Ministro do STF suspende resolução que zera imposto de importação de armas O ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal). Foto: Fellipe Sampaio (SCO-STF) Judiciário

Ministro do STF suspende resolução que zera imposto de importação de armas

Ação atende a um pedido do PSB; taxa continua em vigor até julgamento pela Corte

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  • Ministro Edson Fachin, do STF, suspendeu nesta segunda‑feira (14) a resolução que zeraria o imposto de importação de revólveres e pistolas.
  • A medida, anunciada pelo governo na semana anterior e prevista para vigorar a partir de 1º de janeiro, foi contestada pelo PSB.
  • O PSB argumentou risco à segurança pública, ausência de interesse social e que o Brasil já paga impostos elevados.
  • Com a suspensão, a alíquota de 20 % volta a valer até que o plenário do STF decida, alegando possível prejuízo à indústria nacional.

O ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal) suspendeu nesta segunda-feira (14) a resolução anunciada pelo governo na última semana que zerava o imposto para a importação de revólveres e pistolas. O benefício passaria a valer a partir de 1º de janeiro.

Fachin atendeu a um pedido do PSB, que alegou que esse decreto colocaria em risco a segurança dos brasileiros, já que poderia aumentar o número de armas em circulação. Também argumentou que não se trata de uma medida de interesse social, ou seja, não traz benefício prático para a sociedade em uma época de pandemia.

O PSB alegou ainda que o brasileiro paga impostos muito altos e, se a intenção é zerar algum, que não seja o de armas.

Com a decisão, volta a valer a alíquota de 20% para importação de pistolas e revólveres até que o plenário do STF discuta e decida sobre a questão.

ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal)
O ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal).
(Foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF)

Segundo o ministro do STF, a iniciativa de zerar a tarifa tem grave impacto na indústria nacional, sem fundamentação juridicamente relevante para isso. E considerou que há significativo risco de desindustrialização de um setor estratégico para o país no comércio internacional.

Fachin também considerou a atitude inadequada do ponto de vista da segurança pública.

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