Empresários são investigados por dívida de R$ 5 bilhões com a União Prédio sede da Polícia Federal_Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil "FANTASMAS"

Empresários são investigados por dívida de R$ 5 bilhões com a União

Segundo a PF, uma apuração da Receita detectou que um grupo de empresários criou mais de 50 empresas, a maioria “fantasmas”, apenas para burlar o pagamento de impostos federais

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  • Polícia Federal e Receita Federal cumpriram, nesta quarta‑feira (18), 10 mandados de busca contra empresários que devem mais de R$ 5 bi em impostos à União.
  • A 2ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro bloqueou judicialmente mais de 40 imóveis (≈R$ 38 mi), 120 veículos e um iate de R$ 14 mi.
  • Investigações apontaram a criação de mais de 50 empresas fantasmas e o uso de “laranjas” para ocultar proprietários e sonegar tributos.
  • Os investigados respondem por sonegação, associação criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro, com bloqueio de bens solicitado pela PGFN.

Policiais federais cumprem, nesta quarta-feira (18), dez mandados de busca e apreensão contra um grupo de empresários suspeitos de dever mais de R$ 5 bilhões em impostos à União. Além dos mandados, a 2ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro determinou o bloqueio judicial de diversos bens, como imóveis, veículos e um iate de R$ 14 milhões.

A operação da Polícia Federal (PF) está sendo realizada em conjunto com a Receita Federal. Segundo a PF, uma apuração da Receita detectou que um grupo de empresários criou mais de 50 empresas, a maioria “fantasmas”, apenas para burlar o pagamento de impostos federais.

Ainda de acordo com a PF, esses empresários também usavam “laranjas” (pessoas usadas para ocultar os verdadeiros proprietários de algum empreendimento) para que não fossem responsabilizados pelas dívidas.

Todos os bens do grupo empresarial foram bloqueados, a pedido da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, para garantir o pagamento da dívida tributária. Entre os bens estão mais de 40 imóveis, avaliados em cerca de R$ 38 milhões; mais de 120 veículos; e um iate avaliado em R$ 14 milhões.

Os empresários alvos da ação desta quarta-feira, chamada de Operação Sucata, são acusados de sonegação de impostos, associação criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro.

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