não reconhecem esses fármacos como eficazes contra a Covid-19. E também desmentem as declarações recentes do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, de que a pasta não faz menções a tratamento precoce e a esses tipos de medicamentos, como cloroquina e ivermectina.

“Não confundam o atendimento precoce com definição de que remédio tomar. Por favor, compreendam isso e não coloquem mais errado. Nós defendemos e incentivamos e orientamos que a pessoa doente procure imediatamente o posto de saúde, procure o médico. O médico faz o diagnóstico clínico desse paciente, esse é o atendimento precoce”, disse o ministro durante coletiva na última segunda-feira (18).

A jornalista Mariana Varella, filha do médico Drauzio Varella e especializada na cobertura de saúde, fez uma simulação e divulgou em suas redes sociais. A recomendação dada a ela pela ferramenta incluiu tanto a cloroquina quanto a ivermectina, outro fármaco sem eficácia comprovada contra a Covid-19, além de dois antibióticos.

O que diz o Ministério da Saúde sobre o TrateCOV

Por meio de nota, o Ministério da Saúde informou que o TrateCOV foi desenvolvido para uso exclusivo e facultativo de médicos cadastrados.

Sobre as menções aos medicamentos questionados, a pasta disse que o formulário “orienta opções terapêuticas disponíveis na literatura científica atualizada e oferece total autonomia para que o profissional médico decida o melhor tratamento para o paciente, de acordo com cada caso”.

Por fim, a pasta acrescentou que “a lista de medicamentos sugeridos na plataforma pode sofrer alterações de acordo com os estudos científicos em andamento”. 

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