CPI DA COVID

Imunologista diz que hipótese de mudar bula da cloroquina revelada por Mandetta é “insanidade”

Imunologista e pesquisador da USP Gustavo Cabral analisou a fala de Mandetta na CPI da Covid. Segundo ex-ministro, Bolsonaro queria trocar bula da cloroquina
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O ex-ministro Luiz Henrique Mandetta prestou depoimento na CPI da Covid nesta terça-feira (4). Mandetta declarou que a postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) impactou o cenário da pandemia.

Segundo Mandetta, um decreto presidencial chegou a ser elaborado para que a Anvisa alterasse a bula da cloroquina para que o remédio fosse recomendado contra a covid – o medicamento já foi comprovado cientificamente como ineficaz contra a doença. A proposta não foi aprovada.

Luiz Henrique Mandetta em depoimento da CPI da Pandemia. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado.
Luiz Henrique Mandetta em depoimento da CPI da Pandemia. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado.

Em entrevista ao MyNews, o imunologista e pesquisador e vacinas da USP Gustavo Cabral afirmou que a postura do presidente é insana.

“É um nível de insanidade. Não há outra explicação de que quer se tornar um ditador e vai de encontro ao conhecimento científico, ao que a ciência tem tentado fazer que é produzir conhecimento para dar suporte para as ações técnicas. Isso é uma tentativa de interferência de uma agência reguladora que nos dá segurança”, disse.

Mandetta ainda afirmou que o governo federal não quis fazer campanha nacional contra a covid, que o presidente Bolsonaro foi alertado sobre a gravidade da pandemia e que a política de testagem em massa foi abandonada depois que ele saiu do cargo.

Segundo Cabral, a testagem em massa é fundamental para controle da pandemia, ainda mais para o tamanho do Brasil.

“A testagem em massa é o que nos guia para que a gente tenha ações específicas mais direcionadas, para que a gente possa controlar de acordo com o que está acontecendo em cada lugar. Um país como o Brasil, com o seu tamanho geográfico, é muito complicado nós termos ações generalizadas, a gente tem que ter ações específicas”, declarou.

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