Arquivos Fiocruz - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/fiocruz/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Wed, 08 Jan 2025 20:04:04 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Policiais entram sem autorização em campus da Fiocruz durante ação no Rio https://canalmynews.com.br/noticias/policiais-entram-sem-autorizacao-em-campus-da-fiocruz-durante-acao-no-rio/ Wed, 08 Jan 2025 20:04:04 +0000 https://localhost:8000/?p=49902 Durante movimentação, uma funcionária foi ferida por estilhaços e um supervisor da equipe de vigilância foi detido sob a acusação de dar cobertura a criminosos

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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) denuncia que agentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro entraram descaracterizados e sem autorização dentro do campus do Campus Manguinhos-Maré, ao lado das duas comunidades na zona norte da capital, durante operação na manhã desta quarta-feira (8).

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Durante a movimentação, um supervisor da empresa que presta serviços de vigilância para a fundação foi detido pelos policiais, sob a acusação de dar cobertura a criminosos em fuga. Já a Fiocruz diz que ele estava apenas ajudando a desocupar e interditar algumas áreas para garantir a segurança dos funcionários e alunos.

Além disso, uma funcionária foi ferida por estilhaços e precisou receber atendimento médico, após uma bala perfurar o vidro de uma das paredes do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos, onde são fabricadas as vacinas da Fiocruz e outros medicamentos.

Em comunicado, a fundação afirmou que a ação da Polícia Civil foi feita “de forma arbitrária, sem autorização ou comunicação à instituição, colocando trabalhadores e alunos da Fiocruz em risco.”

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Em nota, a Polícia Civil informou que realiza nesta quarta-feira mais uma ação da “Operação Torniquete”, no Complexo de Manguinhos. O objetivo é combater o roubo e a receptação de cargas, que financiam as atividades das facções criminosas.

Até as 12 horas, apenas o vigilante da Fiocruz tinha sido preso, acusado de auxiliar na fuga de criminosos. Além disso, agentes apreenderam armas e drogas encontradas na comunidade, mas a nota não quantifica as apreensões.

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Assista abaixo ao Segunda Chamada de terça-feira (7):

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Síndromes respiratórias têm maior impacto em idosos e crianças https://canalmynews.com.br/brasil/sindromes-respiratorias-tem-maior-impacto-em-idosos-e-criancas/ Thu, 23 Nov 2023 20:00:45 +0000 https://localhost:8000/?p=41423 De acordo com InfoGripe, da Fiocruz, os casos de SRAG em crianças estão associados a diferentes vírus respiratórios

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O Boletim Infogripe divulgado nesta quinta-feira (23) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) reforça o alerta de que as síndromes respiratórias agudas graves (SRAG) causadas por vírus provocam maiores impactos na saúde de crianças e idosos brasileiros.

A Fiocruz informa que, enquanto a incidência de SRAG apresenta impacto mais elevado nas crianças até dois anos de idade, em termos de mortalidade ocorre o inverso, com a população a partir de 65 anos sendo a mais impactada.

De acordo com o InfoGripe, os casos de SRAG em crianças estão associados a diferentes vírus respiratórios, como o rinovírus, o Sars-CoV-2 (Covid-19), o vírus sincicial respiratório (VSR) e o adenovírus. Nos idosos, as ocorrências são principalmente em consequência do Sars-CoV-2.

Apesar disso, os dados por faixa etária apontam interrupção na tendência de crescimento de SRAG viral na população adulta e queda em crianças e adolescentes, o que se deve principalmente à queda ou estabilização nos casos associados à covid-19 em estados das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul

Os dados levantados pelo Infrogripe são referentes ao período de 12 a 18 de novembro, e a atualização do boletim tem como base os dados os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 20 de novembro.

A prevenção à coivid-19 é gratuita e pode ser obtida por todos os cidadãos nos postos de saúde por meio da vacinação. Desde o início da circulação da variante Ômicron no país, em 2022, doses de reforço são consideradas indispensáveis para a proteção completa, especialmente as da vacina bivalente.

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Fiocruz e instituto chinês assinam acordo de cooperação científica https://canalmynews.com.br/brasil/fiocruz-e-instituto-chines-assinam-acordo-de-cooperacao-cientifica/ Thu, 13 Apr 2023 15:21:18 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=37023 Rio e Pequim terão centro de pesquisas de doenças Infecciosas

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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) assinou nesta quarta-feira (12), em Pequim, um acordo de cooperação na área de ciência e tecnologia com a instituição chinesa CAS-TWAS Centro de Excelência para Doenças Infecciosas Emergentes (CEEID, na sigla em inglês). Entre as medidas, está prevista a criação do Centro Sino-Brasileiro de Pesquisa e Prevenção de Doenças Infecciosas (IDRPC). Uma sede vai ser em Pequim e a outra no Rio de Janeiro, no Campus Manguinhos.

A parceria é voltada especialmente para prevenção e controle de pandemias e epidemias, e de doenças infecciosas. Entre elas, covid-19, influenza, chikungunya, zika, dengue, febre amarela, oropouche e tuberculose. Também existe o compromisso de desenvolver bens públicos de saúde global, como testes de diagnósticos rápidos, terapias, vacinas e fármacos.

Segundo a Fiocruz, as conversas para assinar o acordo começaram antes de 2019, mas houve atraso por causa da pandemia e de questões políticas. O órgão atribui à mudança no governo federal a razão pela qual foi possível firmar a parceria agora e reaproximar os interesses de Brasil e China.

“Além da cooperação já em curso no campo da genômica, nós também queremos dar um caráter mais tecnológico a essa parceria e desenvolver produtos para a saúde. Também estamos considerando fazer editais conjuntos relacionados a projetos específicos e aumentar o fluxo de pesquisadores entre a China e o Brasil. E um dos pontos de destaque é a realização de um seminário até o último trimestre desse ano ou primeiro trimestre do ano que vem, para que identifiquemos pontos de conexão e potenciais contratos”, disse o presidente da Fiocruz, Mario Moreira.

“Este acordo reforça a cooperação em saúde pública”, comentou Shi Yi, diretor executivo do CEEID.

Tanto a sede em Pequim como a no Rio de Janeiro vão ter pesquisadores dos dois países. Além da troca de conhecimentos e tecnologias, estão previstos projetos conjuntos, como o desenvolvimento de novas vacinas, anticorpos terapêuticos e medicamentos para doenças infecciosas agudas e crônicas, além de colaborações em medicina tropical. Em Pequim, o centro funcionará no Instituto de Microbiologia. No Brasil, ficará no prédio do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS), ainda em construção, com previsão de entrega no fim de 2024.

“Pela primeira vez vamos estabelecer dois centros físicos, que serão usados por pesquisadores brasileiros e chineses. Estamos transformando eventos que eram de curta duração, como as visitas de pesquisadores, em atividades permanentes. A ideia é ter aqui cientistas chineses por longos períodos, um mês, um ano, dois anos”, disse Carlos Morel, coordenador do CDTS.

Intercâmbio de conhecimento
Dentre as trocas de conhecimento, a China tem interesse especial na produção da vacina contra a febre amarela, tecnologia que a Fiocruz já domina há um tempo. As obras chinesas de infraestrutura na África aumentaram e trabalhadores do país asiático têm contraído a doença. Para o Brasil, é interessante ter acesso ao processo de produção do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), usado em vacinas como a da covid-19.

Histórico científico
Brasil e China começaram a se aproximar mais no campo científico com a visita de uma delegação liderada pelo cientista George Fu Gao, então diretor do Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças (CDC/China), em junho de 2017. No mesmo ano, Gao e Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz à época, assinaram um Memorando de Entendimento para o desenvolvimento de projetos de pesquisa e tecnologia. Participaram também o ministro da Saúde no Brasil, Ricardo Barros, e o vice-ministro chinês, Guoqiang Wang. Desde então, comunicações entre os cientistas dos dois países têm aumentado, com realização de seminários, artigos e intercâmbios acadêmicos.

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Pesquisa mostra eficácia da vitamina B12 para atenuar covid-19 https://canalmynews.com.br/brasil/pesquisa-mostra-eficacia-da-vitamina-b12-para-atenuar-covid-19/ Sun, 21 Aug 2022 16:34:08 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=33177 Estudo foi conduzido pela Fiocruz Minas Gerais

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Estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Minas Gerais constatou que a vitamina B12 regula processos inflamatórios que, durante a infecção pelo vírus Sars-CoV-2, se encontram desregulados e levam ao agravamento da covid-19.

A pesquisa comparou amostras de sangue de pacientes hospitalizados com as formas grave e moderada da doença com amostras de sangue de pessoas saudáveis (voluntários sem covid-19), analisando a expressão de todos os genes pelas células de defesa, os leucócitos, em cada um dos grupos.

Segundo o estudo, as análises mostraram que os pacientes com covid-19 tinham expressão alterada de muitos genes, embora estivessem em tratamento com corticoides há cerca de 11 dias. Com a introdução da vitamina B12, a expressão dos genes inflamatórios e de resposta antiviral dos pacientes se aproximou à dos indivíduos saudáveis, mostrando a eficácia da vitamina para o controle da inflamação.

Todos os dados gerados pela pesquisa foram publicados em um artigo, em formato ainda em preprint, enquanto é aguardado o processo de revisão pelos pares que antecede a publicação da versão definitiva.

De acordo com o estudo, a B12 atenua um quadro conhecido como tempestade inflamatória, causado por uma resposta imune excessiva do organismo. A B12 atua como um regulador desse evento, ao aumentar a produção da molécula doadora universal de uma substância chamada metil, capaz de desativar genes que favorecem a inflamação.

A pesquisa da Fiocruz Minas mostra, de forma pioneira, que é possível atuar na normalização desse processo que, por sua vez, é fundamental para a regulação da atividade dos genes por meio de fármacos, no caso, a vitamina B12.

De acordo com a Fiocruz, para verificar a segurança da B12, a equipe da pesquisa introduziu o tratamento com a vitamina nas amostras de indivíduos saudáveis e constatou que não houve qualquer alteração nos níveis de expressão dos genes avaliados o que mostra a segurança do tratamento, ao atestar a não toxidade da B12, e comprova a eficiência da vitamina especificamente para a regulação dos genes com expressão alterada na covid-19.

Segundo o pesquisador Roney Coimbra, coordenador do estudo, não adianta tomar a vitamina por conta própria, como medida de prevenção, uma vez que a pesquisa só constatou a eficiência da B12 para a normalização de processos inflamatórios alterados pela doença.

A pesquisa foi realizada em parceria com o Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro, em Belo Horizonte, onde foram recrutados os pacientes para o fornecimento das amostras, além dos dados clínicos e laboratoriais necessários para as análises. O estudo contou ainda com a participação de pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Edição: Lílian Beraldo

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Enquanto OMS anuncia vacina contra a malária, Brasil corta 90% dos recursos para a ciência https://canalmynews.com.br/mais/oms-anuncia-vacina-contra-malaria-brasil-corta-90-recursos-ciencia/ Sun, 10 Oct 2021 19:49:36 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/oms-anuncia-vacina-contra-malaria-brasil-corta-90-recursos-ciencia/ Na mesma semana que a OMS anunciou a aprovação de uma vacina contra a malária, Ministério da Economia retirou Projeto de Lei que destinaria R$ 690 milhões para o Ministério da Ciência e Tecnologia

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Na mesma semana em que a aprovação de uma vacina contra a malária foi anunciada, o Ministério da Economia retirou um Projeto de Lei que destinaria R$ 690 milhões para o Ministério da Ciência e Tecnologia, especialmente para universidades e institutos de financiamento e desenvolvimento de pesquisas. O dinheiro seria destinado para pagar bolsas de estudo e apoiar projetos de pesquisa em todo o país. Do total, restaram apenas R$ 52 milhões, que serão utilizados para o pagamento de medicamentos para o tratamento de câncer.

A retirada dos recursos num momento em que avança o plano de vacinação contra o covid-19 e num período em que a pesquisa e o conhecimento científico têm sido tão valorizados em todas as partes do mundo, aponta para um Brasil na contramão do restante dos países, com iniciativas que podem paralisar pesquisas e diversas áreas do conhecimento.

No campo da pesquisa e desenvolvimento de imunizantes, entre as instituições capacitadas para desenvolver vacinas e que têm contribuído desde a fundação com a saúde pública não apenas no Brasil, mas em nível mundial, estão a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Butantan. Os acordos para compra e produção de vacinas contra o Covid-19 incluíram também transferência de tecnologia para que os imunizantes passem a ser totalmente produzidos em território nacional.

Foto de referência de vacinação. Foto:Unsplash
Vacina contra a malária demorou 30 anos para ser desenvolvida e deve ter forte impacto na redução de casos e ortes na África Subsariana/Foto: Unsplash

O anúncio pela Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre a aprovação de uma vacina contra a malária, após 30 anos de pesquisas, é uma notícia importante que vai impactar diretamente milhares de crianças em todo o mundo – em especial na África Subsariana – onde por ano morrem em decorrência da malária mais de 260 mil crianças com menos de 5 anos. No Brasil, a doença transmitida pela picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada pelo protozoário Plasmodium, é comum na região amazônica – onde foram registrados 153 mil casos em 2019, com 37 óbitos.

Considerada uma doença negligenciada, a dificuldade em desenvolver uma vacina contra a malária também se deve ao longo trabalho de pesquisa necessário para o desenvolvimento de vacinas.

“Não creio que neste caso [a demora] seja pelo fato de ser uma doença negligenciada. No caso da malária, existe também interesse de países desenvolvidos. Trabalhei muito tempo na Holanda e os holandeses se preocupavam muito com este assunto porque viajam muito para a África. A ciência é assim: alguns resultados não temos quando dizer quando vamos alcançá-los. Essa ciência começa com pesquisas básicas até chegar a um produto que pode ser rápido, ou pode ser difícil”, destacou o físico Rogério Galvão, professor titular do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) e ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em participação ao Quinta Chamada Ciência, no Canal MyNews.

Galvão ressalta, por exemplo, que os argumentos de que as vacinas contra o Covid-19 foram criados rapidamente e por isso não seriam tão confiáveis não são verdadeiros. “A pesquisa sobre a vacina contra o Covid-19 que usa o RNA começou há mais de 20 anos. A pesquisadora principal não teve apoio nos Estados Unidos e foi para outros laboratórios e persistiu. Nós não sabemos quanto tempo levará para fazer uma pesquisa. De qualquer forma, vamos nos regojizar por esse grande feito, essa grande ação da ciência”, pontuou o professor.

O jornalista Salvador Nogueira destacou que essa é a primeira vez que se desenvolve uma vacina para protozoários, que deve impactar numa redução de pelo menos 50% dos casos de malária. Se tivermos como base que apenas em 2019 o mundo registrou cerca de 230 milhões de casos de malária, com mais de 400 mil mortes, os resultados da vacinação contra a doença no longo prazo são de esperança. Para Nogueira, o fato de o desenvolvimento do imunizante ter demorado 30 anos mostra a dificuldade do processo de pesquisa.

“A sociedade às vezes tem a ideia do cientista como se fosse um professor pardal. Trago um problema para ele e ele vai no laboratório e resolve. Não é assim. As coisas às vezes desenvolvem por outros caminhos. Uma pesquisa que foi feita há anos, que não tinha nenhuma intenção de produzir uma vacina, realizada pelo valor do conhecimento, mais tarde pode ser usada para outro grupo para produzir uma vacina e é assim em vários produtos”, ressaltou Rogério Galvão, lembrando que em muitos casos os laboratórios farmacêuticos são melhor equipados e têm mais insumos do que laboratórios de universidades.

Produção de vacinas é demorada e demanda várias etapas

A produção de vacinas demanda tempo e estudo. Se a vacina contra a malária demorou 30 anos para ser aprovada, outros imunizantes também não ficaram para trás. Rafael Dhália, pesquisador do Departamento de Virologia e Terapia Experimental da Fiocruz cita algumas vacinas que também demoraram a serem desenvolvidas: a da catapora levou 28 anos; a do rotavírus demandou 15 anos; para a vacina contra a tuberculose foram 13 anos de estudos.

Dhália ressalta que todo imunizante passa por pelo menos cinco fases de desenvolvimento e testes, até ser aprovado para aplicação na população. E que 3 milhões de pessoas são salvas todos os anos graças à vacinação.

“Para desenvolver uma vacina são necessária cinco fases. A fase pré-clínica, quando é decidido o antígeno que vai provocar o organismo a produzir a imunidade. A etapa de testes em animais e verificação da produção de anticorpos. Essa fase é a mais demorada e só depois é que se iniciam os testes em seres humanos, até que a vacinação em massa possa ser autorizada”, explica o pesquisador da Fiocruz.

Ele explica que a velocidade de desenvolvimento das vacinas contra o covid-19 se deve a diversos fatores, entre os quais a situação de emergência mundial, que permitiu com que algumas fases de desenvolvimento fossem feitas de forma simultânea; algo justificável diante da gravidade da pandemia. O que também motivou o avanço rápido na produção dos imunizantes foi o uso de pesquisas prévias e o compartilhamento de informações entre centros de pesquisas e cientistas de todo o mundo – num esforço global para vencer o novo coronavírus.

Dhália reforça que vacina não é “mágica” e que ainda teremos algum tempo com as chamadas “bolhas de pessoas imunizadas”. “O que a gente pode fazer para evitar as infecções é distanciamento social, uso de máscaras e medidas de higiene”, ressalta.

Além da vacina contra o covid-19, a vacina contra o ebola – que demorou 5,5 anos para ser desenvolvida e autorizada – e a vacina contra a Caxumba, com um período entre a pesquisa e a aplicação de 4 anos, também são considerados imunizantes desenvolvidos em tempo recorde.

Assista ao Quinta Chamada Ciência, no Canal MyNews, ou ouça o Podcast do programa nas principais plataformas

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Fiocruz divulga resultado de pesquisa sobre comportamento suicida entre jovens https://canalmynews.com.br/mais/fiocruz-pesquisa-comportamento-suicida-jovens/ Sat, 25 Sep 2021 02:16:03 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/fiocruz-pesquisa-comportamento-suicida-jovens/ Setembro Amarelo é uma oportunidade de falar de forma responsável sobre o suicídio e o comportamento suicida e ajudar as pessoas a encontrarem canais de atendimento. O Centro de Valorização da Vida (Ligue 188) é uma opção

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Segunda maior causa de mortes entre jovens com idades entre 15 e 29 anos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o suicídio é um assunto ainda tabu e pouco discutido nas famílias, nas escolas e na sociedade como um todo. O Setembro Amarelo – campanha de prevenção ao suicídio, é uma oportunidade de conversar sobre o tema, na tentativa de ajudar as pessoas a encontrarem canais de serviços de atendimento, como o Centro de Valorização da Vida (CVV), e informar como conseguir apoio nestas situações.

“O Setembro Amarelo é importante para desmistificar o tema, falar de forma responsável e dando informações que vão ajudar. Esse comportamento sempre existiu e nunca foi cuidado. É importante abordar o tema de forma responsável, oferecendo canais de atendimento”, considera a pesquisadora em saúde pública da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Joviana Avanci.

Ela é coordenadora da pesquisa “Violência autoprovocada na infância e na adolescência”, promovida pela Fiocruz, com apoio do CNPq, que identificou 15.702 atendimentos de comportamento suicida entre adolescentes nos serviços de saúde pública no Brasil, no período de 2011 a 2014, através da análise de dados do Sistema de Informação de Saúde. O estudo contou também com entrevistas em profundidade com 18 adolescentes com comportamento suicida das cidades de Porto Alegre (RS) e Dourados (MS), identificados através da indicação de profissionais de serviços de saúde de referência ou pelas delegacias de polícia das cidades.

Os resultados apontam que o comportamento suicida entre adolescentes é predominante entre pessoas com idades entre 15 e 19 anos (76,4%), do sexo feminino (71,6%), e raça/cor da pele branca (58,3%). A residência foi o local mais frequente das ocorrências (88,5% de 10 a 14 anos; e 89,9% na faixa entre 15 e 19 anos) e o meio mais utilizado foi envenenamento/intoxicação (76,6% – de 10 a 14 anos; 78%, de 15 a 19 anos). Ao todo, foram 12.060 registros de internações de tentativas de suicídio entre 2007 e 2016; também com predominância do sexo feminino (58,1%) e maior ocorrência na Região Sudeste (2,7 ocorrências por 100 mil habitantes na faixa entre 10 e 14 anos; e 7 notificações a cada 100 mil habitantes entre 15 e 19 anos).

“A gente fez essa pesquisa com o objetivo de investigar sobre o comportamento suicida, levando em consideração aspectos familiares, individuais e sociais e também o universo dos adolescentes. Tivemos atenção não apenas com os casos dos adolescentes que se suicidaram, mas também os que tentaram, na tentativa de entender o universo familiar e esses adolescentes”, explica Joviana.

As cidades de Porto Alegre e Dourados foram selecionadas por apresentarem índices mais elevados dessas ocorrências no país. Segundo Joviana, a Região Sul tradicionalmente registra taxas bastante elevadas. Entre as hipóteses estão questões relacionadas à imigração, às formas de lidar com os problemas – aspecto que perpassa outras faixas etárias, sendo uma questão intergeracional, e inclusive questões relacionadas ao uso de agrotóxico nas lavouras.

“A gente observa que no universo familiar são famílias reconstituídas, com a presença apenas de um responsável, muitas vezes histórias de rejeição e abandono, às vezes pais que estavam presos ou desaparecidos, e em função de muitas intercorrências, essas situações provocam uma sensação de desamparo para os adolescentes. Há relatos de sentimentos de rejeição, de experiência de abuso sexual na infância, conflito com os responsáveis, muitos residiam circulando entre várias casas da família. Essas situações acabavam afetando características muito próprias dos adolescentes, essa sensação de insegurança, que talvez precisasse de uma rede de apoio mais forte”, considera a pesquisadora da Fiocruz.

Imagem mãos - apoio prevenção ao suicídio
Suicídio é a segunda maior causa morte de jovens com idade entre 15 e 29 anos. É importante oferecer apoio e também procurar ajuda profissional para lidar com a questão/Imagem: Pixabay

Escola pode ser um ponto de apoio importante para identificar o comportamento suicida e oferecer ajuda

Joviana Avanci destaca que o ambiente escolar, que poderia ser um ponto de apoio nestes momentos, tem dificuldade de reconhecer as questões que afetam esses jovens, muitas vezes refletidas em problemas no desempenho escolar, na socialização, com mudanças recorrentes de instituições de ensino, ou mesmo de abandono/falta às aulas.

Entre as questões destacadas pela pesquisa estão histórias pregressas de suicídio de alguém da família, ou de pessoas próximas (amigos, vizinhos, conhecidos). A maioria dos casos estudados apontou histórico de problemas psiquiátricos, especialmente ansiedade e depressão, e metade dos adolescentes pesquisados tem familiares que abusaram do uso de álcool.

“Não é algo que está sempre relacionado, mas muitas vezes o comportamento depressivo pode estar associado ao comportamento suicida. Alguns jovens eram acompanhados por psicólogos e psiquiatras, mas é importantíssimo ressaltar a dificuldade de atendimento na rede saúde no país. Muitos tinham o atendimento de emergência, mas não conseguiam ter o acompanhamento posterior, com psicólogo e psiquiatra. A gente sabe que uma tentativa aumenta muito a chance de conseguir uma próxima vez. A rede de saúde não tem o suporte para atender esses adolescentes do jeito que eles precisariam”, ressalta.

As motivações estão relacionadas questões como sentimento de inadequação, violências, problemas familiares, rompimento de namoros, abuso sexual, bullying e ciberbullying, pressão para rendimento escolar, obesidade, interações em redes sociais, entre outras. Questionada sobre se a cobrança da sociedade para que as pessoas sigam padrões, sejam de um determinado jeito ou tenham famílias num modelo “ideal” pode também influenciar o sentimento de inadequação dos jovens, Joviana Avanci acredita que sim.

“Embora a gente já tenha avançado tanto nesses assuntos, ainda existem tantos rótulos, preconceitos. A escola tem um papel fundamental quando a gente fala de crianças e adolescentes, de poder identificar sinais precoces, pode ajudar a intervir e oferecer ajuda. É importante poder acolher os jovem do jeito que ele é, do jeito que a família pode ser”, destaca.

Ela ressalta que as redes sociais podem ser um gatilho para pensamentos que já existem, especialmente em situações de bullying e ciberbullying. “É importante oferecer ajuda e também que a família procure ajuda, porque pode não dar conta sozinha de lidar com a situação. Existem profissionais de saúde que podem dar esse suporte”, completa, lembrando que durante a pandemia houve a oferta de diversos serviços de atendimento psicológico e psiquiátrico solidários por todo o país.

Onde procurar ajuda?


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Fiocruz faz alerta sobre transmissão da variante Delta da covid-19 https://canalmynews.com.br/mais/fiocruz-alerta-variante-delta-covid-19/ Mon, 09 Aug 2021 13:37:23 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/fiocruz-alerta-variante-delta-covid-19/ Comunicado alerta para a necessidade de avançar com a vacinação da população contra o covid-19

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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou um alerta sobre o surgimento de novas variantes do novo coronavírus no Brasil e sobre a necessidade de manter as medidas de distanciamento social e o uso de máscara em locais públicos, abertos ou fechados. O comunicado da Fiocruz faz menção especialmente à variante Delta – que tem alta transmissibilidade, e alerta para a necessidade de avançar com a vacinação da população, para evitar um novo aumento do número de infecções, internamentos e mortes provocados pelo covid-19.

Além da pandemia do Sars-CoV-2, a avaliação da Fiocruz também se baseia na análise dos boletins epidemiológicos, que também apontam maior incidência de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) – com níveis altos ou muito altos. Entre as iniciativas para impedir a disseminação da variante Delta está a aplicação das duas doses das vacinas. O Brasil alcançou 50% dos adultos vacinados com a primeira dose de algum dos imunizantes que estão sendo aplicados no país, enquanto apenas 20% tomou as duas doses e completou o esquema vacinal.

Os dados analisados pela Fundação Oswaldo Cruz apontam aumento no percentual de óbitos de idosos (de 27,1% para 37,5%) e na proporção dos óbitos (de 44,6% para 62,1%). Em contrapartida, observa-se redução nas internações nas faixas etárias de 50 a 59 anos e na faixa dos 40 aos 49 anos.

Ocupação de leitos do SUS para covid-19 diminuiu

Em relação à ocupação dos leitos no Sistema Único de Saúde (SUS), 19 estados estão fora da zona de alerta, com ocupação inferior a 60%; seis estados e o Distrito Federal estão na zona de alerta intermediário e apenas Goiás está com taxa superior a 80% de ocupação dos leitos hospitalares.

Entre as capitais, duas estão com taxa de ocupação de leitos de UTI para Covid-19 acima de 80%: Rio de Janeiro (94%) e Goiania (94%). Oito capitais estão na zona de alerta intermediário: São Luís (69%), Fortaleza (65%), Belo Horizonte (60%), Curitiba (67%), Porto Alegre (66%), Campo Grande (74%), Cuiabá (74%) e Brasília (61%). Dezesseis capitais estão fora da zona de alerta: Porto Velho (40%), Rio Branco (26%), Manaus (59%), Boa Vista (58%), Belém (49%), Macapá (33%), Palmas (49%), Teresina (50), Natal (39%), João Pessoa (23%), Recife (34%), Maceió (21%), Aracaju (46%), Salvador (44%), Vitória (46%), São Paulo (45%) e Florianópolis (36%).

* Com informações da Fundação Oswaldo Cruz


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Tecnologias desenvolvidas para combater o Covid-19 podem ajudar a enfrentar outras doenças https://canalmynews.com.br/mais/tecnologias-covid-19-enfrentar-doencas/ Fri, 06 Aug 2021 02:28:16 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/tecnologias-covid-19-enfrentar-doencas/ Em 15 meses de pandemia do Covid-19 foram desenvolvidos exames, remédios e vacinas em tempo recorde

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A verdadeira corrida de cientistas de todas as partes do mundo para encontrar tratamento, vacinas e métodos de diagnósticos mais rápidos para o Covid-19 podem ter impacto positivo no combate e no tratamento de outras enfermidades. Em 15 meses de pandemia, a troca de informações e investimentos para combater a pandemia do novo coronavírus foram capazes de desenvolver novas tecnologias em exames, remédios e vacinas que provavelmente favorecerão o enfrentamento de outras doenças. Essa é uma das avaliações da epidemiologista e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Celina Turchi.

Em sua participação no Quinta Chamada desta semana, a cientista comparou o período da pandemia a um cenário de guerra, devido à demanda de respostas rápidas e urgentes da ciência. Turchi citou como um dos exemplos os exames de RT-PCR, para detectar a infecção pelo Covid-19, que antes demoravam semanas em laboratório e agora podem dar o resultado em questão de horas.

“A gente espera que esse conhecimento possa ser aplicado. Embora eu tenha trabalhado parte da minha vida com a epidemia da dengue e muitas vezes a gente se surpreendia com 1 milhão de casos, no caso do Covid-19 os números são espantosos, são impensáveis. Demandam respostas muito rápidas, fazer redes e tentar fazer o melhor possível num cenário de incertezas, poucos recursos, e tendo que fazer todos os processos, projetos de pesquisa, comitês de ética com a velocidade exigida em tempo de guerra”, relatou a pesquisadora.

Novo surto de microcefalia pode acontecer em até sete anos

Coordenadora do Grupo de Pesquisa da Epidemia da Microcefalia (MERG) – que identificou e estuda a relação da microcefalia com os casos de infecção de mulheres grávidas pelo Zika Virus no Brasil, desde 2015, Celina Turchi compara os investimentos no combate ao Zika com os que foram direcionados para a pandemia do novo coronavírus. “O investimento e a carga da doença determinam o desenvolvimento de vacinas. Enquanto para o Zika Virus foram desenvolvidas quatro vacinas que não saíram da fase 2, temos atualmente entre 150 e 200 vacinas contra o Covid-19. São escalas muito diferentes, mas a gente não pode minimizar o risco que temos de novos surtos de Zika e mesmo da manutenção de casos”, considera.

O MERG continua acompanhando mães e filhos vítimas da Síndrome da Zika e de acordo com a cientista da Fiocruz existe a possibilidade de haver um novo surto em um período de 5 a 7 anos. “Agora temos uma situação que é a seguinte: temos o vetor em abundância, que é o mosquito Aedes aegypti – que também transmite a Dengue, a Chikungunya, mulheres que ficam grávidas, não temos vacina, e temos a possibilidade real de termos um novo surto. Os modelos matemáticos indicam que em 5 a 7 anos poderemos ter outro surto de microcefalia. Estamos preparados? Não. Estamos combatendo o vetor adequadamente? Não. Há um desmonte no Ministério da Saúde? Sim. E essa sobreposição de tragédias que acontecem são muito dramáticas do ponto de vista de pesquisas e do ponto de vista de acompanhamento daquelas crianças que nasceram durante aquele surto e estão atualmente com 5 ou 6 anos de idade”, finalizou.

Além da epidemiologista Celina Turchi, o Quinta Chamada Ciência desta semana contou com as participações da cientista da computação Nina da Hora, da astrônoma Duilia de Mello e do jornalista Salvador Nogueira. A apresentação é da jornalista Cecília Oliveira. O Quinta Chamada é transmitido sempre às quintas, a partir das 20h30, no Canal MyNews, sempre com temas diferentes e interessantes relacionados à pesquisa e ao conhecimento científico.

Veja a íntegra do programa Quinta Chamada, com apresentação da jornalista Cecília Oliveira, no Canal MyNews

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Observatório Covid-19 da Fiocruz alerta para agravamento da pandemia no inverno https://canalmynews.com.br/mais/observatorio-covid-19-da-fiocruz-alerta-para-agravamento-da-pandemia-no-inverno/ Sat, 19 Jun 2021 17:54:29 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/observatorio-covid-19-da-fiocruz-alerta-para-agravamento-da-pandemia-no-inverno/ Os pesquisadores afirmam que o termo ‘onda’ é controverso, pois parte do pressuposto de que o país passou por fases claramente distintas de ocorrência de casos e óbitos

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Foto: Diego Saldanha

O Observatório Covid-19 da Fiocruz divulgou o Boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz, nesta quinta-feira (17/6). O documento aponta que o quadro da pandemia no Brasil, que se aproxima de meio milhão de mortes, permanece bastante crítico.

De acordo com o boletim, nas semanas epidemiológicas 22 e 23 de 2021 (30 de maio a 12 de junho), houve um pequeno crescimento das taxas de incidência (casos novos) e de mortalidade no Brasil, com a manutenção de um platô elevado de transmissão da covid-19. Os pesquisadores alertam que, com a entrada do inverno, há possibilidade de agravamento da pandemia no país nas próximas semanas.

A respeito das taxas de ocupação de leitos de UTI covid-19 para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS) mostram que o quadro geral ainda é muito preocupante. Dezoito estados e o Distrito Federal apresentam taxas de ocupação de pelo menos 80%, sendo que em oito deles as taxas de ocupação são iguais ou superiores a 90%. Em relação às capitais, 16 delas estão com taxas de ocupação de pelo menos 80% e 9 com taxas iguais ou superiores a 90%.

A análise mostra também que a tendência do rejuvenescimento da pandemia se mantém. A Semana Epidemiológica 22 (SE 22) apresenta idade média dos casos internados de 52,5 anos versus idade média de 62,3 anos na SE 1. A mediana de idade nas internações − ou seja, a idade que delimita a concentração de 50% dos casos −  foi de 66 anos na SE 1 e 52 anos na SE 22. Para óbitos, os valores médios foram 71,4 anos (SE 1) e 61,2 anos (SE 22). Valores de mediana de óbitos foram, respectivamente, 73 e 59 anos.

“Possivelmente o cenário atual de rejuvenescimento prosseguirá e poderá perpetuar um cenário obscuro de óbitos altos até que este grupo etário esteja devidamente coberto pela vacina. O padrão de transmissão do Sars-CoV-2 no país ainda é extremamente crítico”, afirmam os pesquisadores.

Segundo eles, é essencial continuar reforçando a necessidade do uso de máscaras e manter distanciamento físico e social, sempre que possível. “Somente desta forma haverá como conter a disseminação do vírus, enquanto  o país não consegue avançar na cobertura vacinal adequada nas faixas etárias mais jovens”.

As tendências observadas para as taxas de incidência de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) nos estados, com dados reportados até 12 de junho, indicam crescimento em quatro  unidades da Federação e um total de 20 estados com taxa de incidência superior a 10 casos por 100 mil habitantes, considerada extremamente alta, sendo que em três deles a média móvel excedeu 20 casos por 100 mil habitantes. 

Conforme já observado nas semanas anteriores, há deslocamento da curva em direção a faixas etárias mais jovens. Na análise atual  verifica-se ainda um estreitamento da curva de casos e um alargamento da curva dos óbitos. Isto, segundo os pesquisadores, sugere que o país pode estar entrando em uma fase de “compressão da morbimortalidade”.

Os pesquisadores afirmam que nas últimas semanas forjou-se o termo ‘onda’ para definir o comportamento da série histórica. De acordo com eles, o termo é controverso, pois  parte do pressuposto de que o país passou por fases claramente distintas de ocorrência de casos e óbitos. “Semana após semana, cria-se a expectativa de que podemos iniciar a temida terceira onda, abandonando a ideia de que ainda temos um quadro crítico, como se tivéssemos, para entrar na terceira onda, saído da segunda”, alertam os especialistas. 

Foto: Diego Saldanha

Fonte: Ficoruz

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Novo carregamento de IFA chega hoje ao Brasil https://canalmynews.com.br/mais/novo-carregamento-de-ifa-chega-hoje-ao-brasil/ Sat, 22 May 2021 19:49:48 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/novo-carregamento-de-ifa-chega-hoje-ao-brasil/ Com a chegada de novos insumos, Fiocruz deve produzir 12 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca contra a covid-19

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Está programada para o final da tarde deste sábado (22) a chegada ao Brasil de mais duas remessas do Insumo Farmacêutico Ativo, o IFA, produzido pelo laboratório chinês Wuxi Biologics. Trata-se do principal componente da vacina Oxford/AstraZeneca, fornecida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O envio do insumo foi confirmado na quinta-feira (20) pelo embaixador da China no Brasil, Yang Wanming.

Segundo a Agência Brasil, a quantidade de IFA é maior do que o previsto anteriormente porque o laboratório antecipou o envio da segunda remessa, programada para chegar no dia 29 deste mês. Já de acordo com a Fiocruz, os carregamentos serão suficientes para a produção de 12 milhões de doses do imunizante da Oxford, o que vai assegurar as entregas ao Sistema Único de Saúde (SUS) até a terceira semana de junho.

Desde fevereiro, a Fiocruz já produziu 50 milhões de doses da vacina, cerca de metade das 100,4 milhões de doses previstas no acordo de encomenda tecnológica assinado com a farmacêutica europeia AstraZeneca. A produção da vacina foi interrompida na quinta-feira por falta de insumo, e a Fiocruz deve retomar a produção na próxima terça (25).

Para terça-feira também está prevista a chegada de 3 mil litros de IFA para o Instituto Butantan, quantidade suficiente para a produção de 5 milhões de doses da vacina Coronavac, que está com a produção paralisada desde o dia 14. O Butantan tem dois contratos assinados com o Ministério da Saúde para o fornecimento de vacinas para a população brasileira por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). 

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Fiocruz alerta para “cenário crítico” da pandemia nas regiões Sul e Centro-Oeste https://canalmynews.com.br/mais/fiocruz-alerta-para-cenario-critico-da-pandemia-sul-e-centro-oeste/ Sat, 10 Apr 2021 22:17:39 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/fiocruz-alerta-para-cenario-critico-da-pandemia-sul-e-centro-oeste/ Segundo boletim divulgado neste sábado (10), número de casos de covid-19 no país aumentou 701,58% entre começo de janeiro e final de março

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As regiões Sul e Centro-Oeste tendem a ter um “cenário crítico” da pandemia ao longo das próximas semanas, o que pode ser agravado pela saturação do sistema de saúde nesses locais, aponta Boletim do Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgado neste sábado (10).

Fiocruz alerta para "cenário crítico" da pandemia nas regiões Sul e Centro-Oeste Foto: Alex Pazuello/Secom
Pandemia de covid-19: sepultamentos são realizados no Cemitério Nossa Senhora Aparecida, em Manaus. Foto: Alex Pazuello/Secom

Como mostra o Boletim, as maiores taxas de incidência de covid-19 foram observadas nos estados de Rondônia, Amapá, Tocantins, Espírito Santo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e no Distrito Federal.

Já as taxas de mortalidade mais elevadas foram verificadas nos estados do Rondônia, Tocantins, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal.

Além disso, a análise aponta que número de casos de covid-19 no país aumentou 701,58% entre a semana dos dias 3 a 9 de janeiro à semana dos dias 21 a 27 de março.

Já segundo o perfil demográfico, as faixas etárias de 30 a 39, de 40 a 49 e de 50 a 59 anos permanecem sendo as com o aumento mais notável de casos, o que reforça o rejuvenescimento da pandemia no Brasil.

Medidas eficazes

Como exemplo de boas soluções contra o avanço da pandemia no Brasil, a análise traz as medidas de bloqueio adotadas em Fortaleza, na região metropolitana de Salvador e no município de Araraquara. Impactos positivos dessas medidas em países como Itália e Espanha também são citados.

“É preciso que haja convergência e integração dos diferentes poderes do Estado brasileiro (Executivo, Legislativo e Judiciário), assim como os diferentes níveis de governo (municipais, estaduais e federal), com participação das empresas, instituições e organizações da sociedade civil (de nível local ao nacional) para o enfrentamento deste momento bastante crítico e grave da pandemia”, alerta o Boletim.

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Fiocruz recebe insumos para 5,3 milhões de doses da vacina https://canalmynews.com.br/mais/fiocruz-recebe-insumos-para-produzir-53-milhoes-de-doses-da-vacina/ Sat, 03 Apr 2021 15:20:44 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/fiocruz-recebe-insumos-para-produzir-53-milhoes-de-doses-da-vacina/ Instituição entregou até agora 8,1 milhões de doses da vacina contra a covid ao Ministério da Saúde

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A Fiocruz recebeu 225 litros de Ingrediente Farmacêutico Ativo – o IFA -, quantidade capaz de produzir 5,3 milhões de doses da vacina contra a covid-19. Os insumos foram entregues nesta sexta-feira (2) pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos).

Teste para identificação a Covid-19 realizado pela Fiocruz
Teste para identificação a Covid-19 realizado pela Fiocruz. Brasil está atrasado em planejamento para recebimento de vacinas em relação a outros países.
(Foto: Itamar Crispim/Fiocruz)

Com este lote, a instituição garante insumos suficiente para a produção de vacinas Covid-19 até maio. A Fiocruz recebeu IFA nos últimos dias equivalente a 23,5 milhões de doses. Somadas às 11 milhões de doses já produzidas e que estão em processo de controle de qualidade, a fundação garante 35 milhões de doses a serem entregues ao Programa Nacional de Imunizações.

Até o momento, a Fiocruz entregou ao Ministério da Saúde 8,1 milhões de doses da vacina Covid-19, sendo 4 milhões de doses importadas da Índia e 4,1 milhões produzidas até esta sexta-feira. A expectativa é de que as entregas ao Ministério da Saúde somem 100,4 milhões de doses até julho.

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Com ou sem lockdown, transporte público preocupa, diz pesquisador da Fiocruz https://canalmynews.com.br/politica/com-ou-sem-lockdown-transporte-publico-preocupa-diz-pesquisador-da-fiocruz/ Mon, 29 Mar 2021 00:35:24 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/com-ou-sem-lockdown-transporte-publico-preocupa-diz-pesquisador-da-fiocruz/ Coordenador do Observatório Covid-19 da Fiocruz, Carlos Machado diz que Brasil caminha para 5 mil mortos por dia

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Sem uma ação coordenada, firme e baseada na ciência, o Brasil pode seguir quebrando recordes de letalidade por mortes de covid-19. O coordenador do Observatório Covid-19 da Fiocruz, Carlos Machado, ressalta que mesmo ações como um lockdown demoram semanas para mostrar resultado e que o transporte público é fonte de preocupação.

“Mesmo com lockdown, o que nos preocupa é a questão do transporte público. As imagens de capitais por todo o país mostram um transporte público muitas vezes mais cheios que a lotação permitida, em algumas situações com pessoas não utilizando máscaras. Com lockdown ou sem lockdown, o transporte público constitui uma preocupação prioritária”, afirma Machado ao MyNews Entrevista.

Pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública, Machado diz que o atual colapso do sistema de saúde no Brasil já foi detectado pela Fiocruz no início de março e que a instituição propõe uma série de medidas para deter a pandemia.

“Nós não temos tratamento precoce, não é possível adotar medidas de tratamento e prevenção que não tenham amparo na ciência, que não tenham sido experimentadas em outras realidades, outros países, com sucesso”, diz Machado.

O crescimento do número de mortes no Brasil ainda não atingiu seu teto, acredita o pesquisador. O coordenador do Observatório Covid-19 diz que não é possível descartar que tenhamos uma média móvel de cinco mil mortes por dia em abril.

“Nós não imaginávamos que poderíamos chegar a dois mil óbitos, em janeiro nós chegamos a dois mil óbitos, não imaginávamos que poderíamos chegar a três mil óbitos. Em março, nós chegamos a três mil óbitos. Então, chegar a quatro mil óbitos, cinco mil óbitos, embora não seja desejável, é um cenário possível que está desenhado.”

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Ministério da Saúde assina contrato para compra de 54 milhões de doses da Coronavac https://canalmynews.com.br/mais/compra-de-54-milhoes-de-doses-da-coronavac/ Tue, 16 Feb 2021 21:15:10 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/compra-de-54-milhoes-de-doses-da-coronavac/ Outras 46 milhões de doses da Coronavac já foram adquiridas

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O Ministério da Saúde assinou contrato com o Instituto Butantan para a compra de mais 54 milhões de doses da vacina Coronavac. O Butantan é responsável pela produção do imunizante no Brasil. Outras 46 milhões de doses do imunizante já tinham sido adquiridas. A expectativa é que todas as doses sejam distribuídas aos estados ao longo do ano até setembro.

Em nota, o secretário executivo da pasta, Elcio Franco, afirmou que o governo podia comprar essa remessa até o dia 30 de maio, segundo acordo firmado com o Butantan em janeiro. “Preferimos adiantar a confirmação para termos logo essas 54 milhões de doses”, declarou.

Doses da Coronavac, vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan com o laboratório chinês Sinovac. Foto: Governo do Estado de São Paulo
Doses da Coronavac, vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan com o laboratório chinês Sinovac. Foto: Governo do Estado de São Paulo

O anúncio da compra ocorre quando muitas cidades já registram falta de vacina. O Rio de Janeiro vai suspender a imunização a partir de amanhã porque não tem mais doses disponíveis para serem aplicadas. A expectativa da prefeitura é retomar a vacinação na semana que vem.

O Ministério da Saúde também informou que deve assinar nos próximos dias contratos com a União Química para a compra de 10 milhões de doses da Sputnik V e com a Precisa Medicamentos para aquisição de 30 milhões de doses da Covaxin. Esses dois imunizantes, no entanto, ainda não têm autorização de uso emergencial nem de registro definitivo da Anvisa. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária deve fazer inspeção nas fábricas que vão produzir as duas vacinas em março.

A nota do Ministério da Saúde diz ainda que o país vai receber até dezembro 42,5 milhões de doses de vacinas fornecidas pelo Consórcio Covax Facility. Outro contrato firmado é com a Fundação Oswaldo Cruz para o fornecimento de mais 222,4 milhões da vacina de Oxford/AstraZeneca.

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Anvisa aprova importação de mais doses da vacina de Oxford https://canalmynews.com.br/mais/anvisa-aprova-mais-doses-da-vacina-de-oxford/ Sat, 13 Feb 2021 13:56:36 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/anvisa-aprova-mais-doses-da-vacina-de-oxford/ A Agência diz que aprovação foi rápida para manter o fornecimento de vacinas

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A Anvisa aprovou a importação de doses adicionais da Covishield, que é a vacina de Oxford produzida pelo Serum Institute of India Pvt Ltd. A solicitação foi feita pela Fiocruz. A Agência não informou, no entanto, quantas doses devem ser importadas.

O pedido foi feito no dia 10 de fevereiro e concedido no dia 12/02. Em nota, a Anvisa diz que a aprovação se deu de forma rápida para manter o fornecimento de vacinas ao Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde e a continuidade da vacinação dos grupos prioritários.

Vacina de Oxford tem nova autorização temporária

A autorização é temporária para uso emergencial, assim como a dada no dia 17 de janeiro. No dia 29 de janeiro, a Fiocruz pediu o registro definitivo da vacina de Oxford/AstraZeneca que está em processo de análise na Anvisa.

A Fundação Oswaldo Cruz informou que está em negociação com a AstraZeneca e Instituto Serum para a compra de mais dois milhões de doses de vacinas prontas. Não há data para a chegada dessas vacinas. Paralelamente, a Fiocruz iniciou o envase do primeiro lote recebido de 90 litros de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA). O insumo será usado na produção de 2,8 milhões de doses da vacina.

Vacina de Oxford em preparação para ser aplicada.
Vacina de Oxford em preparação para ser aplicada. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Brasil receberá até 14 milhões de doses da vacina a partir de fevereiro https://canalmynews.com.br/mais/brasil-recebera-ate-14-milhoes-de-doses-da-vacina-a-partir-de-fevereiro/ Sun, 31 Jan 2021 18:29:54 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/brasil-recebera-ate-14-milhoes-de-doses-da-vacina-a-partir-de-fevereiro/ Ministério da Saúde afirmou que imunizantes serão entregues pela aliança Covax. Doses são da vacina de Oxford

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O Ministério da Saúde informou que o país deve receber de 10 a 14 milhões de doses da vacina contra o coronavirus a partir de fevereiro. 

O imunizante será entregue pela Covax, uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde. O Brasil é um dos mais de 150 países que participam da coalizão que foi criada para impulsionar a distribuição de vacinas contra a covid-19.

Segundo a OMS, a Covax tem acordo de compra para 40 milhões de doses da vacina da Pfizer/Biontech e para 150 milhões de doses do imunizante de Oxford/AstraZeneca.

Vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca
Vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca.
(Foto: John Cairns/University of Oxford)

O Ministério da Saúde informou que, de acordo com um documento recebido da Covax, o Brasil receberá as doses da vacina de Oxford, que já está sendo aplicada na população brasileira por ter o registro emergencial aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A Fiocruz fez o pedido de registro definitivo na sexta-feira (29).

De acordo com o governo federal, a contribuição do Brasil na Covax prevê o recebimento de 42 milhões de doses de vacinas. O número é equivalente à imunização de 10% da população brasileira – 21 milhões de pessoas em duas doses.

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Veja para onde vão as vacinas que chegaram ao Brasil e receberam novo aval da Anvisa https://canalmynews.com.br/mais/veja-para-onde-vao-as-vacinas-que-chegaram-ao-brasil-e-receberam-novo-aval-da-anvisa/ Sat, 23 Jan 2021 16:50:29 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/veja-para-onde-vao-as-vacinas-que-chegaram-ao-brasil-e-receberam-novo-aval-da-anvisa/ Coroanvac feita no Instituto Butantan recebeu nova autorização emergencial, enquanto doses da Oxford enfim chegaram da Índia

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Teste com voluntário para vacina contra a Covid-19
Teste com voluntário para vacina contra a Covid-19.
(Foto: Governo do Estado de São Paulo)

A sexta-feira (22) terminou com duas boas notícias para o programa de imunização contra a Covid-19 no Brasil. Além da aprovação para uso emergencial de um novo lote de vacinas Coronavac, produzidas pelo Instituto Butantan, chegaram ao país também 2 milhões de doses do imunizante Oxford/AstraZeneca, previstas do acordo com a Índia.

Com isso, a imunização no Brasil ganha um novo fôlego, ainda que curto e que dependa da vinda de insumos médicos da China para permitir uma maior produção das vacinas em território nacional.

Segundo o governo de São Paulo, cerca de 900 mil doses da Coronavac foram imediatamente liberadas para o Ministério da Saúde após a nova autorização da Anvisa para uso emergencial do imunizante. Ao todo, o Instituto Butantan recebeu aval para a produção de 4,1 milhões de novas doses.

Doses da Coronavac, vacina que recebeu autorização para uso emergencial no Brasil
Doses da Coronavac, vacina que recebeu autorização para uso emergencial no Brasil.
(Foto: Breno Esaki / Agência Saúde)

Desse total, de acordo com as autoridades paulistas, 200 mil doses foram levadas ao Centro de Distribuição e Logística da Secretaria da Saúde de São Paulo. Outras 700 mil vão para a central de distribuição do Ministério da Saúde, em Guarulhos (SP).

Prioridade para o Amazonas

Já as vacinas produzidas na Índia, desenvolvidas pela Oxford, foram levadas para a Fiocruz, no Rio de Janeiro, responsável pelas doses em solo brasileiro. A expectativa é que ainda neste sábado (23) elas sejam encaminhadas para outros Estados, tendo o Amazonas como destino prioritário.

 “A prioridade nesse momento é para o estado do Amazonas, que vive hoje a situação mais crítica no nosso país. Após um acordo com governadores, 5% dessa carga irá para Manaus”, disse o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, após a chegada das doses ao Brasil.

Avião da Emirates chega ao Brasil com vacinas da Oxford produzidas pela Índia
Avião chega ao Brasil com vacinas da Oxford produzidas pela Índia.
(Foto: Ministério da Saúde)

O Amazonas vive colapso na saúde pública em razão do aumento de casos de Covid-19 no Estado. A gravidade da situação leva especialistas a defenderem até ajuda internacional para tentar frear o avanço do vírus.

“É uma atitude de desespero, um pedido de socorro internacional, literalmente. Temos uma gestão municipal, estadual e federal que atuam conjuntamente e nos deram provas, não só ao amazonense, mas ao brasileiro e à humanidade, que se mostraram incapazes de conter a circulação do novo coronavírus em Manaus”, desabafou o epidemiologista Jesem Orellana, da Fiocruz Amazônia, durante entrevista ao Almoço do MyNews na última sexta.

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Avião com vacinas da Oxford produzidas na Índia chega ao Brasil https://canalmynews.com.br/mais/aviao-com-vacinas-da-oxford-produzidas-na-india-chega-ao-brasil/ Fri, 22 Jan 2021 21:34:31 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/aviao-com-vacinas-da-oxford-produzidas-na-india-chega-ao-brasil/ Governo da Índia decidiu liberar na quinta-feira a exportação das doses para outros países, incluindo o Brasil

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Avião da Emirates chega ao Brasil com vacinas da Oxford produzidas pela Índia
Avião chega ao Brasil com vacinas da Oxford produzidas pela Índia.
(Foto: Ministério da Saúde)

Chegaram ao aeroporto de Guarulhos (SP) na tarde desta sexta-feira (22) o lote de 2 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca, fabricadas na Índia pelo Instituto Serum.

Os imunizantes chegaram em um voo da companhia aérea Emirates e foram recebidos pelos ministros da Saúde, Eduardo Pazuello, das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e das Comunicações, Fábio Faria.

Um novo voo, operado pela companhia Azul, vai levar as doses para a Fiocruz, no Rio de Janeiro. De lá, as vacinas serão distribuídas para todo o Brasil.

O governo da Índia decidiu liberar na quinta-feira (21) a exportação das doses para outros países, incluindo o Brasil. Antes, de acordo com as autoridades indianas, foram atendidas a demanda inicial interna e as doações de vacinas para países vizinhos.

A vacina de Oxford/AstraZeneca, que também será produzida em breve no Brasil pela Fiocruz, é a principal aposta do governo brasileiro para o Plano Nacional de Imunização. Ele foi iniciado somente com a Coronavac, que já estava disponível no país, e que recebeu nova autorização para uso emergencial pela Anvisa.

Vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca
Vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca.
(Foto: John Cairns/University of Oxford)

Percalços na operação

A vinda das vacinas traz algum alívio para o programa de imunização brasileiro, que viu um grande revés na tentativa frustrada de trazer as doses da Índia na última semana.

O Itamaraty, como também é conhecido o Ministério de Relações Exteriores, anunciou em 5 de janeiro que tinha feito acordo com a Índia para a compra de 2 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca. Já naquela ocasião, no entanto, o Instituto Serum informava que a exportação para outros países só teria início depois de atendida a demanda interna indiana.

A tentativa do governo brasileiro de antecipar a vinda das vacinas para iniciar seu programa de imunização, no último dia 15, gerou uma saia justa com a Índia, que barrou a operação e só liberou a venda das doses na quinta-feira (21).

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Itamaraty confirma compra da vacina de Oxford produzida na Índia https://canalmynews.com.br/mais/itamaraty-confirma-exportacao-da-vacina-de-oxford-produzida-na-india/ Wed, 06 Jan 2021 10:54:01 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/itamaraty-confirma-exportacao-da-vacina-de-oxford-produzida-na-india/ Processo de importação das doses é uma tentativa de acelerar o início da vacinação no país

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Vacina contra a Covid-19
Vacinas contra a Covid-19 já são aplicadas em dezenas de países. Brasil ainda não começou o processo.
(Foto: Lisa Ferdinando)

O Ministério das Relações Exteriores confirmou nesta terça-feira (5) a importação pelo Brasil de 2 milhões de doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório Astra/Zeneca, que está sendo produzida na Índia. Segundo o Itamaraty, as doses chegam ao país ainda em janeiro.

A importação será feita pela Fiocruz e recebeu aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Vale ressaltar que ainda não há autorização para aplicação da vacina na população.

O imunizante desenvolvido pelas duas instituições é a base do plano nacional de vacinação anunciado em 16 de dezembro pelo governo federal, via Ministério da Saúde.

O Instituto Serum, responsável pela fabricação da vacina na Índia, havia anunciado na segunda-feira (4) que só começaria a exportação do imunizante após vacinação na população local. Nesta terça, em novo comunicado divulgado, o instituto voltou atrás e informou que a exportação será permitida a todos os países.

Além da importação, a Fiocruz também será responsável pela produção da vacina da Oxford no Brasil. O processo de importação das doses vindas da Índia é uma tentativa de acelerar o início da vacinação no Brasil, já que a Fiocruz ainda não terá doses disponíveis para este início de ano.

O Ministério da Saúde estima que a vacinação no país deve começar entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro. No entanto, tal previsão depende que os fabricantes obtenham o registro dos imunizantes junto à Anvisa.

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