Torres diz que documento encontrado foi vazado ‘fora de contexto’ ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres foi preso pela PF neste sábado (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil) POLÍTICA

Torres diz que documento encontrado foi vazado ‘fora de contexto’

Ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do DF está nos EUA

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  • Ex‑ministro da Justiça Anderson Torres afirmou que a minuta de decreto de estado de defesa apreendida pela PF em sua residência, em 11 de março, foi vazada “fora do contexto”.
  • O documento, segundo a Folha, teria objetivo de alterar o resultado das eleições de 2022 no TSE, e sua descoberta motivou mandado de busca e prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes (STF).
  • A operação seguiu investigação que apontou omissão e conivência das autoridades de segurança do Governo do Distrito Federal durante os protestos antidemocráticos de 8 de março em Brasília.
  • Torres, que deixou o Ministério da Justiça para ser secretário de Segurança Pública do DF e foi exonerado após a invasão ao Congresso, STF e Palácio do Planalto, declarou ter consciência tranquila sobre sua atuação como ministro.

O ex-ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro Anderson Torres declarou que um documento apreendido na terça-feira (11) pela Policia Federal (PF) em sua casa foi “vazado fora do contexto”.

Torres foi alvo de um mandado de busca e apreensão e de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), depois que a PF apontou omissão e conivência das autoridades de segurança do Governo do Distrito Federal (DF) no controle de atos antidemocráticos em Brasília, no domingo (8).

Ao deixar o Ministério da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro, ele se tornou Secretário de Segurança Pública do DF, mas foi exonerado após os protestos, que terminaram com a invasão e depredação do Congresso, do STF e do Palácio do Planalto.

De acordo com reportagem do jornal Folha de S.Paulo, a PF aprendeu na casa de Torres uma minuta de um decreto de estado de defesa para ser cumprido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo a publicação, o documento teria objetivo de “mudar o resultado das eleições de 2022”.

Pelas redes sociais, Anderson Torres explicou que ministros recebem documentos, sugestões e propostas “dos mais diversos tipos”. Segundo ele, a minuta estaria em uma pilha de documentos que seriam descartadas.

“O citado documento foi apanhado quando eu não estava lá e vazado fora de contexto, ajudando a alimentar narrativas falaciosas contra mim. Fomos o primeiro ministério a entregar os relatórios de gestão para a transição. Respeito a democracia brasileira. Tenho minha consciência tranquila quanto à minha atuação como ministro”, declarou.

Anderson Torres está nos Estados Unidos em férias. Segundo seu advogado, ele voltará ao Brasil “logo que possível”.

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