Arquivos evangélicos - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/evangelicos/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Tue, 18 Feb 2025 10:05:38 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Número de evangélicos tende a crescer e acirra disputa entre Lula e Bolsonaro https://canalmynews.com.br/brasil/numero-de-evangelicos-tende-a-crescer-e-acirra-disputa-entre-lula-e-bolsonaro/ Mon, 17 Feb 2025 12:42:09 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=51959 Segmento dos evangélicos chama a atenção nas últimas eleições e deve chegar em 2026 com 35,8% da população

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Uma pesquisa realizada pela consultoria Mar Asset Management, divulgada no mês passado, projeta que os evangélicos representarão 35,8% da população em outubro de 2026. A projeção foi feita com base em dados da Receita Federal e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Assim, a disputa para o pleito entre Lula e Bolsonaro tendem a ficar mais acirrada.

Aliás, os evangélicos, aliás, são alvo de disputa eleitoral entre políticos, principalmente entre Jair Bolsonaro e Lula, ex e atual presidentes do Brasil. O bolsonarismo, inclusive, observa com cautela a aproximação do petista desse grupo, já que ainda mantém a maioria dos votos entre esses eleitores.

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Contudo, nas eleições presidenciais mais recentes, os evangélicos representavam 32,1% da população. Às vésperas do segundo turno, a pesquisa do Datafolha apontava que a maioria desse segmento votaria em Jair Bolsonaro (PL). À época, 69% dos evangélicos rejeitavam Lula. Esse cenário se repete desde 2018, quando Fernando Haddad (PT) tinha 31% da intenção de voto entre os evangélicos.

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Cenário de Lula com os evangélicos

Sobre o atual presidente e seu mandato, 48% dos evangélicos avaliam o governo de atual como ruim ou péssimo, enquanto no total da população esse percentual é de 41%. Por outro lado, 21% dos religiosos consideram a gestão ótima ou boa — número que era de 26% em dezembro. Já para 28%, o governo petista é regular.

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Bancada da Bíblia ganha força, mas enfrenta novos desafios https://canalmynews.com.br/opiniao/bancada-da-biblia-ganha-forca-mas-enfrenta-novos-desafios/ Mon, 10 Feb 2025 19:12:53 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=50759 Segundo André Ítalo, existem em torno de 90 a 100 deputados evangélicos na Câmara, de um total de 513, e, no Senado, há entre 10 a 15, de um total de 81

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Com a retomada das atividades no Legislativo, um dos principais desafios do governo federal é se aproximar dos parlamentares conservadores da bancada evangélica. A análise é de pesquisadores consultados pela Agência Brasil, incluindo o escritor André Ítalo, autor do livro “A Bancada da Bíblia: uma história de conversões políticas” (editora Todavia, 301 páginas).

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O pesquisador explica que a bancada evangélica, apesar de ter uma posição mais conservadora nas pautas dos costumes, historicamente mostrou-se pró-governo em outros temas, como os da economia. “Não importa se era governo de esquerda ou de direita, era um grupo próximo ao Executivo”.

Uma das causas, segundo avalia, seria a conveniência de manter os privilégios como isenção tributária para igrejas.

Ele recorda que, nos governos anteriores ao dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro, havia a presença de pastores nos primeiros escalões. Houve também apoio dos evangélicos a Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso.

Mas ele considera que o governo de Jair Bolsonaro foi um “divisor de águas” nesse histórico governista dos evangélicos. “O Bolsonaro foi o primeiro presidente de direita que teve uma relação de afinidade ideológica com a bancada evangélica”. Mas com a volta de Lula ao poder, a bancada da bíblia deixou de ser governista, avalia o pesquisador.

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De acordo com André Ítalo, a bancada tem crescido de maneira mais lenta, diferente do que ocorreu no final dos anos 1990 e em 2010. “É natural porque o próprio crescimento da população evangélica também tem sido mais lento. Também é importante pontuar que a proporção dos evangélicos na Câmara [menos de 20%] é menor do que a de evangélicos na população [cerca de 30%]”, explica o pesquisador.

O pesquisador contabiliza que, hoje, na Câmara, existem em torno de 90 a 100 deputados evangélicos, de um total de 513. No Senado, há entre 10 a 15, de um total de 81.

Dores do crescimento

O professor Leonardo Barreto, da Universidade de Brasília (UnB), pondera que a bancada evangélica não é homogênea. “Há na bancada diversos segmentos e também estratégias diferentes. A mais consolidada é a da Igreja Universal, que se consolidou num partido político, que é o Republicanos, e que hoje preside a Câmara”, observa.

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O especialista entende que a estratégia do Partido Republicanos foi uma das mais sofisticadas, ao abrir para políticos não evangélicos, como é o caso do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. “O partido fez essa abertura, e essa estratégia se demonstrou muito acertada”, disse. Só que, ao mesmo tempo, a bancada, na avaliação do professor, está enfrentando as “dores do crescimento”.

Barreto analisa que representantes desses partidos gostariam de ir mais para o centro do espectro político, mas estão pressionados por uma base evangélica que se tornou mais conservadora e mais de direita do que era. “A bancada se encontrou num espectro conservador de direita que acaba limitando as opções de escolha. A base foi deliberadamente politizada”, acredita.

Base

Uma das revelações do livro de André Ítalo foi a história do primeiro pastor eleito deputado federal no Brasil, com o apoio da igreja dele. “Foi um pastor daqui de São Paulo, chamado Levi Tavares [no mandato de 1967 – 1971]. Ele era de fora da política”.

Mas foi durante a Constituinte, com as eleições de 1986, que surgiu o nome de bancada evangélica. “Foi quando as igrejas evangélicas perceberam que precisavam participar da política porque havia um medo de que o catolicismo se envolveria de maneira muito forte na Constituinte e acabasse voltando a ser a religião oficial do país”, explica.

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O pesquisador contextualiza que houve setores da Igreja Católica que faziam oposição à ditadura (1964 – 1985), e que eram aliados de grupos de esquerda. Para ele, essa vinculação contribuiu para que as igrejas evangélicas se colocassem mais à direita. “Quando a ditadura acabou, as igrejas evangélicas ficaram com esse receio. Por conta desse receio, os evangélicos se mobilizaram e elegeram vários deputados. Naquele primeiro momento foram 32 deputados”, avalia.

André Ítalo diferencia o que se considera “bancada da bíblia” e o que é a Frente Parlamentar Evangélica, que se trata de um grupo institucionalizado, com 219 deputados e 26 senadores, de diferentes partidos, inclusive considerados de centro e de esquerda. Há um número mínimo de assinaturas para criar a frente, 171 parlamentares.

“Os deputados evangélicos são cerca de 90. Eles sozinhos não conseguem criar a frente. Então eles precisam da ajuda de deputados não evangélicos”.

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Segundo a pesquisa de Ítalo, a frente tem um grupo de assessores parlamentares que faz reunião a cada segunda-feira para fazer um mapeamento de quais são as pautas que vão ser discutidas nas principais comissões naquela semana na Câmara, que são mais sensíveis para os evangélicos. Na terça-feira, deputados evangélicos debatem a programação. Atualmente, o coordenador da frente é o deputado Silas Câmara (Republicanos – AM).

A reportagem entrou em contato com a assessoria do deputado líder da frente evangélica para comentar o trabalho da frente, mas não teve retorno.

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Entenda as mudanças no Congresso Nacional: saiba o impacto das emendas e do Nordeste no poder

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Em julho, Bolsonaro dedicou 40% da sua agenda para evangélicos https://canalmynews.com.br/politica/em-julho-bolsonaro-dedicou-40-da-sua-agenda-para-evangelicos/ Tue, 02 Aug 2022 11:43:05 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=32411 Às vésperas do início da campanha oficial, presidente intensificou encontros com religiosos e participação em marchas para Jesus

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selo agência pública

Em pré-campanha, o presidente Jair Bolsonaro (PL) dedicou 40% de sua agenda oficial para compromissos focados no eleitorado evangélico. Em julho, dos 25 dias com programações oficiais divulgadas pelo Planalto, o presidente separou dez para participações em cultos e eventos gospel; reuniões com pastores e marchas para Jesus — eventos que reuniram multidões nos estados de São Paulo, de Minas Gerais, do Rio Grande do Norte, do Ceará e do Espírito Santo.

De maio a julho, Bolsonaro fez uma série de viagens oficiais que não incluíam entrega de obras ou anúncio de investimentos, mas encontros com expoentes do meio evangélico e participações em eventos religiosos de grande porte. Somente em julho, ele esteve em cinco marchas para Jesus. Desde maio, Bolsonaro foi a sete dessas marchas, que assumiram um tom de comício, mas escapam das restrições legais impostas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral)  que veda “pedidos explícitos de votos” na pré-campanha. Bolsonaro tem usado esses palanques para falar sobre temas que mobilizam o eleitorado cristão conservador, como aborto, família e legalização das drogas. Diante das multidões que acompanham os eventos religiosos, discursa utilizando referências bíblicas e evoca a ideia de que existe uma “guerra do bem contra o mal” na política brasileira.

Os evangélicos foram decisivos para consolidar a vitória de Bolsonaro nas urnas em 2018 e ainda são uma das principais bases de apoio do seu governo. O presidente teve quase 70% do voto evangélico no segundo turno das últimas eleições presidenciais. Com a atenção dedicada aos compromissos com religiosos, intensificada nos últimos três meses, ele vem ampliando sua vantagem contra o rival Lula (PT) no segmento, que representa 25% do eleitorado. Segundo a pesquisa mais recente do Datafolha, no último mês Bolsonaro cresceu de 40% para 43% em intenção de votos entre os evangélicos. Lula caiu de 35% para 33%.

No dia 9 de julho, Bolsonaro esteve em duas marchas para Jesus, em São Paulo (SP) e em Uberlândia (MG). A retomada da edição presencial do evento na capital paulista reuniu duas milhões de pessoas, segundo os organizadores, e várias igrejas do país. De cima do trio elétrico dos fundadores do evento — a bispa Sônia Hernandes e o apóstolo Estevam Hernandes, da Igreja Renascer em Cristo – o presidente disse que “ora para que o povo não experimente as dores do socialismo”. Também reforçou as chamadas pautas morais: “somos contra o aborto, a ideologia de gênero, contra a liberação das drogas e defensores da família”. Ao seu lado também estavam no trio o ex-senador e pré-candidato ao senado Magno Malta (PL), os deputados federais Carla Zambelli (PL-SP) e Marco Feliciano (PL-SP) e os ex-ministros Ricardo Salles (PL-SP) e Tarcísio Freitas (Republicanos-SP), ambos pré-candidatos nestas eleições.

“São Paulo está vendo a maior demonstração de que este país está aos pés de Jesus Cristo”, disse o apóstolo Estevam, pedindo que os fiéis orassem pelo presidente. Em Minas, o evento gospel foi organizado pelo Conselho de Pastores (Conpas) de Uberlândia, presidida por Ronaldo Azevedo, pastor presidente da Igreja Ministério Vinde a Mim e consultor empresarial, com quem teve reunião ao lado de outros pastores e políticos.

No dia 16, Bolsonaro foi a duas marchas para Jesus no Nordeste, uma em Natal (RN) e outra em Fortaleza (CE). Antes do ato religioso na capital potiguar, esteve em uma missa na Basílica dos Mártires e foi a um culto na igreja evangélica Assembleia de Deus Rio Grande do Norte, onde se reuniu com pastores. Na “Marcha de Jesus pela Liberdade”, em Natal, disse que “é missão de Deus a presidência”. Em Fortaleza, chegou de motociata para encontrar aliados locais como o pré-candidato ao governo estadual Capitão Wagner (União Brasil) e a médica e ex-secretária do ministério da Saúde Mayra Pinheiro (PL), que ficou conhecida como ‘capitã cloroquina’, por defender um tratamento sem comprovação científica para a covid-19 durante a pandemia.

Ao lado da primeira-dama Michelle Bolsonaro, o presidente participou da Conferência Hombridade, a Jornada da Masculinidade, no último dia 27, em Brasília (DF). O evento faz parte da Conferência Modeladas, apresentado como “o maior evento cristão voltado para mulheres no Centro-Oeste”, e que tem participação de lideranças religiosas, empresariais e cantores gospel. A organização é da igreja Comunidade das Nações dos bispos JB Carvalho e Dirce Carvalho.

evangélicos

Presidente da República, Jair Bolsonaro durante Conferência Modeladas – A Presença e a Conferência e Hombridade – A Jornada da Masculinidade. Foto: Isac Nóbrega/PR

Ainda no mês de julho, o presidente esteve no Maranhão para participar de uma cerimônia de abertura da Assembleia Geral Ordinária da Convenção dos Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus do Seta e do 38º Congresso de Estadual das Missionárias e Dirigentes de Círculo de Oração da Convenção Estadual das Assembleias de Deus do Maranhão – CEADEMA. Também esteve na abertura da 57ª Convenção Nacional e Internacional das Igrejas Casas da Bênção, em Brasília (DF).

Encontros religiosos

No último trimestre, Bolsonaro intensificou suas participações em atos religiosos e encontros com lideranças evangélicas. Em maio foram quatro dias com agendas oficiais, incluindo um encontro com lideranças católicas no Palácio do Planalto; duas marchas para Jesus, uma em Curitiba (PR) e outra em Manaus (AM), um encontro com lideranças evangélicas em Manaus, e um culto da Convenção Nacional das Assembleias de Deus do Ministério de Madureira (Conamad), que reuniu pastores de todo o país em Goiânia (GO). A Conamad é presidida pelo bispo Manoel Ferreira, que também é político filiado ao PSC.

Em junho, foram sete compromissos focados no segmento evangélico, entre eles uma reunião com o pastor Silas Malafaia, televangelista fundador da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, que é um forte aliado político de Bolsonaro. Malafaia é uma das lideranças evangélicas mais influentes do país. Ele também é presidente do Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil.

Nos dias 17 e 18, o presidente esteve em Belém (PA) e Manaus (AM). Em Belém, foi a um culto de celebração dos 111 anos da Assembleia de Deus. No dia seguinte, esteve no Congresso Visão Celular no Modelo dos 12, um evento que tem projeção nacional e atrai pastores de vários estados. Ele também participou de uma unção apostólica com o apóstolo Renê Terra Nova, do Ministério Internacional da Restauração. O mês de junho ainda incluiu uma marcha para Jesus no Balneário de Camburiú, em Santa Catarina e a visita à Lagoinha Church, liderada pelo pastor brasileiro André Valadão, em Orlando (EUA). Na agenda oficial, foi divulgado apenas um “Encontro com a comunidade brasileira em Orlando”.

Bolsonaro estava nos EUA por ocasião da Cúpula das Américas, quando foi ao culto da Lagoinha Church no domingo (12). Ele sinalizou novamente seu posicionamento contra aborto, legalização das drogas e o que chama de “ideologia de gênero”. “Defendemos a família, a propriedade privada, a liberdade do armamento. Somos pessoas normais. Podemos até viver sem oxigênio, mas jamais sem liberdade”, disse. No evento, Valadão fez uma oração pelo presidente e pré-candidato à reeleição. “Pedimos mais e mais a tua bênção Senhor, sobre Jair Messias Bolsonaro”

Fora da agenda oficial

Nem todos os compromissos de Bolsonaro com lideranças evangélicas foram divulgados na agenda oficial do Palácio do Planalto. Não aparece, por exemplo, o último domingo de julho (31), quando o presidente foi à inauguração de um templo da igreja Universal do Reino de Deus (IURD) em Taguatinga (DF), que contou com a presença do bispo Edir Macedo e do presidente do Republicanos, partido ligado à IURD, Marcos Pereira. O Republicanos formalizou apoio à reeleição de Bolsonaro no sábado (30).

O presidente foi ao culto com a primeira-dama Michelle Bolsonaro e o ministro das Relações Exteriores, Carlos França, além da ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, pré-candidata pelo Republicanos. O presidente não discursou durante o evento, nem falou com jornalistas. De acordo com o site Metrópoles, Bolsonaro teria tido uma reunião particular com Macedo ao fim da celebração.

O líder da Universal também é dono da TV Record. Em 2018, ele apoiou a candidatura de Bolsonaro, mas as relações políticas com o governo andavam desgastadas por causa da crise de pastores da IURD em Angola. As lideranças da IURD teriam ficado incomodadas com a falta de apoio do governo para evitar a deportação de 34 pastores brasileiros em Angola.

*Reportagem originalmente publicada na Agência Pública

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“Quero ser o contraponto ao fundamentalismo e defender uma agenda de democracia”, diz o Pastor Henrique Vieira https://canalmynews.com.br/politica/quero-ser-o-contraponto-ao-fundamentalismo-religioso-e-defender-uma-agenda-de-democracia/ Mon, 18 Jul 2022 14:37:00 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=31664 Pastor Henrique Vieira, pré-candidato do PSol do Rio à Câmara Federal, diz que, se eleito, sua primeira pauta será de combate ao armamento. Ele diz que os amigos o convenceram a se candidatar porque o fundamentalismo religioso é a sustentação do Bolsonarismo

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Fé, religião e política sempre andaram juntas por mais que as boas práticas sempre recomendem que estejam apartadas. Mas nos últimos anos essa proximidade atingiu patamares perigosos que nos faz lembrar tempos sombrios de séculos distantes. Por que esta volta mais incisiva e obscura da fé nos palanques eleitorais brasileiros?

Quem responde é o pastor Henrique Vieira, pré-candidato à Câmara Federal pelo PSol do Rio. “Usam a fé como trampolim eleitoral de maneira a ganhar poder”, diz ele. “Não é essência, experiência de servir ao povo”, acrescenta.

O avanço do fundamentalismo religioso tem sustentado as bases bolsonaristas. Por isso, diz o pastor, ele decidiu tentar uma vaga na Câmara Federal. Se eleito, será um pastor, com todas as credenciais cristãs para contrapor religiosos que usam da fé para propagar ódio e preconceito e alimentar seus projetos pessoais de poder.

O avanço armamentista preocupa Henrique. Assim, sua prioridade se eleito, é apresentar projetos que não apenas freiem a expansão das armas, como também desfaçam a liberação que foi permitida nos últimos três anos. “Quero pautar o processo de desarmamento”. Ele explica que o crescimento do armamento é na verdade um processo de milicialização da sociedade. Por isso é importante a revogação de todos esses decretos que facilitaram o acesso às armas.

Ele diz que há um movimento em curso e crescente de reparação ao povo negro que desembocará em maior representatividade política. “Vejo as mulheres negras a frente como ponta, liderando e isso é histórico, maravilhoso e revolucionário”, diz ele. “E nós povo negro ao lado, ocupando esses espaços”.

Outra pauta que pretende se engajar se for eleito é a demarcação de terras indígenas, como criar estruturas de fato para que as demarcações sejam respeitadas. “Temos que falar sobre a carnificina operada sobre os povos indígenas no Brasil”.

A íntegra da entrevista está no vídeo abaixo.

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De olho no eleitorado bolsonarista, Moro busca alianças com evangélicos https://canalmynews.com.br/politica/de-olho-no-eleitorado-bolsonarista-moro-busca-aliancas-com-evangelicos/ Fri, 14 Jan 2022 14:58:34 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=22973 Ex-juiz se apresenta como “conservador moderado”, e segundo aliados, o que o diferencia de Bolsonaro é o respeito à democracia

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Em busca do eleitorado bolsonarista: Desde que lançou sua pré-candidatura à presidência da República, em novembro do ano passado, o ex-juiz Sergio Moro (Podemos) vem sinalizando sua proximidade com a pauta de costumes, e tem investido em agendas juntos aos evangélicos.

 

Segundo o jornal O Globo, Moro se reuniu com mais de 50 lideranças evangélicas nas últimas semanas, e tem se posicionado como um nome “conservador moderado e democrático”. E segundo ele mesmo, é o nome mais forte para derrotar o ex-presidente Lula (PT) em um segundo turno.

 

Para o advogado Uziel Santana, que é fundador e ex-presidente da Associação Nacional dos Juristas Evangélicos (Anajure), a diferença entre Moro e o presidente Jair Bolsonaro (PL) é que o ex-ministro é democrático. Uziel tem sido o porta-voz de Moro para o público evangélico, e ressalta que como um conservador, o ex-juiz é contra qualquer mudança na lei do aborto e contra a chamada ideologia de gênero.

 

Sergio Moro já esteve com o pastor RR Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus, e nas próximas semanas quer se reunir com alguns dos pastores mais próximos ao presidente Bolsonaro, como Silas Malafaia e o deputado Marco Feliciano (PL-SP).

 

Sergio Moro é contra mudanças na lei do aborto e contra a chamada ideologia de gênero. Foto: Isac Nóbrega/PR

 

Segundo Uziel declarou ao Globo, a ala evangélica tem consciência que Bolsonaro está enfraquecido, e não deve apostar todas as suas fichas nele. E é aí que Moro encontra portas abertas, pois é o candidato que mais se aproxima do perfil desse grupo.

 

A menos de um ano da eleição, Moro aparece com apenas 7% das intenções de voto entre os evangélicos, de acordo com a pesquisa Ipec mais recente. Seus adversários na disputa, o ex-presidente Lula e Jair Bolsonaro, têm 34% e 33%, respectivamente.

 

Assista a íntegra do programa Café do MyNews desta sexta-feira (14).

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Silêncio de Bolsonaro repercute em redução da rejeição, avalia Fernando Rodrigues https://canalmynews.com.br/politica/silencio-bolsonaro-repercute-em-reducao-da-rejeicao/ Thu, 14 Oct 2021 03:46:33 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/silencio-bolsonaro-repercute-em-reducao-da-rejeicao/ Pesquisa do portal Poder 360º mostra que Bolsonaro pode ter se beneficiado de fase de armistício com o Poder Judiciário, avalia o jornalista Fernando Rodrigues

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O Poder 360º vai divulgar nesta quinta (14) mais uma pesquisa de intenção de votos para as eleições de 2022 e de avaliação do governo e do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e os dados preliminares, revelados pelo jornalista Fernando Rodrigues em entrevista ao Quarta Chamada, do Canal MyNews, apontam para uma leve redução nas taxas de rejeição ao presidente, com estabilização do apoio junto ao eleitorado católico e apoio consolidado no eleitorado evangélico.

“Temos essa pesquisa nacional a cada 15 dias e a gente incluiu nesta rodada, que será divulgada nesta quinta, uma questão sobre a preferência religiosa. Faltam 14 meses e meio para terminar o mandato de Bolsonaro e ele está há pouco mais de um mês em armistício com o Poder Judiciário e com o Legislativo. Essa fase deu um certo refresco a ele nas curvas de rejeição e aprovação”, destacou Fernando Rodrigues.

quarta chamada 13/10/21
Fernando Rodrigues acredita que fase de “silêncio” de Jair Bolsonaro teve impacto em pesquisa sobre rejeição realizada pelo Poder 360º/Imagem: Reprodução/Canal MyNews

O jornalista ressaltou que segundo o levantamento, o presidente Bolsonaro tem um apoio muito grande entre as pessoas que se declaram evangélicas e apresenta uma melhora de imagem em relação aos entrevistados que se declararam católicos, com um quarto de aprovação entre essas pessoas. “Não é um aumento expressivo, mas deu uma melhorada. Acredito que esse resultado é fruto de ele permanecer mais em silêncio, ciscar um pouco pra dentro dos que votaram em Bolsonaro em 2018 e estavam insatisfeitos com uma certa falta de educação – vamos chamar assim – do presidente”, analisou Rodrigues.

Mariliz Pereira Jorge ressaltou que pesquisa realizada pela revista Veja mostrou que o percentual de católicos que apoiam Bolsonaro é formado por pessoas ultraconservadoras, que apoiam questões como o monarquismo, anticomunistas e principalmente pessoas que valorizam as pautas conservadoras.

O jornalista do Poder 360º avaliou que os resultados não são um indicativo de que esses percentuais permanecerão sem alteração, haja vista questões com grande impacto junto à população, como a crise econômica, a alta no preço da gasolina e do gás de cozinha, o desemprego no país, a alta da inflação, entre outros fatores de instabilidade. Rodrigues avalia que Bolsonaro deverá usar de várias estratégias até as eleições para tentar garantir o segundo mandato, inclusive conceder o “Auxílio Brasil” num valor mais elevado do que possam permitir as contas públicas, em busca dos votos dos eleitores mais pobres.

Apoio de evangélicos faz bancada no Congresso pressionar para aprovação de André Mendonça ao STF

O apoio dos evangélicos é importante para Bolsonaro e faz bancada no Congresso Nacional pressionar para a aprovação de André Mendonça para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O nome de Mendonça foi encaminhado para sabatina no Senado e aprovação do Congresso há 90 dias e até agora não há previsão de data para que o candidato a ministro seja sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) avaliou que compete, dentro do espírito republicano, ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Davi Alcolumbre (DEM-AP), pautar a data para a sabatina. Ele não acredita que o presidente do Senado leve o assunto diretamente ao plenário.

“Os senadores é que devem proceder a esta sabatina – no que pese eu ser crítico à forma como os senadores se posicionam diante dos sabatinados, que infelizmente é pro foma. Você não tem história de recusa dos sabatinados. […] Nesse quesito, compete ao chefe do Executivo indicar a pessoa e a ela compete ter conhecimento jurídico e ser uma figura ilibada”, explicou Contarato, para completar:

“Agora, nós temos que entender que têm fatores políticas. Rodrigo Pacheco (DEM-MG) foi alçado à presidência do Senado por Davi Alcolumbre. Então, acho que levar direto a plenário sem passar pela CCJ ia ficar uma situação um tanto delicada politicamente. Vejo que Alcolumbre pode ceder e pautar a indicação de André Mendonça, sim”.

Na avaliação da jornalista Juliana Braga, a bancada evangélica deve aumentar a pressão para que a sabatina seja marcada pelo senador Davi Alcolumbre. A demora estaria repercutindo também na imagem do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

“Para a bancada evangélica, quanto mais Alcolumbre segura, mais Pacheco passa a imagem de fragilidade, de que é presidente do Senado, mas não consegue resolver uma questão desse tamanho. Bolsonaro não deve entrar em campo por Mendonça e também não deve trocar o nome. Antes que Pacheco interfira na CCJ, é possível que Alcolumbre tome a iniciativa de agendar a sabatina”, analisou Braga.

O Quarta Chamada conversou com o senador Fabiano Contarato (Rede-ES) e com o jornalista do Poder 360º Fernando Rodrigues. Veja a íntegra do programa no Canal MyNews

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Lula fura bolha de Bolsonaro e tem maioria numérica entre evangélicos https://canalmynews.com.br/politica/lula-fura-bolha-de-bolsonaro-e-tem-maioria-numerica-entre-evangelicos/ Thu, 13 May 2021 15:12:10 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/lula-fura-bolha-de-bolsonaro-e-tem-maioria-numerica-entre-evangelicos/ Segundo o Datafolha, 35% dos evangélicos votariam em Lula no 1º turno e 34% em Bolsonaro, petista também avança entre empresários

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A mais recente pesquisa do Instituto Datafolha guarda mais notícias ruins para o presidente Jair Bolsonaro além da dianteira folgada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas intenções de voto para 2022. O resultado é reflexo não apenas de um desgaste da atual gestão, mas também de uma entrada do petista em eleitores tidos como o núcleo duro do bolsonarismo. Lula já está à frente entre os evangélicos.

Segundo pesquisa Datafolha, Lula venceria o segundo turno contra o atual presidente, Jair Bolsonaro.
Segundo pesquisa Datafolha, Lula venceria o segundo turno contra o atual presidente, Jair Bolsonaro. Foto: Ricardo Stuckert (Agência PT).

Uma análise nos pormenores dos dados mostra que Lula conseguiu a maioria numérica  entre eleitores evangélicos — 35% dessa fatia do eleitorado afirmou votar no petista no primeiro turno. Em seguida aparece Bolsonaro, com 34% e empatados em terceiro e quarto aparecem o ex-juiz Sergio Moro e o apresentador Luciano Huck.

O Datafolha ouviu 2.701 pessoas de forma presencial em 146 municípios entre os dias 11 e 12 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Em março, o instituto havia perguntado aos brasileiros se Lula deveria concorrer ou não às eleições. Na época, 55% dos evangélicos foram contrários.

Lula conseguiu também um bom naco entre empresários, que, em março, eram majoritariamente contrários à sua candidatura — 72% do total. Agora em maio, 26% já admitem votar no petista, um percentual ainda bem inferior aos 49% que apoiam Bolsonaro. Entre quem ganha entre 5 e 10 salários mínimos, há 26% de intenção de votar no PT e 30% no atual presidente. No levantamento anterior, 62% discordavam da presença do nome de Lula na urna.

Ainda que perguntas diferentes, a comparação entre as duas pesquisas mostra o impacto do avanço da pandemia do coronavírus na avaliação do presidente. Março havia sido o pior mês desde o início da crise, com 66 mil mortos. Iniciamos abril com cerca de 320 mil mortos e encerramos passando da casa dos 400 mil.

Todo o cenário combinado com o início da CPI da Pandemia contribuíram para aumentar o desgaste da atual gestão. O mesmo Instituto Datafolha mostra uma rejeição de 54%, ultrapassando a metade do eleitorado. Em cenários de segundo turno, Bolsonaro aparece numericamente atrás de candidatos que não pontuam sequer 10% no primeiro, como Ciro Gomes (PDT) e João Doria (PSDB).

A campanha ainda não começou e a tendência é que os ataques a Lula se intensifiquem na medida em que as eleições se aproximarem. Bolsonaro pode acabar reduzindo a rejeição com o avanço da vacinação e com um início de retomada na economia. Mas o resultado do levantamento já mostra que se o objetivo com o acirramento do discurso era fortalecer o que o Planalto acreditava ser o seu núcleo duro, a estratégia pode não estar dando certo.

Íntegra do programa ‘Café do MyNews‘ desta quinta-feira (13), que detalhou a última pesquisa Datafolha.

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