Deputados disputam “a tapa” vaga na comissão do fim da 6×1 Sessão da CCJ que aprovou a admissibilidade do fim da jornada de 6x1 de trabalho | Foto: Evandro Éboli

Deputados disputam “a tapa” vaga na comissão do fim da 6×1

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Aprovada na CCJ a admissibilidade, atenções se voltam agora para a criação da comissão especial, vista como potencial palanque eleitoral

Aprovado ontem na Comissão de Constituição e Justiça, o avanço da emenda constitucional que acaba com o fim da escala de trabalho 6×1 já gera disputa interna entre os partidos. É que, agora, será instalada a comissão especial que irá analisar o mérito da proposta, espaço que dá muita visibilidade e vira cobiça maior ainda em ano eleitoral.

Com previsão de duração até maio, esse colegiado concorre a ser o tema mais importante a ser debatido nesse ano do Congresso Nacional, com sessões transmitidas. Os partidos irão ainda indicar seus representantes, mas tem muitos parlamentares de olho, no governo e na oposição.

Perguntado ontem se teria interesse em participar da comissão especial, o deputado Rubens Pereira Junior (PT-MA) respondeu que irá aguardar a liderança de seu partido, mas afirmou: “Mas quero participar, sim”. Ele é titular da CCJ e foi um dos condutores do tema na discussão da comissão, pelo lado do governo.

Também do PT, Reginaldo Lopes (MG), autor de uma das PECs, dá praticamente certo sua presença na comissão especial. E já faz planos. “Na comissão, vou apresentar o projeto de lei enviado pelo governo como uma emenda ao texto do relator (Paulo Azi, União/BA), e, em vez de reduzir de 44 horas semanais de trabalho para 36 horas, vamos aprovar as 40 horas combinadas”, disse o petista mineiro.

Paulo Azi é cotado para permanecer na relatoria também na comissão. Ele tem o apoio entusiasmado dos governistas, por sua condução, e não enfrenta oposição dos bolsonaristas. E, o principal, tem a simpatia do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que ontem posou para fotos com ele e com o presidente da CCJ, Leur Lomanto Jr. (União-BA).

Motta disse hoje que criará a comissão amanhã, sexta, e que será instalada na semana que vem. A seu lado estava o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP). Perguntado se esse parlamentar poderia presidir, Motta elogiou seu nome, mas mais pela circunstância e não ser deselegante com o amigo.

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