Arquivos crise hídrica - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/crise-hidrica/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Thu, 05 Oct 2023 16:24:34 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 ONS propõe medidas para enfrentar escassez hídrica na Amazônia https://canalmynews.com.br/meio-ambiente/ons-propoe-medidas-para-enfrentar-escassez-hidrica-na-amazonia/ Thu, 05 Oct 2023 16:24:34 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=40331 Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico discutiu ações para região

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Diante da condição crítica de seca na qual se encontra a bacia do Rio Madeira, na Amazônia, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) recomendou que os órgãos competentes “declarem a situação excepcional e temporária de escassez hídrica para a bacia”.

De acordo com o ONS, a medida é necessária em decorrência dos cenários de previsão meteorológicas que não indicam a melhoria desse panorama nos próximos dias. “Com isso, será possível implementar medidas efetivas urgentes que permaneçam garantindo o suprimento de energia na região”, disse o órgão em nota.

A recomendação foi feita durante a participação do ONS, na quarta-feira (4), na reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE).

O ONS informou ainda que na busca de soluções preventivas, indicou “a retomada da disponibilidade das térmicas Termonorte I e II, instaladas em Porto Velho (RO), para complementação do atendimento ao horário de maior demanda de energia nas regiões Acre e Rondônia”.

Uma outra medida acertada na reunião do conselho é a realização de um estudo sobre resiliência climática do sistema elétrico dos estados do Acre, Rondônia e Amapá. A coordenação caberá à Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento do Ministério de Minas e Energia (SNTEP/MME), com o apoio do ONS e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

“O objetivo desta iniciativa é ampliar a capacidade de manter o atendimento eletroenergético em futuros cenários de escassez hídrica e cheias extraordinárias na bacia do rio Madeira”, informou.

Conforme o ONS, ainda no encontro foi aprovada a terceira revisão do Plano de Substituição do Parque Gerador do Sistema Elétrico de Roraima, acelerando o processo de entrada em operação das usinas vencedoras do leilão da Aneeel e da integração de Boa Vista ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

O ONS destacou que a severa seca em bacias da Região Amazônica, que resulta na mais grave estiagem nos estados do Acre, Rondônia, Roraima, Amazonas e Amapá é o motivo das decisões excepcionais. “O ONS reforça ainda o seu compromisso com a gestão equilibrada de recursos, considerando sempre nas suas decisões a manutenção da segurança do SIN e a minimização do custo global da operação”.

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Crises energética e hídrica ameaçam economia e podem frear recuperação https://canalmynews.com.br/mynews-investe/crises-energetica-e-hidrica-ameacam-economia-podem-frear-recuperacao/ Fri, 15 Oct 2021 01:18:04 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/crises-energetica-e-hidrica-ameacam-economia-podem-frear-recuperacao/ Incertezas provocada pelas crises energética e hídrica também devem fazer o investidor apertar o cinto, pensar em diversificação da carteira e olhar para alternativas da renda fixa

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Os preços do petróleo não param de subir. O barril fechou a quinta-feira (14) negociado a US$ 84, podendo chegar a US$ 90 até o fim de dezembro, segundo os analistas. Já é a maior cotação dos últimos três anos. E o que dizer do aumento do gás natural, que na Europa já chega a 1.000% só em 2021. É a crise energética batendo à porta do mundo. E do Brasil também, claro, que ainda tem uma crise hídrica pra chamar de sua.

A alta nos preços do petróleo e do gás deve impulsionar a inflação, reduzir a produção das indústrias e desacelerar a recuperação mundial pós-pandemia de Covid-19. O mais recente alerta foi dado nesta quinta pela Agência Internacional de Energia (IEA). Para falar sobre o impacto das crises do momento na economia e nos investimentos, o MyNews Investe recebeu na edição das 18h Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, e Guilherme Assis, CEO da Gorila.

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Sérgio Valle e Guilherme Assis participaram do MyNews Investe desta quarta (14) e analisaram os impactos das crises energética e hídrica para a economia/Imagem: Reprodução/Canal MyNews

Assis reforçou que o investidor não tem refresco e, no Brasil, menos refresco ainda. Em abril do ano passado, o barril do petróleo estava sendo negociado a US$ 20. “Hoje está com esse preço alto. Temos a crise hídrica aqui, incerteza política, inflação, que puxa os juros. Isso acaba impactando toda a carteira dos investidores.” Para o CEO da Gorila, quem investe precisa apertar um pouco o cinto e pensar em diversificação da carteira, não investir só no Brasil e olhar para alternativas da renda fixa.

Sérgio Vale chamou atenção para o “cenário bastante complicado” que se avista no horizonte para 2022, com pressão na taxa de câmbio, mais aumento da taxa de juros, mais inflação e, consequentemente, menos crescimento. Ele também destacou um outro aspecto: o período eleitoral, marcado por incertezas. “A gente não sabe o que vai sair da eleição. Há riscos muito concretos do que a gente pode ter de política econômica de 2023 para frente.”.

Segundo o economista-chefe da MB Associados, o mercado antecipa todos os riscos e olha o que está acontecendo no momento. E o que vê é um Banco Central muito isolado e sozinho na condução da política monetária, uma inflação muito alta, acima dos 10%, uma política fiscal que vai na contramão. Somem-se a isso reformas que deveriam acontecer, mas não vão, um Centrão dominante na política e um presidente enfraquecido. É quase uma tempestade perfeita.

Na busca por uma “boa notícia”, sobram os desempenhos das commodities agrícolas – sempre elas – e o mercado do petróleo. “Tem o efeito positivo de preço, tende a ter uma repercussão positiva para a Petrobras como um todo na arrecadação. Mas é suficiente para cobrir as dificuldades pelas quais estamos passando agora?”, questionou Sérgio Vale. Aparentemente, não.

Assista ao MyNews Investe, no Canal MyNews, com apresentação de Thais Skodowski. De segunda a sexta.

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Investimento em termelétricas deve fazer conta de energia ficar mais cara até 2025 https://canalmynews.com.br/mynews-investe/risco-apagao-governo-opcao-termeletricas/ Mon, 27 Sep 2021 23:10:34 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/risco-apagao-governo-opcao-termeletricas/ Leilão em outubro, organizado pelo Ministério de Minas e Energia, vai aceitar termelétricas de usinas a óleo e a gás com preço quatro vezes maior

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Para afastar o risco de apagão no ano eleitoral, o governo decidiu concentrar sua estratégia na expansão de energia termelétrica em vez de apostar em outras fontes renováveis. Como consequência disso, a matriz energética terá maior participação de fontes poluentes pelo menos até 2025 e o custo será repassado ao consumidor.

A compra adicional de energia deve acontecer em outubro desde ano, num leilão organizado pelo Ministério de Minas e Energia. O prazo previsto é para abril de 2022 a dezembro de 2025, com a possibilidade de entrega antecipada. Esse tempo é considerado necessário para recompor o nível dos reservatórios das hidrelétricas.

Governo investirá em termelétricas
Crise hídrica e investimento em termelétricas deve repercutir em reajuste na conta de energia até 2025/Foto: Pixabay

No início de setembro, o vice-presidente Hamilton Mourão falou ao jornal Folha de S. Paulo e reconheceu que em razão das crises de energia e hídrica “pode haver racionamento em algum momento.

Poderão participar do leilão térmicas a gás com custo de até R$ 750 por megawatt-hora (MWh) e a óleo diesel e óleo combustível de até R$ 1 mil MWh. Esse tipo de energia é até quatro vezes mais cara que de outras fontes. Apenas em 2021, o custo com fontes energéticas foi de R$ 13 bilhões.

Mesmo com a demanda pela energia térmica, a Petrobrás decidiu colocar em manutenção a usina de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, mesmo após pedido feito pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) em julho para que as usinas adiassem duas manutenções com o intuito de aumentar a disponibilidade de geração de energia.

Segundo informação publicada pelo jornal O Estado de São Paulo no último sábado (25), a Petrobrás alega possibilidade de “falha catastrófica” na estrutura da unidade se a manutenção não acontecer. 

Estão previstos investimentos de R$ 12 bilhões em usinas térmicas no país até 2026. Deste orçamento, pelo menos R$ 4 bilhões serão utilizados no retrofit de unidades antigas. A maioria das novas usinas térmicas vai operar com gás, especialmente do Pré-sal, como fonte de energia.

Confira mais detalhes no MyNews Investe, de segunda a sexta, a partir do meio-dia, no Canal MyNews

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PIB cai 0,1% no 2º trimestre: por que a economia perdeu o fôlego? https://canalmynews.com.br/economia/pib-cai-2o-trimestre-por-que-economia-perdeu-folego/ Wed, 01 Sep 2021 23:24:11 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/pib-cai-2o-trimestre-por-que-economia-perdeu-folego/ Resultado do PIB ficou abaixo das expectativas. Consumo das famílias estagnado e queda da indústria e do agronegócio pesaram

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O IBGE divulgou nesta terça-feira (1º) o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) do país para o 2º trimestre de 2021. A queda foi 0,1% em relação aos três meses anteriores, interrompendo a sequência de três trimestres de recuperação da economia brasileira. O resultado mostra também a perda de fôlego da economia, que no primeiro trimestre do ano cresceu 1,2%.

Segundo o IBGE, a queda de 0,1% é considerada de estabilidade. Entre o mercado financeiro, os analistas projetam um resultado melhor para o período, de alta de 0,2%. A retração entre os meses de abril e junho veio como resultado principalmente da queda da agropecuária, de 2,8%. A indústria apresentou recuo de 0,2% e o setor de serviços teve leve recuperação, com avanço 0,7%.

O ministro da Economia, Paulo Guedes
O ministro da Economia, Paulo Guedes, atribuiu queda do PIB aos efeitos da pandemia do novo coronavírus (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, o resultado foi reflexo do período mais “trágico” da pandemia, o que fez com que o desempenho econômico andasse de lado. “Foi o trimestre mais trágico, quando a pandemia abateu mais brasileiros, foi abril, maio e junho deste ano, com a segunda onda. Foi justamente quando entrou de novo o auxílio emergencial, a expansão dos programas de assistência”, disse o ministro.

“Nós mantivemos a responsabilidade fiscal de um lado e o compromisso da saúde dos brasileiros de outro lado”, acrescentou o ministro, em um almoço nesta terça-feira. Apesar do resultado, Guedes defendeu que a economia brasileira “voltou em V” e que o país “está crescendo novamente”.

Crise hídrica prejudica PIB, pois afeta setor agropecuário

Em entrevista ao MyNews Investe, o economista-chefe da Órama, Alexandre Espírito Santo, explica que a perda no setor agropecuário, que vinha apresentando resultados positivos nos trimestres anteriores, já é demonstrativa dos efeitos da crise hídrica no setor produtivo.

“O agronegócio infelizmente é muito sensível. O grande problema dessa falta de chuva é você ter, além do preço de energia e do efeito sob atividade, o impacto sobre o agronegócio, que precisa da água para irrigação”, acrescenta ele.

Do ponto de vista da demanda, o resultado do PIB mostrou também uma estagnação no consumo das famílias no período, apesar da melhora nas atividades de serviços, com o avanço da vacinação contra a covid-19. Segundo Espírito Santo, o consumo zero das famílias é reflexo principalmente do desemprego.

Essa é a avaliação feita também pela coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, na divulgação dos resultados. “Apesar dos programas de auxílio do governo, do aumento do crédito a pessoas físicas e da melhora no mercado de trabalho, a massa salarial real vem caindo, afetada negativamente pelo aumento da inflação. Os juros também começaram a subir. Isso impacta o consumo das famílias”, diz ela.

Outro ponto negativo para o resultado é o de investimentos, medido pela Formação Bruta de Capital Fixo, que teve queda de 3,6%. Para o economista da Órama, o movimento é resultado de um aperto das empresas em um cenário em que os custos inflacionários estão altos.

“O índice de preços ao atacado e ao produtor estão muito acima da inflação para o consumidor. O que isso mostra: os empresários estão tendo um aumento de custos, mas não estão conseguindo repassar esse aumento para o consumidor, então acabam achatando suas margens. Isso reflete nos investimentos porque se ele diminui sua margem, ele corta investimentos”, diz o economista.

Os custos também explicam a baixa da indústria, que tem sofrido também com a falta de insumos na cadeia produtiva. “A indústria de transformação é influenciada pelos efeitos da falta de insumos nas cadeias produtivas, como é o caso da indústria automotiva, que lida com a falta de componentes eletrônicos. É uma atividade que não está conseguindo atender a demanda. Já na atividade de energia elétrica houve aumento no custo de produção por conta da crise hídrica que fez aumentar o uso das termelétricas”, avaliou Rebeca Palis.

Diante do cenário, agravado pela crise hídrica, os economistas já têm piorado suas expectativas para o PIB em 2021 e 2022. “Nós estávamos trabalhando até ontem com previsão de PIB de 5,2% de para o ano de 2021. Nós revisamos para 5% de projeção de alta. Para 2022, nós já tínhamos revisado para baixo a projeção, para 1,8%, e infelizmente vamos precisar alterar também”, diz Espírito Santo.

Assista ao MyNews Investe, de segunda a sexta, a partir do meio-dia, no Canal MyNews

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Governo cria bandeira de escassez hídrica, 50% mais cara, e conta de energia deve subir https://canalmynews.com.br/economia/governo-cria-bandeira-de-escassez-hidrica-conta-de-energia-deve-subir/ Tue, 31 Aug 2021 22:24:29 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/governo-cria-bandeira-de-escassez-hidrica-conta-de-energia-deve-subir/ A bandeira de escassez hídrica, que começa a valer a partir desta quarta (1º), representará um reajuste de 49,6% em relação à bandeira vermelha, patamar 2, que está sendo aplicada

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta terça (31) uma nova bandeira tarifária, que ficará em vigor até abril de 2022. A bandeira de escassez hídrica, que começa a valer a partir desta quarta (1º), representará um reajuste de 49,6% em relação à bandeira vermelha, patamar 2, que está sendo aplicada. O valor de 100 kWh passou de R$ 9,49 para R$ 14,20. A tarifa já era a mais cara cobrada no sistema de bandeiras e já havia sido reajustada 52% em junho deste ano.

Bento Albuquerque - diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica
O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica, Bento Albuquerque, anunciou nova bandeira tarifária e programa de incentivo à economia de energia/Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Segundo a Aneel, o mês de agosto foi de maior severidade no regime hidrológico do Sistema Interligado Nacional (SIN), afetando a capacidade de produção hidrelétrica do país e provocando a necessidade do uso de termelétricas. O acionamento das termelétricas influencia os custos do risco hidrólógico (GSF) e o preço da energia no mercado de curto prazo (PLD) – duas variáveis que determinam a bandeira tarifária que será adotada.

Em entrevista ao Jornal do MyNews, o engenheiro eletricista e diretor do Instituto Ilumina, Roberto D’Araújo, analisou a necessidade de reajuste como uma consequência da má administração e disse que o Brasil já deveria ter um plano de racionamento, para evitar o risco de apagão. “É verdade que há uma crise hídrica, mas é verdade também que nós estamos esvaziando os reservatórios desde 2014. Então nós estamos nessa situação porque estamos com a caixa d’água vazia. O desmatamento que ocorreu na Amazônia, é uma certeza dos especialistas em meio ambiente, que isso afeta os rios”, argumentou D’Araújo, lembrando do impacto da política ambiental do Governo Federal sobre a conta de energia elétrica.

Esta é a quinta vez que a tarifa vermelha patamar 2 é reajustada em 2021. No início do ano ela custava R$ 1,34. No mês de maio, passou para 4,16; e no mês de junho, para R$ 6,24, e em julho, para R$ 9,49. A partir dessa quarta-feira (1º), custará R$ 14,20.

Governo lança programa de incentivo à economia de energia

O Ministério das Minas e Energia (MME) anunciou o lançamento de um programa de incentivo à redução voluntária do consumo de energia elétrica para os consumidores regulados. O programa vai bonificar os consumidores que reduzirem o consumo de energia em, no mínimo, 10%. A meta do ministério é que cada consumidor economize, em média, 15%. Para cada 100 Kwh economizados, haverá um bônus de R$ 50 na conta de energia, limitado a 20% do consumo total. Este incentivo será válido entre os meses de setembro e dezembro de 2021.

Entenda o sistema de bandeiras para cobrança da energia elétrica

Criado em 2015, o sistema de bandeiras para calcular a tarifa de energia marca o custo da produção energética no Brasil. São três tipos de bandeira que indicam o preço necessário para manter a oferta de energia:

  • Bandeira verde: Indica que a conta de luz não vai sofrer nenhum acréscimo, já que as condições estão favoráveis para a geração de energia. Esta bandeira entra em vigor quando as condições de chuva e os níveis dos reservatórios estão acima do nível e a demanda é suprida apenas pelas usinas hidrelétricas, que são mais baratas e menos poluentes.
  • Bandeira amarela: É o primeiro nível de taxa extra, a que tem valor menor. Ela indica que as condições de geração de energia estão menos favoráveis e alerta os consumidores de que é preciso economizar.
  • Bandeira vermelha patamar 1: A taxa extra sobe um nível com a piora das condições de geração de energia.
  • Bandeira vermelha patamar 2: É o nível que o Brasil está neste momento. É a tarifa mais cara do sistema e indica que a geração de energia está mais cara. Isso acontece por causa das usinas termelétricas, que precisam ser acionadas para suprir a demanda.
  • Bandeira de escassez hídrica: Criada oficialmente nesta terça (31), valerá em princípio até abril de 2022 e será uma cobrança extra devido à maior severidade do regime hidrológico, que segundo a Aneel é o pior dos últimos 90 anos.

Leia também – Conta de luz fica mais cara em setembro

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Futuras crises dos negócios: as organizações estão preparadas para quais cenários? https://canalmynews.com.br/economia/futuras-crises-dos-negocios-as-organizacoes-estao-preparadas/ Mon, 30 Aug 2021 19:14:07 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/futuras-crises-dos-negocios-as-organizacoes-estao-preparadas/ Mudanças climáticas, questões socioambientais, segurança cibernética, reputação e desastres industriais são temas que devem ocupar agendas de executivos de alto escalão

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Reunião do comitê corporativo de riscos e crises, agosto de 2021. Pauta: crise hídrica e energética. Esse tem sido o foco de diversas organizações no cenário atual.

Um tema que se não tratado em sua globalidade e profundidade, certamente tende a ocupar cada vez mais a agenda do C-level. A matriz energética brasileira é predominantemente baseada em hidrelétricas, o que coloca o país com uma boa reputação com relação a outras fontes de energia consideradas de maior impacto negativo para o equilíbrio do planeta. No entanto, a sustentabilidade dos recursos hídricos e energéticos ao longo do tempo depende da manutenção de ecossistemas nativos que equilibram o ciclo hidrológico. Esse quadro propõe um desafio para o mercado, principal consumidor de água e energia, em tempos cada vez mais marcados pela temática das mudanças climáticas e pela implementação rumo aos princípios ESG (sigla em inglês governança ambiental, social e corporativa).

Crises servem para refletir sobre os resultados de escolhas passadas e sobre novas decisões possíveis acerca dos caminhos a serem percorridos. Neste contexto, talvez a chave recaia sobre humanizar as mudanças climáticas, entendendo o que pode ser feito a respeito de ações de responsabilidade humana – que vão muito além das emissões de carbono – como forma de prevenir uma grande crise energética, hídrica e, por que não, também social – uma vez que as comunidades tradicionais possuem papel fundamental na manutenção das matas nativas. Desta forma, a valorização de culturas que possuem modos de vida que prosperam junto com as florestas, zelando pela diversidade e diferentes formas de organização social, são parte integrante e fundamental da solução para uma sociedade resiliente.

Por falar em resiliência, como tudo isso se traduz para a realidade corporativa? É preciso conectar indicadores dispersos em programas como compliance, relação com stakeholders e resposta a incidentes. Mais do que isso, trata-se de criar alinhamento entre os diferentes pilares que existem dentro de cada empresa. Fazer as perguntas certas para entender como os pontos cruzam nesse novo contexto em que estamos, cada vez mais conectados e tendo visibilidade sobre esse processo de troca acelerada de informações e maior dependência das tecnologias que nos sustentam diariamente.

O ano de 2020 pegou de surpresa muitas organizações. Poucas podem afirmar que mapearam previamente um cenário de crise corporativa devido à pandemia e, para além disso, construíram planos de contingência robustos com este foco. A nova realidade vem sendo construída pelas empresas a cada desafio vencido em um instável contexto mundial. Particularmente, durante a pandemia, as organizações enfrentaram de maneira conjunta o cenário de crise, mas, ainda assim, devido à imprevisibilidade destes eventos, muitas crises incidem sobre uma empresa ou setor em particular, deixando quem os experimenta mais vulnerável.

A pergunta que se faz é: que grandes eventos de ruptura podem estar por vir que as empresas não estão preparadas? Elenquei os top 4 cenários de crise que considero possíveis de desafiar as organizações no mercado brasileiro:

  1. Eventos ligados às mudanças climáticas e questões socioambientais – um exercício importante é refletir até que ponto podemos ir além da ponta do iceberg deste ‘sujeito indeterminado’ para motivar ações de responsabilidade frente ao ambiente no qual estamos inseridos. Cada coisa em seu lugar, é preciso entender o ambiente de forma integrada – e não como algo externo separado do humano. Assim sendo, tem seu lugar programas cada vez mais abrangentes relacionados tanto a mudanças climáticas, quanto a responsabilidade socioambiental e o valor compartilhado que valorize recursos florestais e saberes tradicionais, não se atendo somente a estes, como estratégias para uma empresa mais resiliente e preparada para eventuais crises.
  2. Eventos cibernéticos de caráter estratégico – Empresas ainda enxergam crises cibernéticas como uma “caixa preta”, se concentrando apenas na sua resposta operacional a incidentes e não estão atentas ao caráter mais abrangente, interdisciplinar e estratégico de uma dificuldade de tal natureza. A tendência de evolução desse ambiente de crises tem mostrado maior frequência destes eventos, sobretudo com a maior dependência tecnológica por conta da pandemia e, para além disso, também um caráter mais estratégico e até político em alguns casos. Uma tendência importante e notória são os vazamentos de dados pessoais e confidenciais que têm ocupado páginas da mídia com pedidos de resgate (ransomware) cada vez mais altos.
  3. Eventos ligados à reputação – Vivemos em uma sociedade cada vez mais conectada e com alto grau de conhecimento e mobilização em situações que envolvam discriminação, assédio, abusos de qualquer natureza, violência contra humanos ou animais e destruição de ecossistemas. Nesse cenário volátil no qual navegam as organizações, problemas de confiança na marca têm apresentado um caráter cada vez mais concreto e incisivo, com impacto em efeito dominó desde clientes finais até toda a cadeia de fornecedores. Políticas e ações estruturantes perseguindo não apenas a diversidade, como também a inclusão, são grandes aliadas sempre e podem ser compartilhadas com o público em momentos nos quais comunicar é mais do que essencial.
  4. Grandes desastres industriais e ambientais – Eventos importantes que marcaram a história recente do país demonstraram que cenários de crise industrial e ambiental de alto impacto e baixa probabilidade não podem ser negligenciados, pois podem de fato se materializar. Em culturas corporativas marcadas pela tendência ao improviso, este tipo de evento traz riscos adicionais, pois uma crise, se gerenciada de maneira pouco eficiente, pode ter seu impacto negativo ampliado. Ter papéis e responsabilidades previamente acordados e relações de confiança bem construídas ao longo do tempo, com os diversos atores públicos, privados e terceiro setor envolvidos, pode ser de grande ajuda em momentos críticos.

Em linhas gerais, as empresas possuem maior dificuldade em lidar com cenários que se associam. Como exemplo, um evento cibernético que gere um vazamento de dados que exponha informações sobre o impacto de sua operação que não esteja aderente com as regulações aplicáveis. Isso se deve à ausência de preparo para responder a crises de maneira integrada e a tendência é que tentem resolver um evento fora do comum aplicando o seu modo usual de operação, ou seja, separando em silos e planos de ação distintos, não tendo previamente organizado sua governança para crises.

Um preparo robusto estrutura as empresas para pensarem de maneira integrada, com alinhamento entre a resposta operacional, em suas diversas áreas, e a estratégia da empresa, potencializando a experiência da liderança.
Agir com responsabilidade nestes momentos é fundamental em muitos aspectos, mas particularmente em relação ao ativo mais essencial e intangível de uma organização: sua reputação. A gestão de crise envolve um exercício diário de construção e zelo pelo trabalho que está sendo feito a cada momento rumo aos princípios ESG, permitindo assim uma habilidade de resiliência e a possibilidade de construir relações culturais diferentes e promissoras para um futuro comum.


Quem é Laura Penna Coelho?

Laura Penna Coelho é gerente de Gestão de Crises e Resiliência da Deloitte

* As opiniões dos artigos são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a visão do Canal MyNews


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O crowdfunding e suas contribuições para a economia brasileira https://canalmynews.com.br/voce-colunista/crowdfunding-contribuicoes-economia-brasileira/ Thu, 26 Aug 2021 14:43:18 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/crowdfunding-contribuicoes-economia-brasileira/ Também chamado de financiamento coletivo, o crowdfunding é uma modalidade de investimento que captou R$ 84,4 milhões em 2020 e beneficiou diversos setores da economia durante a pandemia

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É interessante observar quantas transformações vivemos no mercado financeiro no último ano. Enquanto a bolsa de valores brasileira atingia a marca de 3.229.318 mil novos entrantes em 2020, uma nova classe de ativos crescia em 43% no ano passado, o crowdfunding (financiamento coletivo).

Nesse mesmo período, enquanto os novos investidores da bolsa brasileira viviam o sobe e desce do mercado de ações, o crowdfunding captava R$ 84,4 milhões.

Crowdfunding é uma forma de financiamento coletivo para ideias e projetos.
Crowdfunding é uma forma de financiamento coletivo para ideias e projetos. Foto: Reprodução (Pixabay)

Essa modalidade de investimento já é muito comum nos Estados Unidos – sendo restrita a grandes investidores, porém passou a ser regulada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em 2017 – através da ICVM 588, e se tornou acessível a qualquer investidor brasileiro.

Estamos diante de um mercado em franca expansão, em especial, por ser lastreado na economia real, o que permite que os investidores possam proteger o seu patrimônio e, ao mesmo tempo, diversificar os seus investimentos.

Outro fator primordial para o crescimento do crowdfunding é a possibilidade de impulsionar setores da economia que precisam de incentivo financeiro.

No financiamento participativo, ao invés do empreendedor bater na porta dos bancos pedindo um empréstimo, ele busca uma plataforma de investimentos alternativos, regulada pela CVM, para captar recursos para sua empresa.

O que ele ganha? Maior agilidade para ter dinheiro em caixa, e o melhor, abre as portas da sua empresa para o mercado de capitais.

O crowdfunding ajuda a resolver problemas de importantes setores da economia. Entre eles:

Escassez de crédito para produtor rural

Quando se fala em agronegócio, logo vem à mente o faturamento de US$ 100,8 bilhões em exportações e sua participação que ultrapassa 30% no PIB brasileiro. Mas o que muita gente não sabe é que por trás do lado tech e pop do agro, existe um setor que precisa, e muito, de ações de incentivo.

O setor que não para de bater recordes, em especial, com a exportação de commodities, precisou se modernizar para continuar se mantendo como o maior produtor de carne bovina do planeta, por exemplo. Ocorre que em muitos casos falta capital para impulsionar a sua produção, a aquisição de equipamentos e a modernização do campo.

Sabemos que existem inúmeras linhas de crédito no mercado, concedidas por bancos, cooperativas, fintechs e afins, no entanto, quem é produtor rural no Brasil sabe a burocracia que é conseguir os recursos necessários para desenvolver o seu projeto.

A criação de programas como Pronamp e Pronaf não foi suficiente para suprir a necessidade do agronegócio brasileiro, que é responsável por mais de um quarto do PIB brasileiro e emprega 20% da população nacional.

Para continuar crescendo pujante, o agronegócio precisava de dinheiro em caixa e a solução veio daqueles que queriam participar do agro, mas fora da bolsa e sem ter um pedaço de terra sequer.

É justamente neste momento que entra o crowdfunding, com investidores ávidos por diversificação que se unem para levantar recursos para financiar um projeto por acreditar no seu potencial de mercado.

Os investidores poderia simplesmente optar por uma LCA, por exemplo, mas aqueles que sabem do potencial do agronegócio brasileiro, queriam mais, queriam ter ativos lastreados na economia real, que os permitissem uma rentabilidade maior que a renda fixa e sem qualquer relação com o mercado financeiro, tendo como únicos riscos o de crédito (operações de dívida) ou a performance (equity).

Crise hídrica e o aumento na conta de luz

Estamos diante de uma crise hídrica sem precedentes. Para entender o tamanho do problema, basta falar que isso não ocorre há 90 anos.

E o motivo de todo esse transtorno é a nossa dependência das hidrelétricas, que encontra-se com reservatórios em níveis baixíssimos. Para suprir a alta demanda de energia elétrica do país foi preciso acionar as termelétricas. Resultado: a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um reajuste de 52,1% na conta de luz.

Em meio a uma das maiores crises sanitárias que o planeta já viveu, o povo brasileiro teve que se deparar com a inflação, que reduziu o nosso poder de compra, e ainda enfrentar, bravamente, constantes aumentos na conta de energia.

A solução para o problema é a renovação da nossa matriz energética, aumentando o incentivo de fontes renováveis, como eólica e a energia solar.

Aí você pode me perguntar: “como a ICVM 588 pode resolver o problema?” Explico. Isso porque existem muitos empreendedores que possuem a expertise necessária para desenvolver energia a partir de energia limpa, no entanto, eles precisam de recursos para tocar os seus projetos e, em muitos casos, não dispõem de incentivo fiscal ou fontes de financiamento.

Um dos setores da economia que se beneficia do crowdfunding é a geração distribuída solar fotovoltaica, que vem recebendo constantes aportes de investidores que se atraem pela possibilidade de rentabilizar seu capital com perspectiva do “boom” das energias renováveis.

Déficit habitacional brasileiro

Outra lacuna que os investidores de financiamento coletivo ajudam a preencher é o déficit habitacional que, segundo último levantamento da Fundação João Pinheiro (FJP), é de 5,877 milhões de moradias.

Ocorre que o segmento imobiliário, mesmo sendo resiliente, precisa de recursos para suprir uma demanda reprimida. Em outras palavras, ele precisa de grana para conseguir construir. A necessidade de crédito é o que justifica o grande número de IPOs das incorporadoras em 2020.

Segundo pesquisa do Sebrae, apenas 14% dos pequenos empresários conseguiram empréstimo durante a pandemia. Ainda de acordo a entidade, 50% dos empreendedores nem chegaram a pedir empréstimo.

Ora, se os empreendedores precisam de dinheiro, por que será que não vão em busca desses recursos? Segundo o presidente do Sebrae, Carlos Melles, o motivo é a burocracia.

A alternativa foi recorrer ao crowdfunding imobiliário, que ajudou a garantir a tão sonhada casa própria de muitas famílias Brasil afora.

Após essas contribuições, ainda tem como duvidar dos ativos lastreados na economia real? E anote aí, esse é um segmento que deve crescer ainda mais nos próximos anos.

Obrigada por ler até aqui. Fico feliz por compartilhar um pouco do meu conhecimento com os membros e não membros do MyNews. Até a próxima!


Quem é Lohana Ribeiro?

Entusiasta das inovações disruptivas. É graduada em Jornalismo e especialista em estratégia de marketing digital e SEO.

* As opiniões das colunas são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a visão do Canal MyNews


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Mudanças climáticas na literatura https://canalmynews.com.br/herminio-bernardo/mudancas-climaticas-na-literatura/ Fri, 23 Jul 2021 19:58:46 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/mudancas-climaticas-na-literatura/ Eventos extremos ganham destaque: chuvas na Europa, Índia e China; calor intenso no Canadá e seca no Brasil

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As mudanças climáticas são realidade. Parte da Europa enfrentou na última semana a pior chuva em um século. Mais de 200 morreram na Alemanha e na Bélgica em ocorrências relacionadas às chuvas, como enchentes e deslizamentos de terra.

Alemanha é o país mais afetado pelas chuvas na Europa. Foto: Serviço médico do Bundeswehr
Alemanha é o país mais afetado pelas chuvas na Europa. Foto: Serviço médico do Bundeswehr

Na Índia, mais de 60 pessoas morreram e dezenas estão desaparecidas após chuvas intensas atingirem o país. O mesmo ocorre na China, onde ao menos 56 pessoas morreram nas fortes chuvas que atingem a região de Zhengzhou. A estimativa é de que choveu o equivalente a um ano em apenas três dias. Os meteorologistas chineses declararam que a intensidade foi de um nível visto apenas uma vez em mil anos.

Na América do Norte, o Canadá – país de clima predominantemente frio – registrou recordes de calor, com temperaturas próximas de 50 graus. Nos Estados Unidos, as autoridades estão em alerta devido aos incêndios florestais que atingem a costa oeste do país. A fumaça chegou até Nova York, na costa leste.

Aqui no Brasil, o país enfrenta a maior crise hídrica em 91 anos, com níveis baixíssimos nos reservatórios e há o risco de racionamento de água e energia.

A quantidade de desastres naturais como seca, incêndios, chuvas e enchentes prova o impacto imediato das mudanças climáticas. Todo ano tem sido “o ano mais quente da história” e é necessário um comprometimento de todos nós como sociedade para amenizar a situação.

Um exemplo de futuro que precisamos evitar está no livro “Uma Guerra Americana”. A história se passa no ano de 2074, em um cenário em que as mudanças climáticas são ignoradas pelos líderes mundiais e uma guerra por combustíveis tem início.

A distopia é do autor egípcio Omar El-Akkad, que traz um excelente romance sobre sobrevivência, pertencimento e refugiados.

“Faz anos que não neva, mas em um ou outro fim de janeiro formam-se camadas ou fractais de gelo nas janelas. Em dias como esses, gosto de ir ao porto e observar meu hálito pairar. Sinto que não tenho mais fardo. Não tenho mais medo. Fico à beira da passarela e observo a água. Penso em todas as coisas que ela levou, em tudo que foi levado de mim.”

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William Nozaki: A crise hidroenergética para além de suas causas naturais https://canalmynews.com.br/dialogos/william-nozaki-a-crise-hidroenergetica-para-alem-de-suas-causas-naturais/ Fri, 18 Jun 2021 19:57:23 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/william-nozaki-a-crise-hidroenergetica-para-alem-de-suas-causas-naturais/ Não há precedente na experiência internacional de um Estado que esteja se desfazendo de sua principal empresa de energia elétrica às vésperas de uma crise hídrica

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O Brasil vive sua pior crise hídrica em 91 anos. Desde que o país começou a medir os níveis de chuva, em 1931, os registros de setembro a maio nunca foram tão baixos, e a estação mais seca do ano se inicia com os reservatórios em nível crítico. Como 64,9% da matriz elétrica brasileira é composta pela produção das hidrelétricas, a elevação de tarifas, a possibilidade de racionamento de água e luz e o risco de apagões se projetam sobre a economia.

A falta de chuvas, no entanto, não pode ser tratada como a única responsável por esse cenário. Enquanto o maior subsistema do país, o Sudeste/Centro-Oeste, é o mais afetado e opera no patamar mais baixo desde 2015, com 32,1% de sua capacidade, os reservatórios do Norte e Nordeste operam com capacidade, respectivamente, de 84,5% e de 63,4%. A cheia do Rio Negro, na região Norte, bateu recordes históricos e tem provocado estragos em Manaus e outras cidades.

Chove muito onde não deveria e chove pouco onde mais se precisa. Tal mudança no regime hidrológico é menos obra de São Pedro e mais resultado de interferências humanas. No Brasil, a expansão da fronteira agropecuária com queimadas e desmatamentos tem provocado alterações nos fluxos aéreos maciços de água que, sob a forma de vapor, transitam das áreas úmidas da Amazônia para as regiões Centro-Oeste e Sudeste, nos chamados “rios voadores”.

Vale destacar que em 2020 a agropecuária foi responsável por 73% das emissões de CO2, de acordo com o Observatório do Clima. E esse quadro deve piorar, pois as usinas térmicas serão utilizadas com mais intensidade para suprir o déficit hidroelétrico. Em maio de 2020, as térmicas responderam pela geração de 9,4%, em maio de 2021 elas entraram com cerca de 15% e podem atingir mais de 20% no próximo período, informa a CCEE. Esse tipo de usina queima combustíveis, gerando mais gases de efeito estufa.

Além disso, as térmicas são mais custosas e impactam diretamente na elevação das tarifas de energia. Segundo a ANEEL, a aplicação da bandeira vermelha 2 em junho deste ano pode custar cerca de R$ 2,7 bilhões a mais para os consumidores. De acordo com a FIESP, esse quadro pode se agravar com a privatização da Eletrobrás cuja modelagem contestável pode custar cerca de R$ 460 bilhões em 30 anos.

A Eletrobrás reduziu em 80% seus investimentos entre 2015 e 2020, caindo de R$ 15,62 bilhões para R$ 3,12 bilhões. O parque gerador da companhia compõe-se de 48 hidrelétricas, 12 termelétricas, 62 eólicas, duas usinas nucleares e uma central fotovoltaica, além das subsidiárias Furnas, Chesf, Eletronorte e metade de Itaipu. A falta de investimentos tem contribuído para a atual situação crítica. Trata-se do maior parque elétrico da América Latina.

No mundo, Canadá, Noruega, Suécia, Venezuela e Brasil são os únicos países cuja energia hidráulica é a principal fonte primária de geração de energia elétrica. Em todos, essas empresas são estatais. Ao que tudo indica, não há precedente na experiência internacional de um Estado que esteja se desfazendo de sua principal empresa de energia elétrica às vésperas de uma crise hídrica.

Para além dos nexos naturais da crise energética, o modelo de desenvolvimento econômico, a falta de planejamento coordenado e a redução de investimentos públicos são as causas provocadoras da crise. A solução para esse cenário passa não apenas por esperar a graça divina da natureza e das chuvas, mas por alterar o nosso padrão econômico-energético.


Quem é William Nozaki?

William Nozaki é coordenador-técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (INEEP) e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP).

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Rodrigo Leão: A crise hídrica dificulta a vocação brasileira de produtora de energia limpa https://canalmynews.com.br/dialogos/rodrigo-leao-a-crise-hidrica-dificulta-a-vocacao-brasileira-de-produtora-de-energia-limpa/ Fri, 18 Jun 2021 19:57:14 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/rodrigo-leao-a-crise-hidrica-dificulta-a-vocacao-brasileira-de-produtora-de-energia-limpa/ A fim de evitar um apagão do fornecimento elétrico, o país fica obrigado a utilizar suas usinas termelétricas que funcionam a partir de gás natural – uma energia mais suja em comparação à hidrelétrica

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Em 2015, o Acordo de Paris foi ratificado por 195 países consolidando uma posição sobre a necessidade de enfrentamento das mudanças climáticas e do aquecimento global.

O Brasil definiu uma meta de redução na emissão dos gases do efeito estufa de 37% até 2025 e de 43% até 2030. Para atingir este objetivo, o país se comprometeu a alcançar a participação de 45% de energias renováveis na matriz energética, aumentar a participação da bioenergia sustentável para 18% e obter 10% de ganhos de eficiência no setor elétrico.

A matriz energética brasileira já é considerada uma das mais limpas do mundo. Embora o consumo de energias não renováveis seja maior do que o de renováveis, usamos mais fontes renováveis do que no resto do mundo. A soma de hidráulica, cana, lenha e carvão vegetal e outras renováveis totalizam 46,2% de nossa matriz, quase a metade, enquanto na média mundial esse número cai para 13,8%.

Nesse sentido, as duas primeiras responsabilidades energéticas assumidas pelo Brasil em Paris seguem administradas dentro das metas. A despeito disso, a redução das emissões de GEE não está sendo cumprida. Segundo o Relatório do Observatório do Clima, nos últimos anos o Brasil se tornou o quinto maior emissor de gases poluentes, respondendo por 3,2% das emissões globais e ficando atrás apenas de China, EUA, Índia e Rússia.

Além dos problemas associados à atividade agropecuária que elevam a emissão de gases do efeito estufa por conta dos desmatamentos, queimadas e dos impactos inerentes à pecuária, o contrário desses países, a ausência de planejamento energético também prejudica o alcance da meta de GEE. Isso porque, a fim de evitar um apagão do fornecimento elétrico, o país fica obrigado a utilizar suas usinas termelétricas que funcionam a partir de gás natural – uma energia mais suja em comparação à hidrelétrica.

Esse maior uso das termelétricas se deve ao período de maior estiagem, mas também à gestão realizada pelo Operador Nacional do Sistema (ONS). Como mostram os especialistas do Grupo Energia e Sociedade no Capitalismo Contemporâneo pela UFRJ, Dalila Calixto e Gilberto Cervinski, o órgão tem priorizado o despacho para maximizar os retornos de curto prazo ocasionado um esvaziamento dos reservatórios das usinas. Eles citam o caso de Itaipu, onde “foi autorizada a abertura das comportas até afundar o lago a 80% da sua capacidade. Com isso, a usina teve a pior geração de eletricidade dos últimos 20 anos, com 25% a menos (2.500 MW médios)”.

A ausência de um planejamento adequado para os reservatórios das usinas hidrelétricas não apenas compromete o abastecimento de energia elétrica no país, como também vai na contramão de uma das nossas maiores vocações: ser um grande produtor de energia limpa.


Quem é Rodrigo Leão?

Rodrigo Leão é pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (INEEP) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

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Após alerta de emergência hídrica, Rodrigo Pacheco critica política energética do governo federal https://canalmynews.com.br/politica/apos-alerta-de-emergencia-hidrica-rodrigo-pacheco-critica-politica-energetica-do-governo-federal/ Fri, 28 May 2021 18:46:40 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/apos-alerta-de-emergencia-hidrica-rodrigo-pacheco-critica-politica-energetica-do-governo-federal/ Presidente do Senado afirma que ONS “apoderou-se das águas brasileiras” e que seca em Furnas é “inaceitável”

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Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Senado Federal, afirmou nesta sexta-feira (28) que a atual política energética brasileira é “sem ideias”, projetada de maneira que “não planeja e não pensa em médio e longo prazo”. O senador disse ainda que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) “apoderou-se das águas brasileiras para o seu propósito único de geração de energia”.

Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, critica política energéticas empregadas no Brasil.
Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, critica política energéticas empregadas no Brasil. Foto: Roque de Sá (Agência Senado).

Em seu perfil no Twitter, Pacheco reiterou a associação entre o órgão e o Ministério de Minas e Energia, argumentando que a logística empregada afeta diversos setores essenciais para determinadas comunidades e para o desenvolvimento nacional.

“[A política energética] reduz os níveis de água, o que sacrifica o abastecimento, o turismo, a navegação, a agropecuária, a piscicultura e o meio ambiente”, afirmou.

O presidente do Senado confirmou também a previsão de esgotamento dos reservatórios que compõem o sistema de Furnas, em Minas Gerais. Para Pacheco essa projeção é inaceitável, “ainda mais depois dos acordos feitos com a bancada federal do Estado”.

Nesta sexta-feira (28), o governo federal emitiu um alerta de emergência hídrica para a região da bacia do Rio Paraná, que abrange cinco estados (Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná). O comunicado de atenção deve se estender até setembro deste ano.

Captura de tela com os tweets do senador Rodrigo Pacheco sobre a política de energia nacional.
Captura de tela com os tweets do senador Rodrigo Pacheco sobre a política de energia nacional. Foto: Reprodução (Redes Sociais).

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