Enel tem 3 dias para restabelecer energia em São Paulo São Paulo sem luz após temporal que atingiu a região | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil APAGÃO

Enel tem 3 dias para restabelecer energia em São Paulo

Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que a prioridade do governo federal é restabelecer a eletricidade para imóveis que continuam sem luz

00:00
  • O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, determinou à Enel que restabeleça a energia em São Paulo em até 3 dias, após o temporal de 11/03 que deixou sem luz mais de 400 mil imóveis.
  • A força‑tarefa reúne 2 900 profissionais de Enel e de outras concessionárias (CPFL, EDP, ISA CTEEP, Eletrobras, Light, Energisa), além de mais de 200 caminhões e 50 equipamentos.
  • O objetivo é garantir o fornecimento elétrico à capital e à região metropolitana, prioridade do governo federal.
  • Silveira criticou a Enel por falha de comunicação e avisou que distribuidoras poderão sofrer penalidades se não melhorarem a frequência e a duração de apagões.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta segunda-feira (14), na capital paulista, que a prioridade do momento para o governo federal é a de restabelecer a energia elétrica para os mais de 400 mil imóveis em São Paulo e região metropolitana, que continuam sem luz ainda depois do temporal que atingiu a região na sexta-feira (11). 

Segundo o ministro, além da Enel, responsável pela distribuição da energia para as áreas afetadas, que tem 1.400 profissionais atuando para restabelecer o serviço, o trabalho será reforçado pelos profissionais de outras empresas concessionárias de energia do país.

“Somados às distribuidoras CPFL, Enel, EDP, ISA CTEEP, Eletrobras, Light, Energisa, que estão aqui hoje [segunda-feira], nós estamos ampliando de 1.400 funcionários da Enel para 2.900 profissionais, além de mais de 200 caminhões para apoiar essas equipes, fora os caminhões de própria Enel, e mais de 50 equipamentos nessa força-tarefa”, anunciou em entrevista na sede da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Leia mais: HIV: falha no controle de exames pode ter prejudicado resultados

Silveira informou ainda que determinou à Enel que o fornecimento de energia seja normalizado em 3 dias. A empresa havia informado que não havia prazo para que a população tivesse a energia restabelecida. “Eu disse à Enel que ela cometeu um grave erro de comunicação e de compromisso contratual com a sociedade de São Paulo em não dar um prazo objetivo. A Enel tem 3 dias para estabelecer a maior parte da energia do povo de São Paulo”, afirmou.

O ministro também criticou a concessionária e o setor de energia por reduzir a mão de obra qualificada e disse que as distribuidoras sofrerão penalidades se não melhorarem a frequência de eventos e da duração de eventos como esses. “Elas serão penalizadas caso não tenham uma previsão ou planejamento necessário a evitar esse tipo de evento, porque é evidente que o mundo passa por eventos climáticos severos e que o setor de distribuição têm que se precaver no planejamento com relação a esses eventos. Não é possível esse setor ser reativo”.

Leia mais: Defesa Civil confirma sete mortes após temporais no estado de SP

O ministro ressaltou que o governo não está tratando da renovação da distribuição da Enel, conforme disse o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, na tarde de domingo (13). “Isso é fake news. A Enel vence seu contrato em 2028. Ela tem até 2026 para se manifestar sobre a sua renovação. [O Ministério de] Minas e Energia estava tratando da renovação de contrato com a Enel”.

Silveira recomendou ainda que o prefeito Ricardo Nunes se preocupasse com a questão urbanística da cidade. “Na verdade, mais de 50% dos eventos foram por árvores caindo em cima do sistema de média e baixa tensão em São Paulo, o que hoje, infelizmente, nem as distribuidoras, por questão de força legal, e inclusive, por licença ambiental, têm a prerrogativa de cuidarem”.

Leia mais: Focos de incêndio no Brasil já são 76% mais numerosos que em 2023

O temporal que atingiu a cidade de São Paulo começou por volta de 19h30 de sexta-feira, deixando vários bairros da cidade sem luz, afetando inclusive a distribuição de água. Até sábado, sete pessoas haviam morrido no estado em virtude das chuvas, sendo três em Bauru, no interior, e quatro na região metropolitana da capital.

Leia também:

Compartilhar:

Relacionados