Agro de Minas sente guerra e exportações despencam para o Oriente Médio Foto: Freepik

Agro de Minas sente guerra e exportações despencam para o Oriente Médio

Conflito pressiona logística global, derruba embarques e acende alerta no setor produtivo mineiro

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  • Em março, com o início do conflito entre EUA, Israel e Irã, as exportações do agronegócio de Minas Gerais para o Oriente Médio recuaram 27,65%, de US$ 78,53 mi em fevereiro para US$ 56,82 mi.
  • O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio registrou queda de 26% nas exportações brasileiras ao Oriente Médio, de US$ 1,2 bi em março de 2023 para US$ 882 mi em 2026.
  • Carnes e soja lideraram as perdas, enquanto o café mineiro manteve desempenho mais estável.
  • A Fecomércio indica que a maior oferta interna pode pressionar preços para baixo, mas a alta do petróleo eleva custos; acordos recentes, como o com a Turquia, podem favorecer a recuperação nos próximos meses.

Minas Gerais foi um dos estados mais impactados pelos efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio. Em março, primeiro mês do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, as exportações do agronegócio mineiro para a região caíram 27,65%, superando a média nacional. Os dados das secretarias estaduais indicam que o volume exportado recuou de US$ 78,53 milhões em fevereiro para US$ 56,82 milhões em março.

No cenário nacional, a retração também foi significativa. Levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços aponta queda de 26% nas exportações brasileiras para os países do Oriente Médio, passando de US$ 1,2 bilhão em março do ano passado para US$ 882 milhões em 2026. Entre os produtos, carnes e soja lideraram as perdas, enquanto o café mineiro conseguiu manter desempenho mais estável.

A principal explicação para o recuo está na instabilidade do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. O aumento do risco logístico elevou custos com frete e seguro e levou à reprogramação de embarques. “Há menor previsibilidade na entrega das cargas”, afirmou o superintendente da Secretaria de Agricultura de Minas, Feliciano Nogueira.

Além do impacto direto nas exportações, os efeitos podem chegar ao consumidor. A maior oferta interna tende a pressionar preços para baixo no curto prazo, mas a alta do petróleo pode anular esse movimento ao encarecer transporte e logística. Segundo avaliação da Fecomércio, o cenário ainda é incerto, mas acordos comerciais recentes, como o firmado com a Turquia, podem ajudar na recuperação gradual do fluxo a partir dos próximos meses, segundo o R7.

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