Polícia Federal abre inquérito contra Pazuello por crise no Amazonas O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. (Foto: Erasmo Salomão/MS) PANDEMIA NO BRASIL

Polícia Federal abre inquérito contra Pazuello por crise no Amazonas

Procuradoria da República cita possível omissão do ministro e pediu investigação ao STF. Pazuello terá de prestar depoimento

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  • Polícia Federal abriu inquérito para apurar a conduta do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, na crise de Covid‑19 em Manaus.
  • A medida foi determinada pelo ministro do STF, Ricardo Lewandowski, após pedido do procurador‑geral da República, Augusto Aras, e ação do partido Cidadania.
  • A PGR apontou indícios de atraso no envio de cilindros de oxigênio ao Amazonas, apesar de alerta recebido em dezembro.
  • A investigação também questiona a divulgação, em 14 de janeiro, de 120 mil unidades de hidroxicloroquina como tratamento para Covid‑19, dias antes do colapso hospitalar.

A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar a conduta do ministro da saúde, Eduardo Pazuello. A medida foi uma determinação do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, devido à crise causada pela pandemia de covid-19 no Amazonas.

Eduardo Pazuello, ministro da Saúde
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.
(Foto: Erasmo Salomão/MS)

Há duas semanas, o sistema de saúde entrou em colapso em Manaus com a falta de oxigênio hospitalar, o que causou a morte de pacientes. O governo do Amazonas passou a transferir pacientes para outros Estados.

O inquérito foi pedido pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, depois de uma ação do partido Cidadania e de informações prestadas pelo ministro.

A PGR apontou indícios de atraso no envio de cilindros de oxigênio. A Procuradoria afirma que o Ministério da Saúde recebeu informações sobre um possível colapso do sistema de saúde de Manaus em dezembro. Porém, só enviou representantes em janeiro.

A ação também questiona o fato de a pasta ter informado a distribuição de 120 mil unidades de hidroxicloroquina como medicamento para tratamento da Covid-19 no dia 14 de janeiro, às vésperas do colapso por falta de oxigênio. O remédio não possui eficácia comprovada contra o vírus, mas o próprio ministro e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) já realizaram uma série de menções defendendo seu uso.

Lewandowski determinou que Pazuello terá a prerrogativa de marcar dia, horário e local para ser ouvido em depoimento pela Polícia Federal.

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