Risco de derrota de Lula para Flávio rondou com força congresso do PT Foto: Reprodução

Risco de derrota de Lula para Flávio rondou com força congresso do PT

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Discussões internas expõem preocupação do PT com avanço da oposição e cenário mais competitivo para 2026

O 8º Congresso Nacional do PT terminou com um clima de alerta entre lideranças do partido. Apesar do tom festivo do encontro, realizado em Brasília, a possibilidade de uma derrota de Lula para Flávio Bolsonaro em 2026 apareceu como uma preocupação central nos discursos e nas conversas de bastidor.

A ausência de Lula, que passou por um procedimento médico, também marcou o evento. Para substituir a presença do presidente, o partido exibiu uma fala feita por ele em um encontro sobre democracia na Europa. Ainda assim a tônica do congresso foi menos de comemoração e mais de mobilização diante do avanço da oposição.

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Fernando Haddad foi uma das principais vozes do encontro. Em discurso, defendeu a reeleição de Lula como “um imperativo” e mirou Flávio Bolsonaro, a quem chamou de “Bolsonarinho”. O ministro também buscou reforçar entregas do governo, como queda do desemprego, investimentos em programas sociais e retomada de políticas públicas.

Nos bastidores, porém, o PT reconhece dificuldades. A avaliação é que a disputa será diferente de 2022, quando Lula venceu com o apoio de uma frente ampla e vantagem nas pesquisas. Agora, Flávio Bolsonaro aparece competitivo, enquanto Romeu Zema tenta crescer nas redes e disputar espaço dentro do campo da direita.

O congresso também aprovou um manifesto final considerado tímido, sem radicalizações e com menções genéricas à reforma do Judiciário. A estratégia petista, por enquanto, parece ser tentar reacender a militância, voltar às ruas e apostar novamente no peso político de Lula. Mas o recado deixado pelo encontro foi claro: dentro do PT, a eleição de 2026 já é tratada como uma disputa de alto risco.

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