Arquivos gasolina - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/gasolina/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Tue, 29 Aug 2023 15:04:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Entenda o que muda na política de preços dos combustíveis https://canalmynews.com.br/economia/entenda-o-que-muda-na-politica-de-precos-dos-combustiveis/ Wed, 17 May 2023 01:06:35 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=37721 Petrobras deixará de usar paridade internacional como base de cálculo

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Chegou ao fim a política de Preço de Paridade Internacional (PPI) adotada pela Petrobras há mais de seis anos, durante o governo de Michel Temer. A estatal anunciou nesta terça-feira (15) a adoção de um novo modelo para definir seus preços. As primeiras quedas nos preços do diesel, da gasolina e do gás de cozinha já foram divulgadas. Mas o que mudou na prática?

Desde 2016, com base no PPI, os preços praticados no país se vinculavam aos valores no mercado internacional tendo como referência o preço do barril de petróleo tipo brent, que é calculado em dólar.

Também eram considerados custos como frete de navios, logística interna de transporte e taxas portuárias. Além disso, acrescentava-se uma margem para remuneração de riscos ligados à operação, como volatilidade da taxa de câmbio e dos preços praticados em portos.

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Na prática, os preços seguiam a tendência do mercado internacional: a estatal não tinha autonomia para contrabalancear as grandes variações e para evitar fortes repercussões no Brasil que chegassem ao consumidor. Com esse modelo, a Petrobras alcançou recordes de lucros e distribuição de dividendos. Os resultados do segundo semestre de 2022, por exemplo, permitiram um repasse histórico aos acionistas de R$ 87,8 bilhões.

Como será a partir de agora?

A mudança dessa política foi uma promessa feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha eleitoral no ano passado. Desde que tomou posse em janeiro, ele defendeu a necessidade de “abrasileirar” o preço dos combustíveis e disse não ver razão para que o Brasil ficasse submetido ao PPI. Em março, o presidente criticou o valor de distribuição dos dividendos da Petrobras e cobrou que o lucro da estatal fosse revertido em investimentos pelo país.

No novo modelo, a Petrobras não deixa de levar em conta o mercado internacional, mas o fará com base em outras referências para cálculo. Além disso, serão incorporadas referências do mercado interno. A proposta sinaliza um esforço de mediação entre os interesses dos acionistas e o papel social da estatal defendido pelo governo, voltado para atender a expectativa do consumidor brasileiro por valores mais baixos.

A estatal anunciou que o novo modelo vai considerar o “custo alternativo do cliente” e o “valor marginal para a Petrobras”. O custo alternativo para o cliente é estabelecido a partir das alternativas que o consumidor tem no mercado, sendo observados os preços praticados por outros fornecedores que ofereçam os mesmos produtos ou similares. Já o valor marginal para a Petrobras considera as melhores condições obtidas pela companhia para produção, importação e exportação. Segundo a Petrobras, esse modelo vai permitir ainda que ela seja mais competitiva em cada mercado e região, aplicando valores alinhados às especificidades locais.

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Petrobras reduz preço do gás natural em 8,1% https://canalmynews.com.br/economia/petrobras-reduz-preco-do-gas-natural-em-81/ Mon, 17 Apr 2023 14:07:54 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=37097 Novo valor passa a vigorar a partir de maio

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A Petrobras anunciou, nesta segunda-feira (17), uma redução média de 8,1% no preço do gás natural, em relação ao trimestre encerrado em abril. Os novos valores serão cobrados a partir de 1º de maio, segundo nota divulgada pela estatal.

De acordo com a empresa, os contratos com as distribuidoras preveem atualizações trimestrais do preço do gás e vinculam os reajustes às oscilações do petróleo Brent e da taxa de câmbio.

Ainda segundo a empresa, o petróleo recuou 8,7% no período e o real teve uma valorização de 1,1% ante o dólar. Já a parcela referente ao transporte do gás é atualizada anualmente nos meses de maio e, neste ano, sofrerá reajuste de 0,2%, de acordo com a variação do IGP-M.

Com o reajuste anunciado nesta segunda-feira, o gás vendido pela Petrobras às distribuidoras acumula redução de 19% no ano, disse a Petrobras.

“A Petrobras ressalta que o preço final do gás natural ao consumidor não é determinado apenas pelo preço de venda da Companhia, mas também pelo portfólio de suprimento de cada distribuidora, assim como por suas margens (e, no caso do GNV- Gás Natural Veicular, dos postos de revenda) e pelos tributos federais e estaduais. Além disso, as tarifas ao consumidor são aprovadas pelas agências reguladoras estaduais, conforme legislação e regulação específicas”, informa a estatal.

Segundo a Petrobras, a atualização do preço do gás natural anunciada nesta segunda-feira não afeta o gás de cozinha (GLP), envasado em botijões ou vendido a granel.

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Gasolina subirá até R$ 0,34 e etanol, R$ 0,02 com reoneração parcial https://canalmynews.com.br/economia/gasolina-subira-ate-r-034-e-etanol-r-002-com-reoneracao-parcial/ Wed, 01 Mar 2023 12:59:27 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=36165 Governo elevará Imposto de Exportação sobre petróleo por quatro meses

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A gasolina subirá até R$ 0,34 nas bombas; e o etanol, R$ 0,02 com a reoneração parcial dos combustíveis, disse há pouco o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Os valores consideram a redução de R$ 0,13 para o litro da gasolina e de R$ 0,08 para o litro do diesel anunciados mais cedo pela Petrobras.

Para manter a arrecadação de R$ 28,88 bilhões prevista até o fim do ano caso as alíquotas dos combustíveis voltassem ao nível do ano passado, o governo elevará o Imposto de Exportação sobre petróleo cru em 9,2% por quatro meses para obter até R$ 6,6 bilhões. Uma nova medida provisória será editada ainda nesta terça-feira (28) para que os novos preços entrem em vigor a partir desta quarta (1º).

A nova medida provisória (MP) tem validade até o fim de junho. A partir de julho, informou Haddad, o futuro da desoneração dependerá do resultado da votação no Congresso. Caso os parlamentares não aprovem a MP, as alíquotas voltarão aos níveis do ano passado, com reoneração total.

No ano passado, o ex-presidente Jair Bolsonaro zerou as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para a gasolina, o etanol, o diesel, o biodiesel, o gás natural e o gás de cozinha.

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Em 1º de janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a Medida Provisória 1.157, que previa a reoneração da gasolina e do etanol a partir de 1º de março e a dos demais combustíveis em 1º de janeiro de 2024.

Antes da desoneração, o PIS/Cofins era cobrado da seguinte forma: R$ 0,792 por litro da gasolina A (sem mistura de etanol) e de R$ 0,242 por litro do etanol. Entre as possibilidades discutidas entre o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Gabriel Galípolo, e a Petrobras, estão a absorção de parte do aumento das alíquotas pela Petrobras, porque a gasolina está acima da cotação internacional, e a redistribuição de parte das alíquotas originais da gasolina para o etanol. Galípolo e representantes da Petrobras se reuniram nesta segunda-feira (27).

Com a reoneração parcial, as alíquotas de PIS/Cofins, que hoje estão zeradas, subirão para R$ 0,47 para o litro da gasolina e para R$ 0,02 para o litro do etanol. Por força de uma emenda constitucional, a diferença dos tributos entre a gasolina e o etanol deve ficar em R$ 0,45. O impacto para o consumidor ficará menor justamente porque a Petrobras usará parte do “colchão”, reserva financeira constituída pela companhia porque a gasolina e o diesel estavam acima do preço médio internacional, para absorver parte do aumento do impacto.

Impacto fiscal
Haddad disse esperar que a petroleira pudesse reduzir o preço em ritmo maior que o anunciado. “Nossa expectativa era maior. Não se está discutindo a política de preços da Petrobras. Aguardamos a decisão da empresa sobre os preços dos combustíveis em março para decidir sobre a reoneração”, explicou.

Em relação ao impacto sobre as contas públicas, o ministro disse que o compromisso assumido no início do ano para reduzir o déficit primário está mantido. “A meta estabelecida pelo Ministério da Fazenda em janeiro é de déficit inferior a 1% [do PIB]. E de ter um novo arcabouço fiscal aprovado para estabelecer o equilíbrio necessário para o país voltar a crescer”, declarou Haddad. Com o aumento do imposto sobre as exportações de óleo cru, o governo continuará a reforçar o caixa com os R$ 28,88 bilhões anunciados em janeiro.

O ministro também rejeitou as alegações de que a reoneração signifique aumento da carga tributária. “Não estamos pensando em aumento da carga tributária. Estamos pensando na recomposição do Orçamento em relação à receita e à despesa, em manter a arrecadação e os gastos dentro da média histórica”, declarou. Ele ressaltou que a tributação das exportações de petróleo impactará a Petrobras e as demais exportadoras de óleo cru em 1% do lucro do setor. “Esse valor [de 1%] está na medida provisória”, destacou.

Haddad disse esperar que a medida ajude o Banco Central a reduzir os juros no futuro. Segundo ele, as taxas atuais estão altas e prejudicam a retomada da economia brasileira.

Dívida dos estados
Anunciada para as 17h, a coletiva começou com 35 minutos de atraso. Antes de conceder a entrevista, Haddad foi ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reunir-se com o ministro Alexandre de Moraes. Os dois discutiram o acordo da dívida dos estados, do qual Moraes é relator no Supremo Tribunal Federal (STF).

O governo tenta uma forma de parcelar a compensação do Imposto sobe a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para repor as perdas com a limitação das alíquotas sobre combustíveis, gás natural, energia, telecomunicações e transporte coletivo. Imposto administrado pelos estados, o ICMS incide sobre o consumo e é o tributo que mais arrecada no país.

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Jean Paul Prates é confirmado para a presidência da Petrobras https://canalmynews.com.br/economia/jean-paul-prates-e-confirmado-para-a-presidencia-da-petrobras/ Fri, 13 Jan 2023 14:49:57 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=35406 Estatal recebeu ofício do Ministério de Minas e Energia

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A Petrobras informou nesta sexta-feira (13) que recebeu, do Ministério de Minas e Energia, a confirmação do senador Jean Paul Prates (PT-RN) como indicado para exercer a Presidência da estatal. O ofício foi recebido nessa quinta (12) pela empresa, segundo nota divulgada à imprensa.

De acordo com a Petrobras, o ofício informa que a indicação de Prates foi aprovada pela Casa Civil da Presidência da República.

Agora, o nome do senador precisa ser aprovado pelo Conselho de Administração da empresa e referendado pela Assembleia Geral dos Acionistas.

Prates foi eleito como primeiro suplente de Fátima Bezerra, em 2014. Ele assumiu o cargo no Senado Federal, em janeiro de 2019, depois que a titular renunciou para assumir o governo do Rio Grande do Norte. Seu mandato como senador se encerra em 31 de janeiro deste ano.

A Presidência da Petrobras está sendo ocupada interinamente por João Henrique Rittershaussen desde 4 de janeiro deste ano, quando o então presidente, Caio Paes de Andrade, renunciou ao cargo.

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Bolsa sobe 1,12% após declarações de presidente indicado da Petrobras https://canalmynews.com.br/economia/bolsa-sobe-112-apos-declaracoes-de-presidente-indicado-da-petrobras/ Thu, 05 Jan 2023 15:47:34 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=35280 Dólar ficou estável e fechou a R$ 5,45

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Após três dias de queda, a bolsa de valores recuperou-se após declarações do presidente indicado da Petrobras Jean Paul Prates amenizarem o mau-humor dos investidores. O dólar alternou altas e quedas, mas fechou estável.

O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta quarta-feira (4) aos 105.334 pontos, com alta de 1,12%. No início da tarde, o indicador chegou a cair 0,24%, mas recuperou-se nas horas seguintes.

A alta da bolsa foi puxada pelas ações da Petrobras, que subiram após o senador Jean Paul Prates (PT-RN), indicado para presidir a companhia, descartar intervenção no preço dos combustíveis e avaliar que os preços terão a cotação internacional como referência.

Os papéis ordinários (com voto em assembleia de acionistas) da Petrobras subiram 1,67%. As ações preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) valorizaram-se 3,18%.

No mercado de câmbio, o dia foi marcado pela estabilidade. O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,452, com alta de apenas 0,01%. A cotação chegou a R$ 5,47 pouco depois das 12h, mas desacelerou ao longo da tarde. Na mínima do dia, por volta das 13h15, chegou a cair para R$ 5,42.

Além das declarações de Jean Paul Prates, dadas logo após a posse de Geraldo Alckmin como ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o mercado foi afetado por falas de outros membros do governo. Durante a tarde, o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, negou que o governo estude uma revisão da reforma da Previdência.

Na terça (3), o ministro da Previdência, Carlos Lupi, afirmou que pretendia rever a reforma da Previdência e criar uma regra de aposentadorias baseada na expectativa de vida nas regiões. A declaração aumentou o mal-estar no mercado e elevou o dólar para a maior cotação desde o fim de julho.

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Ministério Público pede explicações a postos sobre aumento de preços da gasolina https://canalmynews.com.br/economia/ministerio-publico-pede-explicacoes-a-postos-sobre-aumento-de-precos-da-gasolina/ Thu, 05 Jan 2023 15:39:12 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=35277 Medida pode resultar em punições, caso seja caracterizado abuso

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), notificou na terça-feira (3) e nesta quarta (4) oito entidades representantes de postos de combustíveis em três estados do país para explicar o aumento no preço da gasolina. Elas têm 48 horas a partir do recebimento da notificação para dar respostas ao ministério.

São cinco entidades no Rio de Janeiro, duas em São Paulo e uma no Paraná. Trata-se de associações, federações e um sindicato, todos representantes de proprietários de postos ou distribuidores de combustíveis.

A notificação foi feita através da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). Após receber as respostas, a secretaria as analisará e, segundo o ministério, “adotará as providências que se fizerem necessárias”. O ministro da Justiça, Flávio Dino, comentou a medida hoje em conversa com jornalistas. Para ele, livre mercado não significa “liberou geral” na definição de preços dos combustíveis.

“Houve uma notificação realizada ontem para que as entidades representativas do setor prestem informações sobre porque houve tais reajustes, as razões. Não há dúvida de que é um regime de livre mercado, mas liberdade no sentido jurídico da palavra, não é um ‘liberou geral’. Tem regras. E essas regras estão no Código de Defesa do Consumidor. Daí essa notificação preliminar”, defende o ministro.

Segundo Dino, a depender da resposta dessas entidades, processos podem ser abertos e resultar em punições, sanções, caso esteja caracterizado o abuso de poder econômico.

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MP perde validade neste sábado e combustíveis podem voltar a subir https://canalmynews.com.br/economia/mp-perde-validade-neste-sabado-e-combustiveis-podem-voltar-a-subir/ Sat, 31 Dec 2022 17:45:17 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=35226 Norma passou a valer em maio deste ano e suspendeu a cobrança dos tributos federais até o último dia deste ano.

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A Medida Provisória (MP) que desonerou as alíquotas do PIS/Pasep e Cofins sobre combustíveis perderá a validade neste sábado (31). A norma passou a valer em maio deste ano e suspendeu a cobrança dos tributos federais até o último dia deste ano.

Com a fim da medida, o preço dos combustíveis poderá subir nas bombas dos postos no primeiro dia de 2023.

Estimativas do setor de infraestrutura apontam que o litro da gasolina pode sofrer aumento de R$ 0,69, do diesel, R$ 0,33, e do etanol, R$ 0,26.

Na terça-feira (27), o futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que pediu para o atual governo não prorrogar a desoneração de impostos. Segundo Haddad, a medida não poderia ser tomada de forma apressada durante a transição de governo.

Ontem (29), após ser anunciado como novo ministro de Minas e Energia, o senador Alexandre Silveira (PSD-MG), disse que a questão do preço dos combustíveis será avaliada após 1º de janeiro e “nada está descartado”.

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Preço da gasolina nos postos volta a subir após 15 semanas https://canalmynews.com.br/economia/preco-da-gasolina-nos-postos-volta-a-subir-apos-15-semanas/ Tue, 18 Oct 2022 01:35:58 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34322 Pesquisa é da Agência Nacional do Petróleo e Gás Natural

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O preço da gasolina nos postos de combustível do país teve alta de 1,47% segundo a pesquisa semanal realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A última edição do levantamento, divulgada hoje (17), indicou que o consumidor brasileiro pagou em média R$ 4,86 por litro na semana de 9 a 15 de outubro.

O aumento foi registrado após 15 semanas de quedas sucessivas, e ocorre após nova alta da gasolina na Refinaria de Maritape, a maior do país sob controle do setor privado. A Acelen, empresa responsável pela sua operação, anunciou no sábado (15) um reajuste de 2%. Ela já havia corrigido os valores 7 dias antes em 9,7%.

Os anúncios da Acelen seguem a tendência das variações no mercado internacional. A cotação do barril de petróleo tipo brent, que registrou uma forte queda em setembro, chegando a custar US$ 82, voltou a subir acima dos US$ 90 neste mês. A alta foi influenciada pela decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de efetuar um profundo corte na produção.

A Petrobras, no entanto, não anuncia mudanças nos preços praticados em suas refinarias há mais de 1 mês. A última alteração foi uma redução de 7% anunciada no início de setembro.

Desde 2016, a Petrobras adota a Política de Preços de Paridade de Importação (PPI), que vincula os preços praticados no país aos que são praticados no mercado internacional. A referência é o barril de petróleo tipo brent, cotado em dólar.

Com base no PPI, os combustíveis sofreram forte alta no primeiro semestre do ano, o que gerou manifestações de insatisfação do presidente da República, Jair Bolsonaro. Em maio, ele trocou o comando da estatal pela quarta vez durante seu mandato, nomeando Caio Mário Paes de Andrade. Bolsonaro também editou uma medida provisória, posteriormente aprovada no Congresso, desonerando tributos e contribuindo para a queda nos preços dos combustíveis.

Não houve, no entanto, nenhum anúncio de mudança no PPI. Nas redes sociais, parlamentares de oposição alertam que o governo vem pressionando a direção da Petrobras para segurar os preços em meio ao processo eleitoral. O segundo turno acontecerá no dia 30 de outubro. Em resposta, Bolsonaro tem feito publicações sustentando que a desoneração possibilitou a manutenção dos preços no patamar atual e permitiu consequentemente o barateamento dos alimentos.

Segundo cálculo da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o valor médio da gasolina nas refinarias do país está defasado em R$ 0,30 por litro, ou 8%. A entidade monitora quase diariamente as variações levando em conta o PPI.

Diesel e gás

Os postos brasileiros também subiram os preços do etanol hidratado. É o segundo aumento consecutivo. O litro tem sido comercializado em média a R$ 3,46. O valor é 2,08% superior ao registrado no levantamento anterior.

A pesquisa semanal da ANP aponta ainda uma alta de 0,33% no preço do gás de cozinha. O botijão de 13 quilos tem sido vendido em média a R$ 110,99. Já o diesel se manteve estável, sendo comercializado a R$ 6,51 na semana passada, R$ 0,01 abaixo do último levantamento.

Edição: Fernando Fraga

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Ceará e Bahia lideram reclamações sobre preço de combustíveis https://canalmynews.com.br/economia/ceara-e-bahia-lideram-reclamacoes-sobre-preco-de-combustiveis/ Fri, 22 Jul 2022 15:52:58 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=31986 Decreto obriga postos a dar transparência ao preço após queda de ICMS

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) divulgou hoje (22) um levantamento de denúncias no canal que a pasta criou para verificar o cumprimento do decreto que obriga os postos de combustíveis a exibirem o comparativo de preços cobrados antes e após a diminuição do ICMS.

Desde o último dia 11 de junho, quando a página entrou no ar, foram feitas 569 reclamações. O estado do Ceará é o campeão de denúncias, com 109 registros, seguido da Bahia com 74 denúncias. São Paulo e Minas Gerais registraram 64 e 42 reclamações, respectivamente. Os estados com menos denúncias são Roraima, com um registro, Rondônia, com dois, Amapá e Alagoas com quatro reclamações cada.

O canal segue aberto, na internet. “Através do formulário, os cidadãos podem denunciar os estabelecimentos que não cumprem o decreto do governo, que determina aos postos que exibam, de forma clara, a diferença entre os preços cobrados em 22 de junho de 2022, antes da redução do ICMS que incide sobre os combustíveis, e os valores atuais, para que os consumidores possam comparar” ressaltou o Ministério da Justiça em nota.

Para fazer a denúncia basta o consumidor informar o nome do posto, a localização e se o estabelecimento informa em local visível a diferença dos preços. O link permite ainda que o cidadão envie uma foto do local denunciado.

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Histórico
A pasta ressalta que o Decreto n.º 11.121/22, trata do direito de os consumidores receberem informações corretas, claras, precisas, ostensivas e legíveis sobre os preços dos combustíveis em território nacional.

Nesse sentido, no dia 23 de junho de 2022, foi sancionada a Lei Complementar nº 194 que passou a considerar bens e serviços essenciais os relativos aos combustíveis, à energia elétrica, às comunicações e ao transporte coletivo. Este normativo limita a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de combustíveis à alíquota mínima de cada estado, que varia entre 17% e 18%.

Para que o consumidor consiga perceber a redução do preço dos combustíveis e exigir que seja repassada a desoneração tributária recebida pelos elos da cadeia de produção, foi proposta uma outra medida que trata sobre a divulgação de informações aos consumidores referentes aos preços dos combustíveis automotivos.

O Decreto n.º 11.121 tem o objetivo de garantir a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem como sobre os riscos que apresentem.

Saiba mais sobre a dinâmica do preço dos combustíveis no MyNews:

 

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Governo federal zera imposto de importação do etanol https://canalmynews.com.br/economia/governo-federal-zera-imposto-de-importacao-do-etanol/ Tue, 22 Mar 2022 22:09:39 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=26833 Medida deve permanecer até o final do ano. Além do etanol, outros seis produtos que compõem a cesta básica terão corte na alíquota de importação.

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A Câmara de Comércio Exterior (Camex), órgão associado ao Ministério da Economia, anunciou a retirada integral do imposto de importação do etanol até o dia 31 de dezembro deste ano. A medida entrará em vigor assim que for publicada no Diário Oficial da União (DOU) da quarta-feira (23).

Apesar da resolução compreender o etanol puro, a gasolina também pode ficar mais barata nas bombas de combustível, uma vez que, por lei, deve haver uma porcentagem de álcool na composição do produto.

Marcelo Guaranys, secretário-executivo da pasta econômica, afirma que a retirada da alíquota e o consequente barateamento dos combustíveis “é uma análise estática”, já que os preços “eventualmente podem continuar subindo”.

“Na prática, essa medida estaria diminuindo ou arrefecendo a dinâmica de crescimento numa magnitude da ordem de R$ 0,20”, explica Guaranys. De acordo com o governo, atualmente o imposto sobre o etanol é de 18% (cobrado somente nas transições com países que não integram o Mercosul).

Preço médio do etanol nas bombas desde janeiro de 2019 até janeiro de 2022.

Preço médio do etanol nas bombas desde janeiro de 2019 até janeiro de 2022. Foto: Reprodução (MyNews)

Combate à inflação

Atrelado ao ciclo de alta da taxa básica de juros, o Governo Federal vem inserindo algumas medidas para tentar arrefecer a escalada do preço dos combustíveis. O aumento nos valores vem se agravando desde que a Rússia invadiu o território ucraniano no final de fevereiro e as sanções internacionais sobre os produtos russos começaram.

Após o embargo ao petróleo produzido e exportado pela Rússia, o barril tipo brent, referência para o comércio global da commodity, anotou uma série de altas significativas – a média móvel dos últimos cinco dias é de US$ 115/barril. Consequentemente, mundo a fora, os produtos derivados da fonte energética, como a gasolina e o diesel, também dispararam.

Dessa maneira, os motoristas tendem a, cada vez mais, abastecerem seus veículos com o etanol puro. Repezza explica que “o preço dos combustíveis apresentou alta muito acelerada nas últimas semanas, em função do conflito no Leste Europeu. O objetivo dessa redução do imposto é permitir que um preço mais baixo no etanol, diluído ao combustível, ao petróleo, possa apresentar preço ainda mais baixo para população”.

Além da redução completa da alíquota de compra do etanol, a Camex anunciou o abatimento do imposto de importação sobre seis itens que compõem a cesta básica (selecionados por maior representação no Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC). São eles: açúcar cristal, café, macarrão, margarina e óleo de soja.

O governo optou ainda por cortar, a partir do dia 1º de abril, 10% da alíquota de importação sobre eletroeletrônicos, máquinas e equipamentos.

De acordo com a Economia, os cortes dos impostos devem gerar uma renúncia fiscal de aproximadamente R$ 1 bilhão em 2022.

 

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Redução do imposto de importação do etanol, mercado do petróleo, inflação e investimentos foram pauta do MyNews Investe desta terça-feira (22):

 

 

 

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Os reajustes e a política de preços da Petrobras https://canalmynews.com.br/economia/os-reajustes-e-a-politica-de-precos-da-petrobras/ Thu, 10 Mar 2022 23:07:10 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=26406 Após operar com preços abaixo da flutuação mundial do petróleo, estatal apresenta novos reajustes. Analista vê política de preços sensata.

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Política de Preços: A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (10) novos reajustes nos preços da gasolina, diesel e gás de cozinha (GLP). O aumento é direcionado para as distribuidoras e entrará em vigor nesta sexta-feira (11). O repasse para o consumidor final, afetando diretamente os preços nos postos e do botijão de gás, dependerá dos revendedores.

Reajustes anunciados pela Petrobras.

Reajustes anunciados pela Petrobras. Foto: Reprodução (MyNews)

O mercado agora estima que o preço médio nacional da gasolina nas bombas passe de R$ 6,57 o litro para R$ 7,02. Para o diesel, a expectativa é que o litro chegue a R$ 6,48.

A estatal justificou a alteração afirmando que os reajustes são necessários para que o mercado brasileiro continue sendo suprido, “sem riscos de desabastecimento”. Em nota oficial, a petrolífera explicou que os novos valores “refletem parte da elevação dos patamares internacionais de preços de petróleo, impactados pela oferta limitada frente a demanda mundial por energia. Mantemos nosso monitoramento contínuo do mercado nesse momento desafiador e de alta volatilidade”.

Política de preços

Nos últimos dias, devido ao conflito no Leste Europeu, o barril de petróleo Brent, referência para o comércio mundial da commodity, ultrapassou a marca de US$ 130 (R$ 656, na cotação de hoje). Quando a Petrobras anunciou o último aumento, em 11 de janeiro, o valor do barril era cotado em US$ 83 (R$ 419).

Apesar da volatilidade, a estatal vinha segurando os valores (cerca de 30%) abaixo do preço de paridade de importação (PPI), uma defasagem não vista há cerca de 10 anos. Havia uma expectativa entre os analistas sobre quanto tempo o caixa da companhia aguentaria pressionando os preços abaixo da flutuação internacional; a resposta foi dada nesta quinta.

Para Rafael Chacur, sócio da SFA Investimentos, a política de preços praticada pela Petrobras segue um padrão internacional, dependendo do abastecimento global. “A Petrobras é uma empresa de commodities. Apesar de ela ser autossuficiente na produção de petróleo bruto, ela não é autossuficiente na produção de combustíveis; há uma necessidade de importação de 15% a 20% do consumo de combustível doméstico”, explica.

Chacur concorda com o posicionamento da petrolífera, uma vez que “a companhia vem fazendo de forma correta essa política, não passando de imediato essa volatilidade para os mercados, com períodos de reajustes longos”. E complementa: “Acredito que a solução que estão buscando hoje está vindo de fora da Petro, uma vez que os agentes entenderam que não é correto mexer na empresa, mas sim em políticas de governo”.

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No MyNews Investe desta quinta-feira, a pauta foi o reajuste anunciado pela Petrobras, seus desdobramentos macroeconômicos e os impactos no mercado doméstico e de ações. Confira:

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Apesar da crise petrolífera, Petrobras não deve aumentar preços https://canalmynews.com.br/economia/crise-petrolifera-petrobras-nao-deve-aumentar-preco-dos-combustiveis/ Fri, 04 Mar 2022 00:53:47 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=25387 Analistas do mercado compreendem que mesmo com a delicada conjuntura mundial, estatal brasileira acompanha volatilidade internacional e deve optar por evitar perturbações no ambiente político doméstico.

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Crise petrolífera: Após os Estados Unidos imporem restrições às exportações de tecnologia no setor de refino de petróleo russo, o mercado da commodity vivenciou um dia agitado. Na manhã desta quinta-feira (3), o barril tipo Brent (referência para o comércio mundial) renovou sua máxima em mais de uma década, chegando a ser negociado por US$ 119,84 – ao longo do dia, no entanto, o movimento perdeu força, cedeu 2,18%, e passou a ser comercializado a US$ 110,46.

Em meio às incertezas, aversão à riscos e uma crescente aderência à denominada “velha economia”, o banco de investimentos UBS BB divulgou um relatório compreendendo a atual conjuntura petrolífera, com destaque para a companhia brasileira Petrobras.

Plataforma petrolífera da Petrobras

Plataforma petrolífera da Petrobras. Foto: Reprodução (Agência Brasil)

A instituição financeira elencou pontos de atenção para os investidores da estatal, ressaltando o mercado doméstico e a famigerada política de preços da empresa. Para o banco, o investidor deve se atentar a quatro principais pontos:

  • Ajuste de preços: novos reajustes não devem ocorrer de imediato, tendo em vista o ambiente político e a volatilidade dos preços internacionais;
  • Risco de escassez: por ora limitado, uma vez que, em parte, os volumes exportados geralmente são definidos com 30 a 45 dias de antecedência e estão a caminho de março;
  • Paridade: na paridade abaixo dos 20% negativos, espera-se que os players privados aguardem a estratégia da Petrobras antes de tomar decisões (se a estatal importará para abastecer o mercado ou se serão os distribuidores que importarão);
  • Preços domésticos: é preciso manter temporariamente os preços domésticos abaixo da paridade de importação (flutuação internacional), pois seria menos negativo do que uma possível queda de um aumento.

Quanto aos combustíveis, então, o UBS não espera aumentos no mercado nacional, uma vez que novas altas podem desencadear reações negativas do governo e da população, agravando ainda mais a atual conjuntura de incertezas. Além disso, a instituição estima que a gasolina já esteja cerca de 25% abaixo da paridade de importação e o diesel 20%.

Impactos do conflito no Leste Europeu

A forte participação da Rússia no mercado global de energia tem sido pauta para analistas econômicos, que tentam explicar os impactos diretos e indiretos das sanções impostas sobre a nação comandada por Vladimir Putin.

Para Hector Trabucco, CEO LATAM da Dover Fueling Solutions, o cenário agora é de total atenção, para que haja a compreensão acerca das próximas movimentações russas: “Estamos vivendo um momento complexo, com situações que não ocorriam em muitas décadas, e o mundo está em cautela, observando como isso vai evoluir. A questão da guerra na Ucrânia tem um impacto muito grande na energia como um todo, não só nos combustíveis, tendo em vista que a Rússia é um player relevante, detentora de 10% da produção de petróleo”, explica Trabucco.

Quanto à possibilidade de escassez da principal commodity energética, o gestor esclarece que há um o acordo generalizado entre as nações exportadoras e importadoras, que diz respeito ao abastecimento populacional e às necessidades primordiais da cadeia de produção.

Trabucco comenta que “esses contratos globais de fornecimento de petróleo têm um grau de cobertura de várias semanas, e os compromissos têm tido uma tendência histórica de serem cumpridos, mesmo em cenários de bastante dificuldade. A situação agora é nova, o mercado ainda procura compreender os impactos da evolução desse conflito, mas a expectativa é que esses compromissos de fornecimento sejam cumpridos… Particularmente, eu não vejo riscos quanto à falta de produtos; essa volatilidade será mais sentida no preço, na inflação, do que no fornecimento”.

Quanto a alta no preço dos combustíveis, o CEO coloca em contraponto lucro e necessidade, exemplificando a política de defasagem empregada atualmente pela Petrobras: “A última vez que a Petrobras operou com uma defasagem tão grande foi no período de 2011 a 2013, em que a diferença também estava na faixa dos 20% – essa foi uma época em que a Petrobras teve prejuízos financeiros muito grandes. Agora, a companhia está agindo com muita cautela, até porque ninguém sabe quanto tempo essa situação pode demorar… Caso seja resolvida rapidamente, a flutuação pode ser absorvida pelas empresas de uma maneira relativamente tranquila. Mas caso a situação demore para ser resolvida e o preço do petróleo se mantenha no médio/longo prazo, a Petrobras terá grandes dificuldades para manter essa política de absorção do gap”.

No fim, entende-se que a perspectiva econômica ainda busca compreender o grande objetivo dos russos, tentando ao máximo precificar as ações do conflito. No entanto, em confluência com governantes e civis, o mercado ainda vê a guerra no Leste Europeu com cautela e cercada de interrogações.

 

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A entrevista completa com Hector Trabucco e mais impactos macroeconômicos e na carteira de investimentos, você confere no MyNews Investe desta quinta-feira:

 

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Petrobras reduz preço médio de venda da gasolina https://canalmynews.com.br/economia/petrobras-reduz-preco-medio-de-venda-da-gasolina/ Tue, 14 Dec 2021 22:29:07 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/petrobras-reduz-preco-medio-de-venda-da-gasolina/ Na primeira redução desde junho, estatal diminui valor comercial do combustível em 3,13%

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Petrobras anunciou que o preço médio de venda da gasolina para as distribuidoras passará de R$ 3,19 para R$ 3,09 por litro a partir desta quarta-feira (15). O novo valor representa uma redução média de 3,13% (R$ 0,10 a cada litro).

De acordo com a estatal, o ajuste reflete, em parte, a evolução dos preços internacionais e da taxa de câmbio, “que se estabilizaram em patamar inferior para a gasolina”. O último reajuste nos preços dos combustíveis realizado pela Petrobras havia sido concretizado no dia 25 de outubro, quando houve um aumentou de 7% para gasolina.

Com a deliberação desta quarta, a medida passou a ser a primeira redução nos preços da gasolina desde 12 de junho – após a data foram feitos quatro aumentos.

Considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de ‘gasolina A’, composto que constitui a gasolina vendida nos postos, a margem de lucro da companhia sobre o valor cobrado nas bombas passará a ser de R$ 2,26 por litro, uma redução de R$ 0,07 em relação ao último reajuste.

No entanto, as alterações feitas pela Petrobras não impactam imediatamente os consumidores finais, uma vez que o preço de venda depende também de impostos e percentuais de distribuidores e revendedores.

Na semana passada, o preço da gasolina praticado nos postos do país registrou leve queda, segundo levantamento divulgado na sexta-feira (10) pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

O estudo mostra que o preço médio do litro da gasolina passou de R$ 6,74 para R$ 6,71, baixa de 0,50% – o valor máximo aferido foi de R$ 7,96. No acumulado em 12 meses, a inflação da gasolina passa de 50%, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Política de preços da Petrobras

Até o final da segunda semana de dezembro, um novo reajuste não estava nos planos da Petrobras. No dia 6 de dezembro, inclusive, a estatal lançou uma nota informando que não havia tomado nenhuma decisão sobre o assunto.

Esse comunicado foi uma resposta às expectativas de mudanças nos preços após o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmar em entrevista ao site Poder360 que a Petrobras começaria a anunciar reduções no preço dos combustíveis.

Desde 2016, a estatal brasileira pratica uma política de preços que tem como diretriz as flutuações do preço do barril de petróleo no mercado internacional e o câmbio.

O barril de petróleo do tipo Brent, referência para as negociações envolvendo a commodity, acumula uma queda da ordem de 14% desde o último reajuste anunciado.

Íntegra do programa MyNews Investe desta terça-feira (14), que abordou o reajuste de preço da Petrobras para a gasolina

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Inflação chega a 10,74% no acumulado dos últimos 12 meses, a maior desde 2003 https://canalmynews.com.br/economia/inflacao-chega-a-1074-no-acumulado-dos-ultimos-12-meses-a-maior-desde-2003/ Fri, 10 Dec 2021 20:38:41 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/inflacao-chega-a-1074-no-acumulado-dos-ultimos-12-meses-a-maior-desde-2003/ Segundo IBGE, mês de novembro registra aumento de 0,95%, mais alta variação para o período desde 2015. Setor de transportes ainda é o grande responsável pelo acréscimo nos preços

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O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medidor oficial da inflação no Brasil, ficou em 0,95% em novembro, 0,30 ponto percentual menor do que o verificado em outubro (1,25%). Apesar da queda, essa é a maior variação para o mês desde 2015, quando a alta contínuo dos preços foi de 1,01% – para efeito de comparação, em novembro do ano passado a variação mensal foi de 0,89%.

No acumulado de 12 meses, a inflação atinge o patamar de 10,74%, valor muito acima dos 3,75% estabelecidos como meta para o ano pelo Banco Central (BC) – a atual porcentagem é a maior para o período desde 2003. Já no acumulado de 2021, o IPCA concentra uma alta de 9,26%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e possuem como referência as famílias com rendimento de um a 40 salários-mínimos, abrangendo dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

A vilã da inflação: gasolina

Sete dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE apresentaram alta nos preços durante o mês de novembro. A maior variação (3,35%) e o maior impacto (0,72 ponto percentual) vieram dos “Transportes”, puxados principalmente pelos preços dos combustíveis, em especial da gasolina (7,38%).

Altas também foram registradas nos preços do etanol (10,53%), do óleo diesel (7,48%) e do gás veicular (4,30%).

Os resultados aferidos em cada um dos setores foram:

  • Transportes: 3,35%
  • Habitação: 1,03%
  • Artigos de residência: 1,03%
  • Vestuário: 0,95%
  • Despesas pessoais: 0,57%
  • Comunicação: 0,09%
  • Educação: 0,02%
  • Alimentação e bebidas: -0,04%
  • Saúde e cuidados pessoais: -0,57%

Somado o resultado de novembro, a gasolina passou a acumular, em 12 meses, um aumento de 50,78%, o etanol de 69,40% e o diesel, 49,56%.

Energia elétrica

Dentro do conjunto “Habitação”, a maior contribuição, com 0,06 ponto percentual, veio da energia elétrica (1,24%). Desde setembro, a bandeira tarifária de escassez hídrica está em vigor, fator que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos.

No gás de botijão nova alta, dessa vez na ordem de 2,12% — nos últimos 12 meses o item já subiu 38,88%.

Sobe e desce nos alimentos

O instituto de pesquisa destacou que no grupo de alimentação e bebidas houve queda no leite longa vida (-4,83%), no arroz (-3,58%) e nas carnes (-1,38%).

No entanto, foram verificadas altas nos preços da cebola (16,34%) e do café moído (6,87%). O açúcar refinado (3,23%), o frango em pedaços (2,24%) e o queijo (1,39%) continuam a subir.

Controle da inflação

Para tentar conter o aumento contínuo dos preços, o Banco Central já realizou sucessivos aumentos na taxa básica de juros (Selic), e sinalizou que irá manter a tendência.

Na última reunião de 2021, ocorrida na quarta-feira (8), a taxa subiu de 7,75% para 9,25% ao ano, maior patamar desde julho de 2017.

A intenção ao subir os juros é de encarecer o crédito e desestimular a produção e o consumo, fazendo com que, de maneira forçada, os preços caiam. O efeito colateral negativo, contudo, é que essa tática segura o crescimento econômico do país.

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Resposta à questão “A Culpa é Minha?” do presidente Bolsonaro https://canalmynews.com.br/voce-colunista/resposta-questao-a-culpa-e-minha-bolsonaro/ Sat, 27 Nov 2021 18:27:20 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/resposta-questao-a-culpa-e-minha-bolsonaro/ Os seguidos reajustes dos combustíveis no Brasil têm relação com a política de preços adotada pela Petrobras. Bolsonaro tem culpa sobre esta questão?

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Como de praxe, eu gosto de contextualizar, historicamente, todo o processo de evolução dos problemas econômicos brasileiros até chegar à crítica à atual política adotada pelo governo. Durante o governo do presidente Lula e da presidente Dilma, a política de preços vigente para os combustíveis não dependia da variação do dólar e do preço do barril do petróleo, uma vez que, desde a exploração do Pré-Sal, o Brasil passa a ser um país autossuficiente em petróleo, o que justifica a ação de independência externa tomada pelo governo Dilma.

Contudo, por conta desta medida, seu governo passa a ser acusado de “interferência política” na Petrobras, especialmente para o controle da inflação nacional. Com essa manobra, ambos os governos conseguiram manter o preço dos combustíveis abaixo do mercado, o que favorece a população, não apenas no transporte, mas, uma vez que o combustível afeta os preços dos transportes, então favorecia consequentemente todo o mercado.

Quando aplicado o golpe na ex-presidente Dilma, o então presidente Michel Temer, convida Pedro Parente para assumir a presidência da Petrobras e este declara a “independência” da empresa. Para eles, o mecanismo de ajuste passa a ser, justamente, a variação do câmbio e dos preços do barril de petróleo, que assim não haveria interferência qualquer do governo vigente, com apenas reajustes mensais nos preços.

Em fevereiro de 2021, gasolina é vendida pelo preço médio de R$ 4,833.
Preço dos combustíveis no Brasil tem a flutuação do dólar como referência, seguindo a cotação internacional do barril de petróleo/Foto: Tomaz Silva (Agência Brasil).

Contudo, em um curto período de tempo, mais precisamente um ano depois, foi avaliado que a empresa não estava conseguindo acompanhar a volatilidade do câmbio e determinaram que os reajustes deveriam ser feitos com maior frequência. Levando então, como resultado do rápido aumento dos preços dos combustíveis em 2018, à maior greve dos caminhoneiros até o momento. Esse histórico de mudança de política nos preços é mais detalhado (recomendo a leitura) no artigo “A Cronologia da Crise do Diesel, do Controle de Preços de Dilma à Greve dos Caminhoneiros”, da jornalista Bruna Moura na BBC.

Assim, vamos entender e definir esses dois componentes da política de preços desenvolvida no governo Temer e que continua até os dias atuais. A definição de taxa de câmbio é a relação entre moedas de dois países, por exemplo e o mais usual no Brasil, quantos reais são necessários para comprar um dólar. De modo geral, os bancos centrais conseguem, por meio de política monetária, controlar essa relação, vendendo ou comprando Títulos e através da determinação da taxa de juros básica na economia (no Brasil, a Selic).

De modo geral, quando se vende os títulos, o Banco Central tem por intenção recolher parte da moeda nacional em circulação, com a intenção de valorizar a moeda nacional perante a moeda em comparação. Por meio da escassez de moeda nacional, o contrário ocorre com a compra dos títulos, que tem por intenção injetar moeda na sociedade. Outro mecanismo ocorre através da reunião do Copom (Conselho de Política Monetária), que determina a taxa básica de juros, Selic, que é considerado o principal instrumento de controle da inflação por parte do Banco Central.

No entanto, estes não são os únicos mecanismos de controle da taxa de câmbio. A escassez ou abundância de moeda estrangeira também afeta essas relações, além do poder de criação ou destruição de moedas por parte dos bancos comerciais. Contudo, vale a pergunta: a taxa de câmbio depende, então, apenas do Banco Central? A resposta é não, pois ações externas à política monetária também afetam essa taxa, tais como: alterações no cenário econômico local e internacional e acontecimentos políticos. Nessa coluna, vamos olhar esses dois últimos efeitos.

Mas antes disso, vamos agora definir como se analisa o preço do barril do petróleo. O barril de petróleo é uma commodity mundial cotada em dólar, a oscilação do seu preço obedece a lei da oferta e da demanda, ou seja, quanto mais escasso ou quanto maior a dificuldade de extração do mesmo, maior o preço desse bem. É amplamente conhecido que o Oriente Médio se destaca entre as demais regiões do mundo com relação a detenção de reservas de petróleo e, assim, quaisquer problemas, sejam políticos ou não, que ocorram naquela região, afetam drasticamente o valor do barril no mundo.

Mas não devemos, de modo algum, culpá-los pela variação do preço. A América do Sul e a África também detêm parte significativa das reservas de petróleo, especialmente o Brasil com o Pré-Sal. Assim, existem países autossuficientes dessa commodity, entre eles o Brasil, e com isso não há justificativa plausível para o país manter o preço do seu barril para uso próprio dependente da oscilação preço do barril internacional (isso apenas valeria para os casos de exportação), que junto com a oscilação do câmbio formam a atual política de preços de combustíveis no Brasil.

Essa política de preços, desde Temer, tem sido mantida até a presente data nesta coluna. Medida esta, que com todo o desastre econômico, ambiental e sanitário causado pelo atual governo, tem se mostrado cada vez mais rígida e impositiva para a desvalorização cambial, alavancando os preços dos combustíveis a níveis absurdos, que historicamente não foram verificados no Brasil.

Devemos lembrar que, um dos principais fatores que afetam as relações internacionais e com isso, o câmbio, são as boas relações diplomáticas entre os países. Contudo, o Brasil, desde 2019, ou até mesmo antes, quando o então deputado Jair Bolsonaro atacava as principais relações comerciais do Brasil, especialmente a China, tem gerado uma deterioração dessas relações.

Com isso, as relações comerciais e empresariais entre o Brasil e os demais países do mundo passaram a se desgastar, além de enfraquecer a capacidade diplomática do Brasil perante as maiores potências mundiais. Hoje, o então presidente não só ataca a China, mas com a mudança de presidente nos Estados Unidos, ataca também o presidente norte-americano Joe Biden, além dos representantes das principais potências europeias, como a Alemanha e França.

Esse isolamento social e econômico do Brasil foi, recentemente, refletido pela cúpula do G20, em Roma, quando Bolsonaro não conseguiu se incluir em nenhuma das rodas de conversas dos representantes ali presentes. Esse fardo, que hoje afeta a vida do brasileiro, tem como um de seus resultados a oscilação cambial, que afeta também o preço do barril de petróleo, aumentando assim o valor dos combustíveis na bomba.

Como desculpa, Bolsonaro tenta agredir os governadores e, falaciosamente, culpá-los através do ICMS, não sei se por má fé ou falta de conhecimento. O presidente não se atém ao fato de que essa cobrança é a mesma porcentagem desde antes do seu governo e em nada é responsável pelo brutal aumento do combustível. Ela apenas incide como uma parcela no valor do combustível.

Assim, o aumento da arrecadação através dessa tributação é devido ao aumento do preço do combustível por conta da política de preços adotada e não por alguma interferência dos governos de estados (ex.: supondo que a alíquota do estado seja de 28% e o preço inicial do combustível 1 real, temos o aumento do preço do combustível para 1,1 real, logo: 10,28=0,28 e 1,10,28=0,308).

Respondendo, então, à pergunta do presidente, a culpa é sim sua e do ex-presidente Michel Temer, que corroboram com essa política de preços atual da Petrobras. E não adianta aparecer com um discurso de que prometeu não interferir na petroleira, mas querer privatizá-la também é interferência.

A sua responsabilidade, como presidente, é se ater aos problemas da sociedade e solucioná-los. Sabendo que entre esses problemas, um dos mais graves é o combustível, então deveria ater-se a trabalhar para que essa política de preços fosse mudada, podendo assim controlar e até subsidiar valores para que a população pudesse voltar a consumir decentemente e podendo, então, buscar conter a inflação atual.

Não me venha também dizer que isso feriria o teto de gastos, pois este já foi condenado pelo senhor mesmo, tendo como principal instrumento um calote nacional que é a PEC dos Precatórios. Em especial, reavalie a posição do Sr. Paulo Guedes e Sr. Roberto Campos Neto, que apenas lucraram com a desvalorização do câmbio que causou todo esse problema que hoje vivemos.

Podemos ver, para alguns desde o início e para outros demoraram dois anos, que o lema do senhor “Brasil acima de tudo e Deus acima de todos” deveria ser “Brasília acima de tudo e Deus que salve a população”, pois em breve, penso eu, até Ele o senhor estará culpando pelos erros que comete.


Quem é João Gabriel de Araujo Oliveira?

João Gabriel de Araujo Oliveira é doutorando em Economia Política pela Universidade de Brasília. Mestre em Economia Regional, com ênfase na pesquisa sobre “Distribuição de Renda e Orientação Política”. Formado em Ciências Econômicas pela UEL.

* As opiniões das colunas são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a visão do Canal MyNews


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Combustíveis aumentaram mais que a inflação e salário mínimo. Entenda por quê https://canalmynews.com.br/economia/combustiveis-aumentaram-mais-inflacao-salario-minimo/ Tue, 26 Oct 2021 00:28:40 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/combustiveis-aumentaram-mais-inflacao-salario-minimo/ Diversos fatores influenciam o aumento dos preços dos combustíveis, em especial a política de paridade com o mercado internacional e a variação cambial

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Com mais um reajuste dos combustíveis anunciado pela Petrobras, válidos a partir desta terça-feira (26), o percentual de aumento dos combustíveis apenas em 2021 alcançou as incríveis marcas de 73% para a gasolina e de 65% para o óleo diesel. Na maioria das capitais o preço do litro da gasolina já ultrapassou os R$ 6 e em algumas já é possível pagar até R$ 7 pelo litro do combustível. O impacto dos sucessivos reajustes pode ser visto na inflação do país – que já chegou aos dois dígitos.

A partir dessa terça, o preço médio de venda do litro de gasolina na distribuidora passará de R$ 2,98 para R$ 3,19, ou seja, um reajuste médio de R$ 0,21. É o segundo aumento só em outubro, quando a gasolina subiu 7,2%, no dia 8. Em relação ao óleo diesel, o preço médio do litro vendido pela petroleira aumentará de R$ 3,06 para R$ 3,34 por litro, um aumento de R$ 0,28. O último reajuste do diesel foi anunciado em 27 de setembro, um reajuste de 8,9%.

Política de preços dos combustíveis adotada pela Petrobras completa 5 anos em 2021
Política de preços adotada pela Petrobras completa cinco anos em 2021

O economista Bruno Wanderley Freitas, da Datagro, contextualiza que os reajustes dos combustíveis têm relação com a política de preço de paridade de importação da Petrobras (PPI), que ajusta o preço da gasolina de acordo com o mercado internacional e foi adotado pela Petrobras desde 2016.

“Por que o preço os preços dos combustíveis estão aumentando, especialmente nesse período recente, desde o início da pandemia? Isso vem de um contexto de recuperação do preço do petróleo no mercado internacional, especialmente agora, com retomada da demanda, mas também com a oferta global que continua retida e controlada especialmente pelos países membros da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). Hoje o petróleo WTI está girando em torno de US$ 83, US$ 84, o barril, o maior preço desde meados de 2014”, explica Freitas.

Ele acrescenta que a variação do dólar também influencia no preço final dos combustíveis. “A precificação dos combustíveis no Brasil também é influenciada pela taxa de câmbio. Antes da pandemia, em janeiro de 2020, a taxa de câmbio girava em torno de R$ 4 e hoje estamos com o dólar em torno de R$ 5,70, bastante valorizado. E por que influencia? Por mais que o Brasil tenha se tornado autossuficiente em produção em petróleo, as refinarias foram desenhadas na época da ditadura para refinar o petróleo leve e ele era importado. Então, a capacidade para processar o petróleo pesado é obsoleta e por isso o Brasil ainda importa uma parte dos derivados, de diesel e petróleo leve para compor o processamento das refinarias”, complementa Bruno Farias.

Dieese comparou reajustes dos combustíveis com o salário mínimo e a inflação

Segundo levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) a pedido da Federação Única dos Petroleiros (FUP), nos últimos cinco anos (outubro de 2016 a outubro de 2021), o reajuste nas refinarias foi de 107,7% para a gasolina; 92,1% para o óleo diesel; e de 287,9% para o gás de cozinha. A inflação do mesmo período foi de 25,4%, segundo o IPCA/IBGE, enquanto o salário mínimo não teve ganho real e variou 25% abaixo da inflação.

Nos postos de combustíveis, o aumento acumulado em cinco anos foi de 74,1% para a gasolina; de 68,2%, no diesel; e de 84,2%, no gás de cozinha. O botijão de 13Kg do gás de cozinha era vendido em outubro de 2016 por R$ 69,21 no Brasil. O litro da gasolina era vendido a R$ 4,58, enquanto o óleo diesel custava R$ 3,76. O levantamento do Dieese/FUP mostra que o preço médio desses produtos na última semana eram de R$ 101,96 para o botijão de gás de cozinha (subiu 47% em cinco anos); R$ 6,36 – o litro da gasolina (alta de 39%) e R$ 4,98 para o litro do diesel (alta de 32%). O Dieese usou estatísticas oficiais da Petrobras (refinarias) e da Agência Nacional de Petróleo, Biocombustíveis e Gás Natural (postos).

Instabilidade econômica e política do país também têm influência nos reajustes

Numa entrevista na manhã desta segunda (25) a uma rádio de Mato Grosso do Sul o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) atribuiu os reajustes dos combustíveis à falta de refinarias no Brasil e sugeriu que as que existem, precisam ser vendidas. “Já vendemos duas refinarias, são 13, se não me engano, pretendemos vender mais, mas vender com responsabilidade. O que a gente precisa aqui? Fazer uma refinaria no Brasil e nós não temos dinheiro para tal, se nós tivermos um preço desajustado com o de lá de fora, o capital externo ou interno não vai querer fazer refinaria no Brasil”, disse, voltando a falar sobre a possibilidade de privatização da Petrobras.

Na avaliação de Rodrigo Leão, coordenador-técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), o que está acontecendo é uma mudança na economia internacional que está afetando o preço do barril de petróleo, aliado a um comportamento instável do ponto de vista da economia por parte do governo brasileiro, que gera desconfiança de investidores e influencia na variação cambial do dólar no país.

“Esse aumento é reflexo dessa situação. A gente vive um atual governo que tem uma estratégia clara de desinformação. O mais grave é que a estratégia econômica do governo em várias áreas é de omissão e a justificativa para tudo é vender ativos, privatizar, na expectativa de que entre 5 e 10 anos vão acontecer investimentos. Mas não adianta dizer isso porque não vai ter investimento. Depois das privatizações dos anos 1990, só nos anos 2000 o estado voltou a atuar na economia e do ponto de vista prático, as empresas que entrarem no setor vão continuar vendendo a preço internacional, a não ser que o estado tenha um papel ativo de combater um ciclo de valorização dos combustíveis”, considera Rodrigo Leão.

Mexer no ICMS não é suficiente para baixar preços

Leão explica que o sistema de refinarias da Petrobras foi planejado de forma integrada para atender ao mercado brasileiro, com a produção das refinarias se complementando por região. “Do ponto de vista do preço, a gestão da Petrobras é igual a qualquer operadora privada. Essas justificativas são uma forma de o governo desvirtuar o foco do debate e jogar o foco na privatização”, acrescenta, complementando que apenas mexer na cobrança do ICMS também não vai resolver o problema do alto preço dos combustíveis.

“O ICMS é cobrado por alíquota. O imposto sobe sempre que o preço sobe. Uma reavaliação do ICMS elimina uma distorção significativa no preço, mas não vai reduzir o preço. É uma boa medida, mas tem impacto nas contas públicas dos estados. O governo poderia resolver negociando com o Congresso e com os entes interessados, mas não vai fazer isso. Tem uma omissão do governo federal de fazer políticas públicas e até medidas que seriam interessantes, que não resolveriam o problema, mas seriam estruturalmente importantes, são feitas de maneira completamente desarticulada e sem participação dos entes interessados”, completa.

Saiba mais sobre o reajuste da gasolina e do óleo diesel no MyNews Investe, no Canal MyNews

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Petrobras anuncia novo reajuste nos preços do diesel e da gasolina https://canalmynews.com.br/economia/petrobras-anuncia-novo-reajuste-nos-precos-do-diesel-e-da-gasolina/ Mon, 25 Oct 2021 20:42:17 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/petrobras-anuncia-novo-reajuste-nos-precos-do-diesel-e-da-gasolina/ Nas refinarias, litro da gasolina terá alta de 7,04%, enquanto diesel sobe 9,15%

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A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (25) que subirá, mais uma vez, o preço dos combustíveis nas refinarias. O aumento será da ordem de 7% e do diesel de 9,15%. Com isso, o preço de média de venda do litro de gasolina na distribuidora passará de R$ 2,98 para R$ 3,19, ou seja, um reajuste médio de R$ 0,21. É o segundo aumento só em outubro, quando a gasolina subiu 7,2%, no dia 8.

Em nota oficial, a estatal afirmou que o reajuste entrará em vigor já nesta terça-feira (26). De acordo com a companhia, a correção nos preços é importante para assegurar que “o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento”. Como justificativa, a empresa assegura que e o fenômeno é “parte da elevação nos patamares internacionais de preços de petróleo, impactados pela oferta limitada frente ao crescimento da demanda mundial, e da taxa de câmbio”.

Gráfico "Preço dos combustíveis nas refinarias".
Gráfico “Preço dos combustíveis nas refinarias”. Foto: Reprodução (MyNews).

Para as distribuidoras, o valor a ser pago diretamente às refinarias será de R$ 3,19 (alta de R$ 0,21 por litro) na gasolina e R$ 3,34 (reajuste de R$ 0,28 por litro) no diesel.

Já para o consumidor, o valor praticado, no caso da gasolina, é acrescido por 27% de etanol anidro e 73% de gasolina mais impostos. Para o diesel, soma-se ao valor final a mistura de 12% de biodiesel e 88% de diesel – nos dois casos, há ainda a margem de lucro imposta pelas distribuidoras.

A alta já havia sido antecipada extraoficialmente pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). No domingo (24), durante um evento em Brasília, o chefe do Executivo informou que “infelizmente, pelos números do preço do petróleo lá fora e do dólar aqui dentro, nos próximos dias, a partir de amanhã, infelizmente teremos reajuste do combustível”.

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Petrobras não vai atender toda a demanda de combustíveis em novembro https://canalmynews.com.br/mynews-investe/petrobras-nao-vai-atender-demanda-combustiveis-novembro/ Wed, 20 Oct 2021 00:02:07 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/petrobras-nao-vai-atender-demanda-combustiveis-novembro/ Petrobras informou que recebeu uma “demanda atípica” para o mês e por isso não atenderá todos os pedidos. Associação de Distribuidoras havia alertado para possibilidade de desabastecimento

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A Petrobras informou que não vai conseguir atender todos os pedidos de fornecimento de combustíveis para o mês de novembro. “A Petrobras recebeu pedidos muito acima dos meses anteriores e de sua capacidade de produção. Apenas com muita antecedência, a Petrobras conseguiria se programar para atender essa demanda atípica”, explicou a nota da empresa.

Em fevereiro de 2021, gasolina é vendida pelo preço médio de R$ 4,833.
Em muitos estados preço do litro da gasolina já está em R$ 7. Foto: Tomaz Silva (Agência Brasil).

A confirmação da notícia veio quase uma semana depois da Associação das Distribuidoras de Combustíveis Brasilcom, representante de 40 distribuidoras regionais de combustíveis, ter afirmado que a petroleira estava realizando cortes unilaterais nos pedidos para fornecimento de gasolina e óleo diesel. Alguns cortes chegavam a 50% dos pedidos.

Na nota da associação, eles afirmavam que o Brasil estava em “situação potencial de desabastecimento”, já que as empresas também não estavam conseguindo comprar combustíveis no exterior, onde os preços do mercado são “bem superiores aos praticados no Brasil”.

Com sucessivos reajustes, para acompanhar o preço do barril de petróleo no mercado internacional, cotado em dólar, a gasolina é um dos itens que mais tem pesado no cálculo da inflação no país, com impacto direto em diversas cadeias produtivas.

Somente em 2021, de acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo e Gás Natural (ANP), a gasolina já subiu 36% e o óleo diesel já aumentou 37%, desde 1º de janeiro. Em alguns estados, o preço do litro da gasolina já ultrapassa os R$ 7.

Assista ao MyNews Investe, de segunda a sexta, em três edições diárias, no Canal MyNews. Apresentação de Thais Skodowski

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Petrobras reajusta em 7,2% preço do gás de cozinha e da gasolina https://canalmynews.com.br/economia/petrobras-reajusta-gas-de-cozinha-gasolina/ Sat, 09 Oct 2021 00:19:16 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/petrobras-reajusta-gas-de-cozinha-gasolina/ Segundo o IBGE, a gasolina aumentou 39,6% e o gás de cozinha foi reajustado em 34,6% nos últimos 12 meses

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A partir deste sábado (9), o gás de cozinha e a gasolina serão reajustados em 7,2%, nas refinarias da Petrobras. O anúncio foi feito nesta sexta-feira. O quilo do gás de cozinha passará de R$ 3,60 para R$ 3,86; enquanto o litro da gasolina vendida nas refinarias da Petrobras sairá de R$ 2,78 para R$ 2,98. A Petrobras já havia anunciado um reajuste de 8,88% no valor do óleo diesel no final de setembro.

Segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a gasolina foi reajustada 39,6% e o gás de cozinha teve reajuste de 34,67% em 12 meses – até o mês de setembro.

Em fevereiro de 2021, gasolina é vendida pelo preço médio de R$ 4,833.
Gasolina e gás de cozinha serão reajustados em 7,2% a partir deste sábado / Foto: Tomaz Silva (Agência Brasil).

Entre as explicações para os reajustes estão o preço do barril de petróleo no mercado internacional e a cotação do dólar. O barril do petróleo está sendo vendido a US$ 82,48 nesta sexta (9), enquanto o dólar alcançou a cotação de R$ 5,51.

O preço dos combustíveis é um dos fatores que tem contribuído para a alta da inflação, que no mês de setembro teve alta de 1,16% – o maior resultado para o mês desde 1994. Nos últimos 12 meses, o Brasil acumula uma inflação de 10,25%.

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IPCA fica em 0,87% em agosto – maior taxa de inflação para este mês desde 2000 https://canalmynews.com.br/mynews-investe/ipca-087-agosto-maior-inflacao-desde-2000/ Thu, 09 Sep 2021 21:49:43 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/ipca-087-agosto-maior-inflacao-desde-2000/ Índice de inflação foi puxado principalmente pela alta no preço da gasolina, que acumula no ano 31,09% de reajuste

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (09) o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice que mede a inflação no Brasil, referente ao mês de agosto, e ele veio acima da expectativa, ficando em 0,87%. A expectativa era que o índice ficasse em torno de 0,70%.

Puxado pelo aumento no preço da gasolina, a taxa foi a maior para um mês de agosto desde 2000. Com isso, temos visto a inflação acumulada em 12 meses ficando cada vez mais acima do teto previsto pelo governo para este ano, que era de 5,25%.

Mas não foi só a gasolina que influenciou em mais essa alta do IPCA. O preço dos alimentos continua subindo, assim como foram registradas altas nos setores de vestuário, artigos de residência e transporte.

Com elevação de 11,18%, gasolina foi o item que mais pressionou a inflação em março.
Reajuste no preço da gasolina e dos alimentos influenciaram aumento da inflação/Foto: Pedro França/Agência Senado

O MyNews Investe falou com analistas, para que eles falassem um pouco sobre os números divulgados pelo IBGE. Arnaldo Curvello, da Galápagos Wealth, disse que parece claro que a inflação passou para outro patamar e que estamos vendo o índice se aproximar de 2 dígitos.

Já o analista do BTG Pactual Wealth Management disse que para os próximos meses existe uma expectativa que indica que esses preços podem continuar subindo, pressionados pelo aumento da mobilidade social e pelo relaxamento das normas de restrição: as pessoas estão voltando para as ruas, consumindo mais, os preços estão subindo. Além disso, a falta de chuva pode provocar novos aumentos na energia elétrica, o que também pode pressionar a inflação.

Assista ao MyNews Investe de segunda a sexta, a partir do meio-dia, no Canal MyNews. Apresentação de Gabriela Lisbôa e Mara Luquet

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Petrobras anuncia aumento do preço da gasolina nas refinarias https://canalmynews.com.br/economia/petrobras-anuncia-aumento-do-preco-da-gasolina-nas-refinarias/ Thu, 12 Aug 2021 17:09:05 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/petrobras-anuncia-aumento-do-preco-da-gasolina-nas-refinarias/ Medida corresponde ao nono reajuste de valor em 2021. Gasolina da Petrobras já subiu 51% este ano

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Passa a valer nesta quinta-feira (12) o reajuste de 3,3% no preço médio da gasolina, anunciado ontem pela Petrobras – o valor do litro do combustível nas refinarias subiu de R$ 2,69 para R$ 2,78.

Refinaria Clara Camarão, em Guamaré, no Rio Grande do Norte.
Refinaria Clara Camarão, em Guamaré, no Rio Grande do Norte. Foto: Divulgação (Petrobras)

O aumento corresponde à segunda correção realizada pela estatal em menos de cinco meses, período em que o general da reserva Joaquim Silva e Luna responde como presidente da estatal (a posse foi formalizada no dia 19 de março). No acumulado do ano, a gasolina produzida pela Petrobras já subiu cerca de 51%.

O preço médio do diesel, que em 2021 soma um crescimento de 40%, não sofreu alteração.

O repasse dessa revisão ao consumidor final não é garantido. O acréscimo nas bombas, no entanto, deve ser constatado por vias indiretas, como a margem da distribuição e revenda, impostos e adição obrigatória de etanol anidro e biodiesel.


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Petrobras sobe preços de combustíveis mais uma vez https://canalmynews.com.br/economia/petrobras-sobe-precos-de-combustiveis-mais-uma-vez/ Mon, 01 Mar 2021 16:12:16 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/petrobras-sobe-precos-de-combustiveis-mais-uma-vez/ No ano, é a quinta alta da gasolina e a sexta do diesel. Elevações fizeram Bolsonaro trocar comando da estatal

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A Petrobras anunciou mais uma elevação nos preços da gasolina e do diesel nas refinarias. O reajuste entra em vigor nesta terça-feira (02). A alta foi de 4,8% no preço médio da gasolina, o equivalente a R$ 0,12 por litro. Já o diesel teve aumento de 5%, de R$ 0,13 por litro.

Esta é a quinta alta no preço da gasolina e a quarta do valor do diesel em 2021. No ano, a gasolina acumula alta de 41,3% e o diesel 34,16%. Em dezembro, o litro da gasolina custava em média R$ 1,84 e o diesel R$ 2,02. Agora, os valores são, respectivamente, R$ 2,60 e R$ 2,71 por litro.

Por decreto presidencial, postos de combustíveis devem informar a composição dos preços cobrados.
Por decreto presidencial, postos de combustíveis devem informar a composição dos preços cobrados. Foto: Roberto Parizotti (Fotos Públicas).

Além da elevação dos combustíveis, a Petrobras anunciou que o gás de cozinha também vai ficar mais caro. A alta é de 5%, média de R$ 1,90 para o botijão de 13kg, que chegou a R$ 39,69.

As consecutivas altas nos preços fizeram com que o presidente Jair Bolsonaro trocasse o comando da Petrobras. O presidente indicou o general Joaquim Silva e Luna para a vaga de Roberto Castello Branco, que fica no cargo até o dia 20 de março.

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Troca no comando da Petrobras será “suave e eficiente”, diz Castello Branco https://canalmynews.com.br/mais/atual-gestao-da-petrobras-contribuira-para-a-troca-de-comando-na-estatal/ Thu, 25 Feb 2021 19:38:07 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/atual-gestao-da-petrobras-contribuira-para-a-troca-de-comando-na-estatal/ Presidente da estatal disse que vai ajudar na transição para Silva e Luna, indicado de Bolsonaro

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A atual diretoria da Petrobras vai contribuir com a troca de gestão para que o processo transcorra de maneira “suave e eficiente”. A afirmação é do presidente da estatal, Roberto Castello Branco, que fica no cargo até 20 de março.

A manifestação de Castello Branco foi a primeira após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) indicar o general Joaquim Silva e Luna para o comando da Petrobras. A decisão foi tomada após consecutivos reajustes nos preços dos combustíveis.

Atual presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou que contribuirá para uma transição de poder "suave e eficiente".
Atual presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou que contribuirá para uma transição de poder “suave e eficiente”. Foto: Tânia Rêgo (Agência Brasil).

Em videoconferência, o executivo disse que vai manter as estratégias adotadas até o fim do mandato no mês que vem.

“Nós continuamos a trabalhar normalmente pelo menos até 20 de março, o que estamos fazendo não mudará… inclusive no que diz respeito a paridade nos preços de importação”, afirmou.

A reunião foi convocada para apresentação dos resultados da empresa em 2020. Ao abrir o evento, Castello Branco falou que a estratégia traçada pela atual coordenação jamais deixou de ser a diretriz administrativa, defendendo, em seguida, a política de taxação de preços praticadas pela petroleira.

“Desde janeiro de 2019, quando eu tomei posse na presidência da Petrobras, nós começamos a implementar uma estratégia que foi seguida à risca. Rigorosamente. Não nos desviamos em nenhum momento dela”.

Destacando a necessidade de seguir flutuação mundial das importações referentes ao setor – tendo em vista que se trata de commodities internacionais e que grande parcela da dívida da Petrobras é em dólar –, o gestor afirmou ser “surpreendente, em pleno século 21, dedicarmos tanto tempo à discussão sobre regra da paridade de importação de combustíveis”. Segundo ele, os preços abaixo do mercado internacional produzem “consequências negativas”.

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Em críticas à Petrobras, Bolsonaro diz que vai zerar imposto sobre diesel https://canalmynews.com.br/mais/bolsonaro-critica-petrobras-e-retira-impostos-sobre-diesel/ Fri, 19 Feb 2021 14:53:42 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/bolsonaro-critica-petrobras-e-retira-impostos-sobre-diesel/ Presidente criticou administração da petroleira e afirmou que nos próximos dias ‘alguma coisa vai acontecer na Petrobras’

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticou a Petrobras pelas altas consecutivas no preço dos combustíveis, e afirmou que vai retirar, por dois meses, os impostos federais sobre o diesel e, por tempo indeterminado, sobre o gás de cozinha. O anúncio ocorreu nesta quinta-feira (18) durante uma transmissão do presidente nas redes sociais.

“A partir de 1º de março não haverá qualquer imposto federal no diesel. Nesses dois meses, vamos estudar uma maneira definitiva de zerar esse imposto até para ajudar a contrabalancear esse aumento excessivo da Petrobras”, declarou Bolsonaro.

Caminhoneiros articulam greve para requisitar a diminuição no preço do diesel.
Caminhoneiros articulam greve para requisitar a diminuição no preço do diesel. Foto: Pedro França (Agência Senado).

E acrescentou: “Hoje à tarde, reunido com a equipe econômica, tendo à frente o ministro Paulo Guedes, decisão nossa: a partir de 1º de março agora, não haverá mais qualquer tributo federal no gás de cozinha, ad eternum“.

O presidente reafirmou também a autonomia da petroleira referente à tomada de decisões administrativas, dizendo que não pode interferir na estatal. Na sequência, porém, indicou que pode operar mudanças na empresa, mas não as citou diretamente.

“Se bem que alguma coisa vai acontecer na Petrobras nos próximos dias. Tem que mudar alguma coisa. Vai acontecer”, afirmou.

Sem mencionar nomes, Bolsonaro acentuou sua desaprovação mediante a gestão da Petrobras, críticas compreendidas como alusões ao comando do presidente da empresa, Roberto Castello Branco, que, no começo do mês, se reuniu com os ministros Paulo Guedes (Economia), Bento Albuquerque (Minas e Energia), Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), além do próprio presidente da República.

“Se você vai pra cima da Petrobras, ela fala: ‘opa, não é obrigação minha’. Ou como disse o presidente da Petrobras outro dia: ‘eu não tenho nada a ver com caminhoneiro, aumento o preço’”, queixou-se Bolsonaro. No final de janeiro, ao ser questionado acerca de uma possível greve dos caminhoneiros, Castello Branco alegou que “este é um problema que não é da Petrobras”.

Outra crítica mencionada pelo presidente foi dirigida à Agência Nacional de Petróleo (ANP), caracterizada como ineficaz: “Eu não posso chamar atenção da Agência Nacional de Petróleo, porque é independente, mas tem atribuição também. Não faz nada.”

A assessoria da Petrobras informou que não comentará as declarações de Bolsonaro.

Alta nos preços

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (18) um novo aumento nos preços médios de venda da gasolina e do diesel, que entrou em vigor nesta sexta-feira (19). O valor de distribuição da gasolina para as refinarias da empresa passará a ser de R$ 2,48 por litro (aumento médio de R$ 0,23), e do diesel, R$ 2,58 por litro (elevação de R$ 0,34).

É a quarta alta consecutiva nos preços da gasolina, e a terceira no valor do diesel. Com o reajuste, os combustíveis acumulam desde o início do ano, respectivamente, altas de 34,78% e 27,72%.

De acordo com a pesquisa semanal da ANP, nas bombas, a gasolina já está 5,8% mais cara desde a primeira semana de 2021, comercializada a R$ 4,833 na média; o diesel era vendido a R$ 3,875.

Em nota oficial, a Petrobras afirma que mantém o alinhamento dos preços em relação ao praticado no mercado internacional, fator “fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga sendo suprido sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras”.

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Petrobras sobe preço dos combustíveis mais uma vez https://canalmynews.com.br/mais/petrobras-anuncia-novo-aumento-nos-combustiveis/ Thu, 18 Feb 2021 20:09:44 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/petrobras-anuncia-novo-aumento-nos-combustiveis/ Em 2021, preço da gasolina acumula altas que somam 34%. Já valor do diesel subiu 27%

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A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (18) um novo aumento nos preços médios de venda da gasolina e do diesel, que entrará em vigor a partir desta sexta-feira (19). O valor de distribuição da gasolina para as refinarias da empresa passará a ser de R$ 2,48 por litro (aumento médio de R$ 0,23), e do diesel, R$ 2,58 por litro (refletindo alta de R$ 0,34).

É a quarta alta consecutiva nos preços da gasolina, e a terceira no valor do diesel. Com o reajuste, os combustíveis acumulam desde o início do ano, respectivamente, altas de 34,78% e 27,72%.

Em fevereiro de 2021, gasolina é vendida pelo preço médio de R$ 4,833.
Em fevereiro de 2021, gasolina é vendida pelo preço médio de R$ 4,833. Foto: Tomaz Silva (Agência Brasil).

De acordo com a pesquisa semanal da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), nas bombas, a gasolina já está 5,8% mais cara desde a primeira semana de 2021, comercializada a R$ 4,833 na média; o diesel era vendido a R$ 3,875.

Em nota oficial, a Petrobras afirma que mantém o alinhamento dos preços em relação ao praticado no mercado internacional, fator “fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga sendo suprido sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras”.

Os preços internacionais do petróleo atingiram nesta quarta-feira (17) os maiores percentuais desde janeiro do ano passado. O barril do tipo Brent fechou em alta de 1,6% (US$ 61,14), enquanto o petróleo dos Estados Unidos – WTI – cresceu 1,8% (US$ 61,14).

“O preço médio da gasolina ao consumidor final no Brasil está 17% inferior à média global e ocupa a 56ª posição do ranking sendo, portanto, inferior aos preços observados em 111 países”, aponta a companhia. “Em ambos os casos, os preços médios no Brasil estão abaixo dos preços registrados no Chile, Argentina, Peru, Canadá, Alemanha, França e Itália”.

Inflação

Na segunda prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de fevereiro, conduzida e publicada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a inflação da gasolina mais do que dobrou.

A crescente é notada tanto nos preços ao consumidor, que passou de 1,67% em janeiro para 3,65% em fevereiro, quanto ao produtor, que após sentir a alta de 5,46% no mês passado, enfrenta, agora, a subida de 13,47%.

Denominado ‘inflação do aluguel’, por ser empregado no reajuste da maioria dos contratos de locação imobiliária, o IGP-M ficou em 2,29% na segunda prévia de fevereiro, percentual abaixo dos 2,37% indicados em janeiro. No acumulado dos últimos 12 meses, no entanto, o índice passou de 25,46% para 28,64%.

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