Arquivos commodities - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/commodities/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Tue, 17 Sep 2024 19:24:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Brasil cresce em meio a juros altos e desafia a lógica econômica. Como? https://canalmynews.com.br/outras-vozes/brasil-cresce-em-meio-a-juros-altos-e-desafia-a-logica-economica-como/ Tue, 17 Sep 2024 19:24:18 +0000 https://localhost:8000/?p=46757 Fenômeno pode ser explicado por diversos fatores, entre eles o peso das exportações de commodities e o papel do setor agrícola e mineral

O post Brasil cresce em meio a juros altos e desafia a lógica econômica. Como? apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
A notícia intitulada “Impressiona o Brasil crescer com juros tão altos”, publicada no Estadão com a fala do economista global Robert Sockin, do Citigroup, levanta questões cruciais sobre a resiliência da economia brasileira frente a um cenário de política monetária apertada, com taxas de juros que se mantêm elevadas. No entanto, o Brasil continua a registrar crescimento, um fato que desafia o convencionalismo econômico. Isso pode ser explicado por diversas teorias econômicas, incluindo aquelas que exploram a interseção entre política monetária, expectativas de mercado e fatores estruturais da economia.

O economista John Maynard Keynes (sempre ele!) propôs que, em situações em que a demanda agregada é baixa, o aumento dos juros tende a desestimular o investimento e o consumo. No caso do Brasil, porém, o efeito não tem sido tão claro.

Leia mais: Privatizar é preciso

Um dos fatores que pode estar contribuindo para esse cenário paradoxal é o peso das exportações de commodities e o papel do setor agrícola e mineral, que continuam a impulsionar a economia brasileira, como argumenta Celso Furtado em estudos sobre o desenvolvimento econômico de base exportadora. O Brasil, ao manter uma balança comercial robusta e continuar exportando para mercados como a China, encontra na demanda externa um amortecedor contra os efeitos de juros altos.

A resiliência da economia brasileira pode estar associada também a uma estrutura financeira relativamente sólida. Nela, os bancos se mantêm capitalizados e o sistema bancário, como um todo, está preparado para lidar com choques de política monetária, algo que autores como Hyman Minsky estudaram em relação à estabilidade financeira. Mesmo com altos níveis de juros, o mercado financeiro brasileiro tem demonstrado adaptabilidade, utilizando instrumentos como o crédito subsidiado para segmentos estratégicos e programas de auxílio para pequenos empreendedores, que mantém o ciclo de negócios ativo.

Leia mais: Um ano do regime fiscal sustentável

Há ainda uma explicação complementar, embasada a partir das ideias do economista Joseph Schumpeter. Segundo ele, mesmo em momentos de recessão ou desaceleração, economias que conseguem fomentar a inovação e a mudança tecnológica podem manter um ritmo de crescimento. No Brasil, há sinais de que setores como o de tecnologia da informação, fintechs e energias renováveis continuam a avançar, independentemente das dificuldades impostas pela política monetária.

Por fim, vale destacar que a trajetória de crescimento do Brasil com juros altos também revela limitações no curto prazo. De acordo com Milton Friedman, os efeitos plenos de uma política monetária podem levar tempo para se materializar.

Embora a economia esteja crescendo agora, as expectativas para 2025, como mencionado por Robert Sockin, apontam para uma possível desaceleração. Isso destaca a necessidade de ajustes nas políticas fiscais e monetárias para garantir um crescimento sustentável a longo prazo, sem que o país sofra os efeitos adversos de uma inflação persistente ou de uma retração severa do consumo e do investimento privado.

O post Brasil cresce em meio a juros altos e desafia a lógica econômica. Como? apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Tesla fecha acordo secreto com Vale, segundo agência https://canalmynews.com.br/economia/tesla-fecha-acordo-secreto-com-vale-segundo-agencia/ Wed, 30 Mar 2022 22:10:51 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=27098 O empreendedor e filantropo Elon Musk teria firmado contrato com a mineradora brasileira visando aumentar os esforços para atravessar a crise inflacionária e a alta generalizada dos preços

O post Tesla fecha acordo secreto com Vale, segundo agência apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Recentemente, a companhia de carros elétricos Tesla firmou um acordo em segredo com a mineradora multinacional brasileira Vale. Segundo a agência de notícias Bloomberg, as duas empresas fecharam um contrato de fornecimento de uma commodity, em um acerto que visa o longo prazo.

Até o momento, Vale e Tesla ainda não se manifestaram diretamente sobre o assunto, mas o que se sabe é que a empresa norte-americana de Elon Musk estaria interessada em um item específico da mineradora brasileira: o níquel proveniente do Canadá.

Em nota oficial, a mineradora esclarece que, “como líder mundial na produção e fornecimento de níquel classe 1”, está realizando diálogos com “partes interessadas em todos os pontos da cadeia de fornecimento de veículos elétricos, incluindo grandes fabricantes de automóveis, produtores de cátodos e de baterias para explorar possibilidade de parcerias”.

A Vale já declarou anteriormente que vende cerca de 5% de toda a sua produção para o mercado de veículos elétricos e que planeja aumentar esse percentual para a faixa entre 30% e 40%.

Mas por que o Elon Musk deseja o níquel da Vale? Em primeiro lugar, porque a commodity é essencial para a fabricação das baterias utilizadas em veículos elétricos – item crucial para o segmento. Em segundo, porque a Tesla possuía a ambiciosa meta de elevar sua produção em 50% este ano, fenômeno que demanda um aumento na compra do metal.

Produção da Tesla em 2021 e projeção para o atual ano.

Produção da Tesla em 2021 e projeção para o atual ano. Foto: Reprodução (MyNews)

Aumento no preço

Para atingir essa meta produtiva, Elon Musk terá que desembolsar uma quantia maior do que a constatada nos orçamentos passados, uma vez que o preço, que já acompanhava uma tendência de alta, disparou com o conflito entre Rússia e Ucrânia.

No início de março, a commodity teve uma alta de 73%, responsável por renovar as máximas históricas – a cotação atingiu a ordem dos US$ 86.700 por tonelada.

Cotação do níquel no acumulado dos últimos 12 meses.

Cotação do níquel no acumulado dos últimos 12 meses. Foto: Reprodução (MyNews)

Nos últimos dias, tanto a Tesla como a Vale apresentaram boa performance no mercado financeiro. No pregão desta quarta-feira (30), a companhia de veículos elétricos (TSLA34) apresentou alta de 0,50% (+0,81), sendo negociada a R$ 163,80, enquanto a Vale S.A. (VALE3) cresceu 1,43% (+1,35), com os papeis valendo R$ 95,87.

No acumulado dos últimos seis meses, Tesla comporta alta de 26,29% e Vale de 25,81%.

 

O post Tesla fecha acordo secreto com Vale, segundo agência apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
BC eleva projeção da inflação para 7,1%. Crescimento do PIB é mantido em 1% https://canalmynews.com.br/economia/bc-eleva-projecao-da-inflacao-para-71-crescimento-do-pib-e-mantido-em-1/ Thu, 24 Mar 2022 22:29:10 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=26906 Autoridade monetária divulgou os resultados do Relatório Trimestral da Inflação. Guerra entre Rússia e Ucrânia e alta das commodities são os principais fatores para a alta generalizada dos preços no país

O post BC eleva projeção da inflação para 7,1%. Crescimento do PIB é mantido em 1% apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O Banco Central elevou de 4,7% para 7,1% a projeção de inflação para este ano – o cálculo tem como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Nesse cenário, em 2022, a meta inflacionária deve ser rompida pelo segundo ano consecutivo.

Definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), o objetivo é manter a inflação na ordem dos 3,5%, sendo considerado formalmente cumprido caso oscile entre 2% e 5%. No entanto, a probabilidade de “estouro” da meta, de acordo com o BC, é de 88% a 97%.

No Relatório Trimestral da Inflação, divulgado nesta quinta-feira (24), o Bacen justificou que o cenário de alta “decorre dos preços de combustíveis, refletindo a recente elevação do preço de petróleo. Os reajustes dos preços de produtos farmacêuticos, que sofrem grande influência da inflação passada, também devem ter importante contribuição”.

Destaques do primeiro Relatório Trimestral da Inflação de 2022.

Destaques do primeiro Relatório Trimestral da Inflação de 2022. Foto: Reprodução (MyNews)

Segundo a autoridade monetária, os preços das commodities também interferem nessa conjuntura, uma vez que voltaram a subir com força neste ano devido à guerra entre Rússia e Ucrânia – o conflito deve gerar ainda uma “alta importante” no valor dos alimentos, acrescida pela continuidade dos efeitos do clima extremo.

Sobre o aumento contínuo do petróleo, os impactos no ciclo produtivo global devem ser sentidos com mais intensidade nos próximos meses, quando a alta será amplamente refletiva nos produtos.

“Espera-se que os preços de bens industrializados continuem apresentado alta relevante, apesar da redução das alíquotas de IPI, considerando a persistência das pressões sobre as cadeias de suprimentos e os preços de commodities, que foram inclusive agravadas pelo conflito”, afirma parte do relatório.

Quanto ao Produto Interno Bruto (PIB), a previsão de crescimento para esse ano ficou estável, sendo mantida em 1% de crescimento: acima da projeção de 0,5% do mercado financeiro, mas abaixo da estimativa oficial de 1,5% do governo.

O BC afirma que “com a melhora rápida da pandemia desde então [janeiro], espera-se que a queda seja revertida em fevereiro e março e que o nível de atividade no primeiro trimestre se situe acima do que era esperado [em dezembro de 2021]. O risco fiscal elevado e o processo de aperto monetário em curso continuam impactando as condições financeiras atuais e, consequentemente, a atividade econômica corrente e futura”.

 

___

 

A análise completa do relatório você confere no MyNews Investe destra quinta-feira (24):

O post BC eleva projeção da inflação para 7,1%. Crescimento do PIB é mantido em 1% apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Em queda, dólar é cotado em R$ 4,84, menor valor em quase dois anos https://canalmynews.com.br/economia/em-tendencia-de-queda-dolar-e-cotado-em-r-484-menor-valor-em-quase-dois-anos/ Wed, 23 Mar 2022 20:56:09 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=26853 Dólar registrou recuo de 1,45% nesta quarta-feira (23). Aumento do fluxo estrangeiro no mercado doméstico e altas na taxa de juros e commodities são as principais razões para o fenômeno.

O post Em queda, dólar é cotado em R$ 4,84, menor valor em quase dois anos apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Seguido a tendência de queda, o dólar abriu e fechou o pregão desta quarta-feira (23) em baixa. A moeda estadunidense anotou um recuo de 1,45%, sendo cotada a R$ 4,84, menor valor desde abril de 2020.

A principal razão para esse cenário continua sendo a entrada de fluxo estrangeiro no mercado brasileiro, tendo em vista o aumento no valor das commodities, as ações domésticas mais baratas e o aumento da taxa básica de juros.

A dimensão desse fluxo é tradicionalmente divulgada às quartas-feiras. No entanto, devido ao movimento de reivindicação de reajuste salarial e reestruturação de carreira feito pelos funcionários do Banco Central, esse número deve ser divulgado somente na sexta-feira (25).

Outro fator que contribuiu para a queda do dólar foi o anúncio do presidente russo Vladimir Putin sobre sua pretensão de não aceitar as moedas norte-americana e europeia como forma de pagamento para o gás produzido em território russo.

Dólar fecha em R$ 4,84 nesta terça-feira, 23.

Dólar fecha em R$ 4,84 nesta terça-feira, 23. Foto: Reprodução

Dólar e aumento na Selic

O presidente do BC, Roberto Campos Neto, durante participação em um seminário sobre regras fiscais organizado pelo TCU e pela Fiesp, afirmou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medidor oficial da inflação no Brasil, atingirá seu pico no acumulado de 12 meses em abril, e disse ainda que espera um aumento generalizado dos preços mais forte do que o inicialmente previsto.

Apesar da conjuntura adversa, Campos Neto ressaltou que o país tem se diferenciado de outros Banco Centrais ao realizar um aperto monetário mais agressivo.

 

O post Em queda, dólar é cotado em R$ 4,84, menor valor em quase dois anos apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Operando em queda, dólar rompe a barreira dos R$ 5,00 https://canalmynews.com.br/economia/operando-em-queda-dolar-rompe-a-barreira-dos-r-500/ Wed, 09 Mar 2022 23:08:16 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=26326 Cenário macroeconômico deve fazer com que Banco Central norte-americano suba os juros acima das expectativas. Valorização das commodities impulsiona mercado brasileiro.

O post Operando em queda, dólar rompe a barreira dos R$ 5,00 apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
A conflito no Leste Europeu já traz desdobramentos concretos à economia global. O maior deles diz respeito à principal matriz energética: nesta terça-feira (8), o barril do petróleo Brent, referência para o comércio mundial da commodity, chegou a romper os US$ 130, indo às máximas desde 2008.

As consequências, no entanto, não param por aí: a guerra entre Rússia e Ucrânia deve provocar uma inesperada revisão nos planos do Federal Reserve (Fed, o BC dos Estados Unidos) para os juros e desvalorizar ainda mais o dólar ante o real.

Diversos bancos e casas de análise já falam que o Fed, além de subir os juros norte-americanos na próxima reunião, em março, como já era esperado, irá impor cinco ou mais altas ao longo de 2022. E quanto ao câmbio, há projeções em que a moeda estadunidense, à vista, poderá cair ainda mais, atingido o patamar de R$ 4,80.

Variação do dólar em 2022.

Variação do dólar em 2022. Foto: Reprodução (MyNews)

Nesta quarta-feira (9), por um breve momento no pregão, os investidores brasileiros presenciaram um fato que não era visto desde julho de 2021: o dólar furou a bolha dos R$ 5,00 e atingiu a mínima do dia, registrando R$ 4,98 por volta das 11h – por fim, a variação foi de -0,84%, com a moeda cotada em R$ 5,01.

A operação em queda aconteceu em um dia marcado pela recuperação nos mercados externos após o tombo de terça, dia em que os EUA e o Reino Unido confirmaram a proibição da importação de petróleo e derivados provenientes da Rússia.

Mercado doméstico

De fevereiro para cá, o cenário não sofreu grandes alterações. A entrada de fluxo estrangeiros no mercado brasileiro e o panorama macroeconômico permanecem praticamente os mesmos, ainda favorecendo a queda do dólar.

A escalada do conflito, entretanto, beneficiou moedas de países exportadores de petróleo, metais, milho e trigo – entre outras commodities –, uma vez que os temores de interrupção das ofertas desses itens capitais impulsionaram os preços a máximas em vários anos.

Assim, apesar das oscilações provocadas pela guerra, desde dezembro do ano passado há um movimento de valorização da moeda brasileira, caracterizado por:

  • Ações baratas na Bolsa;
  • Real desvalorizado em relação ao dólar;
  • Taxa de juros alta (que vem atraindo investidores estrangeiros ao mercado financeiro doméstico).

O post Operando em queda, dólar rompe a barreira dos R$ 5,00 apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Apesar da crise petrolífera, Petrobras não deve aumentar preços https://canalmynews.com.br/economia/crise-petrolifera-petrobras-nao-deve-aumentar-preco-dos-combustiveis/ Fri, 04 Mar 2022 00:53:47 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=25387 Analistas do mercado compreendem que mesmo com a delicada conjuntura mundial, estatal brasileira acompanha volatilidade internacional e deve optar por evitar perturbações no ambiente político doméstico.

O post Apesar da crise petrolífera, Petrobras não deve aumentar preços apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Crise petrolífera: Após os Estados Unidos imporem restrições às exportações de tecnologia no setor de refino de petróleo russo, o mercado da commodity vivenciou um dia agitado. Na manhã desta quinta-feira (3), o barril tipo Brent (referência para o comércio mundial) renovou sua máxima em mais de uma década, chegando a ser negociado por US$ 119,84 – ao longo do dia, no entanto, o movimento perdeu força, cedeu 2,18%, e passou a ser comercializado a US$ 110,46.

Em meio às incertezas, aversão à riscos e uma crescente aderência à denominada “velha economia”, o banco de investimentos UBS BB divulgou um relatório compreendendo a atual conjuntura petrolífera, com destaque para a companhia brasileira Petrobras.

Plataforma petrolífera da Petrobras

Plataforma petrolífera da Petrobras. Foto: Reprodução (Agência Brasil)

A instituição financeira elencou pontos de atenção para os investidores da estatal, ressaltando o mercado doméstico e a famigerada política de preços da empresa. Para o banco, o investidor deve se atentar a quatro principais pontos:

  • Ajuste de preços: novos reajustes não devem ocorrer de imediato, tendo em vista o ambiente político e a volatilidade dos preços internacionais;
  • Risco de escassez: por ora limitado, uma vez que, em parte, os volumes exportados geralmente são definidos com 30 a 45 dias de antecedência e estão a caminho de março;
  • Paridade: na paridade abaixo dos 20% negativos, espera-se que os players privados aguardem a estratégia da Petrobras antes de tomar decisões (se a estatal importará para abastecer o mercado ou se serão os distribuidores que importarão);
  • Preços domésticos: é preciso manter temporariamente os preços domésticos abaixo da paridade de importação (flutuação internacional), pois seria menos negativo do que uma possível queda de um aumento.

Quanto aos combustíveis, então, o UBS não espera aumentos no mercado nacional, uma vez que novas altas podem desencadear reações negativas do governo e da população, agravando ainda mais a atual conjuntura de incertezas. Além disso, a instituição estima que a gasolina já esteja cerca de 25% abaixo da paridade de importação e o diesel 20%.

Impactos do conflito no Leste Europeu

A forte participação da Rússia no mercado global de energia tem sido pauta para analistas econômicos, que tentam explicar os impactos diretos e indiretos das sanções impostas sobre a nação comandada por Vladimir Putin.

Para Hector Trabucco, CEO LATAM da Dover Fueling Solutions, o cenário agora é de total atenção, para que haja a compreensão acerca das próximas movimentações russas: “Estamos vivendo um momento complexo, com situações que não ocorriam em muitas décadas, e o mundo está em cautela, observando como isso vai evoluir. A questão da guerra na Ucrânia tem um impacto muito grande na energia como um todo, não só nos combustíveis, tendo em vista que a Rússia é um player relevante, detentora de 10% da produção de petróleo”, explica Trabucco.

Quanto à possibilidade de escassez da principal commodity energética, o gestor esclarece que há um o acordo generalizado entre as nações exportadoras e importadoras, que diz respeito ao abastecimento populacional e às necessidades primordiais da cadeia de produção.

Trabucco comenta que “esses contratos globais de fornecimento de petróleo têm um grau de cobertura de várias semanas, e os compromissos têm tido uma tendência histórica de serem cumpridos, mesmo em cenários de bastante dificuldade. A situação agora é nova, o mercado ainda procura compreender os impactos da evolução desse conflito, mas a expectativa é que esses compromissos de fornecimento sejam cumpridos… Particularmente, eu não vejo riscos quanto à falta de produtos; essa volatilidade será mais sentida no preço, na inflação, do que no fornecimento”.

Quanto a alta no preço dos combustíveis, o CEO coloca em contraponto lucro e necessidade, exemplificando a política de defasagem empregada atualmente pela Petrobras: “A última vez que a Petrobras operou com uma defasagem tão grande foi no período de 2011 a 2013, em que a diferença também estava na faixa dos 20% – essa foi uma época em que a Petrobras teve prejuízos financeiros muito grandes. Agora, a companhia está agindo com muita cautela, até porque ninguém sabe quanto tempo essa situação pode demorar… Caso seja resolvida rapidamente, a flutuação pode ser absorvida pelas empresas de uma maneira relativamente tranquila. Mas caso a situação demore para ser resolvida e o preço do petróleo se mantenha no médio/longo prazo, a Petrobras terá grandes dificuldades para manter essa política de absorção do gap”.

No fim, entende-se que a perspectiva econômica ainda busca compreender o grande objetivo dos russos, tentando ao máximo precificar as ações do conflito. No entanto, em confluência com governantes e civis, o mercado ainda vê a guerra no Leste Europeu com cautela e cercada de interrogações.

 

___

 

A entrevista completa com Hector Trabucco e mais impactos macroeconômicos e na carteira de investimentos, você confere no MyNews Investe desta quinta-feira:

 

O post Apesar da crise petrolífera, Petrobras não deve aumentar preços apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Comércio exterior: a potência da região Noroeste de São Paulo https://canalmynews.com.br/dialogos/comercio-exterior-potencia-noroeste-sao-paulo/ Wed, 24 Nov 2021 22:12:56 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/comercio-exterior-potencia-noroeste-sao-paulo/ As duas maiores cidades da região – Catanduva e São José do Rio Preto somam US$ 222 milhões em exportações

O post Comércio exterior: a potência da região Noroeste de São Paulo apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Dados do Ministério da Economia mostram que o Estado de São Paulo ocupa a primeira posição no ranking de exportações brasileiras, com 18,75% de participação em toda a movimentação internacional de janeiro a outubro deste ano. Foram US$ 43,7 bilhões neste período. Atrelado aos bons resultados de todo estado, não podemos deixar de apresentar a potência para os negócios internacionais da região Noroeste paulista, mais precisamente da região de Catanduva, na qual situa nossa Associação Comercial e Empresarial.

Para se ter uma ideia, as duas maiores cidades da região – Catanduva e São José do Rio Preto (sem contar os municípios vizinhos) somam US$ 222 milhões em exportações.

Marcos Escobar - presidente da Associação Comercial e Empresarial de Catanduva
Marcos Escobar – presidente da Associação Comercial e Empresarial de Catanduva (SP)/Foto: Divulgação

Catanduva com seus 122 mil habitantes, ocupa a 206ª posição no ranking de exportações no Brasil e 48º no Estado (Foi responsável por US$ 200 milhões). Dentro de uma das principais regiões sucroalcooleiras do país, 48% dos produtos exportados são açúcar e derivados da cana-de-açúcar; 25% essências e concentrados de café e 22% óleo de amendoim. Dados consolidados e apresentados diretamente pelas movimentações das empresas, não relacionados ainda balanços daquelas que fazem todo o processo de exportação por meio de trading company, geralmente com sede na capital paulista.

Ainda na região, podemos destacar Novo Horizonte, com US$ 61 milhões em exportações, 61% na produção do açúcar, 31% álcool etílico e 7,5% em amendoim.

Ao analisarmos a microrregião de Catanduva, composta por 19 municípios, de janeiro a outubro as exportações somaram US$ 406 milhões – montante significativo mesmo em um ano ainda tão prejudicado pela pandemia da Covid-19.

É com base em todo esse potencial e ciente de que a região tem ainda muito mais a explorar, apresentar e desenvolver, que a Associação Comercial e Empresarial (ACE) de Catanduva criou o grupo NACE – Núcleo ACE de Comércio Exterior – que tem como o foco auxiliar os empresários de toda região no processo para os negócios internacionais.

Orientá-los, auxiliá-los nos procedimentos, identificar o potencial dos produtos, trâmites burocráticos e muitos outros. O Núcleo nasceu com a proposta de contribuir não só para o município de Catanduva, como para qualquer empresário ou empresa do Estado de São Paulo e que tem o objetivo de adequar o negócio para as transações internacionais – seja exportações ou importações.

Como ponto de partida, o NACE fez o primeiro encontro, o maior já organizado na região, no dia 23 de novembro. Mais de 200 empresários participaram e reuniu os maiores nomes do setor como palestrantes. Renato Pacheco Neto, Cônsul da Suécia; Charles Tang – Presidente da Câmara do Comércio e Indústria Brasil/China; Miguel Lujan Paletta – Presidente da Câmara de Indústria e Comércio do Mercosul e Américas, João Paulo Paixão, chefe do Escritório Internacional da Dubai Chamber of Commerce & Industry no Brasil; Damaris Eugenia – presidente da CECIEX – Conselho Brasileiro Empresas Comerciais Exportadoras; Higor Sarracini Lima, coordenador de produtos e serviços da Câmara Americana de Comércio de Ribeirão Preto, Fabio Malheiros, especialista em comércio exterior e Vinícius Estrela, Chefe do escritório da Apex Brasil para região Sudeste.

Seguimos em frente, na expectativa de resultados ainda melhores em 2022, gerando não só cenários diversificados para as empresas, mas para o desenvolvimento de todo Estado, dos municípios. Trazer essa conectividade, apontar direções e estimular ainda mais a balança comercial brasileira como um todo e que sejamos também exemplos para outras regiões, outros estados brasileiros.


Quem é Marcos Escobar?

Marcos Escobar é economista, mestre em economia pela Unicamp, mestre em agronegócio pela Escola de Agronomia de Rennes – França; pós-graduado em comercialização em commodities agrícolas e energia pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP), presidente da Associação Comercial e Empresarial de Catanduva (ACE).

* As opiniões dos artigos são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a visão do Canal MyNews


O post Comércio exterior: a potência da região Noroeste de São Paulo apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Hora de abrir a carteira e investir em commodities https://canalmynews.com.br/mynews-investe/hora-de-abrir-carteira-investir-em-commodities/ Tue, 12 Oct 2021 00:01:26 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/hora-de-abrir-carteira-investir-em-commodities/ Commodities tiveram alta e evitaram maior queda da Bolsa de Valores. Matérias-primas se destacam como bons investimentos no momento

O post Hora de abrir a carteira e investir em commodities apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Não fosse o mau humor e o ambiente de aversão a riscos do mercado externo, o Ibovespa teria fechado o pregão desta segunda-feira no azul, puxado pela alta das commodities. E foram elas, as matérias-primas, as estrelas do MyNews Investe deste pré-feriado. Elidio Almeida, especialista em commodities da Valor Investimentos, conversou com Mara Luquet e respondeu o que todo investidor quer saber: é para comprar ou para vender? E ele não poderia ser mais direto: a hora é de investir.

“O minério de ferro teve uma queda muito forte por conta da situação na China com a Evergrande. Houve essa queda recente, que está se desfazendo agora, voltando a ter uma alta. Mas, na nossa visão, está num preço bem bacana de se comprar. Está num preço barato”, afirmou Almeida. Segundo ele, passado o “susto” da gigante chinesa, os preços do minério devem se estabilizar e voltar para os patamares anteriores. Enquanto não voltam, hora das compras.

O pensamento é simples: quanto mais volátil, mais o mercado vai apresentar oportunidades de compra. O especialista da Valor Investimentos também destacou o petróleo como um possível alvo para quem está disposto a abrir a carteira e comprar. Ele lembrou que a commoditie vem em um ciclo de alta muito forte, parecido com o registrado nos anos 2000, e a probabilidade é a de que siga em elevação pelos próximos meses ou anos.

commoditie - soja
Commodities como milho e soja despontam como promissoras neste momento/Imagem: Pixabay

“A gente passou alguns anos com os preços das commodities caindo ou estáveis e, desde o final de 2020, vemos uma alta. Acredito que estamos, sim, num ciclo de alta das commodities”, reforçou Elidio Almeida. Ele lembrou que há diversas análises demonstrando que os preços devem subir ainda mais, principalmente os do minério de ferro e do petróleo. Mas não apenas eles. As commodities agrícolas – como o milho e a soja – também merecem atenção.

De acordo com Almeida, existem algumas possibilidades para o investidor se expor ao agronegócio na Bolsa, seja através de empresas ou de contratos futuros dessas commodities. “Hoje é muito fácil de você fazer essa operação, tem muita liquidez no mercado.”.

Fim da pandemia pode favorecer commodities, varejo, transporte aéreo e turismo

A possibilidade de um controle mais efetivo da pandemia de Covid-19, com maiores índices de vacinação, e a retomada da economia favorecem o mercado de commodities. Mas o especialista da Valor Investimentos destacou que o impacto maior será em setores como o varejo, o de transporte aéreo e o turismo. “Fundos imobiliários de shopping, ações ligadas a shopping e ao turismo serão impactados positivamente. Mas a Bolsa deve subir como um todo. E as empresas de commodities também devem ser beneficiar disso, apesar de ser em uma escala menor.”

Assista ao MyNews Investe, de segunda a sexta, a partir das 18h, no Canal MyNews

O post Hora de abrir a carteira e investir em commodities apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Como aproveitar a volatilidade do mercado após a queda da Evergrande https://canalmynews.com.br/mynews-investe/como-aproveitar-volatilidade-mercado-evergrande/ Wed, 29 Sep 2021 18:41:10 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/como-aproveitar-volatilidade-mercado-evergrande/ Especialista explica quais setores estão atraentes para o investidor brasileiro depois do colapso da Evergrande

O post Como aproveitar a volatilidade do mercado após a queda da Evergrande apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O possível calote da gigante da construção civil Evergrande, incorporadora imobiliária chinesa, trouxe pânico para bolsas de valores do mundo inteiro na semana passada. Isso porque a empresa anunciou que não tinha liquidez para pagar uma dívida que ultrapassa os US$ 300 bilhões.

bolsa de valores índices
Situação da Evergrande pode favorecer investimentos em minério de ferro, apostando na recuperação do mercado/Imagem: Pixabay

A principal preocupação do mercado era que a quebra da gigante chinesa causasse um novo episódio do “Lehman Brothers”, banco americano que faliu e impulsionou a crise financeira de 2008. No entanto, a interferência do governo chinês acalmou os investidores.

“Não houve o calote oficial, que é deixar de pagar os juros. A dívida está sendo negociada, principalmente a interna, que deve ser paga, porque com a China é tirar de um bolso para colocar em outro. Os investidores estrangeiros vão perder, mas isso já aconteceu como um todo antes. E quando tiver de fato o calote ou a renegociação, vão descobrir que no dia seguinte vai acontecer nada demais”, explica Rodrigo Natali, diretor de estratégia da Inversa.

No entanto, Natali aponta que a volatilidade do mercado deve continuar e, por isso, investir em minério de ferro pode ser interessante. “O ativo que mais caiu, o minério de ferro, é o que mais deve subir quando tudo se normalizar. Nós temos a Vale (VALE3), que além de tudo é uma exportadora, ou seja, com o dólar positivo, já vale a pena”, complementa.

Assista ao MyNews Investe, no Canal MyNews, e saiba mais sobre o que está acontecendo com a incorporadora chinesa Evergrande

O post Como aproveitar a volatilidade do mercado após a queda da Evergrande apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
A nova alta das commodities e o padrão de desenvolvimento do Brasil https://canalmynews.com.br/economia/a-nova-alta-das-commodities-e-o-padrao-de-desenvolvimento-do-brasil/ Mon, 24 May 2021 15:16:30 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/a-nova-alta-das-commodities-e-o-padrao-de-desenvolvimento-do-brasil/ O Brasil de 2019-2021 não está em condições de aproveitar esse momento em favor de um modelo que associe recursos naturais estratégicos a recursos industriais e tecnológicos

O post A nova alta das commodities e o padrão de desenvolvimento do Brasil apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Um novo ciclo de alta das commodities começa a marcar a economia internacional. De acordo com o índice CRB (Commodity Research Bureau), os preços destes produtos tiveram, em 2020, alta de quase 70% sobre os de 2019. As commodities metálicas triplicaram de preço, alavancadas pelo ferro, com expansão acumulada de 150%. Já as agrícolas, que vêm de longo período de valorização, continuarão com a demanda aquecida. As projeções do Fórum Econômico Mundial sugerem que o consumo da classe média asiática pode aumentar 75% nos próximos dez anos, fortalecendo ainda mais este mercado.

Cerca de 60% da valorização do CRB foi puxada pela China, que, no curto prazo, está demandando mais metais para investir em infraestrutura e construção civil e retomar projetos e obras da Nova Roda da Seda. A China cresce nesse novo momento de seu plano quinquenal, dando maior ênfase ao gigantesco mercado interno com ousadas metas de desenvolvimento social. Além disso, os sucessivos pacotes de investimentos anunciados por Joe Biden nos EUA também têm contribuído para melhorar a expectativa de reaquecimento do mercado de commodities.

No mercado de petróleo, na esteira dos movimentos da China e nos EUA, a OPEP revisou suas estimativas e espera uma retomada da demanda global por óleo e gás já no segundo semestre de 2021. Além disso, os planos da OPEP+ de controlar o retorno da produção e a possibilidade de um acordo entre EUA-Irã têm estimulado a elevação do preço do petróleo. No entanto, o avanço da COVID-19 no Brasil e na Índia e algumas mudanças provocadas pelo home office na dinâmica da produção e do consumo fazem com que a Agência Internacional de Energia (AIE) alerte para a incerteza dessa recuperação. O vetor resultante, provavelmente, será de alta no médio e longo-prazos, com flutuações mais intensas no curto-prazo.

No Brasil, essa nova onda encontrará um ambiente marcado por uma regressão no padrão de desenvolvimento econômico do país. De um lado, a desindustrialização se acelera. De outro, a reprimarização da pauta exportadora se amplia, também estimulada pela intensidade da desvalorização cambial. Esse processo está sendo acompanhado pela expansão da fronteira agrícola para o interior e floresta adentro, com queimadas devastadoras, garimpos ilegais, pecuária e monocultura. O índice de área plantada de soja, cana e milho tem aumentado, enquanto os estoques reguladores de grãos e o crédito rural do governo federal para a produção de arroz, feijão, batata e mandioca tem diminuído, segundo a CONAB.

Imagem de contêineres no porto de Paranaguá. Foto: Claudio Neves / Fotos Públicas
Imagem de contêineres no porto de Paranaguá. Foto: Claudio Neves / Fotos Públicas

O resultado é que, em 2020, o país teve a pior inflação dos últimos anos, e o grupo que mais pesou foi o de alimentos e bebidas, com alta de cerca de 14%. O preço da cesta básica saltou em todas as capitais, e o brasileiro está comprometendo, na média, 56,6% do salário mínimo líquido com a compra dos itens da subsistência, de acordo com IBGE e DIEESE. Não bastasse a carestia, pesquisas revelam que já temos mais de 19 milhões de pessoas passando fome e mais de 125 milhões de brasileiros vivendo a situação de algum grau de insegurança alimentar durante a pandemia.

Esse processo é agravado pela atual política de desinvestimentos e paridade de preços de importações (PPI) da Petrobras. A estratégia de privatização das refinarias e de redução da carga de refino, acompanhada da abertura do mercado para importadores e da elevação das importações de derivados, criou um ambiente favorável a pressões econômicas para a internacionalização e dolarização dos preços dos combustíveis. Exportamos óleo cru com menor valor agregado e importamos derivados com maior valor adicionado, resultando em preços elevados e em uma cadeia de abastecimento em descoordenação.

Em resumo, haverá um novo ciclo das commodities, fundamental para o desenvolvimento econômico do país. Mas o Brasil de 2019-2021 não está em condições de aproveitar esse momento em favor de um modelo que associe recursos naturais estratégicos a recursos industriais e tecnológicos. Nessa toada, vamos deixar a Nova República cada vez mais parecida com a República Velha em matéria de padrão de desenvolvimento econômico.


Quem é William Nozaki?

William Nozaki é coordenador-técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (INEEP) e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP).

O post A nova alta das commodities e o padrão de desenvolvimento do Brasil apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>