O escândalo do Rioprevidência e o prejuízo bilionário Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Banco Master

O escândalo do Rioprevidência e o prejuízo bilionário

Deputado estadual Flávio Serafini denunciou na ALERJ as irregularidades contra o fundo dos servidores. Ex presidente do fundo de pensão foi preso ontem pela PF

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  • A Polícia Federal prendeu David Marco Antunes, ex‑presidente da Rioprevidência, por suspeita de desvios milionários.
  • A investigação aponta transações irregulares com o Banco Master que financiaram investimentos de alto risco.
  • Esses investimentos causaram perda estimada em cerca de R$ 1 bilhão dos cofres previdenciários do Rio de Janeiro.
  • O fundo de pensão ficou totalmente exposto, pois não possui a proteção do Fundo Garantidor de Créditos.

A Polícia Federal prendeu David Marco Antunes, ex-presidente do Rioprevidência, em uma operação sobre desvios milionários. A investigação foca em transações suspeitas com o Banco Master. Nesse sentido, o cenário é alarmante para os servidores do Rio de Janeiro. A gestão de Antunes é acusada de fazer investimentos de altíssimo risco para o Rioprevidência. Como resultado, houve uma perda de aproximadamente R$ 1 bilhão dos cofres previdenciários.

De acordo com o deputado Flávio Serafini, o esquema foi denunciado na ALERJ. A chegada de Antunes à presidência marcou o início das relações com o Banco Master. O esquema consistia em aplicar recursos em fundos ligados ao banco. Embora prometessem retornos altos, esses ativos traziam riscos inaceitáveis para a previdência.

Diferente de pessoas físicas, fundos de pensão não possuem a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Dessa forma, o capital ficou totalmente exposto. Antunes teria burlado o conselho da autarquia para viabilizar o plano. Inicialmente, ele obteve uma aprovação de R$ 120 milhões usando uma redação ambígua na ata. Posteriormente, o valor saltou para R$ 1 bilhão sem novas avaliações, transformando dinheiro público em “pó”.

Impacto nas aposentadorias

O prejuízo atinge duramente os servidores que ingressaram após 2013. Até então, esse grupo era considerado a parte “saudável” do sistema. Estima-se que até 30% dos recursos desse fundo foram perdidos nas operações. Além disso, o Estado do Rio projeta um déficit de R$ 19 bilhões para o próximo ano. Portanto, o Tesouro estadual não terá condições de cobrir o rombo deixado.

Desdobramentos e investigações

A operação também mirou outros alvos, como os irmãos Schimit, em Santa Catarina. Eles são suspeitos de ocultar provas e documentos essenciais. Enquanto isso, no legislativo, cresce a pressão pela abertura de uma CPI. O objetivo é identificar os mandantes políticos por trás da nomeação de Antunes. Afinal, a investigação busca entender quem permitiu que o esquema prosperasse, ignorando os alertas do Tribunal de Contas.

Por fim, o deputado Flávio Serafini participou do programa Café do MyNews nesta quarta-feira para detalhar as denúncias. Você pode conferir a análise completa e a íntegra do programa no vídeo abaixo:

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